Domingo, 10 de Novembro de 2013

Quadras

Alcáçovas, boa terra,

no chocalho, a tradição.

Hoje em dia está na berra

com os doces, queijo e pão.

 

O bater do chocalheiro

e o cheiro a alecrim,

paraíso soalheiro,

nunca vi lugar assim!

 

Paredes caiadas de branco,

um macho parado ao sol,

os velhos sentados num banco,

palha e feno no paiol.

 

As cagaitas a cuscar,

gaiatos jogam à bola,

um galo sai a cantar,

são horas de dar à sola.

 

Mesmo à sombra de um chaparro

sentado numa cadeira

tirei a bucha do tarro

e olhei para a ceifeira.

 

Com o gado p’ra tratar,

ergo cedo para a lida.

Há searas p’ra mondar

que são o suor da vida.

 

Alentejanas bonitas

de saias a dar a dar,

cheias de cores garridas,

tal um campo por ceifar.

 

O Alentejo é alegria

com crianças a dançar

nesta festa de harmonia

com todo o povo a vibrar.

 

Virgínia Mareco

 

26/05/2012

publicado por alcacovas às 18:52
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e também precisa de música...

 

 

Ricardo Vinagre

publicado por alcacovas às 18:43
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um homem precisa e livros...

Esta semana li este livro e recomendo.

 

 

O Mundo Em Que Vivi de Ilse Losa.

 

 

 

Ricardo Vinagre

 

 

 

publicado por alcacovas às 18:36
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Sábado, 9 de Novembro de 2013

FREGUESIA DAS ALCAÇOVAS CELEBRA O SÃO MARTINHO

 

A Junta de Freguesia de Alcáçovas promove, no próximo dia 10 de novembro, a partir das 17h, no Mercado Municipal de Alcáçovas, a Festa de S. Martinho com oferta de castanhas assadas e água pé à população e animação musical durante a tarde:

Atuação do Grupo de Cavaquinhos do Alentejo

Baile com Jorge Nunes


Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:51
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Lendo "Diz-me Quem Sou" - Julia Navarro


Diz-me Quem Sou

A historia do século XX através do olhar de uma misteriosa mulher

de Julia Navarro





Sinopse


Uma apaixonante aventura protagonizada por personagens inesquecíveis, cujas vidas constroem um magnífico retrato da história do século XX. Desde os anos da Segunda República espanhola até à queda do Muro de Berlim, passando pela Segunda grande Guerra e pela Guerra Fria, o novo romance de Julia Navarro transborda de intriga, política, espionagem, amor e traição.


Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 13:44
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Ouvindo Morcheeba - Big Calm

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:39
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Ouvindo Kaiser Chiefs - Ruby

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:37
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

Crise e greves

Parece-me, mas posso estar enganado, que as crises se resolvem com trabalho e não com greves.

Ricardo Vinagre
publicado por alcacovas às 21:50
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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

Da janela do sítio onde trabalho

 

 

Da janela do sítio onde trabalho, vejo nuvens cinzentas que cobrem o céu, vejo casas, prédios, algumas, poucas, copas de árvores.

 

E vem-me à alma uma saudade imensa do meu Alentejo, onde o campo de visão só termina onde a terra e o céu se tocam. Onde o cinzento anuncia chuva, que é sempre bem-vinda e desejada pelos homens pois faz falta para as culturas e para os animais. Aqui vejo, rostos tristes, fechados, gabardines e guarda chuvas que saem contrariados de casa para cumprir mais um dia da pena que lhe foi atribuída.

 

Tenho saudades dos tempos em que a chuva significava brincar na lama, apanhar musgo, fazer pistas de bicicletas com percursos a passar por dentro das poças de água e rampas a saltar por cima de pequenos cursos de água que eram abertos na terra dura à custa da força das águas. Tenho saudades do que acontecia depois disso tudo, em que aparecendo a casa todo sujo e já de noite perto da hora do jantar, a minha mãe antes de me mandar para a banheira me dava aquelas “festinhas” que as mães dão aos filhos quando eles fazem tudo o que não deviam fazer.

 

Tenho saudades de por a cabeça na almofada e adormecer em paz, porque amanhã iria haver outra vez mais lama, mais bicicletas e brincadeira.

 

Um abraço do Ricardo

publicado por alcacovas às 20:21
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Recordar

Por João Paulo Godinho

A Seleção Nacional estreou-se em Mundiais em 1966 e a sua participação permanece como a mais gloriosa de sempre, com um notável 3º lugar. Os seus 17 golos na prova são agora recordados no 17º capítulo desta rubrica.

Nota 17 para a estreia de Portugal em 1966

Em 1966, a televisão a preto e branco dava conta de uma seleção de futebol que batia o pé aos melhores e fazia história jogo após jogo. Essa seleção desconhecida para o mundo era Portugal, comandada no Mundial por um Bola de Ouro chamado Eusébio.

O Campeonato do Mundo disputado em Inglaterra, considerada a pátria do futebol, apresentou uma “geração de ouro” do futebol português, construída sobre os êxitos europeus de Benfica (1961 e 1962) e Sporting (1965). Sob o cognome “Magriços”, Portugal ganhou o respeito do futebol mundial, ao terminar a prova no último lugar do pódio. Foram seis jogos repletos de emoção e 17 golos que marcaram a aventura lusitana.

Como a maioria das histórias, esta também começa pelo início. Foi no dia 13 de julho, em Old Trafford, o recinto que hoje nos habituámos a conhecer como o “Teatro dos Sonhos”, que Portugal começou a sonhar alto na prova. Perante a poderosa seleção húngara, a equipa das quinas venceu por 3-1, com golos de José Augusto (2) e Torres. O extremo do Benfica inaugurou o marcador logo no primeiro minuto e voltaria a dar vantagem à seleção aos 67’, apenas sete minutos depois do empate magiar. A conclusão desta estreia ficou guardada para o minuto 90, por Torres.

Três dias depois foi a vez da Bulgária. No mesmo estádio de Manchester, a equipa treinada pelo brasileiro Otto Glória aplicou uma vez mais a “chapa 3” e saiu vencedora por 3-0. A um primeiro autogolo de Vutsov (17’) seguiram-se os tentos de Eusébio (38’) e Torres (81’). O ‘Pantera Negra’, como seria batizado semanas mais tarde, iniciara assim a sua lenda ao segundo jogo e só pararia de marcar no jogo de despedida.

O arranque de sonho no grupo C do Mundial seria finalmente posto à prova com o campeão do Mundo, o Brasil. A viagem de Manchester para Liverpool, a cidade que deu a conhecer os Beatles, foi inspiradora para uma vitória memorável por 3-1. Vicente “secou” Pelé no ataque brasileiro e Simões e Eusébio (2) construíram os golos do triunfo. O avançado do Benfica começava a chamar as atenções na prova, mas guardaria o melhor para o jogo seguinte, nos quartos de final.

Do outro lado estava a misteriosa Coreia do Norte, protagonista de um dos maiores escândalos de sempre, após a vitória sobre a Itália na fase de grupos. E ao primeiro escândalo parecia seguir-se outro: com 25 minutos de jogo, os norte-coreanos já venciam por 3-0 e punham os jogadores portugueses a discutir entre si. Porém, Eusébio quis reescrever a história do jogo e iniciou a reviravolta ainda antes do intervalo. Quatro golos mais tarde do craque lusitano, a que se somou ainda outro de José Augusto, confirmaram uma recuperação memorável por 5-3 e a passagem às meias-finais do Mundial.

Depois de quatro jogos de festa chegou finalmente o jogo mais triste da campanha dos “Magriços”. Contra a anfitriã Inglaterra, o jogo começou a ser perdido ainda antes do apito inicial. Portugal foi obrigado a deixar Liverpool na véspera da meia-final para ir jogar a Wembley, em Londres, e no jogo foi aniquilado pela inspiração de Bobby Charlton. O internacional inglês apontou os dois golos do triunfo (2-1) inglês, de pouco valendo o tento de Eusébio nos derradeiros minutos. Portugal passava ao lado do sonho da final e o país guardava na memória a imagem de Eusébio em lágrimas.

Como todas as histórias têm de ter um fim, a Seleção encarregou-se de oferecer um “final feliz” aos portugueses. No desafio de atribuição do 3º e 4º lugar, Portugal venceu a cotada União Soviética por 2-1, com golos do inevitável Eusébio e do “Bom gigante” Torres. E assim a seleção regressou a casa com a medalha de bronze ao peito.

Para a história ficou uma epopeia de 17 golos históricos em Portugal. A produção dos “Magriços” foi distribuída pelo Bota de Ouro Eusébio (9 golos), José Augusto e Torres (3 golos), Simões (1 golo) e um autogolo do búlgaro Vutsov. O registo – com uma média próxima dos 3 golos/jogo - perdura como o melhor de sempre de Portugal em Mundiais. Podia ter sido uma prestação perfeita, mas se fosse preciso atribuir uma classificação valeria pelo menos… 17 valores.

AC

publicado por alcacovas às 12:15
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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013

Caminhada em Viana do Alentejo: Santuário, Serra e Olarias

 

 

 

Caminhada"Viana do Alentejo: Santuário, Serra e Olarias"


Organizado pela Secção Outdoor da Associação dos Amigos de Alcáçovas e pelo grupo "Alcáçovas" da Plataforma Pedestrianista www.caminharemportugal.com

Concentração: Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo
Dia: 16NOV13
Hora de Concentração: 09H45
Inicio: 10H00
Distância do Percurso: Cerca de 12 Kms

Grau de Dificuldade: Grau 1 - Percurso com algumas subidas em estradão ou caminhos de pé posto, com piso pedregoso e/ou lamacento. Existem subidas com desníveis superiores a 100m, mas sem qualquer dificuldade técnica. Possibilidade de encontrar gado de pastoreio. (Ovelhas)

Descrição do Percurso: Caminhada em Viana do Alentejo e Serra de S. Vicente, com visita ás pedreiras abandonadas, ao Santuário da Nª Sra d`Aires, á vila e ao seu Castelo. (A entrada no Castelo é facultativa, pois custará 1 Euro por pessoa)

Almoço no campo. Cada participante traz o seu alimento..

Lanche-Convivio em Viana do Alentejo, no Café-Restaurante A Fonte. (Facultativo)

Ementa:
Entradas- Chouriço, Linguiça, Farinheira.
Petisco- Orelha de porco, Torresmos, Moelas, Pipis.
Bebida á descrição, sobremesa e café.
Preço : 10 Euros por pessoa.
Confirmações para o Lanche-Convivio no próprio dia. (Lotação Limitada a 40 Pessoas)

Viana do Alentejo está situada a 48 Kms de Montemor-o-Novo, a 30 Kms de Évora e a 148 Kms de Lisboa.

Nota: A actividade é gratuita e não tem seguro. Cada um caminha por sua conta e risco...

 

Retirado do http://omelhoralentejodomundo.blogspot.pt/

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 18:12
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Horta de Vale Bexiga

Visitámoseste empreendimento no Sábado. Bem recebidos e ggradualmente conscientes do interesse deste projecto, em curso, de um casal, corajoso e com ideias duplamente válidas, em termos económicos e sociais.

Num espaço lindíssimo, 4 hectares, está em curso um trabalho muito interessante que pode e deve ser visto como um exemplo para dar esperança e criar oportunidades na nossa freguesia.

O principal objectivo desta "horta" é o cultivo de ervas aromáticas diversas com destino à exportação, gradualmente irão sendo criadas outras actividades que irão seguramente contribuir para o renascimento das Alcáçovas.

Temos que nos regizijar com projetos como este e dar-lhes todo o apoio possível.

Temos que apoiar projectos que contribuam para dar uma nova vida ás Alcáçovas, atrair pessoas que acrescentem valor económico e social, que criem empregos, que possam dar continuidade ao "renascimento" desta terra com tantos valores humanos e patrimoniais.

O casal que se lançou neste lindo sonho na Horta do Vale Bexiga, a Gabriela Alves e o António Ferreira, são bem vindos e esperamos sejam bem sucedidos.

AC

publicado por alcacovas às 12:37
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Domingo, 3 de Novembro de 2013

e também precisa de música...


 

Ricardo Vinagre 
publicado por alcacovas às 22:24
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Um homem precisa de livros

A Menina do Mar

 

"Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda de casa havia um jardim de areia onde cresciam lírios brancos, amarelos e roxos.

Nessa casa morava um rapazito que passava os dias a brincar na praia."

 

 

 

Este foi o livro que lemos para o Zé Maria adormecer durante a semana passada, e nem imaginam o gosto que me deu voltar a ler estas páginas.

 

 

Ricardo Vinagre

publicado por alcacovas às 22:09
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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