Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Freguesia das Alcáçovas na ANAFRE

Orago de Alcáçovas Freguesia de Alcáçovas

A dezoito quilómetros da sede do concelho, Alcáçovas é uma importante freguesia do concelho de Viana do Alentejo. Tem uma história de muitos séculos e um povoamento que ascende, pelo menos, à época romana.

Segundo alguns autores, aqui existiu a cidade romana de Castraleucas, para outros estudiosos a de Ceciliana. Alcáçovas sofreu posteriormente as invasões muçulmanas, em 715. Aquele povo conquistou rapidamente a vila, e é dessa altura o nome da freguesia. Um topónimo que não é mais do que uma corrupção da palavra Alcasba, que significa fortaleza ou presídio. Foi uma das freguesias despovoadas durante as guerras mouriscas dos séculos centrais da Idade Média.

Em 1258, recebeu foral de D. Martinho, bispo de Évora, sendo a partir desse ano finalmente povoada. D. Afonso III deu-lhe novo foral em 1271 e elevou-a à categoria de vila.

D. Dinis viria posteriormente a reedificar Alcáçovas e a construir ali um palácio para sua moradia. Este solar passou mais tarde para os condes de Alcáçovas. Como refere Pinho Leal, “D. Dinis aqui residiu por muitas vezes, no seu palácio, vindo passar os verãos a esta vila, e costumava ir cear muitas vezes ao pé da fonte do concelho”.

É do reinado do “rei Lavrador”, também, a fundação de um castelo, fundamental, à época, para a defesa do território nacional dos ataques estrangeiros.

Em termos de património edificado, um destaque importante para a igreja matriz. Fora do centro da vila, é uma construção em abóbada, de três naves, que data de 1530.

A ermida de Nossa Senhora da Graça, a quatro quilómetros do centro da freguesia, encontra-se em local elevado. Com Misericórdia e hospital, foi já, por obra dos frades de S. Domingos, da invocação de Nossa Senhora da Esperança.

Muito famosa nesta freguesia, desde sempre, foi a indústria artesanal dos chocalhos. Em meados do século, referia a “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”: “Alcáçovas, rica produtora de cereais, exporta lã e queijo e tem como característica indústria a dos chocalhos, muito antiga, que desde séculos se transmitia de geração em geração, em três ou quatro famílias. Os chocalhos, conforme as dimensões, tomam os nomes de reboleixo, picadeira, piquetes, serranas, etc., além dos minúsculos, os guias de furão.” Ainda hoje, pode-se dizer, é uma arte que vai tardando em desaparecer e que vai conseguindo manter as mesmas características de outrora.

Foi 1.º Conde de Alcáçovas D. Francisco de Sales Henriques Pereira de Faria Saldanha Vasconcelos de Lencastre, que nasceu a 12 de Dezembro de 1811 e morreu cedo, em 21 de Maio de 1840. Distinguiu-se como um paladino da liberdade, em especial no cerco do Porto e nas guerras civis subsequentes. Perdeu um braço numa dessas batalhas, em 1834, sendo de imediato reformado em tenente de infantaria.
Retirado do Site da ANAFRE
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 18:22
Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

Posts recentes

_

***

“Alcáçovas Vila Global”

Inauguração da obra de Re...

Recordação do nosso Blog:...

Há 6 anos atrás começou a...

Vitória

Um brinde à Arte Chocalhe...

O Fabrico de Chocalhos já...

Mostra de Doçaria de Alcá...

Arquivos

Fevereiro 2019

Outubro 2016

Agosto 2016

Fevereiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Blogs

Pesquisar neste blog