Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Regionalizar para mudar Portugal

Portugal, tantas queixas, tantos males.

Os problemas estão identificados, as doenças do sistema e da sociedade estão diagnosticados.

Mas como resolver o que parece não ter remédio? Mas mesmo nos casos em que são avançadas “soluções”, mesmo se acreditarmos que poderiam resolver e mudar o que está mal, não há como as pôr em prática.

Como mudar um sistema, complexo, enraizado sem destruir o que temos?

Como mudar o sistema judicial sem paralisar a justiça?

Como aliviar o estado executivo se dele depende, directa e indirectamente, uma grande parte da população?

Como mudar um parlamento que vive mais a defender os seus partidos confundindo as suas ideologias com as necessidades das pessoas? Como reformar partes e não mexer no todo? Como mudar leis sem mexer no aparelho judicial.

Como mudar os nomes ou o número de ministros e secretários de estado sem reformar o sistema executivo?

Não nos faltam as “doenças”, nem nos faltam os paliativos, os remédios, que vão mantendo vivo o corpo.

Mas quanto mais durará o corpo estatal?

Gostava de desafiar os portugueses em geral e os políticos e os politólogos em especial a apresentar ideias/soluções para mudarmos esta nossa sociedade.

Penso que as mudanças são muito difíceis, que as mudanças pontuais ou radicais não podem destruir o que temos para criar algo de novo. Penso que, qualquer que seja a solução (e recuso-me a admitir que já não há solução) tem que ser gradual, progressiva, analisada e debatida etapa a etapa. E desejaria também que não ficássemos à espera que a Europa nos resolva os problemas.

Assim, seguindo a minha própria proposta, vou avançando com o que poderia ser um caminho para, gradualmente, mudarmos, para sairmos do atoleiro e construir um “novo” Portugal. A base da minha proposta (sonho) é a seguinte:

- Participação Participação de todos e menos representatividade entregue a alguns (muito poucos). Passar gradualmente de uma democracia representativa para uma democracia participativa.

- Reforma dos partidos democráticos. Modernização das ideologias, eliminação das carreiras político/profissionais, redução gradual, mas contínua, das escolhas por razões partidárias. Desenvolvimento de critérios de competência, honestidade e dedicação. Reduzir gradualmente os órgãos sociais nas sedes partidárias deslocando o poder para os órgãos regionais, distritais, concelhios.

- Regionalizar Criar regiões e transferir para estas a maior parte das responsabilidades do estado central, deixando a este os poderes para regulamentar, promover, fiscalizar e punir. Subsidiariedade a funcionar. Reforçar o poder local em todas as áreas.

 - Diminuir o peso da administração central, fiscalizadora, estratega e europeia, participando mais e acompanhando mais o governo europeu que será, cada vez mais, o governo de todos nós. Reformar, gradualmente a administração central. Eliminar todos os “apêndices” criados pelos governos, que não têm parado de aumentar: institutos, parcerias, sociedades, observatórios, participações em sociedades lucrativas, etc. Evitar, desde o princípio, de forma clara e irrefutável, os erros que o estado central inventou e multiplicou desde o 25 de Abril.

- Criar duas câmaras, um parlamento “central” (AR) e um parlamento das regiões (composto pelos membros escolhidos adentro dos parlamentos regionais). Mas, no total, com menos membros do que a actual AR. Os membros da AR devem sê-lo a tempo inteiro.

- A Justiça terá que ser reformada, simplificada, eficiente, rápida e os seus principais responsáveis terão que, por alguma forma, prestar “contas” da sua acção à sociedade. E deve ser também regionalizada no sentido de uma maior passagem de responsabilidades para as regiões.

 - Iniciar a regionalização simultaneamente em todo o país. Gradualmente, quer nas regiões quer na administração central. A passagem de um sistema para o outro parece-me que terá que fazer-se em paralelo.

Como criar uma região modelo sem alterações no poder central? Ou como mudar a administração central com uma só região em formação?

Julgo que as duas reformas, central e local, devem avançar gradualmente, mas em paralelo.

AC

publicado por alcacovas às 21:49
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Jogo de Apresentação do SCA

Jogo de Apresentação do SCA

Sport Club Alcaçovense – G. D. C. Canaviais (1 – 0)

Hoje foi o jogo de apresentação do SCA frente ao Canaviais. Nesta tarde ainda muito quente, podemos dizer que não estivemos perante um jogo brilhante, mas onde já foram mostrados sinais muito positivos por parte da nossa equipa.

Em primeiro lugar estivemos perante uma equipa de um escalão superior e não se notou qualquer diferença de valores. Por outro lado, a nossa equipa apesar de não ter sido muito superior, é possível afirmar com toda a segurança que dominou claramente o jogo.

A primeira parte foi muito táctica, as duas equipas não quiseram arriscar e por isso mesmo, foi de certa forma monótona.

Na segunda parte, o SCA quis mostrar que queria marcar. Logo nos primeiros minutos tivemos um forte remate que foi defendido espectacularmente pelo guarda-redes forasteiro. De seguida, tivemos um canto extremamente perigoso.

A ala direita do SCA mostrava excelente qualidade. Belíssimas jogadas eram comandadas por aquele sector.

A meio desta fase da partida tivemos um livre directo. Asinha marcou o golo da nossa equipa de uma forma espectacular. O SCA atingia o seu objectivo.

Nesta fase da partida, o mister Canelas fez muitas mexidas na equipa, utilizando alguns atletas com a preparação um pouco mais atrasada. Ainda assim, a nossa equipa continuou a controlar a partida.

Até ao final da partida houve uma grande oportunidade para a equipa visitante. Após um remate potente e bem colocado, Marco faz a defesa da tarde, garantido a vitória e mostrando que também é um valor importante da equipa.

Notas Finais:
1) Melhor jogador em campo: Fonseca – defesa central. Muito seguro, sai quase sempre com a bola nos pés e sem erros;

2) SCA – Equipa muito competente. Parece-me que esta época a nossa equipa vai dar que falar de uma forma muito positiva;

3) Arbitragem: impecável.
4) Uma equipa adversária muito correcta.




SC Alcaçovense jogou com; Sopa, Fonseca, Gansinho, Mirandinha e Gomes; Nelson Ribeiro, Pato, André Mendes e Chinês; João Marques e Chibito.

Jogaram ainda; Marco, Miguel Dias, Guerreiro, Varandas, Mochila, Pedro Pessoa, Joel, Oscar, David, Vitor, Salsinha e Asinhas.
  
Editado por António Costa da Silva no Alcaçovense
Retirado do http://alcacovense.blogspot.com/
publicado por alcacovas às 20:22
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

XII passeio de cicloturismo - Casa do Benfica de Viana do Alentejo

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:30
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Para os mais velhos e não só

O pequeno texto que segue é dum escritor alemão/suíço, Hermann Hesse, um Nobel, considerado como um dos maiores escritores do seu tempo, 1877 a 1962, merece ser lido e meditado (nem que seja por breves segundos)-

 

O mundo já pouco tem para nos oferecer, parece muitas vezes constituir-se de pouco mais do que barulho e receio, mas o certo é que a erva e as árvores continuam a crescer. Quando um dia a terra estiver completamente coberta de caixotes de betão, as nuvens continuarão a correr no céu e adquirir novas formas, e aqui e ali as pessoas, por intermédio da arte, precisarão de manter uma porta aberta para o divino.

 

AC 

publicado por alcacovas às 15:24
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

15 Setembro - Dia du Bocage

 

Sonho

De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido e mirrado:

Curva fouce no punho descarnado
Sustentava a cruel, e me dizia:
<<Eu venho terminar tua agonia;
Morre, não penes mais, ó desgraçado!>>

Quis ferir-me, e de Amor foi atalhada,
Que armado de cruentos passadores
Aparece, e lhe diz com voz irada:

<<Emprega noutro objecto teus rigores;
Que esta vida infeliz está guardada
Para vítima só de meus furores.>>

                        Bocage

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:08
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Contribuinte Vs Estado

Contribuinte – Gostava de comprar um carro.

Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte – Já escolhi. Tenho de pagar alguma coisa?

Estado – Sim. De acordo com o valor do carro (IVA).

Contribuinte – Ah. Só isso.

Estado – E uma "coisinha" para o pôr a circular (selo).

Contribuinte – Ah!

Estado – E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP).

Contribuinte – Mas, sem gasolina, eu não circulo.

Estado – Eu sei.

Contribuinte – Mas eu já pago para circular.

Estado – Claro.

Contribuinte – Então, vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado – Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte – Diferente?

Estado – Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte – Porque existe?

Estado – Há muitos milhões de anos, os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte – Só isso?

Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte – Como assim?

Estado – Tem de pagar para estacioná-lo.

Contribuinte – Para o estacioná-lo?

Estado – Exacto.

Contribuinte – Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte – Então, pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.

Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte – Novo?

Estado – É que, se não for novo, tem de pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?

Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…

Contribuinte – Mais uma coisinha?

Estado – Para circular em auto-estradas.

Contribuinte – Mas eu já pago imposto de circulação.

Estado – Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte – Diferente?

Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte – Só mais isso?

Estado – Sim. Só mais isso.

Contribuinte – E acabou?

Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros é quanto custa.

Contribuinte – Custa o quê?

Estado – Pagar.

Contribuinte – Custa pagar?

Estado – Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte – Pagar custa 25 euros?

Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado – Imagine que um dia quer… tem de pagar.

Contribuinte – Tenho de pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte – E se eu não quiser?

Estado – Paga multa.

 

Visto no Moda Foca

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:04
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Um Seleccionador com Tranquilidade

 

Retirado do henry Cartoon

 

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:03
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

VIANA EM FESTA

 

De 17 a 24 deste mês, Viana do Alentejo vai estar em festa. Muita música, teatro, dança e desporto são os ingredientes desta iniciativa que, para além do Cine-teatro terá como palco outros locais da vila. O objectivo é o de proporcionar uma oferta cultural diversificada e, ao mesmo tempo, dinamizar alguns espaços ao ar livre, como é o caso da Praça da República e do Castelo.

VIANA EM FESTA
17 a 24 Setembro

17|Sexta-feira
21h00 - Caminhada Nocturna
(Org.: Centro de Saúde de Viana do Alentejo)

18|Sábado
17h00 - Orquestra Planície (Castelo)
(Org.: Ministério da Cultura - Direcção Regional)

21h00 - Concerto da Banda da Sociedade União Alcaçovense (Cine-teatro)

19|Domingo
09h00 - Passeio de Cicloturismo
(Org.: Casa do Benfica em Viana do Alentejo)

16h00 - Encontro de Escolas de Ballet (Cine-teatro)
(Org.: Secção de Dança da Associação Equestre de Viana do Alentejo)

20|Segunda-feira
21h00 - Peça de Teatro "Se o Mundo Fosse Bom o Dono Morava Nele" (Cine-teatro)

21|Terça-feira
21h00 - Espectáculo de Fado e Flamenco (Cine-teatro)

22|Quarta-feira
21h00 - Grupo Coral e Instrumental "Trigo Limpo" (Praça da República)

23|Quinta-feira
21h00 - Grupo de Cantares Populares "Seara Nova" (Castelo)

24|Sexta-feira
21h00 - Noite de Tunas (Castelo)
- Tuna Académica da Universidade de Évora
- Tuna Académica de Enfermagem da Escola Sup. Saúde do IPBeja
- Tuna da Escola Sup. de Enfermagem S. João de Deus de Évora
- Tuna Académica Semper Teus da Escola Sup. Agrária do IPBeja

Retirado do Site da CMVA

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:22
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FEIRA D'AIRES 2010

 

É já entre os dias 25 e 27 que Viana do Alentejo é palco de mais uma edição da centenária Feira D’Aires, um certame que pretende ser um espaço privilegiado para a mostra de actividades económicas do tecido empresarial da região.
O certame celebra nesta edição 259 anos e é da responsabilidade da Autarquia local.

FEIRA D'AIRES 2010

25|Sábado
19h00 - Cante da Terra (Tenda da Gastronomia)
Grupo Coral e Etnográfico de Viana do Alentejo
Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo

22h00 - Concerto Adiafa (Tenda dos Espectáculos)

26|Domingo
15h00 - Cante Vizinho (Tenda da Gastronomia)
Grupo Coral "Os Ceifeiros de Cuba"

Cante da Terra (Tenda da Gastronomia)
Grupo Coral Velha Guarda de Viana do Alentejo

16h00 - Corrida de Touros
Cavaleiros: Luís Rouxinol, Ana Baptista e Olívio da Silva
Forcados: Évora e Beja

18h00 - Festival de Folclore (Tenda da Gastronomia)
Rancho Folclórico da Casa do Povo da Ereira (Cartaxo)
Rancho Folclórico do Bairro da Fraternidade (S. João da Talha)
Rancho Folclórico "Flor do Alto Alentejo" (Èvora)

27|Segunda
22h00 - Concerto Oquestrada (Tenda dos Espectáculos)

 

Retirado do Site da CMVA

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:21
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PROGRAMA RELIGIOSO DA FEIRA D'AIRES 2010

 

FEIRA D'AIRES 2010

Programa Religioso

Sábado|25 de Setembro

17h00 - Terço no Santuário
19h00 - Missa Vespertina na Igreja Matriz

Domingo|26 de Setembro

10h00 - Missa no Santuário
12h00 - Missa no Santuário
17h00 - Terço e Procissão no Santuário

Segunda|27 de Setembro

18h00 - Missa no Santuário

Retirado do Site da CMVA

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:21
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Pare, SCUT e olhe

 

Retirado do Blog Henry Cartoon

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 22:20
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Domingo, 12 de Setembro de 2010

80 Anos do Coreto das Alcáçovas

Retirado do Peixe banana

 

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:33
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Sábado, 11 de Setembro de 2010

80º Aniversário do Coreto das Alcáçovas

 

 

 

 

 

 

Este Domingo, 12 de Setembro, vai decorrer no Jardim Público, um evento comemorativo do 80º aniversário do nosso lindo coreto.

O programa preparado pelos organizadores do evento, a Associação Amigos das Alcáçovas e a Sociedade União Alcaçovense, terá início pelas 15.30h:

 

!5.30 - Recepçao da Banda de Música da Sociedade  Capricho Setubalense, junto ao Jardim.

16.00 - Arruada até sede da Sociedade União Alcaçovense.

16.30 - Sessão de boas vindas na SUA.

            Palestra "A Arquitectura do Ferro na Modernização Urbana: os Coretos. Orador: Dr. João Pereira.

17.30 - Arruada de volta ao Jardim.

18.00 - Musica no Coreto.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 11:58
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Modelo económico cubano já não funciona, diz Fidel

 
As palavras surpreendentes de Fidel Castro. O modelo económico cubano já não funciona, nem mesmo em Cuba.

A pergunta era simples: se o modelo cubano se pode exportar. A resposta não podia ter deixado o jornalista mais surpreendido. Fidel Castro disse que o modelo não funciona nem mesmo em Cuba.

As palavras do líder histórico fizeram com que o repórter da Atlantic, uma revista norte-americana, pedisse a leitura de uma especialista que o acompanhava na entrevista.

Ela entende que Fidel não está a rejeitar os ideais da revolução, mas a admitir que o Estado tem um papel demasiado pesado na economia do país. E também a abrir portas para as reformas que o irmão, Raul Castro, está a tentar introduzir em Cuba.

A entrevista que está a ser publicada pela revista Atlantic resulta de uma conversa de mais de 10 horas e vários encontros entre o jornalista e Fidel Castro, a convite do ex-líder cubano.

O jornalista conta que Fidel estava fisicamente frágil, mas cheio de energia e acutilância mental. As palavras foram ditas à mesa do almoço, entre um peixe, uma salada e um copo de vinho.

Fidel fez também «mea culpa», criticando o seu próprio papel na crise dos misseis em 1962, quando sugeriu que a então União Soviética lançasse um ataque nuclear contra os Estados Unidos. Mais de 40 anos depois, Fidel admite que não teria mesmo valido a pena.

 

Visto na TSF

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:19
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Tratado de Alcáçovas - 4 de Setembro de 1479

Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 12:53
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Os nossos quereres e os políticos

por André Correia DN 31 Agosto 2010

Todos queremos uma sociedade mais equitativa, todos queremos mais solidariedade, todos queremos uma vida melhor. Melhores serviços de saúde, melhores ordenados, melhores escolas, melhores reformas. Melhores estradas, melhores casas, melhor segurança. Melhor democracia. O que é absolutamente natural.

E, nesta base simples e fácil, os nossos políticos (dos partidos que temos), usam estes quereres com profundo entusiasmo, com prodigiosas construções mediáticas, com um instinto, adquirido ao longo de anos, cultivado pelos membros activos e dirigentes dos nossos partidos.

Esta extraordinária cultura de pseudo-causas, de defesa do óbvio, de manipulação das mais elementares aspirações de todos os seres humanos, é debitada em longos e pretensiosos discursos, que soam bem a quem ouve (até um dia), mas que na realidade nada dizem em termos de satisfação dos quereres de todos nós.

Se analisarmos, mesmo superficialmente, a grande maioria dos discursos debitados todos os dias pelos nossos políticos profissionais, chegaremos facilmente a uma mesma conclusão: o que os políticos nos dizem (salvo algumas poucas e notáveis excepções) são apenas truísmos vazios de soluções ou, até, de intenções.

Discursos muitas vezes bem elaborados, com elevada qualidade na construção, na escolha das palavras, na colocação de acentos e de parágrafos, mas sem uma única proposta concreta de solução, sem uma única indicação do caminho a seguir, sem compromissos (reais), mas cheios de um nada que nos vai distraindo e iludindo.

Os nossos políticos vão acentuando, destacando, os nossos quereres.

As respostas são as perguntas. Só que expostas de outra maneira. É a cultura dos pontos, de exclamação e de interrogação. Com os primeiros expõem a pergunta (o querer), com o segundo julgam os políticos (salvos as excepções, poucas) que nos contentam (ou será que alguns deles pensam que estão mesmo a dar respostas reais?).

Com as ideologias debitadas pelas esquerdas e direitas passa-se o mesmo.

Todos nos dão respostas que não contêm, realmente, nada de concreto. Ideologias que, aparentemente, querem o mesmo para todos nós, que aparentemente nos dão resposta a todos os nossos quereres.

Mas onde é que estão as soluções? Como é que vão satisfazer os nossos quereres?

 Onde é que estão as respostas concretas, da esquerda ou da direita, para a solução dos nossos quereres (dos nossos problemas)?

A grande maioria destes políticos que temos e que são fruto de nós próprios, falam muito, escrevem, discursam, respondem a entrevistas com duas ou três regras fundamentais e “sagradas” (para eles):

- Ganhar ou, pelo menos não perder votos (dentro do partido ou na sociedade).

- Manter viva a fidelidade dos seguidores e colaboradores por quem distribuem benesses).

- Insistir nas questões mais mediáticas, trabalhando a “roupagem”, fazendo considerações que sabem ressoarem bem nos ouvidos dos cidadãos e, com a repetição constante, as respostas serão entendidas, pelo povo, como verdadeiras soluções, boas e credíveis soluções.

Os discursos vão continuar, as entrevistas nos media não param, os colóquios não esmorecem: Os nossos políticos não querem mudar nada, não querem reformar (a sério) o sistema, não querem “revoluções”, nem grandes perturbações.

Ninguém quer arriscar, ninguém se atreve a deitar abaixo e construir de novo.

Nem nos respectivos partidos, nem muito menos no estado. Lutam para manter e manterem-se, não querem, nem podem (?), arriscar pondo em causa regalias, privilégios, honras que os sustentam e os mantêm no topo da pirâmide do poder.

Mas o que é que será deste país e dos quereres de todos nós (quase todos) daqui a 10 ou 20 anos?

Os portugueses não desaparecerão tão cedo. Mesmo com uma taxa de natalidade baixa ainda duraremos muitos anos.

Mas o que é que terá acontecido para satisfazer os nossos quereres?

Será que vamos ter um estado previdência impecável, verdadeiramente para todos, será que vamos ter e receber boas e justas respostas?

Será que vamos ter empregos para todos?

Será que vamos ter um nível de vida dentro da média europeia? Ou vamos continuar a ouvir e eleger políticos que aos nossos quereres respondem nada.

 

 

 

publicado por alcacovas às 12:47
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9 de Setembro de 1973 Última Reunião Capitães de Abril em Alcáçovas - Monte do Sobral

 

 

Nasce o MFA na primeira reunião plenária (clandestina) dos capitães, no Monte Sobral em Alcáçovas, com a presença de 95 Capitães, 39 Tenentes e 2 Alferes.

 

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:25
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

80º Aniversário do Coreto das Alcáçovas

Este Domingo, 12 de Setembro, vai decorrer no Jardim Público, um evento comemorativo do 80º aniversário do nosso lindo coreto.

O programa preparado pelos organizadores do evento, a Associação Amigos das Alcáçovas e a Sociedade União Alcaçovense, terá início pelas 15.30h:

 

!5.30 - Recepçao da Banda de Música da Sociedade  Capricho Setubalense, junto ao Jardim.

16.00 - Arruada até sede da Sociedade União Alcaçovense.

16.30 - Sessão de boas vindas na SUA.

            Palestra "A Arquitectura do Ferro na Modernização Urbana: os Coretos. Orador: Dr. João Pereira.

17.30 - Arruada de volta ao Jardim.

18.00 - Musica no Coreto.

 

 

Coreto de Alcaçovas - Bela Mestre

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:41
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Um Viagem por Istambul

O Museu da Inocência - Orhan Pamuk

Sinopse:

O Museu da Inocência é uma história de amor, passada em Istambul, entre a Primavera de 1975 e os últimos anos do século XX, e conta a história da paixão obsessiva do herdeiro de uma família rica, Kemal, por uma prima afastada, Füsun, de um meio social menos favorecido. Mas Kemal está noivo da filha de uma das famílias da elite istambulense. Entretanto, Kemal começa a coleccionar objectos pessoais e outros que lhe fazem lembrar a sua amada. Esses objectos são simultaneamente um fetiche e uma crónica da sua felicidade e das mágoas, um mapa de sinais de todos os sítios onde estiveram juntos. Com o tempo, a compulsão do coleccionador acabará por dar origem a verdadeiro museu, que também permite explorar uma Istambul meio ocidental e meio tradicional, a sua emergente modernidade e a sua vastíssima história e cultura.

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:35
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Uma Viagem por Goa

Goa ou o Guardião da Aurora – Richard Zimler

Sinopse

Na colónia portuguesa de Goa, estava o século XVI a chegar ao fim, a Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os «bruxos» - quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-da-fé. Ao viver nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância pacífica aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira, Nupi. Quando as crianças atingem a idade adulta, a família é posta de lado quando, primeiro o pai e depois o filho, são presos pela Inquisição. Mas quem poderia tê-los traído? De um rigor histórico notável, Goa ou O Guardião da Aurora é simultaneamente um policial histórico absorvente e, na sua profunda exploração da natureza do mal, uma poderosa reinterpretação de Othello de Shakespear.

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:35
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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