Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O Estado e a Crise

 

O nosso PM, como poderia ser outro qualquer PM de qualquer outro país, disse no seu discurso de abertura da Cimeira Ibero-Americana, entre outras coisas, o seguinte a propósito da crise global:

 

“…Foi a pior crise dos últimos 80 anos…Temos que construir instituições e dispositivos à escala internacional que permitam uma regulação eficaz do sector financeiro…Quando tudo o mais na economia e nas finanças falha é o Estado que não pode falhar…”

 

Parece-me, pela última afirmação do nosso PM, estarmos perante um paradoxo. O Estado é que regulamente, fiscaliza, apoia ou castiga a economia e as finanças e, claro, os seus agentes.

Como é que foi possível esta crise?

Por culpa de agentes gananciosos, desonestos e criminosos ou por culpa dos Estados (o nosso e muitos outros) que não souberam ou não quiseram travar, investigar a fundo e matar o “crime” à nascença?

Ou por culpa de uns e de outros?

O Estado é que não pode falhar!

Quando?

Antes das crises ou depois de elas nos caírem em cima?

Ou será que o Estado se “alimenta” com as crises? Um óptimo pretexto para fazer crescer o dito Estado. De crise em crise até ao Estado total.

Bem lidas e interpretadas as palavras do nosso PM ficamos (se não estivermos atentos) com a impressão de que ele não teve nenhumas responsabilidades nesta crise e que, agora, está a fazer um esforço extra para debelar os males criados por outrem.

O PM é pela força do voto o Sr. Eng. Sócrates. Poderia ser outra pessoa, mas os argumentos seriam provavelmente iguais ou similares.

Haverá excepções? Acredito que sim.

AC

 

publicado por alcacovas às 15:58
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