Sábado, 23 de Agosto de 2008

Uma vez mais serviço público de qualidade: Tourada!

  

Há pouco, e após me ter lembrado que não eram horas de transmissão de desgraças na televisão, liguei o bendito aparelho para desanuviar. Azar o meu de ter desligado a televisão da última vez na RTP1... Assim que liguei a televisão dei logo de caras com uma tourada: a 2.ª Grande Corrida RTP Algarve! Eu não a procurei, estava lá... sem aviso e sem “bolinha vermelha”, a prevenir quem não está disposto a assistir a actos violentos e degradantes. Mudei de canal. “Maravilha!” – pensei eu – É sempre bom ver e saber que continuamos a dar ênfase a um espectáculo em que se humilham e se condenam animais à morte e onde o entretenimento para as pessoas é essa mesma humilhação e sanguineira; e que ainda por cima o canal que pactua com este tipo infeliz de espectáculo é público e pago por todos os contribuintes. Existisse ainda a forca ou a fogueira da inquisiçao ou ainda tortura e era o que nos serviam em horário nobre!
Enfim, foi só mais uma das vezes em que não compreendi qual o interesse de passarem na televisão animais a serem judiados e feridos mortalmente com pessoas a rir e a aplaudirem, nem sequer como isto é autorizado por lei. Acho estranho, mas fazer o quê?..

 

Não quero abraçar a inglória luta pelos direitos dos animais, mas nunca é demais mostrar o meu descontentamento com a realização deste tipo infeliz de espectáculo e com a sua divulgação; nunca é demais relembrar que a maioria da população portuguesa, segundo as estatísticas, pensa desta forma ou nem sequer liga; e, o mais importante de tudo, relembrar que os animais já têm direitos, estabelecidos desde 1978 através da Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), onde, entre muitas coisas interessantes, se diz o seguinte:

- Artigo 10º alíneas a) e b): “Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem.” e “As exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.”, sendo que no Artigo 2º se começa logo por referir que “todo o animal tem o direito de ser respeitado”.
- E nos artigos 11º e 13º que “todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.” e que “as cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.”, respectivamente.

 
Desta forma, penso que é possível compreender a minha incompreensão.

 

B. Borges

 

 

Já agora que falo nisto, lembrei-me de um conto de Miguel Torga, no qual o autor se coloca por detrás dos olhos de um touro, chamado Miura, e descreve de uma forma muito interessante a estranha experiência a que tantos e tantos touros já foram sujeitos. Uma excelente leitura, sobretudo para aqueles que têm maiores dificuldades em fazer o mesmo que o autor: ler o pensamento do animal.

 

MIURA

 

Fez um esforço.
Embora ardesse numa chama de fúria, tentou refrear os nervos e medir com a calma possível a situação.
Estava, pois, encurralado, impedido de dar um passo, à espera de que lhe chegasse a vez!
Um ser livre e natural, um toiro nado e criado na lezíria ribatejana, de gaiola como um passarinho, condenado a divertir a multidão!

Irreprimível, uma onda de calor tapou-lhe o entendimento por um segundo.
O corpo, inchado de raiva, empurrou as paredes do cubículo, num desespero de Sansão.
Nada.
Os muros eram resistentes, à prova de quanta força e quanta justa indignação pudesse haver.
Os homens, só assim: ou montados em cavalos velozes e defendidos por arame farpado, ou com sebes de cimento armado entre eles e a razão dos mais…

 

(...)Três pancadas secas na porta, um rumor de tranca que cede, uma fresta que se alargou, deram-lhe num relance a explicação do enigma da agressão: chegara a sua vez.
Nova picada no lombo.
- Miura! Cornudo!
Dum salto todo muscular, quase de voo, estava na arena.
Pronto!
A tremer como varas verdes, de cólera e de angústia, olhou à volta. Um tapume redondo e, do lado de lá, gente, gente, sem acabar.
Com a pata nervosa escarvou a areia do chão. Um calor de bosta macia correu-lhe pelo rego do servidoiro. Urinou sem querer.
Gritos da multidão.
Que papel ia representar? Que se pedia do seu ódio?
Hesitante, um tipo magro, doirado, entrou no redondel.
Olhou-o a frio. Que força traria no rosto mirrado, nas mãos amarelas, para que se atreve assim a transpor a barreira?
A figura franzina avançou.
Admirado, Miura olhava aquela fragilidade de dois pés. Olhava-a sem pestanejar, olímpica e ansiosamente.
Com ar de quem joga a vida, o manequim de lantejoulas caminhava sempre. E, quando Miura o tinha já à distância de um arranco, e ainda sem compreender olhava um tal heroismo, enfatuadamente, o outro bateu o pé direito no chão e gritou:
- Eh! boi! Eh! toiro! A multidão dava palmas.
- Eh! boi! Eh! toiro!
Tinha de ser. Já que desejavam tão ardentemente o fruto da sua fúria, ei-lo.
Mas o homem que visou, que atacou de frente, cheio de lealdade, inesperadamente transfigurou-se na confusão de uma nuvem vermelha, onde o ímpeto das hastes aguçadas se quebrou desiludido.
Cego daquele ludíbrio, tornou a avançar. E foi uma torrente de energia ofendida que se pôs em movimento.
Infelizmente, o fantasma, que aparecia e desaparecia no mesmo instante, escondera-se covardemente de novo por detrás da mancha atordoadora. Os cornos ávidos, angustiados, deram em cor.
Mais palmas ao dançarino.
Parou. Assim nada o poderia salvar. À suprema humilhação de estar ali, juntava-se o escárnio de andar a marrar em sombras. Não. Era preciso ver calmamente. Que a sua raiva atingisse ao menos o alvo.
O espectro doirado lá estava sempre. Pequenino, com ar de troça, olhava-o como se olhasse um brinquedo inofensivo.
Silêncio.
Esperou.
O homem ia desafiá-lo certamente outra vez.
Tal e qual. Inteiramente confiado, senhor de si, veio vindo, veio vindo, até lhe não poder sair do domínio dos chifres.
Agora! De novo, porém, a nuvem vermelha apareceu.
E de novo Miura gastou nela a explosão da sua dor.
Palmas, gritos.
Desesperado, tornou a escarvar o chão, agora com as patas e com os galhos. O homem!
Mas o inimigo não desistia. Talvez para exaltar a própria vaidade, aparentava dar-lhe mais oportunidades. Lá vinha todo empertigado, a apontar dois pequenos paus coloridos, e a gritar como há pouco:
- Eh! toiro! Eh! boi!
Sem lhe dar tempo, com quanta alma pôde, lançou-se-lhe à figura, disposto a tudo.
Não trouxesse ele o pano mágico, e veríamos!
Não trazia. E, por isso, quando se encontraram e o outro lhe pregou no cachaço, fundas, dolorosas, as duas farpas que erguia nas mãos, tinha-lhe o corno direito enterrado na fundura da barriga mole.
Gritos e relâmpagos escarlates de todos os lados.
Passada a bruma que se lhe fez nos olhos, relanceou a vista pela plateia. Então?!
Como não recebeu qualquer resposta, desceu solitário à consciência do seu martírio. Lá levavam o moribundo em braços, e lá saltava na arena outro farsante doirado.
Esperou.
Se vinha sem a capa enfeitiçada, sem o diabólico farrapo que o cegava e lhe perturbava o entendimento, morria.
Mas o outro estava escudado.
Apesar disso, avançou. Avançou e bateu, como sempre, em algodão.
Voltou à carga.
O corpo fino do toureiro, porém, fugia-lhe por artes infernais.
Protestos da assistência.
Avançou de novo. Os olhos já lhe doíam e a cabeça já lhe andava à roda.
Humilhado, com o sangue a ferver nas veias, escarvou a areia mais uma vez, urinou e roncou, num sofrimento sem limites. Miura, joguete nas mãos dum Zé-Ninguém!
Num ímpeto, sem dar tempo ao inimigo, caíu sobre ele. Mas quê! Como um gamo, o miserável saltava a vedação.
Desesperado, espetou os chifres na tábua dura, em direcção à barriga do fugitivo, que arquejava ainda do outro lado. Sangue e suor corriam-lhe pelo lombo abaixo.
Ouviu uma voz que o chamava. Quem seria? Voltou-se. Mas era um novo palhaço, que trazia também a nuvem, agora pequena e triangular.
Mesmo assim, quase sem tino e a saber que era em vão que avançava, avançou.
Deu, como sempre na miragem enganadora.
Renovou a investida. Iludido, outra vez. Parou.Mas não acabaria aquele martírio? Não haveria remédio para semelhante mortificação?
Num último esforço, avançou quatro vezes. Nada. Apenas palmas ao actor.
Quando? Quando chegaria o fim de semelhante tormento?

Subitamente, o adversário estendeu-lhe diante dos olhos congestionados o brilho frio dum estoque. Quê?! Pois poderia morrer ali, no próprio sítio da sua humilhação?! Os homens tinham dessas generosidades?!
Calada, a lâmina oferecia-se inteira. Calmamente, num domínio perfeito de si, Miura fitou-a bem. Depois, numa arremetida que parecia ainda de luta e era de submissão, entregou o pescoço vencido ao alívio daquele gume."

 

BICHOS
Miguel Torga

 
Obrigado pela leitura,

 

B. Borges

publicado por alcacovas às 03:36
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18 comentários:
De kruzeskanhoto a 23 de Agosto de 2008 às 18:25
Não aprecio touradas, nunca vi nenhuma ao vivo e raramente vejo quando são transmitidas pela televisão no entanto não concordo com os pretensos amigos dos animais quando estes defendem o fim das touradas. Se estas acabarem os touros também vão acabar!
De Kruzesdireito a 23 de Agosto de 2008 às 20:39
Ai sim?
Então e os Bufalos, Chitas, Tigres, Leões etc.
N acabam porquê? Também não servem o divertimento do homem. Esse é o argumento mais cobarde que conheço, caro Kruzescanhoto se é a favor das touradas pelo menos admita-o!!!
De Aficionado a 23 de Agosto de 2008 às 21:59
Gosto, tal como a maioria dos portugueses, de touradas e por mais que meia duzia de amigos dos animais protestem elas vão continuar a existir. Quanto ao seu exemplo não deve estar a ver bem a coisa. Então acha que os ganadeiros iam continuar a criar toiuros se as touradas acabassem?! Para vender a quem? Aos jardins zoologicos?
De Kruzesdireito a 24 de Agosto de 2008 às 11:30
Concerteza que haveria menos quantidade visto não haver viabilidade de negócio para a raça mas o exemplar seria protegido pelos organismos competentes, poucos mas pelo menos com um tratamento digno.
De Anónimo a 24 de Agosto de 2008 às 22:33
B.Borges , gostava de saber o que comes ao almoço ou mesmo ao jantar? Por amor de Deus vai catar piolhos...
De Silvio Feijó a 29 de Agosto de 2008 às 00:53
Oh aficionado e companhia porque não assinam o vosso nome? Têm medo? Cobardes que se acham os senhores do mundo com os animais à mercê dos seus caprichos.Tenham a dignidade de assinar, como aqueles q vocês aqui ofenderam tiveram. Não são os forcados que se acham os maiores que não têm medo de um touro quanto mais de um homem? N é o que parece. Os unicos homens que vi aqui foram os que assinaram e logo por acaso todos contra a brutalidade que é a tourada, que só serve para gente complexada e com necessidade de protagonismo se afirmar no grupo de amigos ignorantes.
De tlb a 23 de Setembro de 2008 às 15:30
peço desculpa pela intromissao, mas o facto de, ao se acabarem as touradas conduzir a "extinçao" de touros bravos nada tem a haver com búfalos.
a raça brava de lide, é unica e exclusivamente criada para lazer do Homem. pode parecer brutal àqueles que defendem o final das corridas de touros, mas é a verdade.
ao contrario de outras raças bovinas, a raça brava de lide nao produz leite suficiente para comercialização, nao produz carne de qualidade acessivel nem sao utilizados para trabalhar como se fazia antigamente... peço desculpa se isto o choca, mas a raça brava de lide nao é útil para mais nada... assim sendo, acabar com as corridas significa acabar com a raça brava de lide.

se é contra "a violencia das corridas" nao as veja nem as aplauda, mas nao argumente com ignorancia e arrogancia!!!

obrigada
De alcacovas a 30 de Setembro de 2008 às 22:33
Caríssima tlb,
lamento imenso que tenha uma visão tão circunscrita e limitada do que a rodeia.
Se pensarmos que a existência dos animais apenas serve os propósitos do homem, então é de todo impossível qualquer discussão que trate os direitos dos animais.
Não entendermos que o animal vale por si mesmo, que é um ser vivo, que é muito mais para além do que algo para ser usado, do que algo que tem de nos ser útil; que nasce como todos os outros (incluindo nós) para pertencer a um ciclo, a uma cadeia que coevolui, que o tem o direito de nascer livre, de se reproduzir e de ser respeitado é, de facto, chocante.
Uma vez mais lamento muito.
B.Borges
De Anónimo a 24 de Agosto de 2008 às 23:15
É por causa deste tipo de discussão que não se deve comentar qualquer tipo de artigo escrito pelos supostos "defensores dos animais".
Como se pode verificar, a conversa da treta continua, sem sentido, sem argumentos e sem objectividade. Caros aficionados e todas as pessoas que embora não sigam atentamente as temporadas taurinas não são contra a festa brava, este genero de conversa não trás beneficio algum e contribui imenso para desrespeitar a festa brava.
De Tarwin a 25 de Agosto de 2008 às 11:32
Os touros bravos são o produto de uma selecção artificial do Homem, de forma a provocar uma alteração genética que faça o animal ser mais agressivo e violento para que depois possa exibir esse comportamento em público . Eu não defendo os direitos destes animais. Pelo contrário, acho que eles não deviam de existir. São uma aberração genética fruto da manipulação humana como o são os Pitbull ou Rottweilers. A manipulação genética através da selecção artificial é um mecanismo essencial para a nossa sobrevivência (veja-se o exemplo de quase todos os produtos hortícolas de que nos alimentamos) mas quando mal aplicada também pode ter resultados catastróficos. Ainda admito a utilização dos Rottweilers pela polícia (que foi aliás a razão da sua existência) mas não posso defender a existência de animais que são criados para se atacar gratuitamente uns aos outros (Pitbull) ou para atacar o Homem quando instigado a isso como é o caso do touro-bravo. Depois desta explicação acho que fica clara a minha opinião sobre as touradas...
De zédasquina a 25 de Agosto de 2008 às 22:02
Por acaso vi a tourada. Não vi ninguém a chamar filho da p... aos toureiros ou aos forcados.
Depois, mais tarde, vi um pouco de futebol... que degradação! Vá lá que ninguém morreu, mas já tem acontecido...
Serviço público? Quanto pagamos todos para que o futebol passe em doses industriais no canal público? E o que aprendemos com isso?
De alcacovas a 26 de Agosto de 2008 às 17:39
Não entendo as críticas que aqui são feitas ao Bruno. Que mal fez ele? Apenas deu a sua opinião com um artigo onde defende o seu ponto de vista! Isso por acaso é crime? Porque é que os senhores/senhoras que defendem as touradas, e têm toda a legitimidade e direito de o fazer, não contribuem para o debate sobre este tema com os seus pontos de vista de forma a enriquecer a sua opinião na defesa de algo que gostam!
Mas mais uma vez o caminho mais fácil foi escolhido, insultar e deitar a opinião dos outros por terra.
Mas porque é que eu estranho esta atitude? Afinal não é assim tão extraordinária...

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Vinagre
De alcacovas a 27 de Agosto de 2008 às 14:47
A discussão, a crítica são indispensáveis. São parte da nossa natureza e do nosso (talvez nem de todos) sistema democrático (imperfeito, mas o único que nos permite escrever, comentar e até dizer asneiras neste blog).
Felizmente que temos gostos, opiniões diversas, que nos permitem criar, mudar, eliminar ou engrandecer hábitos, práticas, conceitos, etc
Tudo bem. Só lamento que nalguns comentários nada se encontra que valha a pena ler, pois não "dizem" nada, só ofendem. Exagerando, do que peço desculpa,é como aquelas pessoas, grupos ou até países que agridem, matam à mingua de argumentos e de compreensão.
Eu defendo os animais e não gosto de touradas (e vi algumas quando era jóvem).
Mas tenho que aceitar a morte de animais para a nossa alimentação.
Mas será que matar ou torturar um animal para gozo pessoal, para desporto, para luxo, para razões científicas ou pseudo cientícas, é a mesma coisa?
O assunto é mais complexo do que alguns possam pensar. Por exemplo: qual é o papel dos animais na Terra? Qual é o nosso papel?
Seremos nós donos e senhores de todas as coisas vivas?
Aqui até posso dizer que, infelizmente, alguns homens entendem que podem dispor, a seu belo prazer de tudo o que tem vida, incluindo os seus próprios "semelhantes".
AC
De Tiago Afonso a 27 de Agosto de 2008 às 18:47
O minimo que se exige é educação, mas pelos vistos, na grande maioria, isso é pedir muito. Para os defensores ou não das touradas se querem deixar um comentário que marque pontos façam-no com o minimo de inteligência. Não gosto de touradas mas não sou um defensor dos animais.
Se fosse isento de opinião ao ler o Post do BB e o comentário do AC concerteza votaria na opinião deles porque foram os unicos que deixaram argumentos inteligentes e assertivos. Congratulo também a intervênção do Ricardo Vinagre.
De vG a 1 de Setembro de 2008 às 19:06
Caro B. Borges,

Transcrevo um trecho do seu texto:
" ...não compreendi qual o interesse de passarem na televisão animais a serem judiados e feridos mortalmente ..."

E gostaria de o questionar, por que é que gosta mais de touros do que de Judeus ?

Grato.
vG
De alcacovas a 2 de Setembro de 2008 às 01:42
Caro vG,
o meu comentário apenas serve de orientação para uma resposta à questão que coloca. Não entendi bem a pergunta, mas se esta se refere ao uso do verbo judiar, qualquer pesquisa rápida na Internet, e falo mesmo em fontes seguras, poderá revelar-lhe o significado e origem do verbo.
B. Borges
De vG a 2 de Setembro de 2008 às 15:46
Caro B.Borges,

Veja lá por favor se esta é, como você lhe chama uma fonte mesmo segura:

http://www.forumnacional.net/showthread.php?t=29246



De gV a 7 de Setembro de 2008 às 22:17
Caro vG você é burro ou é mesmo ignorante?

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