A educação é uma área do Estado, quase a 100%. O Estado faz as escolas, constrói os programas, contrata os professores, escolhe e elabora os exames, exerce, controla e fiscaliza.
O caso recente dos resultados das provas de matemática do 9º ano tem dado azo a muitas críticas, muitas reacções e alguma perplexidade. Se os exames foram muito fáceis, numa tendência já iniciada há alguns anos, as estatísticas melhoram e o Governo deita foguetes. Os alunos (nem todos) rejubilam porque passaram. Os pais dividem reacções desde uma satisfação plena (o que conta é passar e obter, um dia, o diploma) até à desilusão (não vale a pena querer o melhor para os filhos) e passando pelos professores que, na maioria, acredito que querem realmente a valorização dos seus alunos, através de mais e melhor educação.
Mas porque é que chegámos a esta situação?
Vamos só imaginar que todo o ensino era privado. Com o Estado num papel regulador, investigador e controlador. O Estado a elaborar todos os exames finais e as escolas a serem avaliadas pelos resultados obtidos. Um Estado que pudesse exigir o máximo de cada escola sem preocupações político/eleitorais. Como é que o Estado, nas condições presentes pode fazer um bom trabalho? Como é que este Estado pode ser mestre e aluno ao mesmo tempo? Se como “aluno” o Estado é medíocre, como é que o Estado “professor” se controla e castiga ao mesmo tempo.
Quando se têm todos os trunfos na mão tudo se pode manipular politicamente.
O Estado muito pesado executa e fiscaliza, o mesmo personagem sentado em duas cadeiras, ao mesmo tempo.
O que precisamos é um Estado menos pesado, mas melhor Estado. Um Estado de nível superior, no sentido de ver o todo que é a sociedade civil sem ser agente directo dentro dela. Orientar, estudar, analisar, regulamentar, fiscalizar, castigar, corrigir. O Estado não pode censurar o que ele próprio criou. Se os resultados são maus o Estado procura remediar a situação, jogando com os trunfos que possui e que são muitos se não todos.
Assim se não pode resolver o problema real dá-lhe a volta “administrativamente”, o que aliás não é nada de novo na história do Homem.
AC
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