Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Algumas notícias para discutir

Primeira: o Governo anuncia 400 medidas para aliviar a pesada/asfixiante burocracia que consome alguns dos melhores anos da nossa vida (esta foi boa). Mas, brincadeiras à parte, gostei e espero pelo anuncio completo na próxima 2ª Feira.

E até vou propor uma coisa ao nosso 1º Ministro: crie, para cada mês, um dia de luta anti-burocratização em que anuncie 300 ou 400 novas medidas.. Daqui até ao fim do mandato muito corte poderá ser feito e chegaremos ao dia 1º de 2007 de melhor saude, sobretudo mental.

Claro que um dia por mês não chegará para deitar abaixo a torre de Babel, mas será um grande avanço.

Segunda: o BE propoe que o casamento se possa dissolver por vontade de uma das partes. Parece-me mais do que justo. Se o casamento se realiza por acordo de 2 partes e uma delas não quer continuar então não pode haver um casamento real, será apenas formal ou infernal.

Claro que os intersses dos filhos, primeiro que tudo, a divisão dos bens do casal e outros problemas económicos, terão que ser julgados de acordo com a lei e os direitos de cada um.

Cá por casa, isto é em Alcáçovas, chove e a vida vai andando devagarinho. Um destes dias vi passar uma grande máquina, um cilindro, para trabalhos nas estradas Parece-me que equipamento não falta e pessoal há muito.

Porque é que não se faz mais obra, nova ou de manutenção/reparação? Será por falta de formação profissional adequada dos nosso trabalhadores camarários?

Porquê? Porque é que a maioria das nossa ruas estão num estado lamentável, os "passeios" ou não existem ou estão quase intransitáveis. Vejam os mais velhos a caminhar nas faixas de rodagem. Não é "maluquice", é dor. É doloroso andar em cima de pedras desiguais, cheias de arestas, pode ser um verdadeiro martírio para certas pessoas.

Uma última pergunta: qual é a taxa de utilização do novo "cinema" de Viana? Fico à espera dos vossos coments. Até

AC

 

 

 

 

 

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publicado por alcacovas às 18:06
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6 comentários:
De frederico carvalho a 23 de Março de 2006 às 21:32
Serve a presente mensagem para informar que foram adicionados no blogue FrescosCampos! Bem hajam!! Zelem pelo desenvolvimento dessa bela terras de nome Alcáçovas!!
De alcacovas a 25 de Março de 2006 às 17:11
Caro André
folgo muito em saber notícias da terra. Gostei do seu artigo e gostei que me tivesse feito pensar nas questões que colocou.
Mas passemos à discussão, que para isso aqui estamos..
é incrível como ainda se vão discutindo questões como esta da dissolução do casamento por uma das partes. Eu, de facto, embevecido diariamente na minha vida de utopias, nem me lembro que o mundo ainda se prende com questões como esta que refere. È verdade; fiquei abismado e com a terrível sensação de que a sociedade no fundo sempre evolui de uma forma lenta e “pegajosa” (bom, não foi só por isso, mas também..). As coisas andam mesmo muito devagar mas antagónica e aparentemente é essa a melhor forma de se evoluir. Parece ser a forma de a sociedade se tornar mais sólida e consistente.
Parece-me a mim que, relativamente a esta questão, não há muito a discutir. Ou melhor, não percebo bem o porquê da discussão…parece um bocado óbvio que cada indivíduo, por mais comprometido que esteja, deverá sempre no fundo responder por si e ter o poder de tomar individualmente uma decisão. Não consigo perceber bem qual a dificuldade de se decidir algo assim. E ainda para mais porque é que tem que ser o Bloco a propor/lembrar isso?..Já estou a imaginar a descredibilização que a questão irá injustamente ganhar por estar a ser “defendida” pelos “radicais”.


De qualquer forma, é bom saber que o nosso governo está empenhado em aliviar a pesada burocracia que nos cansa e, como diz, nos tira saúde, sobretudo mental.
Aliviar a burocracia sim, claro(!), mas deitar abaixo a torre de Babel é algo muito difícil de se concretizar mentalmente e não sei bem até que ponto isso seria sensato. Mas a sua proposta é boa, faça-a! Temo bem é que com tantas medidas a pensar e a tomar em tão curto espaço de tempo haveria forçosamente o envolvimento de mais pessoas, de instituições, de papelada, etc., e talvez se obtivesse o efeito contrário e a burocracia tenderia a aumentar (parece algo inevitável, ou um ciclo vicioso, numa sociedade organizada). (continua..)
B.Borges
De alcacovas a 25 de Março de 2006 às 17:13
(continuação)
Quanto às questões das Alcáçovas que refere..
Eu quanto a obra nova sou sempre muito reticente…sou a favor apenas do essencial. Agradam-me muito mais os conceitos reinventar, recriar, remodelar, recuperar e outros re’s semelhantes por aí fora. A obra antiga é sempre tantas vezes desprezada; e por vezes apenas com um pouco de esforço e imaginação poderia ser aproveitada e valorizada (e este tipo de intervenções são bem mais valiosas que obras novas e adquirem sempre uma maior valorização). Mas como diz, nem deste tipo nem nova, não se vê muita obra feita nas Alcáçovas. Não sei bem quais as razões que poderão estar por detrás desta dormência em que se encontra o desenvolvimento da vila, mas penso que a falta de formação dos trabalhadores camarários (que não sei se é o caso ou não) deverá ser uma das razões mais secundárias, a menos que isso se refira aos que estão no cimo a dar orientações.

Neste “subdesenvolviemnto”, expresso em falta de obras inovadoras, em espaços públicos degradados, deixados ao acaso, como as ruas e passeios, no abandono de algumas áreas da vila, na degradação do património arquitectónico, etc., há sobretudo, bem à vista, uma falta de orientação estratégia do concelho de Viana do Alentejo, ou se preferirem, uma falta imensa de medidas de ordenamento e planeamento (e aí sim, poderemos falar em falta de formação profissional, ou então de falta de iniciativa).
Bom, desta forma, até parece que estamos a falar de uma localidade que perdeu completamente o comboio do desenvolvimento e da evolução do país; também não é esse o caso. Não está tudo parado. Muitas coisas têm sido feitas, basta ir acompanhando os boletins oferecidos pela câmara, e, no fundo, todos sabemos que nem sempre é fácil intervir no território tanto quanto desejado (para o bem e para o mal) e necessário. Não se pode é deixar que isso se torne uma regra constante!
Sinceramente não sei bem onde está o problema. Acho que na nossa câmara existirá o problema que, de uma forma geral, afecta todas as outras do país: há o pessoal competente (e isso sei que há) e o pessoal menos competente. Por isso eu não entraria muito pela questão da formação (a menos que isso seja um pressuposto para o que vou dizer a seguir). Poderá talvez é existir um pouco menos de imaginação ou iniciativa ou até consciência comparativamente com outras câmaras…mesmo que exista alguma falta de formação profissional dos que estão à frente na tomada de decisões, ou alguma falta de correspondência entre a formação que têm e as necessidades exigidas, cabe a estes tomar consciência do que é, então, necessário mudar e tomar a iniciativa de alargar as suas equipas, torná-las mais multidisciplinares, com maior formação nas diferentes áreas e tentar imaginar um pouco o que de interessante se pode fazer pelo concelho e com os concelhos vizinhos, e talvez formar uma “rede” de trabalho mais forte, criativa e competitiva. (muito complexo à primeira vista, mas extremamente simples e facilmente concretizável e até num curto espaço de tempo. É preciso é vontade e, mais uma vez, iniciativa para isso).
Penso que a participação da população na vida do município, nos seus assuntos, é essencial para que se alarguem as iniciativas e se tomem decisões mais consistentes. Do mesmo modo que é fundamental os representantes saberem aconselhar-se junto da população.

Mas voltando atrás, e para terminar, falemos então da falta de linhas de acção estratégicas para o desenvolvimento do concelho..
Será que existem realmente objectivos para o futuro das Alcáçovas na gestão camarária? (esta é uma questão que me preocupa muito)
Será que alguém sabe que rumo deve seguir a vila? Em que é que devemos apostar para desenvolver a vila e para que esta e a sua população juntas possam ter um futuro sustentável? O queremos que ela seja no futuro? Em que sentido deve “caminhar” a gestão do município? Eu receio bem que algumas destas questões tenham resposta negativa e que outras não tenham resposta.
Lanço só algumas questões que penso serem interessantes e que se relacionam com o que falou..Um abraço
B. Borges
De alcacovas a 25 de Março de 2006 às 18:37
Caro B. Borges,
O meu pequeno artigo que V comentou "melhorou" 100% com o seu comentário, essencialmente na parte respeitante ao trabalho da nossa Câmara.
Espero que alguem, na Câmara, leia e tire algumas conclusões de algumas críticas, construtivas, que mais não visam do que melhorar a nossa Vila.
Um abraço
AC
De alcacovas a 27 de Março de 2006 às 17:16
Caro André,
o meu comentário não teve a intenção de "melhorar" o seu artigo. Como disse, gostei do seu artigo e que me tivesse feito pensar nas questões que colocou.
A minha intenção foi mesmo discutir o que escreveu, pois o título e as questões pertinentes isso me sugeriram.
E quis animar a discussão dando o meu ponto de vista, colocando também algumas questões que se relacionavam com as coisas que disse. Quis dar o meu "feedback" (não tenho palavra melhor em português) e receber o "feedback" de todos os leitores, ou dos interessados. Gosto e gostaria de discutir as questões que se relacionam com ordenamento e planeamento do território do nosso concelho e sobretudo de saber os diferentes pontos de vista acerca do assunto das pessoas da nossa terra que vivem neste e para este concelho.
Portanto, vamos à discussão!
Desejos de boa semana, um abraço alentejano
Bruno
De alcacovas a 27 de Março de 2006 às 21:47
Caro BB,
O que quiz dizer com "melhorar" o meu artigo foi apenas, e sinceramente, que o seu escrito e a sua escrita valorizam e estimulam.
Um abraço
AC

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