Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

"Locais de Fé - Nossa Senhora de Aires

Á primeira vista, a Igreja de Nossa Senhora de Aires (a 5 Km de Viana do Alentejo), parece uma versão reduzida da Basílica da Estrela. Como a sua construção teve início em 1744, 32 anos antes da Basílica da Estrela, podíamos ser levados a pensar que esta igreja serviu de modelo à irmã maior de Lisboa. No entanto foi esta última que influenciou a sua traça final.

A Igreja de N. Srª de Aires foi consagrada em 1760, mas só em 1790 foi iniciada a construção da frontaria e das duas torres sineiras, sendo a igreja novamente consagrada em 1804.

A imagem venerada de N. Srª de Aires é uma pietá em pedra de Ançã do Século XV.

Por si só, a Igreja de Nossa Srª de Aires é motivo para um desvio no caminho. Mas esconde, na sua sacristia um tesouro composto pelas oferendas dos peregrinos, com particular destaque para os Ex-Votos.

Os ex-votos representavam graficamente o agradecimento pela graça concedida, e geralmente representavam o motivo pelo qual, ela tinha sido pedida.

Nos ex-votos expostos, todos do Século XIX, a grande maioria referem-se a curas milagrosas.

ou ao restabelecimento milagroso após acidentes, normalmente fatais.


Os ex-votos são bastante similares, o que me leva a pensar que existiria um ou dois pintores a quem os peregrinos encomendariam os trabalhos.

Os ex-votos, como pinturas realizadas por artistas auto-didactas foram o antepassado do que hoje é conhecido por pintura “Naíve”, termo que o politicamente correcto denomina com “Primitivo Moderno”!!!!!

No início do Século XX, a vulgarização da fotografia liquida por completo com esta forma de arte popular religiosa. Desde então as fotografias dominam completamente o universo das oferendas, com particular destaque para as promessas feitas durante a guerra colonial,

a agradecer o ileso retorno

ou a sobrevivência a encontros perigosos inesperados

cobrindo completamente as paredes do transepto e da sacristia."
Autor: Luís Bonifácio - Benavente, Ribatejo
Retirado do http://novafloresta.blogspot.com/2005/07/locais-de-f-nossa-senhora-de-aires.html
Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:25
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***



Apontamento

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.


Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.


Fiz barulho na queda como um faso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.


Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?


Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.


Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.


Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.


 


Álvaro de Campos

***
Bom dia!

rmgv
publicado por alcacovas às 10:32
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

FESTAS DE SÃO GERALDO 2007

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Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:35
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O Museu do Chocalho

"O Museu do Chocalho deve-se à persistência e amor à arte de um homem.

 

Foi João Penetra, artesão chocalheiro, hoje com mais de 70 anos, que, ao longo da vida, foi fazendo da sua oficina um museu que é o testemunho vivo de uma profissão. Que, um dia, poderá desaparecer.


Com ele, podemos compreender as várias fases da produção dos chocalhos, cada um com o seu percurso próprio, a sua identidade e o seu som: como se risca e talha a folha de ferro, como se molda ou enrola o chocalho, como se “põe o céu” (o buraco onde se pendura o badalo), como se coloca a asa, como se põem as marcas, etc.


Os instrumentos estão lá, cuidadosamente conservados, a que se junta, para espanto de quem o visita, uma colecção com mais de 900 chocalhos.


Só para conhecer João Penetra e ver, pela sua mão, este Museu, valeria a pena ir a Alcáçovas.


Mas esta vila oferece-nos também uma monumental Igreja Matriz, dedicada ao Salvador, sumptuosos solares como o dos Fragosos-Barahona, ruas de casario antigo com portadas góticas e manuelinas e, local histórico a assinalar, o Paço dos Henriques no qual, em 1479, foi assinado um acordo entre Portugal e Castela, que antecedeu o célebre Tratado de Tordesilhas.


A gastronomia local recomenda-se. Destaque para a doçaria, de tradição palaciana e conventual. Prova-se todo o ano mas tem o seu momento de honra na Mostra anual que se realiza no mês de Novembro.


Museu do Chocalho – Rua da Esperança, 154-156, Alcáçovas. Tel. 266 954 131.


Convém telefonar ao Sr. João Penetra para marcar a visita. Quem não o fizer e encontrar o Museu fechado, deve bater no nº 146."

 

Chocalheiro Gregório Produzindo Chocalhos

Retirado do site da

  http://www.visitevora.pt/pt

 

Parece-me bem (apesar do texto não dar referência), ter em atenção que existem mais chocalheiros em Alcáçovas.

 

Editado por António Costa da Silva

 

 

publicado por alcacovas às 18:55
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UM OLHAR SOBRE ALCÁÇOVAS

Alcáçovas

Retirado do http://olhares.aeiou.pt/

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:45
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A não perder num cinema perto de si *****

Adenda
 
* Peço desculpa às mentes iluminadas que visitam este espaço, se ofendo a sua inteligência com esta sugestão cinematográfica.  
rmgv
publicado por alcacovas às 18:45
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CHOCALHOS PARDALINHO NO ÉVORADIGITAL

 

Chocalhos Pardalinho
… a tradição de um povo
.

O Alentejo tem sido ao longo dos séculos uma das principais regiões de pastorícia do país. Associado a esta actividade surge o chocalho, que é descrito como um instrumento metálico que produz um som característico e que tem como principal finalidade, facilitar a localização do gado disperso pelas pastagens.

Pensa-se que a fabricação destes instrumentos, no Alentejo, data pelo menos da Idade Média, sendo então uma das muitas actividades desenvolvidas pelos judeus e árabes ferreiros. No entanto, apesar da existência dos chocalheiros se antiga na região, só no inicio do Séc. XIX esta profissão, tradicional nas Alcáçovas, foi oficialmente reconhecida.

 

Em 1913 existiam nas Alcáçovas treze famílias que se dedicavam à fabricação de Chocalhos. È a partir desta data que se conhecem as origens da actual oficina PARDALINHO. Nessa época, uma das famílias chocalheiras existente na terra era a de Luís Francisco Fernandes Pires. Foi este que ensinou a arte a Francisco Barroso, tio do actual proprietário, José Luís Reis Maia, e que lhe transmitiu os seus conhecimentos do ofício.

 

È de salientar igualmente que um outro chocalheiro, Gregório Rita, foi peça fundamental na transmissão de conhecimentos sobre a arte.

 

Presentemente, laboram na oficina da Quinta de Val de Freixo, em Alcáçovas, quatro mestres chocalheiros: José Luís Reis Maia com 50 anos de actividade na profissão, Guilherme Maia, Francisco Cardoso e Francisca Maia.

 

Existe uma grande diversidade de chocalhos, variando no modelo, no tamanho e na utilização a que se destinam. No entanto, os mais procurados, na região do Alentejo, são essencialmente de dois tipos, o “picadeiro” e o “reboleiro”.

 

Apesar da procura dos chocalhos depender essencialmente das necessidades dos criadores de ovinos, bovinos e equinos verifica-se que é cada vez maior a demanda destes produtos para fins decorativos.

 

Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 18:34
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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