Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Se quer ficar bem disposto não leia este texto

 

 

Espero que não haja a necessidade dum dia vos voltar a mostrar este texto, é sinal que não tenho razão.

 

Hoje foram publicados dados referentes aos primeiros 2 meses deste ano. Apesar dalguma prudência da minha parte, é fácil constatar que assistimos a algumas tendências na nossa economia: a despesa pública agrava-se drasticamente e a cobrança de impostos indirectos baixa brutalmente. Não se surpreendam se no final deste ano surgir um défice de 6% ou mais.

 

Significa isto que, para além do Estado gastar muito (o que até é compreensível face à crise), temos os impostos indirectos (tais como o IVA, impostos sobre consumos petrolíferos, etc) a baixar drasticamente, o que indicia a derrapagem total na actividade económica, ou seja, não é tão cedo que a recuperação vai surgir. Com as exportações em quebra, o investimento também, é difícil perceber onde é que isto tudo vai parar.

 

Outra análise importante a fazer tem a ver com os dados económicos deste mandato governativo, onde, de uma forma enganadora, tem-se tentado dar a entender que foi realizada uma gestão brilhante, com políticas brilhantes. A grande bandeira tem sido a redução do défice para valores razoáveis, o que de certa forma é verdade. Mas à custa de quê?

 

Neste 4 anos a despesa realizada pelo Estado aumentou de 43% para 45%, significa que aquela ideia duma administração mais poupada e eficiente, é uma das maiores mentiras que nos foi dada. Também, da parte da receita, o Estado aumentou em 3,5% o valor da cobrança de imposto, ou seja, estrangulado ainda mais quem paga e desfazendo totalmente a nossa classe média.

 

Também o nosso endividamento atingiu valores históricos, superando o nosso PIB (a riqueza nacional), o que significa que, para conseguirmos financiamentos externos, temos que pagar muito mais em juros.

 

O mais grave disto tudo é, não haver grande margem de manobra futura, muito menos existir qualquer “almofada” que ajude na reversão desta situação e da respectiva recuperação económica. Já não é possível fazer mais em receitas e é cada vez mais difícil travar a despesa.

 

Tal como no sector financeiro, foi a crise quem demonstrou todas as debilidades e habilidades, também vais ser a mesma crise, quem vai demonstrar os erros gravíssimos que o Governo Sócrates e Teixeira dos Santos fizeram ao nosso País.

 

E aqui, estou convencido que vão demorar muitos anos para o País recuperar. Espero, sinceramente, não ter que voltar a mostrar este texto, é sinal que não vou relembrar a minha razão.

 

António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 21:11
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