Sábado, 16 de Outubro de 2010

Será isto normal? Onde está a credibilidade?

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 10:25
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O Orçamento do Estado

O que ontem aconteceu revela bem o estado do Governo e as dificuldades do País.

Numa desconsideração institucional sem precedentes para com o Parlamento e os portugueses, o Orçamento do Estado entregue à Assembleia da República, uma vez mais no limite do prazo (apenas 35 minutos antes do fim do dia 15), não continha o relatório em que devem constar as explicações sobre as opções económicas e financeiras do Executivo - e todos os grandes números por que se orienta essa mesma política.

O que significa que o estado das contas nacionais é mais grave do que imaginamos, mas também que todas as grandes decisões tomadas o foram fora de prazo - a assunção da verdadeira dimensão da crise e o anúncio das medidas para lhe fazer face pelo primeiro-ministro têm afinal apenas três semanas -, tornando assim impossível fechar com tempo e rigor o documento final a horas.

 

Editorial (parte) de hoje no DN, jornal de tendência socialista.

 

A situação é grave.

A cada dia que passa vamos conhecendo melhor como se tem feito a governação do País. A situação é assustadora e o nosso PM continua a falar muito e a dizer pouco.

A discussão de ontem na AR é significativa. Um exemplo: um deputado acusa o PM de ter feito algo mal. E o PM responde, basicament,e dizendo que o partido do dito deputado tinha feito o mesmo quando governante.

Portanto o PM fugiu a dar uma resposta concreta e praticamente disse que se o opositor tinha feito mal ele também o podia fazer.

Ao ouvir os nossos parlamentares (nem todos diga-se) fico triste. E quando ouço o nosso PM fico apavorado. 

Vivemos numa cada vez mais falsa democracia.

Pouco nos dizem e quanto a explicações o menos possível.

Muita retórica, muitas frases pomposas, mas de substancial quase nada. Vivemos mais de boatos do que de dados. As desgraças caiam-nos em cima a conta gotas, mas agora chegam em catadupas.

Se recuarmos meia dúzia de meses para ler os jornais de então só lemos que o PM estava confiante, que o País estava no bom caminho para vencer a crise global. O País estava até melhor que muitos outros. O Governo ia investir fortemente em obras públicas, indispensáveis. Que o estado social estava de boa saúde, etc.

Muito optimismo, enorme confiança. Mas, como de costume, nada nos era explicado, nada era realmente e abertamente discutido. Os políticos discutiam, acusavam-se mutuamente, mas nada nos era dito sobre a verdadeira situação do País.

Não acredito que o Governo naõ soubesse, há seis meses atrás, o que vinha a caminho.

E se não sabiam então ainda é pior do que se pensaria.

AC 

publicado por alcacovas às 10:12
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

A Takargo, empresa ferroviária de mercadorias da Mota-Engil, de Jorge Coelho, beneficia de combustível mais barato

. A Takargo está a abastecer os seus comboios com gasóleo verde 20 cêntimos mais barato do que o rodoviário.

Uma isenção desenhada para a CP, mas que acabou por beneficiar a Takargo e que leva a que todos os meses o Estado perca 200 mil euros de receitas fiscais.

 A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários (ANTR), que já denunciou a situação ao Governo, diz que é um escândalo e uma situação de concorrência desleal.Todos os meses os comboios da Takargo abastecem, em Vilar Formoso, um milhão de litros de gasóleo verde. Os funcionários dispõem de um cartão, emitido pelo Ministério da Agricultura, com que realizam os abastecimentos.

Uma isenção prevista na lei mas que foi concebida para a CP, que detinha a concessão para todo o serviço ferroviário nacional.

Mas em 2008, com a liberalização do transporte ferroviário de mercadorias, a Mota-Engil criou a Takargo, que opera com locomotivas diesel em Portugal e Espanha.

Este ano prevê um volume de negócios de 15 milhões de euros, um crescimento de 50% face aos 10 milhões registados em 2009.

Mas no sector a justificação é outra.

 Um quadro da Refer questiona como é que "a gastar a módica quantidade de 4,5 litros de gasóleo por quilómetro consegue estes resultados?"

Para a ANTR, "os portugueses pagam dos seus impostos a operação de uma empresa privada que faz concorrência directa às empresas rodoviárias", diz António Lóio.

O presidente da ANTR adianta que "a empresa cobra pelo transporte as mesmas tarifas que os rodoviários, numa manifesta situação de concorrência desleal". Uma situação "atentatória ao bom senso". E explica que "no transporte rodoviário 35% dos custos advêm dos combustíveis. Ora, para praticar estes preços só com a ajuda do bolso dos contribuintes e do cofre do Estado", conclui.

 

Retirado do DN hoje

AC

publicado por alcacovas às 12:51
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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

O Infante

Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quiz que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

 

E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.

 

Quem te sagrou creou-te portuguez.

Do mar e nós em ti nos deu signal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

 

Fernando Pessoa

 

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:24
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O nosso modelo de educação contém dois erros graves

O nosso modelo de educação contém dois erros graves: 1) A manutenção de um modelo oriundo do período da revolução industrial, orientado exclusivamente para o trabalho, ignorando totalmente a criatividade do individuo; 2) Uma gestão de todo o sistema educativo e sobretudo da escola, demasiado centralizada. Enquanto não forem solucionados estes dois problemas é impossível construirmos uma sociedade moderna e mais capaz.

 

A grande preocupação da Era industrial era ensinar pessoas que fossem capazes de desenvolver o trabalho de uma forma quase automatizada. O indivíduo não tinha que pensar muito, na prática tinha que imitar. Quase todo o sistema educativo, essencialmente na sociedade ocidental, foi-se desenvolvendo até aos dias de hoje com base neste conceito. Este modelo, ao treinar e incentivar as actividades com pensamento convergente (reprodução de factos conhecidos), foi abolindo a importância da criatividade e a diferenciação individual no processo educativo, nomeadamente no que respeita ao pensamento divergente (novas soluções e ideias originais).

 

Infelizmente, o nosso modelo educacional não estimula e até exclui fortemente tudo o que sejam traços de personalidade criativa, normalmente evidenciados através do humor, capacidade e habilidade de sentir problemas e reestruturar ideias, curiosidade intelectual, abertura à percepção e capacidade crítica, autoconfiança e capacidade de assumir riscos, inconformismo e flexibilidade, etc, etc.

 

Na minha opinião, tudo o que tem ver com o desenvolvimento das características relacionadas com a personalidade criativa deve ser claramente estimulado. Principalmente através do nosso sistema de ensino. A educação “formal” deve ser e estar aberta ao saber pensar (saber criar) e não apenas ao saber fazer (imitar). Esta é uma das alterações profundas que deve ser promovida.

 

Outro aspecto que me parece lesivo ao nosso modelo educacional é o exagerado centralismo das políticas educativas. Em Portugal o Estado Central controla praticamente todo o sistema educativo, nomeadamente todos os processos de decisão política e de administração. O discurso da transferência de poderes e funções do nível nacional para o local (a escola) não passa de mera retórica política, quase sempre adaptada às conveniências do momento.

 

A reforma e reestruturação do sistema educativo deve passar por um processo de descentralização de poderes do Estado central para as escolas, dando-lhes o máximo de autonomias e competências, da livre escolhas da escola pelos pais, da diversificação da oferta escolar e pela melhoria e reforço dos procedimentos relacionados com a avaliação e a prestação de contas, mas também, permitir a todos o acesso às melhores escolas.

 

Tenho plena convicção que a descentralização do modelo educativo permite favorecer a responsabilidade e a iniciativa dos actores a todos os níveis. Os agentes escolares terão maior influência na pedagogia e no tipo de conteúdos a utilizar. A responsabilização das escolhas parece-me ser um passo decisivo para alterar este modelo claramente obsoleto.

 

Assim, neste novo modelo, o Estado Central teria a preocupação do “desenho geral” de todo este processo, funcionando como orientador, regulador e fiscalizador. A escola definiria os processos e as formas de actuar consoante os contextos (sociais, económicos, culturais, etc) onde esteja inserida.

 

Todos teríamos a ganhar com estas alterações.

 

António Costa da Silva

 

Publicado no

publicado por alcacovas às 18:15
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Alguém se Candidata a ser Parlamentar na Suécia???

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:04
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As crianças e a TV+Consolas de jogos

Esconder o controlo remoto da TV e da consola de jogos é uma coisa boa para as crianças se este for o único remédio para limitar o tempo que elas gastam em frente dum visor, de acordo com um estudo publicado nesta Segunda-Feira.

O estudo, publicado no Jornal de Pediatria (USA), confirmou que as crianças que passam horas em frente da TV ou com a consola de jogos têm maiores dificuldades psicológicas tais como problemas de conduta em relação às outras crianças, problemas emocionais, hiperactividade ou condutas agressivas do que as crianças que não o fazem.

 E, contrariamente ao que estudos anteriores apontavam o impacto negativo do tempo em frente de visores não foi compensado pelo aumento da actividade física das crianças, de acordo com o estudo feito por investigadores da Universidade de Bristol no UK.

 

Traduzido do Yahoo, notícias.

AC

publicado por alcacovas às 12:32
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Domingo, 10 de Outubro de 2010

O Poder Local democrático no progresso do Alentejo

 

      25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo,

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo.

 

Sophia de Mello Breyner

                  

  

A madrugada esperada chegou. O 25 de Abril, tal como o definiu Sophia, foi “o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio”. Depois de quarenta e oito anos de trevas havia um mundo novo a construir. Um mundo pleno de igualdade e liberdade. Nos montes, aldeias, vilas e cidades do nosso Alentejo, as pessoas clamavam por melhores condições de vida. Por verdadeiros e democráticos governos de proximidade que compreendessem os seus problemas e fossem capazes de os solucionar. O Poder Local democrático, nascido da vontade popular, foi registado na Constituição da República de 76. Estava dado o primeiro passo para as primeiras eleições autárquicas que tiveram lugar no final desse mesmo ano.

O Poder Local ganhou forças e cresceu, passando a ser considerado como uma das maiores conquistas do 25 de Abril. Foi a que melhor se enraizou nas populações e a que melhor contribuiu para a concretização de dois dos três “D’s” preconizados pelo MFA - a Democracia e o Desenvolvimento. Embora constituamos parte interessada, porque fomos e somos os seus principais actores, partilhamos dessa apreciação. Só por incapacidade de análise, falta de conhecimento ou má fé, continuam a existir pessoas que não querem ver essa realidade - o contributo decisivo que o Poder Local democrático deu para o progresso do nosso Alentejo e das nossas terras.

Tendo presentes as grandes diferenças que os processos de implantação e afirmação do Poder Local democrático assumiram nos diferentes concelhos e freguesias, podemos, no entanto, apontar três ciclos que se foram verificando, de forma progressiva e sequencial em todos os territórios – o das infra-estruturas básicas, o das infra-estruturas de desenvolvimento e equipamentos colectivos e, o actual, o da valorização do território e dos cidadãos. Porém, o Poder Local democrático não tem sido importante só na concretização das suas atribuições directas, mas também, na forma como tem conseguido influenciar, através do diálogo, da negociação e da reivindicação, a Administração Central a intervir no Alentejo e nos nossos concelhos.

Quem tenha deixado a sua terra antes do 25 de Abril e agora a ela regresse, mal a reconhece, tais foram as alterações que sofreu. É evidente que nem tudo foi feito, nem tudo foi bem feito e, nalgumas situações, pode mesmo questionar-se a premência ou prioridade dada à afectação dumas fatias dos orçamentos autárquicos a projectos e iniciativas cujo contributo para o desenvolvimento local pode não constituir uma evidência.

Mas quem se lembre das nossas terras – aldeias, vilas e, mesmo, cidades do nosso Alentejo -, sem água, sem esgotos, com estradas de terra batida, com casas sem um mínimo de condições de habitabilidade, com o património a degradar-se, sem equipamentos sociais, de educação, culturais e desportivos, sem infra-estruturas de defesa e preservação do ambiente, sem actividades de ocupação dos tempos livres e de valorização das populações, não poderá deixar de reconhecer a importância da acção directa do Poder Local democrático nessa verdadeira revolução.

Mas também quem se lembre de velhas aspirações e reivindicações dos alentejanos e agora as veja implantadas no terreno ou em vias disso, como o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, as novas infra-estruturas de comunicação, as escolas superiores, os novos hospitais e outros equipamentos sociais, as áreas protegidas, entre tantos outros, só por má fé não reconhecerá o papel importante ou decisivo na sua concretização, por parte do Poder Central.

E, aqui, chegados, importa lembrar que o Poder Local democrático, a sua implantação, desenvolvimento e afirmação foi obra de milhares de eleitos locais, autarcas das Freguesias e Municípios, de que temos a honra de fazer parte.

Quantas vezes, com uns parcos cobres provenientes da participação autárquica nas receitas dos impostos pagos pelos cidadãos ou provenientes de ajudas comunitárias, não multiplicámos o investimento público, não contribuímos de forma muito objectiva para que cada euro nas mãos da Administração Local valesse bem mais, muitíssimo mais que nas da Administração Central! Nunca refutámos o exercício e transferência de novas responsabilidades, sendo hoje bem diferente o quadro das atribuições e competências legalmente consignado às autarquias locais, sem que para tanto tivessem sido justamente compensadas.

No entanto, nem sempre conseguimos fazer tudo quanto gostaríamos, poderíamos ou deveríamos ter feito. Nem sempre conseguimos interpretar as aspirações das populações que democraticamente confiaram em nós. Porventura, alguns até podem ter participado nesta causa na prossecução de objectivos pessoais nem sempre convergentes com os das suas comunidades, dissonâncias que a lei, a justiça, ou o voto popular se encarregam de ir corrigindo. Mas, é preciso afirmar com veemência – porque essa é a verdade provada pela vida -, que a esmagadora maioria dos eleitos locais do Alentejo tudo fez para estar à altura dos desafios, que, ao longo dos anos, se foram colocando para transformar o Alentejo e cada um dos seus concelhos e freguesias em territórios mais amigos dos seus habitantes e de quem os procura para neles investir ou, simplesmente, visitar e fruir.

Sem procurar alijar responsabilidades de alguns erros cometidos, como acabamos de referir, e de não termos conseguido evitar o progressivo despovoamento da região e de quase todas as nossas terras, consideramos que a inexistência de uma estratégia de desenvolvimento regional por parte da Administração Central e de políticas favoráveis à concentração nos grandes centros urbanos e no litoral são as principais causas desse processo, que, como se sabe, atinge todo o interior de Portugal.

O Poder Local democrático é um empreendimento inacabado e que exige ajustamentos e aperfeiçoamentos. Falta o último piso, o patamar intermédio das Regiões Administrativas que tão necessário se tem revelado para a qualificação da Democracia, o planeamento e o desenvolvimento integrado, harmonioso e integral do continente, considerado no seu todo.

Existirá, porventura, a necessidade de ajustamentos na divisão administrativa do território a que não devemos fechar os olhos, mas que terá de ser analisada com muita ponderação, tendo presente que tais ajustamentos terão que privilegiar sempre soluções que não contribuam para o agravar da desertificação do território, com as consequências conhecidas.

Muito se tem alterado a legislação autárquica, desde as atribuições e competências e o financiamento, até às diversas áreas de funcionamento e de intervenção. Todavia, nem sempre as alterações introduzidas têm sido as mais adequadas aos pressupostos anunciados da melhor prestação de serviços às populações, do melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, do combate à corrupção e a outras práticas lesivas do erário público e do interesse colectivo. É neste âmbito que a velha reclamação da criação de um Código Autárquico, reunindo toda, ou a principal legislação a aplicar pelas Autarquias Locais, se mantém actual e pertinente.

Da intersecção das nossas vidas sobressaem dois pontos de contacto – o Alentejo e o Poder Local. Se o primeiro é para todos uma paixão, o segundo é, ou, foi, decerto, a nossa principal devoção durante períodos mais ou menos alargados do nosso percurso. A promoção e organização deste “Encontro de Presidentes de Câmara do Alentejo, eleitos depois de 25 de Abril de 1974” teve como objectivo “criar as condições para que todos aqueles que tiveram essa acção, na nossa região” pudessem “voltar a encontrar-se”, tal como foi referido no Convite a todos endereçado.

Nos contactos, entretanto estabelecidos, alguns manifestaram o interesse em que o Encontro não se limitasse ao almoço e ao convívio e que dele pudessem sair algumas conclusões que integrassem as preocupações e perspectivas dos presentes, relativamente ao Poder Local democrático, ao Alentejo e também à sua eventual intervenção nas áreas que merecessem consenso generalizado.

Aqui deixamos à vossa reflexão e ponderação algumas das ideias que nos foram transmitidas, no sentido de podermos manifestar o entendimento quanto à pertinência e necessidade de se:

        - Adoptar com urgência uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Regional que combata o despovoamento e a desertificação do Interior e promova o desenvolvimento equilibrado e integral do país;

        - Retomar o processo de criação e instituição das Regiões Administrativas, como determina a Constituição da República Portuguesa, e a da Região do Alentejo, em particular;

        - Consolidar o Poder Local democrático - as Freguesias, os Municípios e as Comunidades Intermunicipais - na lógica dos governos locais, da maior aproximação do poder das populações e da maior participação destas nas principais decisões sobre o futuro colectivo;

        - Promover a concertação dos Poderes Locais com o Poder Central e com os Agentes Económicos e Sociais, com vista a um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis para o desenvolvimento do Alentejo.

Uma outra ideia - esta particularmente pertinente na circunstância, pela oportunidade, alcance e natureza – apontando para que se equacione a instituição de uma Plataforma de Intervenção dos Antigos Autarcas do Alentejo *, congregadora dos antigos Presidentes de Câmara que, sem pretensões de protagonismos inconsequentes, possa, no plano cívico, contribuir para um melhor aproveitamento dos seus conhecimentos e experiências para a afirmação do Poder Local democrático e para o desenvolvimento Regional.

 *A instituição desta Plataforma - PIAAL, mesmo que numa base não formal, pode ser uma ideia interessante mas que terá de ser cuidadosamente ponderada, não deixando margem para dúvidas que poderá constituir um importante espaço de intervenção cívica, que não de contra poder, que não desvaloriza ou pretende substituir outros, nem é concorrente com as instituições e outras entidades, incluindo os partidos políticos, cuja acção é insubstituível no sistema democrático.

                     Monte do Sobral – Alcáçovas – Viana do Alentejo, dia 9 de Outubro de 2010

                  Mensagem da Comissão Organizadora do Encontro de antigos e actuais Presidentes de Câmara do Alentejo

 

 

Para memória futura

 

 

 

 

Retirado do  http://alvitrando.blogs.sapo.pt/ de Lopes Guerreiro

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:47
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Personalidades do Alentejo pressionam por regionalização

Os promotores de um almoço que juntou ontem actuais e antigos presidentes de câmara do Alentejo defenderam que o avanço da regionalização poderia impulsionar o desenvolvimento e suprir "alguns problemas" da região, como o despovoamento.

 

"A regionalização poderia ser muito importante para combater a questão da desertificação do Alentejo", defendeu Fernando Sousa Caeiros, da comissão organizadora do encontro e antigo presidente da Câmara de Castro Verde (distrito de Beja).

 

O almoço, que juntou "cerca de cem" participantes, ou seja, "metade dos potenciais convidados", decorreu no Monte do Sobral, na freguesia de Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo (Évora), onde, em 1973, 136 oficiais portugueses realizaram uma reunião clandestina que marcou o início do Movimento das Forças Armadas.

 

Dirigida aos actuais e antigos presidentes de câmara do Alentejo eleitos depois do 25 de Abril, a iniciativa pretendeu ser suprapartidária, tendo o objectivo sido atingido, segundo Sousa Caeiros: "Contámos com a presença de autarcas dos vários partidos."

 

A comissão promotora integrou ainda Hemetério Cruz, antigo presidente de Alter do Chão, Vítor Martelo, ex-presidente de Reguengos de Monsaraz, e Bento Rosado, que foi vice-presidente da então Comissão de Coordenação Regional do Alentejo

 

Retitado do Diário de Notícias

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:44
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Boa SCA

 

Importante, ganhar!!!

 

Realizou-se ontem a segunda jornada do campeonato distrital com a nossa equipa sénior a receber o Brotense, equipa que há quinze dias tinha-nos eliminado da taça no prolongamento. Era um sabor a “vingança” mas a tarde não se adivinha fácil. Primeiro o tempo, com chuva a deixar o campo pesado em algumas zonas do terreno e depois a forma de jogar do adversário, que por vezes, leva a sua água ao moinho. Na primeira parte da partida, o jogo foi feio, muito por culpa da nossa equipa que acusou um pouco a pressão de vencer e consequentemente não conseguiu pôr a bola no chão, tendo enormes dificuldades para chegar à baliza dos visitantes. Destaque para um lance em que Chibito ganha na linha e quando tinha Vítor completamente só na área, resolveu rematar para defesa do Guarda-redes visitante. A equipa das Brotas com uma estratégica de contra-ataque ia pondo em sentido a nossa defesa, mas diga-se, esta mostrou-se segura. Na segunda parte e com alterações na equipa, o nosso SCA surgiu diferente, apoderando-se do meio campo das Brotas, trocas de bola rápidas e com isso começou-se também a motivar e acreditar que podia chegar ao golo. Depois de o Brotas quase ter marcado, através de um remate quase de meio campo em que a bola vai à trave, eis que surge o primeiro golo da partida, num boa jogada de João Marques na direita, cruzamento para a área, Salsinha coloca em Mirandinha e este assiste Vítor que só teve que empurrar para a baliza. Ganhávamos vantagem num jogo que estava complicado. Depois o Brotense reagiu, continuou no futebol directo para a nossa área e isso fez com que o SCA se protegesse um pouco conseguindo aguentar as investidas do adversário, bem como do senhor Carretas, que empurrou a nossa equipa numa sequências de faltas. Já nos descontos, o golo da tranquilidade, através de um canto apontado por Asinha, Chinês surge ao segundo poste assistindo Chibito que não desperdiçou, colocando a bola no fundo da baliza.


Em suma, um jogo que valeu pelo resultado, três importantes pontos que servem para moralizar a equipa para a próxima jornada, com deslocação a Valenças, eterno candidato a vencer a prova, que nesta jornada goleou por 8 a 1 o Vera Cruz no terreno deste. Resultado justo, mas uma palavra de apreço à entrega dos homens de Vedor. Arbitragem irregular.
SCA; Sopa, Gansinho (João Marques), Chinês, Mirandinha, Gomes, Nelson Ribeiro, Miguel Dias, Guerreiro, Salsinha (Asinha), Chibito e Vítor (Antero).

Resultados:
Santana do Campo 0 -  Estremoz 4
Vera Cruz 1 - Valenças 8
Alcaçovense 2 -  Brotense 0
Cabrela 3 - Corval 1

10/10/2010
Aldeense - Arraiolense
Luso Morense - S.B. Outeiro
Lavre - Fazendas do Cortiço
Rosário - São Manços
Descansa: Arcoense
publicado por alcacovas às 16:40
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Mas que (des) governo

Governo criou empresa pública para gerir helicópteros e obrigou as forças e organismos de segurança a pagar um serviço que, no privado, sairia por menos de metade do valor.

 O Governo criou uma empresa para gerir os meios aéreos das forças e serviços de segurança mas, por falta de verba, obrigou cada força a pagar todo os encargos do contrato.

Só a GNR e a PSP têm de pagar, cada uma, mais um milhão de euros por ano num pacote de horas que, no serviço privado, custa menos de metade (366 650 euros).

O contrato de prestação de serviços, a que o DN teve acesso, foi celebrado em Outubro de 2008, um ano depois de criada a Empresa de Meios Aéreos (EMA), e obriga a GNR, PSP, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a só solicitarem serviços aéreos aquela entidade.

Hoje no DN

 

Quem é que fica a ganhar com isto?

Quem é que paga estas fantasias?

Será isto política de esquerda?

 

AC

publicado por alcacovas às 12:41
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Sábado, 9 de Outubro de 2010

Frei Fernando Ventura sobre a situação do País

 

 

Vale a pena ouvir com atenção.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:57
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E.N. 257

 

E.N. 257 (Viana do Alentejo). Cliché de Luísa Gonçalves - (c) 2010

 

Retirada do Blog http://biclaranja.blogs.sapo.pt/

 

Editada por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 15:34
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Infantis ganham jogo de apresentação frente à Afeiteira (10-2)

Equipa: (Baliza) Zé Mbombé, (Defesa Direito) João Paulo, (Central) João Ilhéu, (Defesa Esquerdo) André Silva, (Meio Campo) Victor Hugo, (Ataque) Bruno Charrua e Mário Carvalho.
Jogou também: Edson Pereira (Pulguinha).

Hoje foi o dia de apresentação da nossa equipa de Infantis aos sócios e simpatizantes do SCA.

Após a vitória do torneio de Reguengos de Monsaraz no dia 5 de Outubro (torneio em que participaram 5 equipas – todos contra todos) e a vitória do torneio em Beja, era com grande expectativa que os sócios iam ver jogar esta jovem equipa.

Efectivamente, cumpriram muito bem a missão.

A brilhante vitória foi de 10 a 2.

Na primeira parte (agora dividida em duas partes) ganhavam por 5 a 1. Mário Carvalho marcou os 4 primeiros golos e o Bruno o quinto. Mesmo ao terminar esta fase da partida a equipa visitante marcou um golo.

Na segunda parte (também dividida em duas) o SCA manteve a toada da partida. Bruno Charrua marcou mais 3 golos, André Silva 1 e o Mário Carvalho fechou a sua conta com outro belo golo. A Afeiteira também marcou outro golo.

Notas:
1) Bela exibição de Zé Mbombé na baliza do SCA;
2) Mário recuperou claramente a forma, reflectindo-se pelos inúmeros golos marcados;
3) Bruno Charrua – acompanha a marcar com muitos golos;
4) Edson – Muito lutador;
5) João Ilhéu – Continua muito seguro;
6) André Silva – Grande técnica e polivalência efectiva;
7) João Paulo – Bela aquisição, um jogador a contar;
8) Victor Hugo – Continua com muita força e mais concentrado.

Temos equipa.

Editado por António Costa da Silva no Alcaçovense
publicado por alcacovas às 13:07
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

SEMANA DO IDOSO 2010

 

SEMANA DO IDOSO 2010

PROGRAMA

11 Out|Segunda-feira|20h30

Noite de Fados
(Salão de Festas de Aguiar)


12 Out|Terça-feira|9h00

Passeio por Alcáçovas (Jardim Público, Paço Real, Jardim fas Conchas, Piscinas Municipais)


13 Out|quarta-feira|15h00

Sessão sobre Saúde "Prevenção sobre acidentes"
(Cine-teatro Vianense)


14 Out|quinta-feira|21h00

Baile da Pinha
(Salão da Sociedade União Alcaçovense)


15 Out|sexta-feira|9h00

Passeio ao Centro Histórico de Évora
(Concentração na Praça do Giraldo - Posto de Turismo)

16 Out|sábado|13h00

Almoço Convívio
(Salão dos Bombeiros)

15h30
Recital Musicado
(Cine-teatro Vianense)

 

Visto no site da CMVA

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:48
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Inscrições para as Piscinas de Alcáçovas abrem dia 11

 

Estão abertas a partir de dia 11, segunda-feira, as inscrições para as aulas de adaptação ao meio aquático, hidroginástica, aprendizagem e manutenção nas Piscinas Municipais de Alcáçovas.

A partir de 11 de Outubro estão abertas as inscrições para as aulas de adaptação ao meio aquático, hidroginástica, aprendizagem e manutenção nas Piscinas Municipais de Alcáçovas.


As inscrições devem ser efectuadas nas bibliotecas de Aguiar e Alcáçovas, bem como na DASE, em Viana do Alentejo. A iniciativa é da responsabilidade da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

 

Visto no site da CMVA

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:45
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Reconhecimento, validação e certificação de adquiridos experienciais : a participação no associativismo local como contexto para o desenvolvimento de competências de cidadania no Centro Novas Oportunidades da Terras Dentro

 

De Alexandra Correia

 

Ver em http://194.117.1.196/R/?func=dbin-jump-full&object_id=21831

 

Retirado do

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:37
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

Vamos apoiar o SCA.

..

 

Retirado do http://alcacovense.blogspot.com/

 

Editado por António Costa da SIlva

publicado por alcacovas às 21:57
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Como acreditar no Governo que temos?

Notícia de última hora.

Tribunal de Contas arrasa contrato do TGV (Sol) O Tribunal de Contas preparava-se para chumbar o contrato de adjudicação do troço do TGV entre o Poceirão e Caia. Os conselheiros descobriram várias irregularidades no processo e tinham já decidido recusar o visto prévio ao contrato - o que só não se concretizou porque o Governo decidiu pedir a devolução do contrato.

Afinal o contrato foi "recolhido" por razões legais, eventualmente suspeitas, e não por causa do deficite financeiro.

Por estas e outras razões estamos a sofrer na pele, duramente, pelos erros ou interesses dos nossos governantes.

Mas talvez nos possam explicar, clara e concisamente, o que se vem passando com esta "estória" do TGA.

AC

publicado por alcacovas às 19:49
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Football, grandes estádios

O football, versão americana, é pouco conhecido e muito pouco apreciado na Europa.

O nosso football, que os americanos chamam de association ou soccer, atrai multidões.

Estádios grandes, por vezes cheios, são conhecidos desde o Norte até ao Sul da Europa.

Mas nos USA o tal football americano atinge dimensões insuspeitadas.

Na liga nacional existem 6 estádios com lotações superiores a 100.000 lugares. Outros seis com capacidades entre 90.000 a 100.000 lugares. E muitos mais com capacidades entre os 50.000 e os 90.000 lugares.

E o que é espantoso é que estes estádios enormes estão frequentemente cheios.

É por isso, por esta enorme capacidade de gerar receitas, que os donos (os clubes são privados ou pertencem a universidades) dos  grandes clubes estão a comprar clubes na Europa.

Curioso, não acham?

AC 

publicado por alcacovas às 22:01
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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