Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Previsões ou alucinações?

 

Perante a crise, a GRANDE, global e arrasadora, toda a gente (privilégio da globalização) faz análises e previsões. Assim assumindo os meus direitos de cidadão global resolvi trocar convosco algumas ideias e contribuir com a minha quota de sugestões.

Vivemos na época do capitalismo, poucos países escapam ao sistema, mesmo alguns com aparência diversa comungam do mesmo espírito.

Perante o cataclismo que assola todo o mundo uns dizem que o capitalismo está a dar os últimos suspiros, outros que não, o que se passa vai resolver-se com mais umas regulações e meia dúzia (tantas?) prisões.

Mas quem é que vai resolver o problema? Os políticos? Ou os capitalistas (os que mandam, não os pequenos usufrutuários)?

Será que há políticos (dos que realmente mandam) que não sejam eles próprios capitalistas ou parte do sistema capitalista?

Esta questão é uma falsa questão, os políticos são parte do sistema, não podem, nem querem, viver fora dele.

Talvez alguns visionários acreditem que não é bem assim.

Mas eu não vou por aí.

Esta crise atingiu, duramente, a grande maioria das pessoas que, na realidade, não querem acabar com o capitalismo, mas apenas que tudo volte a ser como dantes.

Neste tipo de crise a maioria das pessoas dos países desenvolvidos e até dos países em vias de desenvolvimento querem é que as coisas voltem ao que era. Querem voltar a usufruir das benesses do capitalismo que lhes tem permitido melhor vida, carros, casa, telemóveis, computadores, férias no Brasil ou no Camboja, etc.

Não estamos perante uma crise de “agravamento” do que já era mau, não estamos perante um regime comunista ou de uma monarquia absolutista e oprimente que não “dava”, não  “permitia” o acesso às coisas boas da vida (ainda que insuficientes para a maioria).

O povo que vive nos países democráticos, uns mais do que outros, ou em países com regimes de poder central, tendem a desejar as mesmas coisas, as coisas a que o capitalismo nos acostumou.

Portanto o que se vai assar é uma revisão das regras e não o fim do capitalismo (pois como se costuma dizer o capitalismo não tem alternativas visíveis).

E são os políticos (capitalistas) e os seus “parceiros” que vão resolver a crise e corrigir alguns exageros ou desmando de alguns dos seus pares.

Os governos (o sistema) vão regulamentar, estabelecer novas formas de controlo e prevenção de desvios criminosos como os que deram origem à primeira grande crise do capitalismo.

E o resto, ideias peregrinas com as do regresso ao velho Karl Marx, não interessam à maioria das pessoas enquanto estas acreditarem e beneficiarem do estilo de vida a que estão habituadas.

Somos todos “capitalistas”, mas uns resolvem, determinam e os outros (a maioria) gozam aquilo que o capitalismo lhes dá. E se protestam, clamam, não é realmente contra o capitalismo, mas sim quanto ao não cumprimento da parte deste.

Ninguém, salvo alguns idealistas, quer mudar. Querem sim melhorar.

AC

 

publicado por alcacovas às 12:01
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