Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Leitura de Verão

Estes foram os livros que eu decidi trazer para férias e que quero partilhar com vocês:

 

 
Alma
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A memória nostálgica dos lugares encantatórios de Alma, a vila da infância do escritor. Dessa infância, donde vêm as imagens e as emoções que norteiam a vida. Toda a vida: não há flecha que não tenha o arco da infância.

Um romance onde Manuel Alegre “regressa” a Águeda, às brincadeiras de criança, o berlinde, o botão, o futebol, as tardes no rio, as criadas atrevidas, a escola, os primeiros namoros, as conversas conspirativas dos adultos.

 
“CARITAS IN VERITATE”

 

 

 

 

CARITAS IN VERITATE (Caridade na Verdade) é a terceira encíclica de Bento XVI, e a primeira que aborda a questão social. O Papa fá-lo na linha das encíclicas Populorum progressio, de Paulo VI, e Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II, colocando o acento no «grande tema» do desenvolvimento dos povos. A chave de leitura da encíclica é a Verdade: a busca da verdade, inspirada pela fé, deve guiar toda a acção social; sem verdade, sem confiança e sem amor verdadeiro não pode haver consciência nem responsabilidade social. Sem pretender oferecer «soluções técnicas», o Pontífice propõe um novo modelo de desenvolvimento, que articule o mercado com as forças da sociedade civil e os poderes públicos. Exorta a uma maior responsabilização de todos pelo meio ambiente. Apresenta as condições de possibilidade para uma nova ordem social. Alerta, enfim, para os perigos e limites da técnica.

   

 

 
 
A Doutrina do Choque
 
 
Naomi Klein põe um fim ao mito de que o mercado livre global triunfou democraticamente. Expondo o modo de pensar, o rasto do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas, "A Doutrina do Choque" é a história absorvente de como as políticas de "mercado livre" da América têm vindo a dominar o mundo - através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres. Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiria à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país... Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da "Guerra contra o Terror" à Halliburton e à Blackwater... Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos... Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas... Estes acontecimentos são exemplos da "doutrina de choque": o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos - guerras, ataques terroristas ou desastres naturais - para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica. Por vezes, quando os dois primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas. Baseado em investigações históricas inovadoras e em quatro anos de relatos no terreno em zonas de desastre, "A Doutrina do Choque" mostra de forma vívida que o capitalismo de desastre - a rápida reorganização corporativa de sociedades que tentam recuperar do choque - não começou com o 11 de Setembro de 2001. O livro traça um percurso das suas origens que nos leva há cinquenta anos atrás, à Universidade de Chicago sob o domínio de Milton Friedman, que produziu muitos dos principais pensadores neoconservadores e neoliberais cuja influência, nos nossos dias, ainda é profunda em Washington. São estabelecidas novas e surpreendentes ligações entre a política económica, a guerra de "choque e pavor" e as experiências secretas financiadas pela CIA em electrochoques e privação sensorial na década de 1950, pesquisa essa que ajudou a escrever os manuais de tortura usados hoje na Baía de Guantanamo.

 

História da Europa de Leste

 

 

 

Este livro abarca, pela primeira vez num só olhar, os países dessa «outra metade» da Europa situada a Leste, muito tempo esquecida pelo ocidente, e cuja história tem sido até agora fraccionada e dividida em compartimentos estanques em função da geopolítica estalinista (Estados Bálticos incluídos na URSS, democracias populares da Europa Central, países comunistas excluídos da orbita soviética…).

 

Esta abordagem comparativa permite caracterizar com especial clareza as linhas directivas da História contemporânea dessa Europa do Leste. Situados como marcas fronteiras entre o Oriente e o Ocidente, os países que a compõem foram disputados entre as grandes potências da época, passaram maciçamente e muitas vezes pela força, ao comunismo, depois de terem sofrido as consequências terríveis dos regimes fascistas e, para surpresa geral, conseguiram libertar-se do jugo totalitário.

Esta obra demonstra com toda a clareza que a ruptura inesperada do Muro, que marcou a «dessatelização» das «democracias populares» em 1989 e, pouco depois a implosão da URSS, em 1991, constituíram uma revolução nas relações entre as duas partes da Europa: o Leste e o Ocidente.

Em resumo, a história imediata da Europa de Leste é a de uma aventura excepcional que, numa aceleração da história, conduziu esses países a uma democracia, e na sua grande maioria, os levou do Bloco Soviético à União Europeia.

 
Ricardo Miguel Vinagre

publicado por alcacovas às 14:48
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1 comentário:
De alcacovas a 12 de Agosto de 2009 às 13:13
Gostava de ler "Caridade na Verdade" pelo interesse social e político e, ainda, pelo autor da obra (ainda que o actual Papa me pareça conservador de mais).
Um abraço e boas férias
André

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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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