Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Movimento ligado ao PS???

 

Li, com atenção, o artigo do “Peixe Banana”, editado no nosso blog com reflexões sobre as próximas autárquicas.
Gosto de ler o PB, mas nem sempre concordo com o que diz, como é o caso do artigo referido acima.
Vou aqui inserir uma arte desse texto e, sobre ele, fazer alguns comentários.
 
 “ O Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo tem um conceito bastante diferente, nasceu da vontade de conquistar um maior espectro de eleitores, desde da CDU, ao PS e ao PSD, tem uma forte expressão Independente e o apoio do Partido Socialista. Logicamente que este conceito é bastante mais penalizador para uma estrutura política, seria sempre de esperar algumas lutas pela posse de pequenos poderes adquiridos á custa da militância politica. É realmente mais difícil constituir uma unidade numa estrutura deste tipo. A diferença de ideais políticos, atitudes e formas de pensar livres na sua maioria penaliza a unidade, mas tem reforçado a pluralidade. Destituído na sua génese de conotações políticas, apresenta um candidato plural altamente popular e com capacidade de gerar consenso, de atitude humilde e frontalidade, emprestou a este movimento o equilíbrio que faltava.”
 
Na minha opinião o Movimento não adianta nada em termos político/eleitorais, julgo que a grande maioria das pessoas deste concelho não sabe o que é e, se sabe, nada lhes adianta.
 
Tudo o que se lê no texto acima deixa uma sensação de fraqueza, de falta de confiança e, por fim, de uma esperança focada numa só pessoa, o candidato.
Como é possível pensar que alguém “acredite” neste Movimento?
Para a maioria, senão para todos, o que conta é o PS. O facto de ter muitos independentes é inevitável, pois os militantes inscritos no PS são muito poucos, como noutros partidos.
E, claro, contarão as pessoas que o Movimento escolheu., nomeadamente o cabeça de lista, que é de facto uma pessoa capaz e respeitada em Viana, mas sem qualquer experiência ou visibilidade política.
Quando o PB diz que o candidato do Movimento (ou do PS?) vai emprestar ao Movimento o equilíbrio que faltava o que é que isso significa?
 
A quase totalidade das pessoas que venham a estar nas listas do PS (ou do PSD, etc.) e as que irão votar serão simpatizantes do PS.
A estratégia do Movimento está vazia de conteúdos e não será por causa de um logo diferente que vão ter mais ou menos votos.
 
Será que o Movimento vai às urnas com esse título?
 
E falando mais um pouco de estratégias penso que o lançamento do Movimento foi feito cedo de mais e na base de perspectivas políticas que acabaram por não se verificar.
Ou será que o Movimento significa algum afastamento do PS com receio de “contaminações” indesejáveis.
Com um PS em queda, com um PM cada vez mais fragilizado será que o Movimento vai a votos sem o logo PS nos boletins?
 
E, quanto ao PSD não se preocupem. Vamos fazer o melhor possível e esperar pelo dia 11 para ver os resultados.
 
AC
 
publicado por alcacovas às 21:07
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7 comentários:
De CDU descontente a 30 de Junho de 2009 às 23:38
Caro André Correia. Faça um comentario porque é que o Sr. ex-vereador João Penetra saiu da Câmara para a ADRAL. Teve lá 4 ou 5 dias, não gostou, e já não voltou à câmara porque queria férias (ou não queria chatices). Este senhor foi o primeiro a abandonar o barco CDU de Viana. Tinha aspirações de presidente de câmara, mas não tinha hipótese de ser candidato da CDU á câmara de viana porque a malta da CDU de Viana não quer lá um Alcaçovense a mandar. Foi esperto, foi ser candidato a Alvito. Muitos CDU`s de Alcáçovas e de Aguiar irão abandonar o barco quando abrirem os olhos. Hernâni é como eu: um CDU descontente à procura de dar força a uma verdadeira esquerda concelhia e não de viana. Comente sem puxar a brasa à sua sardinha (PSD). 1 abraço.
De peixebanana a 1 de Julho de 2009 às 01:18
Caro AC;

Nunca deixo de ler os seus textos que normalmente emprestam muita sabedoria a este blogue e fiquei contente por ter rebatido esta minha reflexão acerca das eleições autárquicas aqui no concelho.
Gostava no entanto de lhe dirigir algumas palavras acerca da sua reflexão sobre o meu texto.
Como você sabe melhor do que eu, existe alguma dificuldade de passar outra mensagem que não seja a da CDU aqui neste concelho e que qualquer coisa que saia dos parâmetros políticos normais é altamente contestada. A par desta situação debatemo-nos todos, pela falta de militância cívica e política, isto passa-se na CDU, no PS, no PSD e de alguma forma no Movimento que você não reconhece. Desta forma algumas pessoas decidiram juntar-se para ver se unidos poderiam fazer a diferença, se me perguntar se tenho preferência pela sigla PS, posso dizer-lhe que não, é no entanto importante que algo que custou muito a dar a luz se mantenha em pé, e que findo este prazo até às eleições, possa ter condições para governar o município, se assim suceder, isto só se consegue nas actuais condições, com uma estrutura política que dê o seu apoio antes e depois.
O meu texto é um texto realista, é realmente difícil fazer frente á máquina da CDU aqui no concelho, isto não tem nada a ver com fraqueza, mas sim com honestidade política. O Candidato Costa da Silva é garantia de votos, não acredito que o actual candidato do PSD consiga reunir nem metade da votação do Costa da Silva, na mesma medida o Bengalinha ou o Estevão, são uma garantia de votos. O concelho é muito pequeno e estas eleições não são mais que a personificação dos partidos ou movimentos numa imagem e em tudo o que ela transmite.
O Bengalinha empresta equilíbrio ao movimento na exacta medida em que embora não sendo um político, é um homem de consensos, com opinião e com capacidade de gerir um processo de candidatura com humildade e personalidade, é um candidato receptivo e não está fechado dentro de um cartão de militante. Para além destes factos, é uma personalidade interessante com provas dadas no trabalho e na vida.
Quanto aos conteúdos, vai ter concerteza a oportunidade de em tempo oportuno poder ver o nosso manifesto, feito por mais de uma centena de pessoas que apareceram de todo o lado para dar o seu contributo, todas foram tratadas de forma igual e todos permanecemos em contacto. Se quiser dar o seu contributo apareça dia 1 de Julho pelas 21h em Viana que o receberemos bem concerteza.
O movimento não nasceu cedo demais, e desta forma vai estar maduro na altura importante, que antecede as eleições, onde todos aqui no concelho podemos votar colocando a cruz no símbolo do PS. No futuro talvez seja possível fazer um movimento totalmente independente, no entanto ainda é cedo, pois lutar de igual para igual com a super estrutura da CDU não é fácil.
Um Abraço
De alcacovas a 1 de Julho de 2009 às 12:11
Assim dá gosto discutir. E, nesse sentido, tenho que lhe responder.
Aprecio vosso empenho e esperança, mas continuo a pensar que o Movimento não diz, nem traz, nada de novo para os potenciais votantes do concelho.
Se pensam que essa é a melhor forma de fazer frente à CDU estão redondamente enganados.
Há ou haveria outras formas, mas a vossa opção está feita.
E, afinal, as pessoas vão votar no PS, como V o confirma.
Um abraço democrático
AC
De CDU Descontente a 1 de Julho de 2009 às 14:46
Caro André Correia. Dou-lhe mais um trabalhito. Como eu só meio lerdo gostava que me explica-se o que é a Direita e o que se diferenciam da Esquerda. Tem explicar em português claro, porque os idosos e eu temos de perceber. 1 abraço
De alcacovas a 1 de Julho de 2009 às 15:44
Não é possível no espaço e no espirito dum blog fazer um texto sério e profundo sobre um tema tão complexo como o que o CDU Descontente deseja.
Vou apenas dar-lhe uns poucos apontamentos para pensar:
- Quando se começaram a usar estes termos pela 1ª. vez, em França, no ano 1789, numa reunião dos Estados Gerais, ficaram à direita do rei os representantes da nobreza e do clero e à esquerda os da burguesia e do povo em geral.
- Uns oponham-se aos outros e tem sido sempre assim: situação e oposição.
- Até à queda da União Soviètica e do seu projecto esquerdista tudo se tornou mais confuso.
Até então a esquerda eram a URSS e os outros países afins.
- E a direita eram os EUA, os países europeus do ocidente e mais alguns aliados.
Era claro, simples.
Mas depois tudo se complicou, com toda a gente a tentar marcar um lugar, a criar o seu nicho político, de esquerda ou de direita, ou de uma mistura, mais ou menos radical ou moderada, mais adaptado ao novo modelo de sociedade.
E até surgiram as soluções centristas, isto é, uma combinação com matizes de direita e de esquerda.
A direita será mais agarrada à lei e aos costumes e a esquerda mais reformista (ou revolucionária)., mas mesmo esta definição clássica vai desaparecendo.
Claro que há diferenças entre esquerda e direita, mas essas diferenças esbatem-se no oportunismo político dos partidos.
Dou-lhe um exemplo:
Apoiar a globalização é de esquerda ou de direita?
Apoiar uma globalização que favoreça o grande capital é de direita?
Apoiar uma globalização que favoreça os mais pobres e os excluídos, que seja mais solidária, mais social, sem deixarde promover o desenvolvimento económico é de esquerda?
Ser totalmente contra a glonalização será de esquerda ou de uma esquerda "revolucionària"?
Acabo com uma confissão, eu sou de direita em certos temas e de esquerda noutros. Como aliás a maioria das pessoas.
AC
De JC a 3 de Julho de 2009 às 08:04
Ao CDU descontente:

De forma simplista diria que a Direita quer menos Estado e uma sociedade civil e empresarial mais forte. Quer que as pessoas sejam mais activas e que não fiquem dependentes do Estado, excepto em áreas específicas como a segurança, a justiça (neste caso seria uma direita mais liberal e menos centrista).
De forma clara a direita defende que o Estado não deve controlar a economia e que não deve ser este a alavanca da economia, ao contrário da esquerda que defende o papel principal do Estado (no caso concreto do PCP é contra a propriedade privada) a direita defende que o Estado só por si não cria riqueza, e por ser mau gestor defende também em certas áreas a privatização de sectores importantes da economia (Ex: energia, educação, telecomunicações).

Basicamente a esquerda defende que uma sociedade mais justa é aquela que é mais igualitária, a direita defende que a igualdade é impossível e que a desigualdade social é positiva porque isso cria riqueza que depois pode ser distribuída. Ou seja, a direita defende que são os privados, os empresários que criam a riqueza de um país, ao contrário da esquerda que quer controlar todos os meios de produção através de um Estado dominador e centralista. O Estado produz, o Estado controla, o Estado distribui, o Estado multa, sempre o Estado. Tudo do Estado, eis o lema da esquerda.

A direita quer mais autonomia, dá preferência à liberdade individual de cada cidadão em detrimento do colectivismo, porque acha esse colectivismo uma grande mentira. Há sempre os que trabalham mais e os que trabalham menos, e no final todos ganham o mesmo!? Afinal, que igualdade é essa? Eis o que a direita interroga e rejeita. A grande bandeira da direita é a liberdade, são as liberdades individuais a sobreporem-se às ideologias colectivistas que pregam uma igualdade ilusória.

Veja-se o caso de Cuba onde a igualdade impera dizem, e veja o nível de vida deles e as liberdades que têm. Este é um exemplo de esquerda comunista.

O Comunismo defende que a melhor maneira de acabar com as desigualdades sociais é através da revolução do proletariado (A Reforma Agrária é um exemplo dessa revolução). Defende que os meios justificam os fins por isso se for preciso despachar uns tipos não há problema (Rússia, China, Cuba, etc ).

Depois temos a "esquerda democrática", o socialismo democrático como lhe chamou Mário Soares, que acha que a sociedade muda com reformas estruturais na sociedade e não com revoluções populares que nada mais é que rei morto, rei posto. Cabendo sempre ao Estado o papel estruturante mas já não tão controlador como a esquerda comunista.

Podia ir por ai fora, mas fico por aqui. Chamo a atenção que em Portugal não há verdadeiramente uma direita liberal, o que há é um partido social-democrático PDS ) com ideias mais liberais mas que defende o papel preponderante do Estado e um CDS com ideias mais liberais na economia e mais conservadoras nos costumes. Ambos estes partidos defendem um Estado mais magro e uma economia mais forte. Agora direita, direita não há. Isso só lás nos Estados Unidos onde não há sistema de segurança social. Alguma vez ouviu um partido de direita, como são apelidados, em Portugal defender tal coisa?

A direita não abdica do Estado, mas defende que ele não deve controlar, mas essencialmente regular e fiscalizar.

Se é daqueles que defende que o país mais justo do mundo é Cuba, eu lamento. Poderá ser o país mais igualitário do mundo, disso não duvido, agora mais justo isso não é de certeza. Em todo o lado o comunismo faliu. Se alguém acredita nisso, está no seu direito, mas isso é uma ilusão que qualquer bom livro de História contraria.

Isto já vai longo, espero que tenha sido útil, e agora deixou-lhe um interrogação: Não acha que é tempo de o Alentejo ir para frente?

A minha matemática é muito simples:

Menos Estado, menos jobs , menos corrupção!

De alcacovas a 3 de Julho de 2009 às 11:59
JC
Concordo com quase tudo que diz.
Simplificando eu diria que no centro de tudo está o homem e este deve ter tanta liberdade quanto acharmos razoável para se realizar e construir um mundo novo, que se deseja melhor.
Mas melhor ou pior será obra de cada um de nós.
Querer sobrepor o colectivo ao individual é contra natura.
Mas com isto não estou a dizer que defendo o anarquismo. Ainda que este em termos teóricos possa ser o objectivo ideal. Assim como o conceito do Divino, a perfeição absoluta que o Homem pretende seguir, mas que está fora do seu alcance.
Para mim ser liberal é ser livre, mas com consciência de que temos que viver sob regras do Homem e de Deus (para os religiosos).
Por isso sou inteiramente a favor do conceito: Estado mínimo, mas com poder para regular, fiscalizar e sobretudo para fazer Justiça.
O Estado deve ser exemplo, estímulo e apoio. Deve vigiar as liberdades e os seus desvios, deve promover a solideriedade e a liberdade.
Deve ser o "coração", mas não a "mão".
Porque quando o Estado mete a mão onde não devia sai m...
AC

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