Sábado, 18 de Março de 2006

Os partidos em Portugal

Enquanto um dos maiores partidos portugueses esta reunido em congresso para discutir assuntos internos do mesmo, eu pergunto-me não deveriam todos os partidos políticos portugueses discutirem mais profundamente não só os seus próprios estatutos, mas principalmente os seus “quadros de pessoal”.

Em minha opinião uma das principais preocupações que os partidos deveriam ter era em ter políticos que dignificassem a classe política e a própria política portuguesa.

Pois reparem o que tem vindo a acontecer ao longo dos anos:

O PSD ganha as eleições e muda imediatamente as equipas dirigentes de todas as empresas públicas, dos organismos públicos, etc. O PS ganha as eleições e faz precisamente os mesmo que o PSD, não importa se quem esta à frente das empresas está ou não a fazer um bom trabalho o que importa é que aqueles indivíduos tem que sair dali pois não tem a mesma cor politica do governo e para mais o primeiro-ministro tem certamente alguém a quem deve alguma espécie de favor e como tal essa pessoa tem que ser recompensada.

Mas isto não acontece só a nível dos grandes partidos acontece sim em todos os partidos, é claro que nem o CDS, nem a CDU, nem o BE podem nomear o administrador da GALP. Mas olhem com atenção para os grupos parlamentares de todos os partidos e de certeza que chegam muito rapidamente a conclusão que nem só os professores é que deveriam fazer um exame para testar as suas capacidades. No parlamento, expoente máximo da nossa democracia, onde é discutido o futuro do país vê-se de tudo mas principalmente o que se vê é que muitas daquelas almas deviam estar em muitos sítios mas não no ai.

O fenómeno dos políticos que, são políticos só porque tem muitos amigos influentes passa-se em todo o lado, basta olhar para o poder local e facilmente se vê que existem “nódoas” espalhadas por todo o país a aproveitarem-se dos lugares que ocupam para satisfazerem os seus próprios interesses.

Por estas e muitas outras razões é que eu continuarei a ser independente de todos os partidos, pois certamente teria que mudar antes que conseguisse mudar um partido e eu não quero mudar!

 

 

rmgv

publicado por alcacovas às 19:30
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3 comentários:
De Roberto Vinagre a 18 de Março de 2006 às 20:41
Concordo contigo em quase tudo o que dizes. Um partido politico é uma instituição viciada, com rituais próprios aos quais os seus militantes devem aderir. A partir do momento que me tornei militante do PSD, não me senti preso a esse partido, muito pelo contrário, embora faça parte do partido, mantenho a minha personalidade e tento contribuir de outras formas. Mas hás dias em que pensamos bem e decidimos sair, porque aquilo que se passa dentro dos partidos a isso nos obriga. A minha ligação ao PSD termina a patir do momento em que entregar o cartão e anular o numero de militante, não há ligações profundas e muito menos irreversiveis!
De alcacovas a 18 de Março de 2006 às 23:18
Li o artigo do Ricardo e o coment do Roberto.
Nada tenho a dizer contra, pelo contrátio. Mas há muito para dizer sobre o assunto.
Já fiz uns escritos sobre a matéria, mas quando hoje li o artigo da Maria José Nogueira Pinto, no DN, pensei que gostaria de ter sido eu a escreve-lo.
O descontentamento é geral (ainda que também existam partidos e respectivos partidários que acham que tudo está bem com os seus partidos), mas a democracia criou os partidos e estes existem e vivem porque há democracia.
A democracia é indispensável para os partidos, mas esta não precisa forçosamente deles.
Se os nossos partidos não descobrem novos caminhos talvez vejam a sua influência sobre os eleitores diminuir e, quem sabe, até se tornarem completamente desnecessários.
E, estou convencido, que os efeitos ainda não são tão marcados e dolorosos (para os partidos) porque eles próprios criaram e continuam a desenvolver os meios que os suportam. É, como os dois RR, dizem o clientelismo desvairado, injusto e oneroso para o País, mas não para os partidos.
Mas há muito mais. Pense-se na legislação eleitoral, cobrança e aplicação dos impostos, a manutenção de muitas empresas nacionalizadas, etc.
Os partidos e outras instituições (por exemplo, os sindicatos). a legislação e comportamentos dos media, vivem muito virados para dentro, mais preocupados em sobreviverem, em ganhar benesses diversas, do que em dedicarem todas as suas capacidades para promoverem o bem do País.
Claro que há excepções, claro que as coisas não são assim tão fáceis de clasificar, há sempre um lado mais "social", mais de dedicação pela coisa pública.
Os partidos devem mudar, mas isso só pode ser feito pelos seus próprios membros. E, como diria o tal La Palisse. só há uma solução: mudar os dirigentes (a maioria), mudar as bases. Os partidos precisam de gente nova, com ideias novas e com vontade para mudar, para mudar ideologias, comportamentos.
Quando vejo ou ouço um jovem dizer que "tem" que aderir a um partido e fazer carreira polìtica para se safar, fico siderado.
Assim não vamos lá.
Mas também não vamos lá se os jovens, sobretudo os mais capazes, mais honestos , desistirem da luta.
De alcacovas a 18 de Março de 2006 às 23:20
O coment anterior não tem assinatura. desculpem o esquecimento.
AC

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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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