Sábado, 28 de Julho de 2007

Reformar o país ou os Partidos?

REFORMAR O PAÍS OU OS PARTIDOS?

 

Como?

Porque é que o País precisa de reformas profundas e urgentes?

As razões são várias e têm sido estudadas, discutidas, durante anos. Não há semana (talvez dia) em que não se leiam artigos livros, estudos, inquéritos, se escutem palestras, discursos e entrevistas sobre esta temática.

No essencial todos estamos, ou parecemos estar, de acordo: é indispensável reformar.

Numa democracia representativa, todos falamos, mas quem decide são os políticos, em geral, e os governantes, em particular.

E os governantes e a maior parte (ou todos?) dos políticos são membros ou simpatizantes dos muitos partidos que temos.

Portanto, como mais e mais pessoas pensam, os partidos têm que se reformar a si próprios.

E aqui é que a porca torce o rabo.

Como reformar aquilo que sustenta os respectivos acólitos?

Como reformar aquilo que os dirigentes dos nossos partidos, os presentes e os que os antecederam, “construíram” ao longo de muitos anos?

Sobre esta matéria, a imobilidade táctica dos partidos apoiada em estratégias que, muitas vezes, parecem já nada ter a ver com os ideais originais de cada um deles.

Ou, pelo menos num caso, os ideais mantêm-se mesmo que já não tenham nada a ver com as realidades do Século XXI.

A confusão é muita, mas pior ainda, vai crescendo em nós a descrença, a confusão, o afastamento.

Não sabemos quem é o quê. Não sabemos o que é que os nossos partidos são, ou o que é que estão a fazer na nossa sociedade.

Vejamos, mais a título de exemplo (ou desabafo), o cenário da nossa “política”.

O PS é um partido socialista?

O PS é um partido de esquerda? Mas o que é a esquerda hoje?

O PSD é um partido social-democrata ou é um partido liberal (e o que é isto na nossa terra)?

O PSD é um partido de direita? Ou será um partido do centro?

O que é o centro? Uma mescla de ideias (ou desejos), que ora são criticadas ou louvadas (pelos partidos) pelos “cérebros” de diversas tendências.

O PCP é um partido democrático, como os acima referidos, ou continua a ver a democracia sob o conceito do centralismo democrático?

Aceita definitivamente a via eleitoral, esquece a revolução, convive com a economia de mercado (e com o capitalismo)?

Os outros, CDS, Bloco (uma amalgama confusa de esquerdismos românticos) vão transmitindo imagens que parecem flutuar ao sabor dos seus líderes.

O que é que vamos fazer com estes partidos, ou melhor, o que é que os nossos partidos vão fazer deles próprios:

Os nossos partidos começam a ficar como a nossa economia. A viver no passado, sem capacidade para mudar. Apregoa-se a revolução das novas tecnologias, da inovação, do modernismo, da globalização, das comunicações, etc.

E, penso eu, se esqueceram completamente do que é que as pessoas querem, sem compreenderem que o cidadão médio de hoje não é igual ao seu antepassado de há 50 anos, ou mesmo de há 30.

Apregoa-se no estilo S. Tomás, façam o que nós dizemos, mas não o que fazemos.

Bem pregam, mas os crentes estão a passar para o outro lado, dos descrentes.     

AC

publicado por alcacovas às 18:44
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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