Sexta-feira, 19 de Maio de 2006

Direitos Adquiridos ou Roubo aos Contribuintes?

 

 Hoje podemos assistir a mais uma manifestação da função pública em Lisboa. Até ai tudo bem pois todos temos o direito a greve seja ela justa ao não.

Mas o que me causou alguma revolta nesta manifestação foi uma das frases de ordem utilizadas, gritavam assim os funcionários públicos, cheios de convicção: “direitos conquistados não podem ser roubados!”, pois bem mas o dinheiro dos contribuintes pode ser “roubado” ou mal aplicado se for menos ofensivo, a pagar ordenados a muito destes funcionários, quando a sua produtividade o ou é negativa ou está muito próxima de zero. A minha critica já mais se pode generalizar a toda a função pública, pois também existem pessoas que trabalham e que suam a sua camisola, mas pelo desempenho de Portugal a muitos níveis acredito que certamente estas estão em minoria.

Será que muitos desses direitos não têm que ser perdidos em função da racionalidade económica/financeira que a nossa situação exige?

Será que somos todos patriotas, mas só até ao momento em que nos cabe a nós com o nosso sacrifício ajudar a nossa nação a sair de uma situação que não é de forma alguma positiva.

Como resolver os problemas destes funcionários públicos, que pensam que o Estado é a Santa Casa da Misericórdia? Em parte este problema existe por cargas político/demagógicas que são impregnadas por muitos sindicatos que tem como única função não defender os trabalhadores, mas sim defender lobis que são estão cheios de pessoas que fazem muito pouco e pela única coisa que sempre lutaram foi ter um

“Tacho” na função pública para que assim possam ter uma vida descansada com o dinheiro na conta ao fim do mês e sem se cansarem muito.

Pois bem penso que isto poderia ser resolvido com a privatização de muitos sectores, pois se isto já está a acontecer na saúde e na educação, porque não em muitos outros.

Os privados com tem com principal objectivo a obtenção do máximo lucro económico vão exigir que os seus trabalhadores sejam o mais rentáveis possíveis e assim toda a sociedade ficariam sem duvida nenhuma a ganhar.

Gostaria de fazer uma nota final, para o papel que o estado teria num sociedade onde o sector privado fosse dominante, o estado seria regulador e não permitiria que os privados tivessem como único e exclusivo objectivo o máximo lucro económico, mas também uma preocupação com o bem estar da sociedade em geral, com aspectos sociais, ambientais, etc.

É claro que é necessária coragem política para fazer estas reformas tão importantes, mas enquanto os partidos políticos (principalmente os de poder), não as fazem para não correm o risco de derrotas devido ao descontentamento de parte da população, quem paga a factura é a sociedade em geral. Entretanto Portugal continua na cauda da Europa, o Pacto de Estabilidade e Crescimento corre o risco de não ser cumprido, o desemprego adquiriu contornos catastróficos, e estes senhores que pesam como chumbo nas despesas gerais do estado português ainda têm a coragem de vir para a rua dizer que os direitos que eles adquiriram quando políticos incompetentes ou a situação do país era outra, nomeadamente quando entrava 2 quase dois milhões de euros por dia em Portugal, não são para ser roubados. Exista paciência para esta gente que em parte não tem a culpa pois tem lideres sindicais que mais não são que simples vendedores de utopias.


 

rmgv

publicado por alcacovas às 21:01
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3 comentários:
De ze da esquina a 20 de Maio de 2006 às 17:36
muito bem
De Ludovicus Rex a 20 de Maio de 2006 às 19:03
Penso ser mais Roubo...
Bom Fim de Semana
De alcacovas a 20 de Maio de 2006 às 19:06
Concordo na generalidade com o spot do Ricardo e como eu, muitos, senão a maioria, dos portugueses também concordam. Ninguem gosta de perder o que já tem, mas na realidade as pessoas já perceberam que se o País não mudar radicalmente, sobretudo quanto à sua monstruosa máquina administrativa (central e local), correm o risco de perder muito mais, sobretudo perder o mais importante: o emprego. O Estado, no sistema actual, não cria emprego directamente. Pelo contrário, deve reduzir o que criou ao longo de muitos, muitos anos, e procurar, por todos os meios ao seu alcance, estimular, criar condições, modernizar a legislação vigente, melhorando o ensino, etc, para que o sector privado cumpra melhor a sua missão. Esta história dos sindicatos e dos slogans demagógicos, estafados e esgotados, já não convence a maioria dos portugueses. Uma pequena notícia, na Imprensa de hoje, diz-nos que a maioria dos franceses, 61%, acha que a esquerda já não se distingue da direita. Ou por outras palavaras, minhas, as pessoas querem ver resolvidos os problemas ciclópicos que pendem sobre a nossa sociedade, de forma competente, eficaz, duradoura e equitativa e não com tiradas cansadas, poierentas, inventadas há mais de um século. Parece que os nossos políticos ainda não perceberam, ou não querem, que têm que mudar. Mas, infelizmente, isso é muito difícil. Não há ideias novas, ou estão guardadas na gaveta, e há um temor enorme das eventuais consequências para eles,( políticos ou partidos): perderem eleições, perderem os "tachos", irritarem certos poderes corporativos, etc. Será que algumas centenas de homens/políticos de grande inteligência, com formação em grandes Escolas, de sólida experiência governativa, não são capazes de pôr o nosso país na senda de um progresso consistente? Ou não querem? Ou têm medo? Por favor. AC p

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