Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Exposição de Fotografia - A Romaria a Cavalo

 

 

A partir de dia 24, sábado, está patente ao público no arte C.A.F.É, em Viana do Alentejo, uma exposição de fotografia de Joaquim Filipe Bacalas, sobre a Romaria a Cavalo.

 

Enviado para Divulgação

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 19:16
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Romeiros partem amanhã da Moita

 

 

É já amanhã, quarta-feira, que centenas de romeiros partem da Moita por volta da 9h00, em direcção a Viana do Alentejo, onde chegam dia 24, sábado, a partir das 17h00, integrados na Xª Romaria a Cavalo.

 

Centenas de romeiros partem amanhã, dia 21, da Moita em direcção a Viana do Alentejo, inseridos na décima edição da Romaria a Cavalo, onde vão chegar dia 24, sábado, por volta das 17 horas, acompanhados pelo Esquadrão da GNR a Cavalo.

 


Ao todo os romeiros vão percorrer cerca de 150 quilómetros, pela antiga “Canada Real”. A entrada em Viana do Alentejo será feita pelos Bombeiros Voluntários em direcção ao Largo de S. Luís, onde são esperadas centenas de pessoas e onde se encontra a imagem de N.ª Sr.ª D’Aires que foi transportada para a Igreja Matriz, no passado dia 18.

 


Por volta das 15 horas, pelas ruas da vila vão desfilar alguns grupos - Charanga do Rosário, Bandinha dos Cavalos e a Orquestra “Tocá Rufar” - que garantem muita animação e um colorido diferente à iniciativa.
Em termos religiosos, à noite, a partir das 21h00, vai decorrer uma procissão em honra de N.ª Sr.ª D’Aires pelas ruas da vila, que será acompanhada pela Banda da S.U.A.

 


Domingo, dia 25, pela manhã, a imagem de N.ª Sr.ª D’Aires será levada para o Santuário numa procissão acompanhada pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários da vila. Para as 11h30 está marcada uma missa campal junto ao Santuário que encerra mais uma edição da Romaria a Cavalo.
A par da religião, a vertente lúdica ganha cada vez mais destaque. Muitos romeiros fazerem desta iniciativa um ponto de encontro onde se revêem amigos e partilham diversas experiências.

 

 Retirado do Site da CMVA

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 19:15
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Concelho de Viana do Alentejo celebra Abril

 

Sérgio Godinho é o cabeça de cartaz das comemorações do 25 de Abril no Concelho de Viana do Alentejo. Música, dança, desporto, cinema, sessão de esclarecimento e a apresentação do livro de Bravo Nico fazem, igualmente, parte do vasto programa organizado pela Autarquia.

Um espectáculo com Sérgio Godinho, no próximo dia 25, às 17 horas, no Cine-teatro Vianense, é o ponto alto das comemorações de mais um aniversário da Revolução dos Cravos no Concelho de Viana do Alentejo.
Os festejos têm início logo no dia 23. A partir das 18 horas, o Centro Novas Oportunidades da Terras Dentro promove no Cine-teatro Vianense, uma sessão de esclarecimento/formação sobre o Tratado de Lisboa para o público em geral.


Por volta das 21h00, Bravo Nico apresenta na Biblioteca de Viana do Alentejo o livro “Pedagogia do Positivo”. A sessão vai contar com a presença do Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo.
Às 21h30, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, o Cine-teatro Vianense exibe o documentário “Cartas a uma ditadura” de Inês de Medeiros.


No dia 24, sábado, a partir das 10h00, o pavilhão gimnodesportivo acolhe o Campeonato Nacional de Jiu-jitsu, organizado pelo Clube Alentejano de Estudos Marciais e Medicinas Orientais e pela FPJDA. À noite haverá espectáculos em todas as freguesias. Às 22h00 actua em Viana do Alentejo o Grupo Contrabando. Em Alcáçovas, os grupos da terra – Grupo Coral “Trabalhadores”, Grupos Flores do Campo, Grupo Coral Paz e Unidade e Grupo Feminino Cantares de Alcáçovas, actuam no jardim público, a partir das 20h30, seguido de um espectáculo com o Grupo EntroCante. Já em Aguiar, a partir das 21h00, irão actuar a Secção de Dança da Casa do Benfica em Viana do Alentejo e a Classe de Dança da Associação Equestre de Viana do Alentejo. Para as 22 horas está previsto um baile no salão da antiga cooperativa com João Carlos Realista. À meia-noite haverá um espectáculo de fogo de artifício, nas três freguesias.



Actividades desportivas para os mais novos 


No dia 25 de Abril, o destaque vai para as actividades que a Autarquia está a preparar para os mais novos – insufláveis, mini-trapolim, futebol, jogo da malha e expressão plástica subordinada ao tema “25 Mãos dadas pela liberdade”. Em Alcáçovas (pavilhão) e em Aguiar (Largo da Cooperativa) a manhã desportiva começa às 9h30. Já em Viana do Alentejo a iniciativa decorre a partir das 14h00, no circuito de manutenção, situado na Quinta da Joana.


Uma hora depois, está marcada a cerimónia protocolar que assinala o 36º aniversário do 25 de Abril, no salão dos Bombeiros Voluntários.


As comemorações do 25 de Abril terminam às 17 horas com um espectáculo do autor de “Com um brilhozinho nos olhos”, Sérgio Godinho, no Cine-teatro Vianense.

Retirado do Site da CMVA

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:14
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Sábado, 17 de Abril de 2010

Os 10 picos mais altos do mundo.

João Garcia no cume do Annapurna e na história do alpinismo mundial

Eram 13h30, hora nepalesa, quando João Garcia atingiu o cume do Annapurna. A chegada aos 8091m foi dificultada, ao fim da manhã, pela passagem, aos 7900m, de um estreito corredor de gelo. "Foi preciso escavar degraus, e a a progressão foi muito mais lenta nesta parte final da ascensão".

Aurélio Faria
Jornalista

Notável. O nosso montanhista mais famoso tornou-se num dos 10 homens, em todo o mundo, que escalou todos os picos acima dos 8000 metros sem ajuda de oxigénio.

Parabéns ao João Garcia nesta simples homenagem do "Alcáçovas".

AC

publicado por alcacovas às 15:39
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Vender a alma

Artigo visto no Yahoo e traduzido. curiosos, quase divertido, mas atenção: todos nós estamos sugeitos a cair em armadilhas "legais" quando assinamos, aceitamos, contratos que não lemos, as tais letras minúsculas que enchem páginas.

Leiam a história:

 

Responda honestamente a esta pergunta: lê as letras pequeninas do contrato quando compra jogos na internet?

O retalhista gigante da High Street, GAME STATION, decidiu testar esta questão e inseriu, no princípio do mês, uma nova cláusula nos termos e condições que lhe garante todos os direitos legais sobre as almas imortais de milhares dos seus clientes. Assim, no mais obscuro “legalês”, foi como eles conseguiram levar avante um acto horroroso.

 

AC

publicado por alcacovas às 15:31
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Book - Equipamento Tecnológico Avançado

Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 22:11
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

As privatizações, bandeira da esquerda

Num artigo recente de Baptista - Bastos, no DN, pode ler-se o seguinte:

 

Se Sócrates quer privatizar quase tudo, Passos quer privatizar o restante. Aos poucos o Estado dissolver-se-á, a política será um anacronismo, os gestores tomarão conta de tudo e os escassos resquícios de democracia serão definitivamente apagados.”

Em poucas palavras ficamos esclarecidos. Na realidade, tudo o que é dito no artigo do Sr. B-B explica, em poucas palavras, o que a esquerda combate, o que repudia e o que defende.

Respeito, mas não concordo. E, julgo, que a história recente nos vem mostrando o quanto o Sr. B-B está errado ou, se não está errado, ainda não conseguiu demonstrar que os caminhos que ele defende são a solução dos nossos problemas.

Se privatizar é mau e precede a morte da democracia e nacionalizar é a solução para o nosso desenvolvimento social e económico porque é que:

Os estados que seguiram o caminho apontado pelo Sr. BB nunca conseguiram nem prosperidade, nem igualdade, nem democracia e foram caindo uns atrás dos outros?

Porque é que alguns dos poucos estados que ainda se chamam repúblicas socialistas estão a mudar no sentido oposto ao defendido pelo Sr. B-B?

Porque é que nessas repúblicas socialistas não há liberdade (e sem liberdade não há democracia)?

Para mim (e não estou só) o caminho não é o apontado pelo Sr. BB, por muito que estejamos descontentes.

O Estado não desaparecerá e até ficará mais forte se fizerem as privatizações anunciadas e muitas mais por anunciar. Bem pelo contrário, o Estado ficará muito mais forte moralmente e politicamente.

A promiscuidade entre o Estado (e os políticos) e outros poderes, sobretudo económicos, propicia mais corrupção, mais partidarismo (negativo), mais injustiça e enfraquece a democracia.

Um Estado que não tenha que gerir ou participar em companhias de aviação, de energias, de construção, de águas. Que não tenha que gerir empresas de comunicações, escolas ou hospitais, que não esteja permanentemente manietado, aprisionado, por funções que lhe retiram tempo, recursos e independência.

A confusão de funções no Estado é geradora de ineficiências, de injustiças, de prepotências. Um Estado que regulamenta o que depois vai gerir e depois vai julgar e castigar não funciona, não pode funcionar, nem bem, nem justamente. E, gradualmente, vai minando a democracia.

O Estado que tudo centraliza não pode ser justo nem imparcial, porque é senhor de todas as suas acções. E o poder absoluto tudo destrói, mais tarde ou mais cedo. E neste Estado os políticos deixam de ser necessários pois passarão a ser seus funcionários ou, o que dá no mesmo, serão os portadores e guardiões da ideologia dominante.

Um Estado leve, não comprometido com o “dinheiro” nem com o “poder” absoluto, terá que ter e promover verdadeiros políticos, livres e criadores, sempre atentos aos caminhos trilhados e dedicados ao debate, à discussão e à crítica das ideias e das práticas.

Um Estado que tudo detêm e tudo controla acaba sempre em ditadura, de esquerda ou de direita. O que não faz muita diferença.

Como se costuma dizer no meio é que está a virtude.

Liberalismo (liberdade) controlado. Conservadorismo sem excessos e sempre aberto a novas ideias.

Conservar o que nos serve bem, mas sempre aberto a novas ideias. Dar liberdade a todos os actores sociais, liberdade responsável, mas também indispensável.

Por vezes penso que uma das causas da queda do Estado Soviético foi a sua incapacidade para liberalizar a sociedade.

 

 

publicado por alcacovas às 22:09
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Fórum Alentejo 2015

Debate “Trabalho e Empregabilidade: novos tempos, novas exigências”

 

Local: Évora (no Fórum Eugénio de Almeida), no próximo dia 17 de Abril, pelas 16h.

 

Oradores:

Luís Pais Antunes (ex-Secretário de Estado do Trabalho)

Arnaldo Frade, sub-delegado regional do IEFP no Alentejo

 

 

Ricardo Miguel Vinagre

publicado por alcacovas às 11:53
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Olha o que nos espera

Em 2019!   

  
 

Para quem vai aderir ao cartão único:
 
 

 Assim vai ser o nosso futuro!!!

Telefonista: Pizza-Hut, boa noite!

Cliente:  Boa noite, quero encomendar Pizzas...

Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?

Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.

Telefonista:  Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de 
Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o    , certo?  
O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o    e o seu telemóvel
é o    , correcto?

Cliente:  Como é que conseguiu todas essas informações?

Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

Cliente:  Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro 
Queijos e outra Calabresa...

Telefonista:  Talvez não seja boa ideia...

Cliente: O quê...?

Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão 
e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de 
vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.

Cliente:  Claro! Tem razão! O que é que sugere?

Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com 
Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!

Cliente:  Como é que sabe que vou adorar?

Telefonista:  O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da 
Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu 
ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...

- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!

Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos 
quatro filhos, pode ter a certeza.

Cliente:  Quanto é?

Telefonista:  São 49,99.

Cliente:  Quer o número do meu Cartão de Crédito?

Telefonista:  Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O 
limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.

Cliente:  Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que 
chegue a Pizza.

Telefonista:  Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com 
o saldo negativo.

Cliente:  Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o 
dinheiro. Quando é que entregam?

Telefonista:  Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos.  
Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar 
duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...

Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?

Telefonista:  Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas 
prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e 
então, pensei que fosse utilizá-la.

- Cliente: Foooddddddd.......!!!!!!!!!

Telefonista:  Gostaria de pedir-lhe para não ser mal-educado... Não se 
esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em 
público a um Agente da Autoridade

Cliente:  (Silêncio).


- Telefonista: Mais alguma coisa?


Cliente:  Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de 
Coca-Cola que constam na promoção.

Telefonista:  O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 


095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas 
diabéticas...

Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!

Telefonista:  E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...! 

Recebido de um amigo.

AC

publicado por alcacovas às 23:23
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Tratado das Alcáçovas na Yale Law School

Qualquer interessado nesta curiosa dissertação sobre o Tratado das Alcáçovas, poderá ir visitar e ler, ainda que em inglês, o teor do cito tratado, alojado na página da Yale Law School, num projecto designado por The Avalon Project.

 

Boa leitura a todos,

 

Frederico Nunes de Carvalho

publicado por alcacovas às 14:15
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

O meu “shangri-la”

 

Imaginei, para não dizer que sonhei, que Portugal se tinha transfigurado, como que deitando fora o seu velho casulo, num outro país. Um país onde a liberdade e a solidariedade eram a marca de uma nova sociedade.

E, nesse meu sonho acordado eu vi:

ESTADO – Um regime presidencial. Governo muito pequeno, com poucos políticos, muitos especialistas, todos competentes e honestos. Um governo virado para a administração europeia e essencialmente dedicado a regulamentar, fiscalizar, promover, estimular e premiar.

Um Estado que já não fazia aquilo que a sociedade civil pode fazer melhor e mais eficientemente, ou seja quase tudo. O Estado não pode ser, simultaneamente regulador, gestor e fiscalizador em todas as áreas de actividade.

Um governo com capacidade para fazer a maioria dos estudos necessários nas mais diversas especialidades. Um governo que só excepcionalmente recorra e empresas e consultores externos para resolver os problemas que por ele se espera sejam resolvidos.

E vi um Estado muito menos corrupto e muito mais dedicado ao bem comum.

PARLAMENTO – Pequeno, com 50 ou 60 membros que representavam basicamente as regiões autónomas, que faziam parte destas e trabalhavam para elas, contribuindo para o seu desenvolvimento e assim para o bem comum.

Um Parlamento que representava menos os partidos e mais os seus eleitores.

JUSTIÇA – Uma justiça menos complexa, simplificada, livre de todas as “armadilhas” que levam à sua descredibilização.

Vi leis que qualquer pessoa podia compreender.

Uma justiça mais independente, mais responsável em todas as áreas.

Uma justiça que tinha os seus principais responsáveis eleitos entre si e confirmados pelo Parlamento e pelo Chefe de Estado

LIBERDADE – Uma liberdade abrangente e praticada com convicção e consciência social. Liberdade para todos e para tudo segundo regras sociais simples e eficazes.

Liberdade que começava nas freguesias, nos concelhos, subindo (ou formatando) até ao Estado central e não no sentido inverso que cada vez mais nos retira liberdade. A centralização de todos os poderes no Estado só conduz a mais injustiça, menor desenvolvimento, mais corrupção, mais distanciamento entre o topo e a base da pirâmide do poder. E que, em casos extremos, pode conduzir a regimes centralizados, despóticos, ditatoriais de esquerda ou de direita.

SOLIDARIEDADE – No seu sentido mais amplo e mais nobre, uma sociedade que, com o exemplo e com sensatez, estimulava a solidariedade entre todos os portugueses.

.Acredito que os portugueses são solidários, mais por excepção do que por regra. E isso deve-se em boa parte aos nossos políticos, de agora e de antigamente. Precisamos de exemplos, precisamos de estímulo, precisamos de ver a prática solidária como uma faceta sempre presente da nossa maneira de ser civicamente.

IGUALDADE - Sem uma prática constante e natural de todos e em todas as áreas a igualdade não floresce.

Igualdade nas oportunidades, no género, na crença. Mas sem confundir igualdade com capacidades. Igualdade sim para cada um poder mostrar as suas capacidades. Capacidades são diversas, mas todos somos diferentes. Distinguir uma característica inata não contradiz a igualdade.

Com oportunidades iguais cada um dará (ou não) o que pode e por tal deve ser compensado e apreciado. Mas sem esquecer a condição da solidariedade.

A solidariedade pode e deve compensar, tanto quanto possível, as menores capacidades de alguns.

 

Será possível caminhar neste sentido e, um dia, alcançar o meu e nosso “shangri-la”?

AC

publicado por alcacovas às 21:59
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Domingo, 11 de Abril de 2010

Coreto de Alcaçovas - Bela Mestre

 

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:13
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Alcáçovas, 1758

Alcaçovas, 1758.

Memória Paroquial da freguesia de Alcaçovas, concelho de Viana do Alentejo.

 

ANTT- Memórias Paroquiais, Vol. 39, n.º 150, pp. 891 – 910.

 

Alcaçovaz e Evora

 

// fl.519 //

 

 

 

Interior Igreja Matriz de São Salvador em Alcáçovas

Fotógrafo: Mário Novais, 1899-1967.
Orientador científico: Mário Tavares Chicó, 1905-1966.
Data aproximada da produção da fotografia original: 1954.

 

Está esta villa na provincia de AlemTejo, Arcebispado de Evora, comarca da mesma cidade, tem termo proprio, e freguezia. He de donatario, e o he ao prezente o senhor Dom Joze de AlemCastro.

 

Os vizinhos que em si comprehende são duzentos setenta e sinco; o seu termo, cento e outenta e sete, que por todoz fazem numero de quatrocentoz e sesenta e douz: as pessoaz são outocentaz e noventa e nove: no termo são setecentaz e setenta e duaz que todaz se reduzem ao numero de mil seizcentaz e setenta e huma

 

A sua situação he em douz montez, que por pouco elevadoz a fazem bem assentada: della se discobrem as seguintez terraz: a cidade de Beja, que dista desta outo legoaz; Villa Nova da Baronia, que está distante duaz legoaz, Aguiar, que dista outraz duaz; Sam Bartholomeu do Outeiro, que dista trez legoaz, e a cidade de Evora, que esta na distancia de sinco legoaz. E no seo termo, que tem tão dilatado não inclue aldeaz, nem lugarez.

 

A sua parochia, e collegial igreja está fora da povoação, mas contigua a mesma, para a parte do Norte, e não tem mais outroz algunz lugarez, ou aldeaz sufraganeoz. O seo orago he o do Santissimo Salvador; tem nove altarez; o altar mor, aonde está o tabernaculo do Santissimo Sacramento; o do Senhor dos Passoz; o da Senhora do Rozario; o da Senhora dos Remedioz; o do Santo Christo; o das Almaz; o do Evangelista São João; o de São Francisco Xavier; o de Santo Antonio. He de trez navez; tem seiz irmandades que vêm a ser: a do Santissimo Sacramento; a da Senhora do Rozario; a da Senhora da Assumpção; a da Senhora dos Remedioz; a de Santo Antonio e a daz Almaz.

 

O seo parocho he reitor e he reitoria de concursso, a sua apprezentacão he por alternativa, e está lotado o seo rendimento em outenta mil reiz.

 

Tem maiz quatro beneficiadoz e cada hum destez beneficioz está lotado em duzentoz mil reiz e a sua aprezentação tambem he por alternativa.

 

Não tem conventoz, nem hospital; só tem huma caza, em que se recolhem os pobrez passajeiroz, a que dam o nome de hospital. Tem Mizericordia, que foi fundada no anno de mil quinhentoz e sincoenta e hum, não consta da sua origem, e o seo rendimento são trazentos mil reiz.

 

As ermidas que comprehende dentro em si são trez; huma he a do Espirito Santo que está situada na praça, e pertence a senhora D. Madalena Luiza de Borbom comendadeira do real mosteyro da Encarnação de Lisboa: a outra he da Senhora da Conceição collocada em hum jardim que fica em a mesma praça, e pertence ao senhor donatario. Singulariza-se esta ermida entre tantaz do Alemtejo pella fabrica de variaz galantariaz da India, com que se adornão suaz paredez, as da sanchristia, e parte do jardim imbutidaz por tal ordem, que se deixão fazer bem vistozaz; a terceira ermida he chamada a de São Thiotonio, e pertence a Manuel Fragozo de Barros. Alem destaz há maiz outraz trez ermidaz fora; que são a de São Giraldo com hum altar de Nossa Senhora do Pilar; a de São Pedro com outro altar, e confraria de Nossa Senhora das Brotaz; e a de São Sebastião; e pertencem ao senhor Arcebispo. Não acode a ellaz romagem continua; ou interpolladamente no anno.

 

Os frutoz, que com maior abundancia recolhem os moradorez da terra são pam, e azeite. Alem disto para o seo acertado regimem goza de hum ouvidor, hum juiz de orphãoz; douz juizez ordinarioz, e camera. Não he couto, cabeça de concelho; honra nem biletria: Não há memoria que della sahiram homenz insignez por virtudez, letraz, nem armaz.

 

Tambem tem no termo hum Regengo chamado de Alcalá com douz juízes feitoz por eleição doz mesmoz lavradorez e confirmados pello senhor donatario, cuja jurisdição se extende a conhecer das cauzas, e coimaz, que correm no seo destricto, sem que para izto entre outra alguma

 

Tem no decurso do ano duaz feiraz francaz hua em o dia treze de Outubro chamada de São Giraldo que douz diaz; e a outra no dia vinte e quatro de Agosto chamada do São Bartolomeu junto ao convento de Nossa Senhora da Esperança, e dura hum dia. Tem maiz hum mercado junto do mezmo convento em oz trez diaz do Espirito Sancto.

 

E porque não tem correyo, se serve humaz vezez do de Vianna, que dista duaz legoaz, e outraz do correyo de Evora, que está distante sinco legoaz. Desta cidade que he a capital do Arcebispado dista as ditaz sinco legoaz, porem de Lisboa capital do reino está distante quinze legoaz. Os mais interrogatorioz, que se seguem não comprehendem maiz couza algua, que a respeito desta villa se possa referir.

 

 

Serra

 

He esta serra chamada a de Nossa Senhora da Esperança, tem pouco menoz de meia legoa de comprimento, e largura. Não tem braçoz, nem rioz, e está situada ao poente. Não comprehende villaz, nem lugarez. Tem variaz fontez, maz ordinariaz, e limitadaz; e entre estaz no fim a serra está huma maravilhoza chamada a fonte Santa, por quanto há tradição, que a dezcobrira hum peregrino invocando a Senhora da Esperança; nazce de huma roxa fortissima, e nella se ve pollular, ou ferver a agoa; nunca se seca, nem tem deminuição, conserva todaz as propriedadez boaz, mandão busca la de povos distantez para enfermoz por meio da qual alcanção saúde. Neste sitio em o tempo da primavera se forma hum formozo jardim composto de varias florez aggrestez, as quaiz não refiro, nem suaz qualidadez, e virtudez por serem muito ordinariaz.

 

Nam tem canteiraz de pedra de estima, minaz de metaiz, nem ervaz de que se faça grande apreço para remedioz. Porem cultiva se em variaz partez; he abundante de trigo, sevada e senteio principalmente em oz annoz invernozoz, porque o mais que tem he mato, que se corta, e queima para se semearem az searaz. Dá alguma azeitona, e bolota, nella se cria gado miúdo, e algum grosso, e cassa de lebrez, perdizez, e coelhoz.

 

He salutifera lavada do Norte, seo temperamento he frio e seco. Não embebe em si lagoa nem fojos notaveinz. Tem por ultimo em o maiz alto de hum monte hum convento de religiozoz da Ordem do Patriarcha São Domingoz, intitulado de Nossa Senhora da Esperança imagem perfeitissima, e muito milagroza; caza de romagem aonde concorrem pessoaz de diversaz villaz e fregueziaz que pello decurso do anno fazem outo festaz.

 

 

Rio

 

O rio, ou ribeira propria desta villa que fica da parte do Norte e dista della meya legoa tem seo principio na freguezia de Sam Braz do Regedouro termo de Evora, aonde se divide o termo da dita cidade com o desta villa e ahi se juntão três ribeiraz, huma chamada a de Sam Briços, outra de Valverde, e outra de Peramanca, cuja tem huma parte de cantaria que fica na estrada que vai desta villa para Evora, e daqui athe a diatancia de sinco legoaz se chama o Diege, cujo nome conserva na dita distancia athe chegar a freguezia de Santa Catherina de Sitimoz termo de Alcacere de Sal; e dahi athe entrar no rio da dita villa se nomea ribeira de sitimoz. Corre este rio de nascente para Sul; e não he navegavel, e desde o seo nacimento pouco maiz de huma legoa são cultivaveinz suaz margenz, e compostaz de algumaz arvorez, como são oliveyraz, e azinhais. A mais distancia he incultivavel por ser muito fragoza de serraz, e penhazcoz com muitoz mattoz de madronhaiz, estevaz, daroeyraz, e outroz mattoz a que chamão folhado, e zimbra.

 

Tem em par desta villa hua ponta de pedra de cantaria por onde passa, quem vai para a villa de Montemor, e vem para esta das Alcaçovaz. Tem dez moinhoz de moer pam, e não tem maiz engenho algum; suaz agoaz e pescariaz são livrez, e não tém senhorio algum. Os peixez, que nelle se crião são barboz, bordaloz, pardelhaz, e em algunz annos de inverna se pescam tambem lampreyaz. Não corre de Verão, suaz agoaz não tem virtude particular. Não se tira ouro de suaz areaz, nem consta se tirase em tempo algum. Tambem tem maiz esta villa outro rio na distancia de huma legoa, que fica para a parte do Sul, chamado o Xarrama. Tem este sua origem daz vinhaz de Evora junto ao convento doz religiozoz jeronimoz intitulado de Nossa Senhora do Espinheyro. Não he navegavel seca ce de Verão. Os peixez que cria são bardoz, bordalos, paxeinz, e pardelhaz.

 

 

Desde a sua origem athe entrar no rio Sado são sete legoaz e meia pouco maiz ou menoz, corre do nascente para o poente. Suaz agoaz, e pescariaz são livrez,e em algumaz partez se cultivão suaz margenz: não tem virtude especial suaz agoaz vai conservando o mesmo nome. Corre junto a villa do Torram aonde tem uma grande ponte: não se tirou nem tira ouro de suaz areaz, e os povoz uzão a livremente de suaz agoaz. E por fim não ha maiz couza alguma, que por notavel seja digna de memoria.

 

Reitor o Doutor Pedro Antonio de Carvalho

 

Francisco Segurado

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 17:47
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Infantis Futsal: SCA empata com o F. Vendas Novas (7-7)

 

Infantis Futsal: SCA empata com o F. Vendas Novas (7-7)

Equipa: Victor Hugo, Bruno Charrua, Zé Mbombé; André Silva; Mário Carvalho.

Jogou Também: Edson Pereira.

Um jogo impróprio para cardíacos.

O F. Vendas Novas tem sido a equipa que tem dado mais dores de cabeça ao SCA.Num dos jogos para a taça empatámos a zero em Vendas Novas, para o campeonato fomos lá ganhar por 3 a 2, e agora novo empate.

Hoje tivemos um Mário ao seu melhor nível, marcou 3 golos na primeira parte. Bruno Charrua marcou o outro golo.

Na primeira parte, a nossa equipa ganhava por 4 a 3.

No segundo tempo, com a nossa equipa cada vez mais cansada (porque tinha jogado no dia anterior e contava com apenas um suplente), lá foi cedendo a iniciativa à equipa visitante. Ainda assim, conseguimos marcar mais dois golos em contra-ataque. Marcaram novamente o Bruno e o Mário.

 

Depois foi a recuperação do F. Vendas Novas. Foram aproveitando o cansaço da nossa equipa para empatar a 6.

No último minuto, conseguimos marcar por Mário. De seguida, a equipa forasteira empata a 7.

Um resultado justo.

Notas:

1)      Arbitragem: Assim-assim;

2)      Melhor Jogador em Campo: Bruno Charrua.

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:07
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Infantis: SCA perde com o líder (Estremoz)

 

Infantis: SCA perde com o líder (Estremoz)

 

Equipa: Henrique Branco, Victor Hugo, Zé Mbombé; André Silva; Mário Carvalho, Bruno Charrua e Edson Pereira.

Jogou Também: Henrique Campos

O SCA defrontou o líder do campeonato distrital de Infantis. Apesar da derrota, a nossa equipa não foi inferior.

O Estremoz foi uma equipa altamente eficaz, enquanto que o SCA falhava muitos golos. O nosso goleador estava claramente em dia não.

Notas:

1)      Arbitragem: Correcta;

2)      Melhor Jogador em Campo: Victor Hugo

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:06
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

Há música no castelo de Évoramonte.

No próximo dia 17 de Abril, a Oficina da Courela irá promover mais um evento no âmbito do projecto Há Música no Castelo, desta feita no Castelo de Évoramonte.

O projecto Há Música no Castelo resulta de uma parceira entre a Oficina da Courela e a Direcção Regional da Cultura do Alentejo, tendo como objectivo a dinamização do património classificado como monumento nacional e, simultaneamente, a valorização dos instrumentos de música tradicionais.  

Este evento terá a seguinte programação:

15h À Descoberta do Castelo de Évoramonte (para pais e filhos)

16h Workshop de percussão

17h Concerto com o grupo “ALFA ARROBA”

Este evento é organizado em parceria com a Câmara Municipal de Estremoz, com o apoio da Direcção Geral das Artes e da empresa 360 Graus, Cultura e Ambiente Lda.

A Oficina da Courela é uma associação sem fins lucrativos sedeada na Azaruja (concelho de Évora), cujo objectivo é a divulgação e promoção do património cultural e ambiental do Alentejo.

 

A pedido (divulgação) do CEAI, Centro de Estudos da Avifauna Ibérica

AC

publicado por alcacovas às 18:33
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Porquê tanta hesitação na ajuda à Grécia

Custa-me muito a perceber porque é que existiam tantas dúvidas ao Conselho Europeu em ajudar a Grécia. Na realidade, surgiram, porque a Alemanha, mais preocupada com a sua situação interna, abdicou totalmente de liderar com determinação, persistência, eficácia e empenho, a crise económica e financeira da UE - União Europeia. E esse é um erro muito grave.

 

Quer queiramos quer não a UE para avançar necessita que o seu principal motor esteja a funcionar plenamente. Na prática, isso não tem acontecido. A Europa (entenda-se UE) só avança com uma Alemanha forte, mas também é verdade que a Alemanha só avança com uma Europa forte.

 

Nestas coisas dos egoísmos nacionais, onde os contribuintes líquidos se queixam dos maus comportamentos dos recebedores líquidos, não nos podemos esquecer que todas as economias têm que convergir no mesmo sentido. Nesse aspecto, todas as economias devem estar implicadas nos mesmos objectivos. Quer quem paga, quer quem recebe.

 

Parecem-me totalmente absurdas as afirmações de Angela Merkel quando pôs a hipótese de excluir membros da zona Euro que não conseguem cumprir as regras. Se fosse assim, já há muito tempo que a França já tinha sido excluída. Evidentemente que as situações são completamente diferentes, mas falamos de regras. Curiosamente foi a França quem começou por ultrapassar a regra do défice superior a 3% do PIB, e ninguém teve a coragem de ameaçar este país com quaisquer tipo de sanções. Aliás, Gerhard Schroeder, chanceler da Alemanha nessa altura, nunca sujeitou Jacques Chirac, então Presidente da França, a quaisquer penalizações. Aliás, nem se atreveu a falar do assunto.

 

Também a própria Alemanha tem um historial um pouco complexo. Há um assunto pouco abordado mas que foi vital para o desenvolvimento da UE nos anos noventa: a integração da RDA – República Democrática Alemã na RFA – República Federal Alemã. Na verdade, A RDA ao ser integrada na RFA (apesar de eu considerar um aspecto bastante positivo), foi como se tivesse aderido um novo País na UE (na altura o 13º País, porque nos encontrávamos numa Europa a 12), sem que se tive perguntado a ninguém. Ou seja, a RDA entrou porque a Alemanha entendeu que deveria entrar, enquanto que os outros países não foram vistos nem achados sobre esta matéria. Se calhar, ainda bem que foi assim.

 

Como já referi, considero a entrada da RDA na UE como muito positiva. Foi fundamental para aperfeiçoar o modelo Europeu (mas isso é outra história). No entanto, a sua entrada abalou totalmente o modelo de desenvolvimento e crescimento da Europa. Esta mudança estrutural exigiu um esforço de investimento que ninguém estava à espera. A luta da Alemanha no início da década de noventa contra as elevadíssimas taxas de desemprego, e ao tentar colocar a funcionar uma economia lenta e muito pouco competitiva, fez com que a Europa se ressentisse fortemente. Mas tudo foi considerado como normal, ninguém questionou esta integração. Provavelmente nem podiam.

 

Voltando à questão inicial, por muito que seja desagradável à opinião publica alemã ajudar um país que fez um exagero de asneiras, e que isso torne impopular a senhora Merkel, parece-me fundamental que o principal país europeu não se demita da sua liderança e da sua capacidade económica e financeira em ajudar uma nação que se está a afundar. É claro que todos os outros países membros da UE também têm que assumir coragem e responsabilidade para confrontar este problema. Não resolver este problema de frente, significa gerar mais desconfiança e aumentar um clima de descrença no futuro.

 

Não nos podemos esquecer que mais de dois terços das exportações da Alemanha vão para a UE. Por isso mesmo, a Alemanha não pode só olhar para a Europa como seu absorvedor de recursos, mas sim como sendo determinante para o seu próprio desenvolvimento. A economia alemã consegue ser mais forte quando usa a sua força para fazer crescer a Europa. Isso é precisamente o que está a deixar de acontecer. Falta alguém à Alemanha com as características de liderança, de estadista e de visão de futuro, como foi Helmut kolh.

 

Também me parece claro, para que a moeda única não saia debilitada nesta matéria, os países da UE, e sem dúvida alguma, com a liderança alemã, controlem ao máximo aquilo que a Grécia pretende fazer para ultrapassar esta grave situação que criou. Utilizando uma linguagem mais simples, é fundamental andar em cima da Grécia.

 

É preciso entender que a Grécia é só mais um problema que a UE tem dificuldade em resolver. Não é a Grécia o problema.

 

Outro aspecto determinante para acabar com estes problemas, tem a ver com o resolver a falta de responsabilidade dos governantes europeus, que passam a vida atacar-se sistematicamente, a olhar apenas para os seus umbigos e problemas internos. Não há quem lhes meta na cabeça que os seus países só serão fortes quando a UE for forte no panorama internacional. Por isso, goste-se ou não se goste, os países que fazem parte desta importante organização terão que, obrigatoriamente, perder muito dos seus instrumentos de gestão. Por outras palavras, terão que forçosamente perder soberania. Senão mais vale inventar outra coisa qualquer.

 

A UE tem que deixar de criar os seus próprios embaraços, senão isto não vai correr nada bem. Os tempos que se avizinham não vão ser nada fáceis.

 

Publicado no Jornal o Registo

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 22:37
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Regionalização - Um tema que não pode ficar bloqueado

Pergunto-me muitas vezes porque é que o tema da regionalização provoca tantos pruridos nalguns sectores da sociedade portuguesa. Cada vez que se fala da regionalização, parece que estamos a pôr em causa algo muito importante neste País. Há quem fale de perda da identidade nacional. Há quem defenda que se está a criar uma forma de divisão dos portugueses, incentivando aos bairrismos bacocos. Existem muitos outros que consideram a regionalização uma forma de aumentar o peso do Estado, e consequentemente aumentar o número de tachos e o avolumar da despesa pública. Ainda existe quem entenda este processo como mais uma forma de divisão política, implicando um reforço do peso de alguns partidos na vida política do nosso País. Por último, e não menos importante, há quem a considere um problema menor, sobretudo quando olhamos para a grave situação económica em que o País se encontra.

Apesar de ponderar muitos dos aspectos acima referidos, parece-me que o processo de regionalização do nosso país é imprescindível. Na minha modesta opinião, regionalizar de uma forma bem pensada e adequada às nossas reais necessidades, pode ser uma forma de resolver muitos dos graves problemas com que nos confrontamos diariamente.

Passo a dar alguns exemplos para demonstrar em como a regionalização pode ser decisiva para o desenvolvimento das nossas regiões e consequentemente do nosso País:

1)    Regionalizar significa aumentar os níveis de democracia. Assim, estamos a potenciar a aproximação entre os decisores (eleitos) e as populações que os elegeram. Desta forma, é possível “castigar” através do voto os responsáveis políticos regionais que não cumprem aquilo com que se comprometeram para com os seus eleitores,

 

Só faz sentido efectuarmos a regionalização enquadrando-a numa óptica de reforma administrativa do País. Significa isto que ao se tomar esta opção temos que, obrigatoriamente, diminuir muitos dos serviços que são realizados centralmente e passá-los para a esfera regional. Assim, é possível aumentar a eficiência e eficácia dos serviços públicos, porque desta forma é possível ajustá-los às necessidades efectivas das populações. Significa também, alterar a lógica territorial das autarquias locais. O Governo (Estado Central) passa a fazer menos e a fiscalizar mais, separando as duas funções o que contribuirá para eliminar muito desperdício de tempo e de meios, para diminuir a corrupção, o nepotismo e outros vícios dos estados muito centralizados;

 

2)    A transparência das decisões também passa a ser melhorada, potenciando um aumento da participação dos cidadãos. Assim, qualquer projecto de interesse puramente regional deixará de estar ao sabor das influências directas de alguns autarcas ou dos partidos políticos que comandam o destino da nação. A regionalização favorece claramente a democracia participativa. A aproximação dos serviços públicos (neste caso os serviços regionais) em relação às populações, legitimando o exercício do poder através do voto popular, vai estimular certamente a participação individual e colectiva;

 

3)    Também numa perspectiva de distribuição de fundos, parece-me que tudo de pode tornar mais transparente com um processo de regionalização bem feito. Hoje em dia já ninguém entende a lógica de reforço e insistência da massificação dos investimentos na capital portuguesa. Esse modelo fracassou completamente e tem vindo a agravar o fosso entre regiões. Por outro lado, os investimentos regionais, decididos em Lisboa, não têm tido uma lógica que vá de encontro a uma estratégia regional, que promova a competitividade das regiões. Esta provado que a competitividade das regiões mais pobres do País continua a agravar-se. Não nos podemos esquecer que ao longo dos QÇA´s (Quadros Comunitários de Apoio) as regiões mais ricas têm beneficiados dos fundos comunitários e nacionais em prejuízo das regiões mais pobres;

 

4)    Politicamente, é possível diminuir o número de deputados, ministros, secretários de estado, directores gerais, presidentes de institutos, entre muitos outros, em prol de um reforço das competências e autonomia dos serviços desconcentrados a nível regional. Porque é que um director regional (educação, saúde, agricultura, etc, etc) não pode passar a estar apenas dependente de um responsável regional eleito? O processo de decisão não ficará muito mais facilitado? Será que desta forma não passamos a ter uma lógica de intervenção regional?

 

 

5)    Em termos de organização territorial das regiões também me parece que esta é uma situação que se encontra pacificada. Parece-me que as populações estão aptas a aderir a regiões com a configuração correspondente às das CCDR´s (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional). Obviamente que esta decisão deverá ser aprovada pelas populações através de referendo;

 

6)    Regionalizar implica um reforço da subsidiariedade nacional. As regiões passarão a ser responsabilizadas pelo seu processo de crescimento e desenvolvimento. As regiões poderão optar por modelos adequados às suas características e que possam potenciar um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

Defender um modelo de desenvolvimento moderno, significa apostar na regionalização. Mas para isso, torna-se fundamental apresentar de uma assertiva a forma como é que se pretende pôr em marcha um modelo de regionalização que cumpra as condições acima expostas, que desmistifique toda a uma teia de contradições até agora criadas, onde fique claramente demonstrado que regionalização não é uma nova burocracia, mas sim a possibilidade de democratizar a administração e combater a burocracia já existente, dando aos cidadãos liberdade de escolher os titulares de cargos públicos

Na minha perspectiva são inúmeras as vantagens para se optar pela regionalização do País. Só não percebo a falta de vontade de o fazer.

Infelizmente o tema da regionalização tem andado a reboque de pequenos “rufos de tambor”, onde dá a sensação que existe uma falta de interesse na sua discussão. Não entendo porquê.

 

Publicado no Registo

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 22:25
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

As coisas simples são as melhores

Uma tarde bem passada.

Um petisco com amigos.

Uma caldeirada de peixe,

Um bom tinto e uns petiscos da região.

Umas sobremesas caseiras.

Uma ribeira rodeada de árvores portentosas e bonitas.

Alguma bicharada à mistura.

Sons da natureza a despertar todos os sentidos.

Um velho moinho a enquadrar a paisagem.

Um jogo de cartas para pôr a conversa em dia.

Muito humor à mistura.

E melhor do que tudo:

A família junta e muitos amigos perto

Porque é que necessitamos de mais?

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:21
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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