Sábado, 30 de Agosto de 2008
António Francisco Cardim, vianense nascido em 1596, estudou na Universidade de Évora e desenvolveu posteriormente uma forte actividade apostólica na Índia, Japão e China. Este "português do oriente", redigiu várias obras e documentos valiosos que retratam os acontecimentos, os costumes e as paisagens dos locais por onde passou. Escreveu por exemplo, um catecismo em siamês. Foi autor das obras:
Batalhas da Companhia de Jesus;
Fasciculus è Japonicis floribus suo adhuc madentibus sanguine (Roma, em 1646);
Relação da gloriosa morte de quatro embaixadores portugueses da cidade de Macau com cinquenta e sete companheiros degolados pela fé em Nagazaqui a 3 de Agosto de 1640;
António Francisco Cardim teve ainda uma significativa e relevante projecção administrativa no Oriente, tendo sido Procurador-Geral da província do Japão, tentando nessa condição normalizar as relações com os japoneses após o citado massacre. Acaba por falecer por essas terras, mais propriamente em Macau, a 30 de Abril de 1659.
Bibl. : GUERRA, Maria Luísa, A Universidade de Évora - Mestres e Discípulos Notáveis (sécs. XVI - XVIII), Universidade de Évora - Reitoria, Évora, 2005, p. 165;
Frederico Nunes de Carvalho
publicado por alcacovas às 02:46
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Há que continuar com esta "série", figuras ilustres das Alcáçovas e do Concelho.
Tão pouco se sabe, o que só pode ser culpa nossa.
Esquecer é, de certo modo, apagar a nossa História, grande ou pequena toda ela é parte dum todo.
Venham mais histórias das gentes desta terra.
Bom trabalho.
AC
Frederico,
Este é um excelente contributo para a divulgação da História loca.
No concelho nasceram ilustres figuras que com o tempo ficaram esquecidas, é tempo de as trazer à luz.
Cumprimentos,
Roberto Vinagre
De joaquim Maia a 31 de Agosto de 2008 às 00:11
Boa iniciativa a do Frederico(dr.). Fazia muita falta este gesto. É através destes nomes que se recorda a história de Alcáçovas ou do concelho. Há muitos alcaçovenses para lembrar. Levaram bem longe o nome da sua terra natal. Honrá-los com este tipo de iniciativa é dignificar filhos da terra. Alcáçovas foi mãe de gente que se distinguiu na cultura do país em diversos campos e em diversas épocas da nossa história.
Venham mais para os mais novos continuarem a ter orgulho de serem alcaçovenses
Obrigado pelas vossas palavras. Estas servirão naturalmente, mais que tudo, como grande estímulo para continuar a retratar aqui um pouco mais da história do nosso concelho. Naquilo que estiver ao meu alcance, seremos sempre mais a saber e preservar o nosso património, as nossas tradições e memórias.
Para isso, somos sempre poucos, pelo que peço humildemente a Vossa ajuda para que essa missão tenha o fim desejado.
Um abraço,
Frederico
De Com um canudo a 7 de Setembro de 2008 às 22:10
Lamento discordar das vossas opiniões, para mim este trabalho é escusado até porque poucos são os que considero ilustres dos mencionados até agora, apenas pessoas ligadas à igreja ( Admito que quem não o fosse não teria hipótese de estudar) mas são apenas pessoas com um bom circuito académico. Apreciei a necessidade do Sr. Joaquim Maia ter sentido a necessidade de referir o titulo académico do Frederico à boa maneira Portuguesa Dr. para cá Eng. para lá.
Temos aqui o tipico Português em todas as vertentes, tanto no tipo de post como nos associados comentários, por isso este Pais não evolui.
Espero que este passe na censura.
De
alcacovas a 17 de Setembro de 2008 às 01:14
Exmo senhor anónimo,
começando pelo fim, não podia mais concordar consigo e com a banalidade e trivialidade dos títulos académicos. Ainda para mais quando doutores são os médicos e, isso eu não sou certamente. Sou o Frederico e é assim que gostaria de ser tratado. Partilho da sua crítica em relação à vaidade dos portugueses e sua surpeficialidade, muitas vezes escondendo muita mediocridade. Naturalmente que não poderia é pensar que actuo dessa forma e que, não obstante não entender ( o senhor) interessantes os textos que aqui coloco, julgo que há pessoas a quem estes poderão interessar, outras que têm o direito de ter acesso a essa mesma informação que, interessante ou importante, ou nenhuma das duas, não deixa de reportar à nossa terra. De qual quer forma, como saberá, as pessoas ligadas À Igreja não eram todas elas provenientes de famílias ilustres, antes pelo contrário, essa era uma forma que tinham os lares mais desfavorecidos de dar sustento a alguns dos seus filhos, encaminhando-os para a vocação teológico-religiosa. Isso, naturalmente aliado à forte devoção religiosa das classes mais pobres. Portanto, alguns dos nomes que já aqui enunciei, não obstante estarem todos ligados à Igreja em Portugal e, sobretudo à Companhia de Jesus, foram pessoas que subiram a pulso dentro dessa hierarquia e, sem qualquer apadrinhamento ou conhecimentos que os fizessem saltar algumas escadas deste enorme lanço. A sua expressão "apenas pessoas com um bom circuito académico", quando falamos em 1700 e 1800, é um pouco injusta, pois se hoje se vulgariza(e bem) um licenciado, isso não fazia sentido algum para pessoas dessa época, autênticos oásis da cultura e do saber.
Deixo-o com um conforto e uma sugestão; não tem nada que temer quanto a pretensas censuras, nem tampouco disse algo que envergonhe ou ofenda. A sugestão vai, no seguimento do que atrás referi, para que se identifique e participe de forma mais séria e objectiva nas discussões que aqui vamos todos tendo. Afinal, quem não deve, não teme!!
Cumprimentos,
Frederico Carvalho
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