Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

DEBATE SOBRE A NOVA AGRICULTURA ALENTEJANA JUNTA QUASE 200 PARTICIPANTES EM ALCÁÇOVAS

 

A Conferência-Debate “A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades”, teve lugar em Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo), na Sociedade União Alcaçovense, no passado dia 6 de Fevereiro.
Como oradores, estiveram presentes António Serrano (Ministro da Agricultura), Luís Capoulas (ex-Secretário de Estado) e António Gonçalves Ferreira (consultor e empresário agrícola).
Estiveram em debate as oportunidades de uma nova agricultura especializada, focalizada em produtos competitivos (ex. vinho, azeite), a importância da acrescentar novas actividades (transformação e comercialização) no seio do sector agro-alimentar, a necessidade de criação de marcas fortes e o apoio à internacionalização, o novo perfil do empresário agrícola e o modelos de associativismo entre os agricultores. Foi ainda abordado o papel do Alentejo relativamente aos novos desafios da sustentabilidade ambiental e da segurança no abastecimento alimentar.
O debate, muito vivo e participado, prolongou-se por cerca de 3 horas.
Newsletter nº1‏ do
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 15:48
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Alentejanos, uma "espécie" em vias de extinção

Beja, Bragança e Portalegre correm risco de desaparecer

por FRANCISCO MANGAS

Portugal "cada vez mais macrocéfalo"  põe a maioria das cidades dependentes dos serviços públicos

Algumas capitais de distrito como Bragança, Portalegre ou Beja "estão perto de situações perigosas" num país cada vez mais macrocéfalo. Dependentes dos serviços do Estado, a sua pequena dimensão não lhes permite captar investimento privado. Portugal continua a ser Lisboa, o resto é paisagem. O centralismo "quase genético" ganhou novo alento com a União Europeia e globalização.

"É uma combinação explosiva", diz o geógrafo Álvaro Domingues. "Pequena escala misturado com pouca diversidade funcional", se falhar um sector, "pode ser o caos" em cidades como Bragança, Portalegre ou Beja. A grande dificuldade destas áreas urbanas é sobreviver sem a dependência do investimento público.

Uma universidade, por exemplo, reconhece o autarca de Bragança Jorge Nunes, seria contributo "muito importante" para a cidade. No entanto, não partilha da visão do geógrafo. "A cidade tem capacidade de se afirmar e tenta ganhar centralidade: 60% das exportações de Trás-os-Montes hoje são de Bragança."

O que define a centralidade, agora que se desfazem as fronteiras? "A presença do Governo e da administração pública", responde Álvaro Domingues. A globalização económica alterou a sede de decisão: tudo emigra para a capital - "e, se calhar, Lisboa dará lugar a Madrid". A sede da empresa EDP Renováveis, por exemplo, é em Oviedo, Espanha.

Responsável pela cadeira de Geografia, Território e Formas Urbanas, na Universidade do Porto, Álvaro Domingues lembra que Portugal sempre foi um "reino com cabeça que descentraliza pouco". Nunca nenhuma elite, "desde a Igreja à nobreza", teve poderes para inverter a regra.

"Superconcentrado" durante o Estado Novo, continua macrocéfalo. Não trava o despovoamento do interior: é um país "dependente" dos serviços públicos para sobreviver. "Vai a Coimbra, tira a universidade e os hospitais e ela afunda-se no meio do Mondego", diz Domingues - que define como "cidades do Estado" as capitais de distrito.

Para além de Aveiro e Braga, "com uma economia diversificada", existem apenas "cidades do Estado". Ou seja, sobrevivem graças aos serviços públicos, modernizados nas últimas décadas com os fundos que chegaram da União Europeia.

Mesmo assim, refere o docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, algumas capitais de distrito estão em situação muito difícil.

O presidente da Associação Nacional de Municípios subscreve as palavras do geógrafo. O País "é cada vez mais centralizado", e a tendência centralista "reforçou-se" com o Governo de José Sócrates. Fernando Ruas dá este exemplo: os presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regionais (CCDR) "eram eleitos pelos autarcas da área correspondente, agora passaram as ser nomeados pelo Governo".

Foi também o Executivo socialista, refere Fernando Ruas, a retirar as câmaras municipais da participação no Instituto de Conservação da Natureza. Antes, os municípios tinham uma palavra na gestão das áreas protegidas.

(DN - 18.02.2010)

Com a reoginalização em agenda o Governo estar«a a pensar em inverter esta situação ou em alargar o número de entidades publicas e assim criar mais lugares para os "boys"? Até ver, faço votos para estar enganado.                                                                                             

AC

publicado por alcacovas às 15:10
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Alcáçovas 18:10h

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:51
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S. C. Alcaçovense – S. C. Viana do Alentejo (4-1) – Taça em Infantis de Futsal

 

Equipa Inicial: Victor Hugo, Bruno Charrua, João Ilhéu, Zé Mbombé e Mário Carvalho
Banco: André Silva e João Silva
Apesar do resultado ser claramente justo, a nossa equipa fez uma das suas piores exibições. Muitas fintas e passes mal efectuados estiveram hoje em destaque.
Arrancámos a partida de uma forma muito positiva, marcando 2 golos. O primeiro por João Ilhéu e o segundo por Mário Carvalho.
Depois, entrámos numa fase menos interessante, desperdiçando-se muitas jogadas.
Ainda assim, Victor Hugo (guarda-redes) marcou um golo espectacular através de livre directo.
O Viana reduziu mesmo em cima do intervalo.
Na segunda parte, a coisa não foi lá muito famosa. Novamente muita jogada desperdiçada.
Marcámos o quarto golo por Mário Carvalho.
Falta agora jogar a segunda mão em Viana para se saber quem vai à final.
Notas Finais:
a)      Arbitragem muito correcta;
b)      Melhor Jogador: Nº do SCVA.
António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 19:41
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

F. Vendas Novas - S C Alcaçovense (2-3) – Infantis de Futsal

 

 
Hoje realizou-se mais um grande jogo dos nossos infantis de futsal.
Equipa: Victor Hugo Guerreiro, Bruno Charrua, João Miguel Ilhéu, André Silva e Mário carvalho.
Banco: Zé Mbombé e Elson.
Uma primeira parte em que o F. de Vendas Novas foi muito mais eficaz, não desperdiçou as principais oportunidades. Enquanto que a nossa equipa estava muito apática e nervosa. Falharam uma grande oportunidade por Bruno Charrua.
Ao intervalo o F. Vendas Novas ganhava por 2 a 0.
 
O intervalo fez muito à nossa equipa. Entraram em campo com muita vontade de alterar o marcador. Logo de início tomaram uma posição claramente dominante. Algumas oportunidades foram desperdiçadas pelo André Silva e Mário Carvalho.
O momento de viragem foi quando o Bruno Charrua marcou o primeiro golo da nossa equipa. Se já dominávamos a partida, então ganhámos novo alento.
Pouco tempo depois foi o golo do empate por Mário Carvalho. O Victor Hugo (guarda-redes) enviou a bola ao Mário que se desmarcou e fez esse golo tão importante.
Numa fase em que a equipa de casa tentava despertar para o que lhes estava a acontecer, surgiu a melhor jogada da nossa equipa: O João Ilhéu arranca de trás com a bola, desmarca o Mário e este faz o golo da vitória para o SCA.
Pouco tempo depois acabou a partida.
Notas Finais:
a)    Arbitragem muito positiva;
b)    Melhor Jogador: A equipa;
António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 17:50
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S C Alcaçovense – Luso Morense (0-3)

 

 
Já há algum tempo que não via um jogo dos seniores do SCA.
Apesar de neste ano as coisas não estarem a correr muito bem, é possível dizer que o SCA continua a ser um clube com muita força. Isso viu-se nas bancadas, com um público persistente a apoiar a nossa equipa.
Em relação ao jogo, apesar do Luso Morense ser uma equipa mais forte (vai destacadamente em primeiro lugar), e de não ter colocado a jogar na equipa inicial os seus principais jogadores, parece-me que o SCA tem potencial para estar numa classificação melhor.
A equipa é demasiado jovem (informaram-me que a média é de 22 anos de idade), o que a torna muito “verde” em termos competitivos. Na distrital, onde jogam muitos veteranos do futebol regional, parece-me importante envolver naquele grupo alguns atletas mais experientes.
Na primeira parte, a equipa deu grande réplica e de maneira alguma merecia estar em desvantagem ao intervalo.
Na segunda parte, não se percebe a apatia de alguns dos nossos atletas. Na realidade, não conseguimos chegar à baliza da equipa forasteira. Foi expulso um atleta do meio campo do L. Morense e a nossa equipa não soube tirar partido dessa situação. Numa fase adiantada da partida, entrou o nosso antigo atleta, Hugo Painho, que passou a andar totalmente à vontade no meio campo.
Já na recta final, a equipa visitante marcou mais 2 golos. Um de grande penalidade provocada pelo Pedro Gadunhas (primeiro amarelo que deu inicio à sua expulsão).
Parece-me que o resultado foi demasiado gordo.
Notas Finais:
a)    Arbitragem positiva;
b)    O prazer de ver antigos atletas a visitar o SCA. Neste fim-de-semana foi o Hugo Painho e o Chicão. Há pouco tempo tive a oportunidade de estar com o Batalha, Jorginho e o Paulo Rodrigues. É bom ver a forma como eles gostaram de cá estar e jogar neste clube. Fico sempre muito satisfeito em presenciar isso.
c)    Melhor Jogador: Fonseca. Um belíssimo elemento a não perder para a próxima época;
d)    Algumas substituições na nossa equipa que ninguém entendeu.
 
1ª Divisão A
JORNADA 14
2010-02-13
Brotense 1-2 Santana do Campo
Alcaçovense 0-3 Luso Morense
Fazendas do Cortiço 1-2 Valenças
Outeiro 2-1  Desp. Cabrela  
Descansou: Canaviais
 
Classificação
(12 Jogos)
1 Luso Morense 34 * (2ª Fase)
2 Brotense 28 * (2ª Fase)
3 Santana do Campo 22 
4 Valenças 22 *
5 GDR Canaviais 20 
6 Fazendas do Cortiço 15
7 Outeiro 8 *
8 Alcaçovense 7 
9 Desp. Cabrela 6 
* Mais 1 Jogo
 
Próxima Jornada
JORNADA 15
2010-02-21
Desp. Cabrela - Brotense 
Santana do Campo - Alcaçovense 
Luso Morense - Fazendas do Cortiço 
GDR Canaviais - Outeiro 
Descansa: Valenças
 
António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 17:30
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Vão acabar as cartas de condução

Está a ser desenvolvido um sistema de controlo de automóveis que vai permitir diminuir  o atrito na estrada e andar de forma mais segura.

Daqui a uns anos enquanto conduz entre Lisboa e Madrid, por exemplo, será possível tirar as mãos do volante e refastelar-se no banco do seu automóvel enquanto lê um livro. Como? Graças a um sistema wireless que irá seguir um automóvel conduzido por um profissional formando, desta forma, comboios de veículos. Desta forma pretende-se reduzir o consumo de combustível em cerca de 20 por cento diminuindo o atrito dos veículos

O sistema funciona da seguinte maneira: o tal veículo conduzido por um profissional segue na estrada. O sistema de navegação do seu automóvel vai-lhe indicar que mais à frente segue o tal "comboio" de veículos e a sua rota. Se quiser integrar o comboio, o sistema wireless instalado no seu automóvel envia um sinal ao veículo a dizer que quer seguir a rota. Depois basta aproximar-se e o veículo principal irá tomar conta dos comandos do seu. A diminuição do atrito do vento irá permitir poupar 20% de combustível, além de lhe dar uma viagem mais relaxada. Para sair, basta indicar a sua intenção ao veículo principal que lhe irá devolver o controlo.

O Sartre (Comboios Rodoviários Seguros para o Ambiente) está previsto para veículos (sejam automóveis, autocarros, camiões...) que façam diariamente grandes distâncias para ir trabalhar, mas também se procuram formas de envolver veículos comerciais como os TIR.

"Cada um dos veículos terá o seu próprio sistema de controlo" diz Tom Robinson, coordenador do projecto. "Poderá haver também um sensor de 'pelotão' que recolhe informação e a apresenta ao veículo principal para que este possa compreender o que está a acontecer a cada um dos outros veículos", acrescenta. Serão feitos testes ao sistema no Reino Unido, Espanha e Suécia.

PS - E já não precisamos do TGV

AC 

 

publicado por alcacovas às 16:21
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Sherlock Holmes no Cine-Teatro Vianense

   

Sexta-feira, 12 de Fevereiro pelas 21:30 horas

Sherlock Holmes




País: Reino Unido, EUA, Austrália
Género: Crime, Aventura, Thriller
Duração: 128 min.
Classificação: M/12
Realização
Guy Ritchie
Intérpretes
Robert Downey Jr., Rachel McAdams, Jude Law, Mark Strong

 

Sinopse
O detective Sherlock Holmes e o seu leal parceiro Watson encontram o seu último desafio. Revelando habilidades de luta tão letais quanto o seu lendário intelecto, Holmes vai lutar como nunca para derrubar um novo inimigo e desvendar uma conspiração mortal que pode destruir o país.
 
 

Para mais informação consulte a agenda cultural da Câmara
http://www.cm-vianadoalentejo.pt/pt/conteudos/eventos

  

Retirado da Barbearia Ideal

  

Publicado por B. Borges

publicado por alcacovas às 19:11
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Corso Carnavalesco 2010 em Alcáçovas - AJAL

 

 

 A Associação de Jovens de Alcáçovas promove dia 16, terça-feira, a partir das 16 horas mais um Corso Carnavalesco com a participação de cerca de 400 foliões.

 

Carnaval 2010

16º Corso Carnavalesco em Alcáçovas - 16 de Fevereiro - 15 horas

20 Carros alegóricos
400 participantes

Participação especial da Companhia Internacional de Teatro de Rua - ARTELIER

Apareça e venha divertir-se no Carnaval mais tradicional da região!

Para mais informações contacte:
Mário Grave: 963 568 850
Hernâni Galvão: 966 502 708

 

Visto no Site da CMVA

publicado por alcacovas às 18:41
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Vacada em Alcáçovas

A Associação Tauromáquica Alcaçovense promove dia 13, a partir das 15 horas, uma vacada, no recinto da praça de touros.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:40
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Alentejo, um atraso praticamente irreparável?

 

A Região Alentejo sofre de uma série de problemas que são cada vez mais difíceis de corrigir. É um facto que são sistematicamente canalizados fundos e medidas de discriminação positiva para a região poder recuperar. Mas na prática, continuamos a agravar os nossos principais problemas. Então, devem ser colocadas as seguintes questões: porque é que a região não recupera? Será pela insuficiência de fundos e de políticas de desenvolvimento? Será porque os investimentos são desajustados às características intrínsecas da região? Será por falta de planeamento e visão estratégica? Será por falta de iniciativa institucional e empresarial?
 
Muito naturalmente que a resposta é sim a todas as questões acima colocadas. Ainda assim e apesar de todas estas contrariedades, a Região Alentejo continua a ter um potencial enorme que não tem sido devidamente aproveitado.
 
Existem efectivamente muitas áreas em que o Alentejo é altamente competitivo, ora vejamos:
1)      As gentes alentejanas são uma das suas maiores riquezas e um dos seus grandes trunfos (pela defesa e preservação de uma forte identidade regional, pela capacidade que têm em aceitar a diferença, pela simpatia, pelo saber-fazer e preservação das tradições, pela perseverança, entre outras características);
2)      São por todos reconhecidos as excelentes características ambientais da região. Provavelmente uma das menos degradas da Europa;
3)      Também no que respeita à preservação do património edificado e na qualidade arquitectónica de muitos dos seus espaços e edifícios, a região tem uma posição muito forte;
4)      Os produtos regionais são reconhecidos como tendo excelente qualidade (os queijos, os enchidos, o pão, os doces e as compotas, o mel, o azeite e azeitona, o vinho, o turismo em espaço rural, a gastronomia, o artesanato, etc, etc);
5)      Existem alguns sectores empresariais claramente competitivos no panorama nacional e/ou internacional (os mármores, a indústria mineira, alguma indústria ligada ao sector automóvel e da aeronáutica, a produção de energias renováveis, a cortiça, o azeite, o vinho, a torrefacção de café, o turismo, o sector social, etc);
6)      Também ao nível de infra-estruturas o Alentejo está muito bem dotado (bons acessos rodoviários e proximidade de grandes centros, maior porto de águas profundas do País, maior lago artificial da Europa, novo aeroporto por estrear, bons equipamentos públicos, etc).
Se por um lado existem grandes factores de competitividade regional, por outro existem outros que, persistentemente, funcionam como inibidores ao seu próprio desenvolvimento, tais como:
1)      O envelhecimento populacional e a crescente desertificação humana (os jovens em idade e a população em idade activa vão-se embora para outras zonas do País) são dos principais responsáveis pelo enfraquecimento da região Alentejo.
2)      A fraca iniciativa empresarial e a pouca presença de grandes modelos empresariais de sucesso, são outro responsável pela situação de atraso da região;
3)      A criação de investimentos desajustados e por vezes repetidos têm sido outra fonte de desperdício de recursos, que claramente têm prejudicado o Alentejo;
4)       A promoção de sistemas de incentivo nacionais que nada se ajustam ao estado de desenvolvimento das empresas situadas nas regiões mais carenciadas é outro elemento perturbador e gerador de desvantagens competitivas a tecidos empresariais debilitados, como é o caso do alentejano;
5)      A falta de planeamento e de uma visão estratégica de longo prazo para o Alentejo são talvez, os primeiros grandes responsáveis pelo fracasso a que esta espectacular região tem estado sujeita.
Reconhecendo que a região tem um forte potencial de desenvolvimento, mas que tem estado sujeita a políticas desajustadas, sobretudo nos últimos 14 anos, há que procurar outras formas de actuação, senão corre o risco da sua recuperação ser totalmente irreparável.
Para isso, há que centrar as políticas em pilares essenciais para a resolução de problemas profundos da região e procurar novas soluções com futuro, nomeadamente:
1)      Desenvolvimento de uma política de incentivo e atracção de pessoas e empresas. Fundamentalmente para que este objectivo seja tangível, torna-se necessário apostar na promoção territorial regional, apontando para as suas condições naturais e patrimoniais, para a qualidade de vida, para a proximidade de grandes centros urbanos (Lisboa e Vale do Tejo, Setúbal, Badajoz e outras cidades espanholas), para a existência de bons equipamentos públicos, entre outros factores com grandes vantagens ao nível da competitividade;
2)      Centrar os apoios para as áreas de vocação regional e com capacidade de competir com outras zonas bem preparadas e estruturadas;
3)      Promoção de Incentivos adequados ao estado de desenvolvimento das empresas regionais, mais vocacionados para a área produtiva e para a associação de produtores;
4)      Estimular a iniciativa, sobretudo a empresarial, nomeadamente através das escolas, universidades, formação profissional, etc;
5)      Centrar os investimentos e financiamentos nas empresas, em vez de se persistir no incentivo a projectos promovidos pelo sector público, os quais não têm conseguido inverter a situação do atraso regional. Passa por potenciar os bons projectos turísticos regionais, pelo desenvolvimento de parques tecnológicos e clusters empresariais, pelo estímulo, captação e desenvolvimento de empresas associadas às novas tecnologias, ao desenvolvimento dos produtos regionais, pelo apoio às micro e pequenas e médias empresas, e essencialmente no apoio a projectos empresariais com viabilidade.
Persistir em medidas comprovadamente erradas vai continuar a fazer com que a região aumente o seu fosso face a outras regiões portuguesas e europeias. Para mudar, é necessária audácia, iniciativa, capacidade para assumir riscos, inovar e aproveitar o que de melhor foi feito. 
Para que um processo destes seja bem sucedido é fundamental olhar para o futuro, pensar pelo menos a cinquenta anos. Será fundamental definirem-se objectivos, ambiciosos mas exequíveis, proporem-se os caminhos para se lá chegar. Não chega querer, é necessário saber o que se quer.
 
António Costa da Silva
 
Publicado no nº 90 do

 

publicado por alcacovas às 18:19
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Levantai-nos do Chão

Sinto-me apático com o que se passa no meu País. Voltámos a um Portugal sorumbático, triste, empalidecido, com um atraso significativo e cada vez mais empobrecido. Temos uma nação altamente dependente de um Estado absorvente e dominante, cada vez mais embrenhado numa corrupção asfixiante, claramente comprometedora das nossas liberdades e garantias. Um Estado que usa os ajustes directos como principal instrumento para o seu crescimento e onde circulam escândalos sucessivos que nos envergonham a todos. Um Estado onde a Justiça finge ser o que não é, apesar de muitas vezes já nem necessitar de fingir o que é. Na verdade, um Estado que tenta parecer aquilo que já não consegue ser.

É impossível entender os silêncios face à gravidade de despachos altamente comprometedores publicados na imprensa, relacionados com práticas de atentado ao estado de direito. É impossível entender um País onde são balbuciadas palavras a medo, de mera circunstância, sobre verdadeiros delitos à liberdade de expressão, pronunciadas pelos partidos da oposição e pelo Presidente da República. É impossível entender um Estado onde um Ministro das Finanças mente descaradamente sobre as contas públicas e ninguém o desmente. É impossível entender um Estado onde predomina uma propaganda insistente, promotora de magias ilusórias, que apenas procura influenciar fortemente as mentes quase sempre ausentes.

É neste Estado de muito pouco, por vezes quase nada, que nos vamos habituando a viver. Sem dizer nada.

 

António Costa da Silva

 

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

SCA perde do Ciborro

 

1ª Divisão A

JORNADA 13

2010-02-06

Luso Morense 3-0 Brotense

Valenças 4-2 Alcaçovense

Santana do Campo 3-1 Outeiro

Desp. Cabrela 0-4 GDR Canaviais

 

Classificação

 

1 Luso Morense 31

2 Brotense 28 

3 GDR Canaviais 20 

4 Santana do Campo 19

5 Valenças 19 

6 Fazendas do Cortiço 15

7 Alcaçovense 7

8 Desp. Cabrela 6

9 Outeiro 5 

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 21:46
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Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas presente no Fórum Alentejo 2015

António Serrano critica a forma como os agricultores se organizam

 

 

 

A Associação Alentejo de Excelência, promotora do Fórum Alentejo 2015, realizou um debate de reflexão sobre o desenvolvimento sustentado no Alentejo. A conferência, com espaço de debate, “A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades”, teve lugar em Alcáçovas, Sala de Conferências da Sociedade União Alcaçovense, no passado sábado. Presentes na mesma mesa: o Ministro da Agricultura António Serrano e o deputado do PSD Luís Capoulas, ex-Secretário de Estado da Agricultura e empresário agrícola.

 

Em Alcáçovas, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), falou a uma assembleia de mais de uma centena de agricultores, empresários e curioso do sector. A abordagem “A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades”, serviu de mote a cerca de duas horas e meia de sessão. Para António Serrano, MADRP, é importante que os agricultores tenham em atenção a forma como se organizam, tanto dentro do país, como lá fora, no estrangeiro. O detentor da pasta da Agricultura apela ao bom-senso e à organização, para que “em conjunto com o estado, possamos melhorar o sector”, revela.

 

 

“Vamos lançar dia 10 de Fevereiro, um projecto denominado de Wines of Portugal (Vinhos de Portugal), por ser errada a forma como mostramos os nossos produtos, além fronteiras. É urgente um plano de apoio à internacionalização das empresas agro-industriais, em articulação com os organismos. Tem de ser aplicado já nas próximas feiras internacionais. Não podemos continuar a vender os nossos bens, fora da marca “Portugal”. Não vamos conseguir obrigar os estrangeiros a fixar situações como, dando um exemplo: vinho, de Borba, do Alentejo, da Região, de Portugal. Não se consegue um melhor mercado modesta maneira. Precisamos de ser bem representados. É muito difícil ir para uma feira de vinhos e vender apenas a nossa imagem local, não a do país de origem. Só assim ganhamos capacidade negocial”, explica António Serrano.

 

O problema da organização

Em Alcáçovas, Évora, o ministro da Agricultura pediu o apoio de todos os agricultores e empresários para a construção de uma melhor política do sector. “Nós, sozinhos, não temos capacidade para fazer tudo. Sozinhos não conseguimos. Temos de trabalhar como uma parceria. Em Portugal, das inúmeras cooperativas, apenas 35 tem um volume de negócios superior a 10 milhões de euros. Actualmente, estamos a criar um sistema de apoio à integração das cooperativas”, revela o responsável pela pasta da Agricultura. Em relação à organização dos agricultores, António Serrano critica a falta de coerência entre membros da mesma cooperativa: “temos mais de 600 associações.

Agora digam-me como é que um ministro consegue ouvir 600 associações? Eu vou continuar a ouvir toda a gente e tenho toda a disponibilidade para falar e discutir, mas não podem, os associados da mesma cooperativa, terem opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. Não posso estar a discutir com cada um deles, coisas diferentes, dentro do mesmo tema, sendo todos da mesma confederação.

 

Não há uma organização. Temos de dizer isto abertamente. O estado tem problemas, atrapalha-se por vezes, mas também é responsabilidade vossa de ajudar a melhorar”, apela o MADRP. Na mesa estiveram presentes, o MADRP; Governadora Civil, Fernanda Ramos; ex-Secretário de Estado da Agricultura, Luís Capoulas; António Ferreia, empresário agrícola; Bernardino Pinto, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo; Sara Pajote, presidente da Junta de Feguesia de Alcáçovas e Carlos Sezões, Presidente do Fórum Alentejo 2015, numa parceria exclusiva, Rádio Diana FM e Jornal Registo.

 

Fórum Alentejo 2015

O Fórum Alentejo 2015 é um movimento informal de cidadãos, de carácter geracional, dedicado ao estudo, promoção e debate de estratégias e acções para um desenvolvimento sustentável do Alentejo, nas suas diversas vertentes económicas, sociais, ambientais e culturais. Esta associação pretende contribuir para o desenvolvimento de uma visão estratégica a 10 anos, pensando sempre no longo prazo e não em perspectivas efémeras, imediatistas e tradicionalistas. Este fórum é um meio catalizador que contribui com conhecimento, inovação, competências e capacidade de comunicação e mobilização de vontades e esforços.

 

Retirado do Jornal Registo

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 21:18
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Manifestação pela Família em Lisboa

 

 

Frederico Nunes de Carvalho

 

publicado por alcacovas às 00:08
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Infantis - Futsal: Alcáçovas A.C. - S C Alcaçovense (1-7)

 

Equipa Inicial:

Duarte Guerreiro, João Ilhéu, Victor Hugo, Bruno Charrua e Mário Carvalho.

Banco: André Silva, Simão Malta, Zé Mbombé, João Silva e Elson Pereira.

Depois de uma vitória caseira sobre a equipa de Sousel faltava saber como jogava o “desconhecido” AAC.

Encontrávamo-nos a jogar “fora” perante uma equipa de Alcáçovas, onde predominavam jogadores do Torrão. Naturalmente, uma incógnita esta equipa do Atlético. Devido às naturais rivalidades, os nossos atletas apresentavam um ligeiro nervoso miudinho, mas muito incomodativo.

Começou o jogo e a nossa equipa facilmente assumiu o comando. Depois de inúmeras perdidas de golo, o Victor Hugo inaugurou o marcador com um potente remate.

A partir daí as coisas foram um pouco mais fáceis. Marcaram antes do intervalo Mário Carvalho e Bruno Charrua.

Na segunda parte, o SCA voltou a assumir o comando, mas foi o Atlético a reduzir o marcador. Este resultado, altamente injusto, voltava a pôr tudo em causa. Voltámos a ter inúmeras perdidas de golo do SCA.

Depois de muita insistência, o Mário Carvalho fez o quarto golo do SCA. Voltou a ser tudo muito mais fácil.

Três golos se seguiram. Mais dois do Mário e um do Zé Mbombé.

No final do jogo rodaram todos os atletas do SCA sem comprometer o resultado.

Parabéns equipa.

 

Notas Finais:

1)      Melhor Jogador em Campo: Guarda-Redes do Atlético;

2)      Melhor Jogador do SCA: João ilhéu.

3)      Arbitragem: Muito Positiva.

 

António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 18:34
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1ª Maratona BTT Alcáçovas

A AJAL e a Associação de Ciclismo do Distrito de Setúbal promovem dia 21 de Fevereiro a 1ª Maratona BTT, em Alcáçovas. A prova está aberta para Atletas Federados (Integrada na Taça Regional de Maratonas XCM) e para Atletas Não-Federados (percurso de 80 Km e 40 Km).

 

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:13
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Conferência Alentejo2015 - Alcáçovas em confraternização final

 

 




Aspecto da confraternização final, após o término do debate, durante o beberete oferecido gentilmente pela Junta de Freguesia das Alcáçovas.
 
Retirado do http://frescoscampos.blogspot.com/ do Frederico Carvalho
 
Editado por António Costa da Silva
 
publicado por alcacovas às 13:41
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Conferência Alentejo2015 - Alcáçovas em debate

 

 






Momentos da conferência-debate, entre os convidados do painel e algumas questões colocadas pela plateia. Entre todas as fotografias aqui colocadas, pode-se constatar que o espaço foi escasso para tanta audiência interessada, diria mesmo ávida de sentir o pulso do novo ministro da Agricultura.
 
 
Retirado do http://frescoscampos.blogspot.com/ do Frederico Carvalho
 
Editado por António Costa da Silva
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Conferência Alentejo2015 - Alcáçovas em Festa

 
 
 




 


 



Recepção de boas vindas aos convidados da conferência «A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades» organizada pelo Fórum Alentejo 2015, patrocinada pela histórica SUA - Sociedade União Alcaçovense.
 
Retirado do http://frescoscampos.blogspot.com/ do Frederico Carvalho
 
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 13:39
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