Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

PSD aposta em gastos absurdos de dinheiro público, no chumbo dos alunos à antiga e na luta contra os homossexuais

  

O programa eleitoral do PSD está mesmo para sair da fornalha, mais logo às 18 horas, mas já foram avançadas algumas das principais linhas, das quais faço um resumo:
- o programa vai dar primazia à economia, como seria de esperar, mas tirando importância quase na totalidade a áreas como o Ambiente e Cultura;
- no domínio da economia faz-se demagogia, dizendo que não se aumentam impostos, seguindo logo para os gastos absurdos que o PSD está disposto a fazer, a sacrificar os portugueses, para pagar todos os adiamentos e cancelamentos de obras públicas lançadas pelo PS;
- no domínio da educação, tão controverso nos últimos 4 anos, não se propõe nada de muito novo, a não ser o voltar ao chumbo dos alunos por faltas;
- e, claro, não poderia faltar uns pozinhos de conservadorismo extremo (contrariando a tendência da maioria dos países da UE), uma aposta clara na luta contra direitos civis, nomeadamente a inviabilização e a rejeição do casamento homossexual. Obviamente que sendo um assunto controverso, mas com discussão urgente, o PSD aposta no contrário ao PS, pois parece que a conquista de votos é muito mais importante que os direitos à igualdade e liberdade.
 
De salientar, a falta de ideias para cultura e ambiente. Parece-me ser inadmissível que nos dias de hoje não se falar nas questões ambientais como questões primordiais de actuação de um governo. Muito provavelmente, o facto do governo PS ter feito um trabalho extraordinário nesse domínio, colocando Portugal no topo dos países que têm investido nas energias renováveis, levou à ausência na referência deste assunto, não vá isso dar créditos ao Sócrates..

 
O programa parece assentar muito numa espécie de ataque às medidas contestadas do governo PS...Ainda é cedo para falar, é preciso ter o documento na mão, mas depois da entrevista dada por Manuela Ferreira Leite à RTP1 e pelas primeiras declarações relativas ao programa eleitoral antevê-se o que Mário Soares apelidou de "um deserto de ideias".
  
B. Borges

publicado por alcacovas às 13:40
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13 comentários:
De alcacovas a 29 de Agosto de 2009 às 16:18
“- no domínio da educação, tão controverso nos últimos 4 anos, não se propõe nada de muito novo, a não ser o voltar ao chumbo dos alunos por faltas;”

Será que as politicas adoptadas pelo PS na educação são as melhores? Acho que não e por isso devem ser corrigidas. E ai concordo com o PSD, o sistema de ensino deve ser mais rígido e se necessário punitivo (como é o caso do chumbo dos alunos por faltas), se não o que é que se está a criar? Um sistema educacional ideal para o mundo perfeito. Mas infelizmente não é nesse que vivemos. Vivemos num mundo exigente onde existem regras que tem de ser cumpridas. E se os alunos não as são habituados a cumprir desde a escola quando é que as aprendem a cumprir?
Ainda no que respeita à educação eu vivia num país em que o mérito era premiado e onde só quem verdadeiramente se esforçava e merecia tinha acesso à universidade pública. Hoje vivo num país em que as portas das universidades públicas foram abertas de uma forma desordenada e desordenada. Tendo o governo socialista que o fez um único objectivo. Empolar os número, fazer passar para o exterior (OCDE e EU) que o nosso país é um país como muitas pessoas formadas. Mas serão bem formadas? Será que uma pessoa que saiu da escola ao 9º ano, teve uma serie de anos sem estudar e que depois faz o 12ºano num ano lectivo e entra para a universidade no ano a seguir têm as bases suficientes? Aqui o governo não se preocupou com a formação consistente dos portugueses, preocupou-se sim com os números, com os rankings e com a imagem que transmitia para o exterior.

“…uma aposta clara na luta contra direitos civis, nomeadamente a inviabilização e a rejeição do casamento homossexual”

Ao inviabilizar o casamento dos homossexuais o PSD está a lutar contra os direitos civis? Eu penso que não! Considero que o casamento dos homossexuais deve ser inviabilizado e darei sempre o meu contributo para que nunca no meu país o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo seja reconhecido por lei. Faço-o acima de qualquer outra convicção por convicção pessoal. E como diria o Manuel Alegre (um grande dirigente do PS ao contrario de outros modernaços que por ai apareceram) não me dobram, não me vergam, não me ….
O PSD ao inviabilizar o casamento dos homossexuais faz uma proposta corajosa, pois tem coragem de defender assumidamente a família como instituição fundamental para o desenvolvimento da sociedade. E eu sou daqueles que acredito que a família como sempre a conheci (Pai (Homem), Mãe (Mulher) e filhos) é o alicerce fundamental para o desenvolvimento e crescimento de uma sociedade sustentada constituída por pessoas equilibradas de cabeça.
Isto do casamento dos homossexuais e da defesa do mesmo é acima de tudo contra natura, para além de prestar tributo a uma certa cultura urbana, composta por intelectuais que se julgam sempre muito à frente da sociedade onde vivem e que querem ser modernos e viver de verdades importadas querendo que essas verdades sejam as melhores para os outros. Mais uma vez não me dobram, não vergam, não me ….
Não tenho rigorosamente nada contra os homossexuais, embora não consiga entender a sua escolha sexual respeito-a. Mas isso não significa que eu concorde com todas as asneiras que se são ditas em defesa dos homossexuais. Até porque não vejo motivos para os defender uma vez que ninguém os anda a atacar.

Por isso como ontem disse Joaquim Pina Moura, antigo Ministro das Finanças e da Economia do Partido Socialista no tempo de António Guterres, o programa do PSD é focado e clarificador.


Ricardo Miguel Vinagre
De alcacovas a 29 de Agosto de 2009 às 19:44
Caro Ricardo,

no que dizes relativamente à educação, concordo apenas com o facto do sistema actual apresentar algumas deficiências, uma vez que continuam a existir muitas divergências e problemas com as escolas. Mas acho que o ensino precisa de um modelo novo e não um de retrógrado, em que se volte atrás. A escola e professores devem ter autoridade sim, não posso deixar de concordar. Mas digo não à opressão, rigidez e punição. Estamos no século XXI e existem métodos pedagógicos mais apropriados. Considero que o ensino deve basear-se numa relação de respeito mútuo, com profissionalismo, cultivando no aluno sentido de responsabilidade e autonomia, sobretudo no secundário. Utópico, ideal, perfeito?? Existem bons exemplos, sobretudo nos países do Norte da Europa e Américas, basta segui-los e adapta-los. O PSD e Manuela Ferreira Leite quando tiveram a pasta da educação nas mãos não contiveram a tendência actual. Verdade?

O sistema de avaliação de professores deve ser revisto, mas apenas no sentido de uma maior aproximação à nossa realidade. Pensemos e tratemos este problema como sendo da educação e não como político e de interesses profissionais e pessoais, como tem vindo a acontecer até aqui.

Passei por turmas consideradas por alguns professores como "a pior da escola", em que existia muito desrespeito e falta de aprendizagem com alguns professores (normalmente opressivos, rígidos ou, pelo contrário, passivos e que se vitimizavam, ou seja que não mantinham uma relação de respeito) e com outros existia muito respeito e aprendizagem (muito profissionais, conhecedores, liberais, normalmente adorados pelos alunos e que nem por isso eram dados a piadas e fuga ao trabalho).

Sem querer parecer exagerado, mas depois de ver a apresentação de quinta feira de Manuela Ferreira Leite, maioria do que o PSD propõe para os próximos 4 anos é parar, rever e rever, voltar atrás, reformular, estagnar. Um discurso demasiado pessimista para aquilo que considero ser necessário para o país.

Relativamente à questão do mérito do ensino e do acesso ao ensino superior, julgo teres um tratamento da questão muito diferente do meu. Considero que quem tem mérito deve aceder ao ensino superior e quem não o tem deve lutar por ele para lá chegar. Mas não parto do princípio que todas as pessoas nascem com igualdade de oportunidades e que, a criar um sistema alternativo, há que conseguir encaixar quem não teve as mesmas oportunidades num modelo de educação que os encaminhe. O programa do PS não é perfeito, pode até trabalhar para estatística, mas tem mérito na medida em que criou caminhos, facilitou o ensino dos que tiveram um percurso diferente, que ambicionam mais, que se querem valorizar, que querem ser mais informados, para além de que é uma solução bastante feliz, quanto a mim, no combate ao desemprego. Julgo que um bom escape ao desemprego seja o investimento na educação e formação profissional. E levou portugueses “à escola”, portugueses que nunca tiveram essa oportunidade ou viram facilitada essa possibilidade e, mais importante, levou muitos portugueses a aprender, a actualizarem-se, a valorizarem-se, a conseguir novas perspectivas de emprego. Sei que podem achar isto até ridículo, mas eu falo porque conheço muitos casos de pessoas que ganharam muita confiança em si, que se valorizaram, que revelaram todo o mérito e vontade para aceder ao ensino superior, que se motivaram para a mudança através deste novo modelo.
Quanto ao ensino superior não gosto da tua perspectiva do governo controlador e do estudante passivo. A boa formação de um estudante na universidade depende muito da sua vontade. A experiência veio a confirmar-me que um canudo, mesmo de uma universidade ou curso “de prestígio”, nem sempre revela mérito e/ou uma pessoa “bem formada”.

(continua)
B. Borges
De alcacovas a 29 de Agosto de 2009 às 21:02
(continuação)

Quanto à questão do casamento homossexual já conheces a minha opinião; sabes que não concordo com uma linha do que escreves, mas respeito a tua opinião. É-me indiferente a questão do casamento, mas não a da restrição de igualdade de tratamento entre pessoas. Não quero fazer comentários, senão a dizer-te que julgo não existir direito por parte de uma maioria restringir direitos de igualdade a uma minoria que lhe é igual, mas diferente num aspecto alvo de preconceito. Dizia R. Carneiro, a propósito do tratamento das minorias na sociedade em geral, que "a grandeza humana afere-se na qualidade do respeito que se demonstra pelo outro ser humano, não tanto em contexto de inferioridade mas sobretudo quando a contingência do seu percurso a coloca em posição de superioridade perante um outro fragilizado ou vulnerabilizado na condição humana e nos seus direitos fundamentais.”

Abraço, até breve
B. Borges
De tiago afonso a 29 de Agosto de 2009 às 23:02
"composta por intelectuais que se julgam sempre muito à frente da sociedade onde vivem e que querem ser modernos e viver de verdades importadas querendo que essas verdades sejam as melhores para os outros. Mais uma vez não me dobram, não vergam, não me …."

Sim senhor grande frase!! Na minha humilde opinião de burro que sou e de esquerda digo:

- Há que saber distinguir importar modernices e ser atrasado/subdesenvolvido o que é o caso do PORTUGALITO e os seus dirigentes ILUMINADOS, que são o reflexo dos seus cidadãos. Acho que me fiz entender.

Tiago Afonso
De alcacovas a 30 de Agosto de 2009 às 00:08
Caro Tiago,

Claro que te entendi! Mas é a minha opinião e como tal por muito que ela não te pareça bem eu entendo que ela é o melhor para o meu país e para a sociedade que eu idealizo. Portanto vou continuar a defende-la. Não se trata de burrice trata-se de divergência de opinião e é normal que ela surja em questões fracturantes como esta.
Só respondi ao post do Bruno e ao teu comentário porque vocês são pessoas inteligentes e por isso dá-me prazer debater estes temas sérios com pessoas informadas e esclarecidas que têm opinião diferente da minha.

Por fim queria dizer-te, que na minha opinião ser de esquerda não corresponde a apoiar todos os disparates fracturantes para a sociedade.


Ricardo Miguel Vinagre
De Tiago Afonso a 30 de Agosto de 2009 às 12:59
Caro Ricardo,

O tema casamento Gay não é para mim nem para o País, uma prioridade absoluta, e não passa de uma cartada do PSD para conquistar votos daqueles que idealizam tal como tu uma Sociedade "SÃ" pois, porque aquilo é gente doente!!! Tal como na descolonização, este tema vai espelhar o nosso atraso perante os demais parceiros Europeus!!!
Os idealistas como os nacionalistas de há uns anos, que queriam manter Africa como colónia mentalizem-se do seguinte:

- Se não vai a bem vai a mal, daqui a meia duzia de anos, porque o desenvolvimento não pára (excepto nalguns Países como Portugal que tá parado há algum tempo), a pressão da comunidade dos direitos humanos virá e nós os ATRASADOS, ficaremos mais uma vez na história como os retardados que só sobre pressão aprovaram algo que espelha o desenvolvimento de uma sociedade sem preconceitos.

CORAGEM tem o Socrates ao lançar um tema que o faz perder votos, o PSD oportunista e desesperado sem ideias, aproveitou e fez campanha!!

Candidatos como a Manuela Leite estarem em vias de assumir o poder, faz-me ter vergonha de dizer que sou PORTUGUÊS.


De Tiago Afonso a 30 de Agosto de 2009 às 13:24
Caro Ricardo,

Digamos que a questão do ensino é um PROBLEMÃO que tem ANOS e a solução é qual????

O ensino à antiga, pois porque ai sim obtivemos grandes resultados.... espanta-me tal vazio de ideias!! Se agora estamos mal há uns anos estavamos muito mal e se não temos ideias úteis então copiemos o sistema de paises com sucesso, voltar a um sistema falhado mostra mais uma vez o nosso atraso.

Quanto aos maiores de 23 anos, há muita gente que merece esta oportunidade e que a aproveita os que não merecem ficarão pelo caminho. Não te sintas ameaçado por estes ultimos mas sim pelos que gostavam de ter estudado mas não puderam, por questões financeiras entre outras, embora as grandes capacidades que tinham. Este sistema não é nosso já existe em Países que estão anos de luz à nossa frente.

Reformas reformas reformas ísto sim era necessário e o unico que teve coragem para as propôr foi o Socrates, umas melhores que outras, mas como em tudo o que é novo há que limar arestas.

Atraso atraso atraso é o que vem com o PSD, NÃO NÃO NÃO!!!!! UM partido PARTIDO ao meio e sem ideias VERGONHOSO!!!!
De alcacovas a 31 de Agosto de 2009 às 02:54
Caríssimos Bruno e Tiago,

Esta não é a primeira vez que discutimos temas fracturantes onde as nossas ideias se encontram em campos opostos. E os temas apresentados neste pequeno debate que temos vindo a travar são de facto fracturantes, ou melhor, o casamento entre as pessoas do mesmo sexo é um tema fracturante onde só existe espaço para duas opiniões, ou se concorda ou se discorda. É notório que neste campo estamos lados completamente opostos, mas isso a mim não me preocupa pois da mesma forma que eu respeito a vossa opinião sei que vocês respeitam a minha mesmo que não concordem com ela como eu não concordo com a vossa. Já a educação para mim não é um tema fracturante, mas sim estruturante e ai é importante que exista um debate de ideias para que no fim se consiga encontrar um modelo que vá de encontro às necessidades educacionais e de formação dos portugueses. Gostei de ler os argumentos do Bruno que considero validos e que respeito até pela sua experiencia na área da educação ser muito maior que a minha. No entanto, continuo a achar que se passou de um sistema que podia estar velho e gasto mas que era um sistema de ensino de rigor para um sistema de ensino de facilitismo. Isto também para dizer ao Tiago que não me sinto minimamente ameaçado pelas pessoas que entraram para a Universidade beneficiado deste modelo educacional! Porque havia de sentir? O mercado de trabalho encarregar-se-á de excluir os que não têm capacidades para os cargos que ocupam e isto aplica-se a todas as pessoas sejam ou não formadas, tenham-se formado antes ou depois da implementação deste novo sistema e tenham ou não beneficiado do novo modelo de acesso ao ensino superior para os maiores de 23. Não é isso que esta em causa! Pois todos devem ter acesso à educação e à formação superior se assim o entenderem. O que está em causa é que o sistema de ensino tem de ser mais exigente (e não disse opressor) e não embarcar numa óptica de facilitismo com o objectivo de mascarar e empolar percentagem para a OCDE e a U.E. No limite a minha questão é a seguinte: fará sentido estar o Estado a financiar a formação de pessoas ao nível superior (sim porque num universidade pública as propinas pagas pelos alunos não cobrem totalmente os custo que a universidade tem na sua formação tendo o Estado de financiar as Universidades através do seu orçamento geral) bem acima das capacidades de absorção do mercado de trabalho? Para quê? Para estarmos bem colocados nos rankings das organizações acima referidas? Mas em que é que isso resolve o problema do nosso país? É com isso que resolvemos o deficit da nossa balança comercial? É com isso que acabamos com os quase 500 mil desempregados que existem no nosso país? É com essas medidas que o país gera riqueza? Se um dia me provarem que sim eu engulo o meu orgulho e assumo publicamente que me enganei, mas até lá, continuo a defender a minha opinião que no ensino devemos seguir os melhores exemplos, como os dos países nórdicos em que a economia cresceu baseada na educação e na investigação, mas que têm por trás um sistema de ensino bastante exigente.
(Continua)

Ricardo Miguel Vinagre
De alcacovas a 31 de Agosto de 2009 às 02:55
(Continuação)
Por fim Tiago gostaria de te dizer que em relação às tuas afirmações no final dos teus comentários sobre o PSD, as mesmas não me afectam minimamente. Por os motivos que passo a citar:
1) Nunca disse nem o vou dizer se apoio ao não o PSD nas eleições legislativas apenas me limitei a dizer que concordo com alguns dos pontos apresentados no seu programa eleitoral, assim como também concordo com pontos apresentados pelo PS.
2) Temos um ponto em comum eu também acredito na esquerda, mas ao contrário de ti eu acredito num esquerda responsável e não numa esquerda fracturante à boa moda do BE. Acredito numa esquerda que defende a intervenção do estado na educação, saúde e na segurança pública mas que não limita a intervenção dos privados em nenhum campo de actividade;
3) Não tenho vergonha em assumir a minha simpatia por alguns ideais de esquerda e a prova disso é o meu apoio ao PS no nosso concelho;
4) Sou daqueles que acredita que ser de esquerda não é ser contra tudo. Por outras palavras acredito que ser de esquerda não é ser parte do problema, mas sim ser parte da solução para o problema;
5) Talvez eu tenha um grande defeito e por isso não me consideram de esquerda. Eu não sou daqueles que por ser de esquerda reclamo toda a razão nas discussões que tenho, acossando todos os outros que têm opiniões diferentes da minha de retrógradas, ultrapassados e conservadores;
6) Se por as razões em cima enumeradas eu não puder ser de esquerda então que seja demitido da esquerda, porque em cima apresento em traços muito gerais o que para mim é a esquerda.


Abraço,

Ricardo Miguel Vinagre

P.S. Perdoem-me não ter escrito um comentário para cada um em separado mas o meu objectivo inicial era unicamente dizer-vos que é para mim um prazer ter pessoas como vocês, por quem tenho uma enorme estima, a fazerem contraditório às minhas opiniões.
De Tiago Afonso a 31 de Agosto de 2009 às 20:36
Caro Ricardo,

"No limite a minha questão é a seguinte: fará sentido estar o Estado a financiar a formação de pessoas ao nível superior (sim porque num universidade pública as propinas pagas pelos alunos não cobrem totalmente os custo que a universidade tem na sua formação tendo o Estado de financiar as Universidades através do seu orçamento geral) bem acima das capacidades de absorção do mercado de trabalho? Para quê? Para estarmos bem colocados nos rankings das organizações acima referidas? Mas em que é que isso resolve o problema do nosso país? É com isso que resolvemos o deficit da nossa balança comercial? É com isso que acabamos com os quase 500 mil desempregados que existem no nosso país? É com essas medidas que o país gera riqueza? Se um dia me provarem que sim eu engulo o meu orgulho e assumo publicamente que me enganei, mas até lá, continuo a defender a minha opinião que no ensino devemos seguir os melhores exemplos, como os dos países nórdicos em que a economia cresceu baseada na educação e na investigação, mas que têm por trás um sistema de ensino bastante exigente."

Os paises nórdicos assumiram uma máxima que é apostar em externalidades positivas ou seja, algo que não é palpável mas que no futuro trará frutos!!!!
O que dizes no excerto acima contraria em tudo esta máxima!!!!!
Considerar o investimento na educação um custo é muito grave. A seu tempo aquilo a que tu chamas de gastos, que o mercado de trabalho não tem capacidade de absorver, terá frutos no futuro porque a formação é um investimento não um custo.
Quanto à tua ideologia de uma esquerda pareceu-me mais uma critica à esquerda do que outra coisa, não misturemos PCP com Bloco pois há uma grande diferença!!!!

Abraço,


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André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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