Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Apontamentos IV (O poder da Publicidade!)

O poder da publicidade e dos destaques em grandes paginas como é a do Sapo, fazem com que pequenos blogs tenham estatísticas destas.

Não posso deixar de agradecer à equipa do Sapo por dar destaque e voz aos blogs de província, sem grandes nomes da crónica nacional. Mas que bem ao mal também têm alguma coisa a dizer.  

Neste dia Alcáçovas aumentou a sua população, mais pessoas partilharam os pontos de vista de um grupo de alcaçovenses, mesmo que só por alguns momentos. O importante foi que leram o nome da nossa terra e ficaram a saber que ela existe e que por cá também se respira!

Ficar o gráfico do dia 6 de Agosto para mais tarde recordar.



 

rmgv

publicado por alcacovas às 01:06
| comentar
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

GNR anuncia redução da criminalidade

"O Destacamento Territorial de Évora, que tem à sua responsabilidade os Concelhos de Évora (excepto a Cidade de Évora) de Redondo e de Viana do Alentejo e que é constituído por 7 Postos (Évora, S. Mancos, S. Miguel de Machede, Azaruja, Alcáçovas, Viana do Alentejo e Redondo) entre 1 de Janeiro e 31 de Julho de 2007, verificou uma redução de 31 crimes, tendo baixado de 289 no mesmo período de 2006, para 258 no ano de 2007, o que representa um decréscimo de 10,7% na criminalidade total.

Esta redução da criminalidade foi conseguida à custa da redução dos crimes contra o património (dano, roubos, furtos, etc, sendo os últimos em maior número)."(...)

 

Retirado do Diário do Sul

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:27
| comentar

Pensamento

"Se fazes planos para um ano...planta arroz;

 Se fazes planos para dez anos...planta árvores;

 Se fazes planos para cem anos...educa a humanidade."

Kuan Tzu

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:18
| comentar

O ALQUEVA ESTÁ TODO ROTO

 

«Três anos após a sua entrada em funcionamento, o primeiro perímetro de rega da era Alqueva, designado "Infra-estrutura 12" (IE12) terá registado cerca de 200 rupturas nos 45 quilómetros de condutas enterradas que transportam água para a agricultura. As consequências desta situação acabam por ter um impacto directo na actividade agrícola, sistematicamente afectada pela falta de água nas áreas de cultivo. O cepticismo dos homens da terra, em relação à eficácia do novo sistema de rega, é cada vez mais evidente. Os resultados deste "sofisticado" sistema de rega apresentado como do século XXI, têm-se revelado piores do que aqueles que surgem dum velho sistema de rega do século passado.»

 

Retirado do Jornal Público

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:56
| comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Dia da Freguesia ?

17 de Agosto ...

 

Alguns alcaçovenses sabem que hoje se comemora o Dia da Freguesia porque têm lá por casa qualquer caneta, carteirinha ou outro objecto, distribuído pela Junta de Freguesia, alusivo à efeméride.

 

Poucos serão os alcaçovenses que sabem que hoje, 17 de Agosto, passam 748 anos sobre a concessão do 1º Foral a Alcáçovas (em 1259, Alcáçovas era uma herdade com algum casario que resistira à destruição árabe) por D. Martinho I, Bispo de Évora, tentando assim repovoar Alcáçovas com a criação do seu Concelho (que só foi extinto em 1836).

 

Talvez nenhum alcaçovense repare que hoje, Dia da Freguesia, cujos festejos se integram na tradicional Festa de S. Geraldo, a bandeira da Freguesia de Alcáçovas não se encontra hasteada no edifício da Junta de Freguesia.

 

 

Pergunto às entidades competentes, será que vale a pena distribuírem canetinhas, fitinhas, bolsinhas e outros objectos desnecessáriozinhos e pagarem bailaricos, se o símbolo visível dessa comemoração não se encontra no seu lugar privilegiado, digo, se a bandeira desta Nobre Vila não se encontra na haste central do edifício da Junta de Freguesia?

 

Fica a pergunta...

 

 

Luís Mendes

publicado por alcacovas às 12:19
| comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

Apontamentos III (Não há nada como um sistema de saúde eficiente!)

Em resultado de uma valente queda vi-me abandonado com um braço partido no Hospital do Espírito Santo em Évora. Quando digo abandonado refiro-me à qualquer tipo de assistência médica, porque graças a Deus a minha família não me faltou e deu-me o conforto e o apoio necessário.

Cheguei ao hospital por volta das 7 horas da manhã, onde encontrei uma sala de espera vazia, pensei logo para os meus botões: pelo menos não vou estar aqui à espera muito tempo. Mal sabia eu o longo calvário que me esperava. Cheio de dores e já com o braço a inchar, lá me sentei na sala de espera. Enquanto esperava descubro que o novo sistema de triagem é feito segundo novo método que se chama sistema de triagem de Manchester. Em que as emergências são catalogadas por uma cor em que vermelho significa Emergente e não há tempo de espera, cor de laranja que corresponde a muito urgente e o tempo de espera pode ir até 10 minutos, amarelo que diz respeito a uma situação urgente e o tempo de espera pode ir até 60 minutos, verde que corresponde a uma situação pouco urgente em que o tempo de espera no limite pode chegar aos 120 minutos e por fim o azul em que o tempo de espera se pode prolongar até aos 240 minutos.

Quase de imediato fui chamado para a triagem. Assim que entro no espaço onde é feita a triagem sou atendido por uma enfermeira que das duas uma, ou é completamente estúpida ou estava farta de estar ali. Muito sinceramente penso que eram os dois factores juntos. Essa senhora que nem se deu ao trabalho de desviar a vista do computador para olhar para mim, enquanto eu cheio de dores me queixava. Parece que não me queixei o suficiente, pois a minha situação fui classificada com uma pulseira verde. Pouco urgente! Pouco urgente, mas o braço doía-me mesmo muito e estava cada vez mais inchado.

Bom mesmo sem concordar com a classificação a que tinha sido sujeito, mas também sem abri a boca para protestar, pois a senhora assim que eu perguntei se aquilo correspondia a pouco urgente perguntou-me se eu não sabia ler e ver as cores que estavam lá fora. Sem qualquer vontade de discutir, pois as dores eram maiores que a indignação lá voltei para a sala de espera.

Quando me sentei nas cadeiras duras e desconfortáveis pensei; “Bom na pior das hipóteses vou aqui estar duas horas. Mas de certeza que ninguém vai deixar aqui um desgraçado com um braço neste estado duas horas!”. Ah, pois não!

Apenas começavam ali três longas horas em que cada segundo parecia uma hora e cada minuto um dia. Como se não bastasse as cadeiras de plástico são péssimas. Qualquer cadeira de esplanada dos cafés são mais confortáveis que aquele monte de plástico em forma de cadeira.

Ao fim de uma hora o braço doía-me cada vez mais e eu estava a ficar insuportável (reconheço), mas ainda fiquei pior quando soube que o médico lá não estava e desengane-se quem pensa que só estava lá eu para a ortopedia. Quis o destino que naquela manhã entre mais velhos e mais novos grande parte dos utentes que estavam naquela maldita sala de espera era para essa especialidade. Uma senhora queixava-se do joelho, outra tinha tido um acidente e estava com dores nos braços e pernas, provavelmente alguns ossos partidos olhando o estado em que lá chegou, outro senhor tinha o pulso partido.

Ao fim de eu lá estar à mais de três horas, lá chega o médico. Mas não era que o homem vinha de veras chateado de se ter de levantar para trabalhar e o atendimento já podem imaginar como foi. Bom eu que já não ia mesmo nada feliz da vida, perguntei-lhe se o sistema de Manchester estava errado e as situações pouco urgentes tinha um tempo de espera de 180 minutos em vez dos 120 indicados no placar ou se ele costumava dar sempre um tempo de espera de três horas para os pacientes pensarem bem se estava mesmo com algum problema. Como devem de imaginar arranjei logo ali um amigo na classe médica.

Lá me mandou fazer RX, depois do RX feito lá voltei ao gabinete do meu novo amigo nessa classe especial da sociedade portuguesa. Mas acham, que o Sr. Dr. lá estava? Qual quê! Já se tinha raspado para tomar o pequeno-almoço. Ali fiquei eu mais uma vez à espera. Mas desta vez em jeito de castigo por me ter queixado das cadeiras fiquei de pé no meio do corredor das urgências. De um lado moribundo a gemerem, do outro um grupo de auxiliares falava alegremente da novela da TVI, e o quanto tinha chorado depois da morte de uma qualquer personagem. Eu não me precisava de beliscar, para saber que não estava a sonhar pois as dores no braço, diziam-me que eu estava bem acordado. Não queria acreditar no que me estava a acontecer. Depois de um farto pequeno-almoço de meia hora, lá chegou finalmente o médico. Gesso para o braço e lá estava eu ao fim de quatro horas a respirar de alivio, por ter a minha situação resolvida. Pensava eu!

Depois de já ter o braço todo cheio de gesso. Diz-me o médico, bom sr. Francisco volte cá no dia 17 para eu lhe tirar isso. Não é preciso dizer que naquele momento vi a minha vida andar para trás. O RX para o qual ele tinha olhado para me por o gesso era de um tal Francisco Almeida. Lá voltei eu para o RX e do RX para o gabinete do médico. Como a situação não se resolvia, ele encontro o caminho mais fácil. Disse-me “isto é seu, as senhoras do RX é que se enganaram no nome”. Resolveu a situação em menos de nada colocando uma etiqueta com o meu nome por cima do nome do tal Francisco.

Vocês acham isto tudo normal? Eu não!

 

 

 

P.S. Continuo a achar, que tudo isto se deve ao facto dos médicos serem uma classe extremamente protegida. Talvez um dia quando as leis do mercado se verificarem entre os médicos e a procura igual a oferta. Os médicos deixem de ser tão arrogantes, sob pena de ficarem no desemprego, ou irem para as caixas de um qualquer supermercado exercer a sua arrogância.


 

rmgv

 

publicado por alcacovas às 21:45
| comentar | ver comentários (3)

Aqui Tão Perto (VI)

Passadeira

Foto de  Jovino C Batista

Cais palafita, Carrasquerira, Comporta, Alcacer do Sal

 

Retirado do OLHARES

 

O Porto Palafítico, de característica artesanal (palafita) constitui pelas características de composição, implantação e desenho popular, uma das referências da região do Sado. Usadas por gerações de pescadores, nas estruturas existentes atracam, ainda, múltiplos barcos de pesca, sobre dezenas e dezenas de metros de cais de tabuado, assentes em paus fixos, espetados mais fundos que as vasas.

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 13:57
| comentar
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Livros (II)




«Eu tinha 22 anos quando Salazar abandonou o governo, em 27 de Setembro de 1968, e 24 quando ele morreu, em 27 de Julho de 1970. (…) Na memória tenho aquela voz característica, com convicção mas ainda clerical e guardando sempre um fundo de pronúncia beirã.» Durante 40 anos, António de Oliveira Salazar comandou os destinos de Portugal. Mais de três décadas após a sua morte, o seu nome continua a suscitar polémica. Defendido por uns, acusado por outros, idolatrado ou odiado, símbolo de uma época de ouro recordada com saudade ou da estagnação e do «atraso português»?»


rmgv
publicado por alcacovas às 22:55
| comentar | ver comentários (2)

Alguém o Pensou Antes.

ecaqueiros.JPG

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 21:33
| comentar | ver comentários (2)

Caldo de Peixe da Ribeira à "ZéFan"

Ingredientes:
Para 3-4 pessoas

  • 4 tomates maduros
  • 1 cebola grande ou 2 pequenas
  • 1 pimentão verde
  • 4 dentes de alho
  • 1 punhadinho de poejos
  • 1 punhadinho de hortelã da ribeira
  • 1 caldo Knorr de peixe
  • Uma ou duas malaguetas de piripiri
  • Azeite 1,5 dl
  • Um copo de vinho branco (de água)
  • Sal q.b.
  • Óregãos (uma colher de chá)*
  • Sopas de pão duro, (de preferência alentejano).

*Peixes: Carpa, Barbo, Perca, Irós, Achigã...(de preferência Achigã)
Escamar o peixe umas horas antes, estripar e temperar com sal grosso, poderá deitar sobre o peixe uns pingos de limão para tirar o gosto a limos.

Confecção:

Com o azeite, tomate, alhos, cebola, pimentão verde, poejos e hortelã da ribeira, fazer um pequeno refogado...(mexendo sempre), logo que o tomate fique em calda e o resto cozido, juntar o vinho branco, o Knorr e a(s) malagueta(s), provar e ver se está bom de sal, (não esquecer que depois de feito o sabor "apura" mais um pouco), passar o peixe por água (para tirar o sal) e introduzir no tacho, tapando o peixe com os temperos, juntar água até tapar o peixe por completo.


Cozer durante 10 ou 15 minutos (conforme o tamanho ou quantidade do peixe)...... *Após a cozedura, espalhar os óregãos por cima e apagar o fogão......deixa-se repousar cerca de 10 minutinhos.


Retirar o peixe para uma travessa e, deitar o caldo com os condimentos por cima das sopas que estão na tigela ou terrina.

Retirado do

Roteiro Gastronómico de Portugal

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 21:19
| comentar

Alentejo, tu e eu.

Saí de manhã em trabalho, mas sem pressa. Atravessei uma boa parte do Alentejo.

 

Coloquei um CD no rádio do meu carro. Ouvi algo que já há muito tempo se encontrava escondido, talvez esquecido, era o Paris Texas do Ry Cooder, banda sonora do filme (com o mesmo nome) de Wim Wenders.

 

Não sei porquê, mas estas músicas inspiraram-me Alentejo. Fizeram-me observar o tempo, as mudanças, as coisas. Às vezes isto acontece sem sabermos o porquê. Ainda assim, estava a saber bem.

 

No Torrão alguma azáfama na praça principal. Os carros passam e são observados ao pormenor. Aquela gente faz a sua vida por ali, o taxista espera o frete do dia, o Besugo à porta falando com clientes, as entregas parece que são todas àquela hora. As viaturas atropelam-se na mesma zona, estacionamentos feitos à pressa, um arranjo do motor do ar condicionado na rua, um camião TIR que passa na mesma hora. Todos têm que esperar. Continuo sem pressa.

 

A caminho de Ferreira.

 

É curioso como a paisagem muda. Os campos já não são iguais, emergem grandes manchas de verde onde outrora era o Celeiro de Portugal. As vinhas, os pomares e outras espécies florescem em Odivelas. Novos colonos, novos latifúndios e cada vez menos gente. A têmpera dos homens de hoje não exige, aceita pacatamente a mudança.

 

Mais abaixo, Ervidel comanda o roxo à distância. Ali, as terras entrecortam-se pelo vermelho barrento, os girassóis em fim de época, os fenos acabados de colher, os prados de milho. Terras ricas e sadias.

 

A caminho de Aljustrel.

 

Entre as curvas para chegar a terra de pirite, surgem-nos inúmeras cegonhas que recuperaram o espaço, agora no nosso tempo. Também elas, parece que observam as mudanças, na mesma calma que eu.

 

As terras brancas mais a sul, enrugadas e desidratadas pelo tempo, permanecem imutáveis. Aqui a acção do homem é tão velha como elas, mais difícil não há. É preciso ter coragem.

 

A caminho de Odemira.

 

Na Bemposta, neste lindo vale, irrita-me ver que os velhos sobreiros já cá não estão. Alguém plantou rapidamente a árvore do lucro fácil. Mas alguém deixou.

 

Neste trajecto, nas artérias novas ou renovadas vagueia um sangue envelhecido a conta gotas. O mais novo, aquele que ainda resiste, jorra todo para a mesma ferida sem que alguém o consiga estancar.

 

É assim, o Alentejo não tem semelhante. Fazem-lhe mal e apenas chora em silêncio.

 

Tu, Alentejo, sabes esperar. Sem pressa.

 

Eu sei que um dia vais ganhar.

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:35
| comentar | ver comentários (1)

AMANHÃ É DIA DE FESTA !!!

O Bar da Pousada comemora amanhã o 2º aniversário...

 

 

Para comemorar da melhor maneira, amanhã (dia 14 de Agosto) haverá um baile, animado pelo grupo "Kids da Vinha" com início previsto para as 22 horas. A entrada terá o preço simbólico de 1 (um) euro...

 

Apareçam !!!

 

Luís Mendes

publicado por alcacovas às 18:08
| comentar
Domingo, 12 de Agosto de 2007

Achigã

 

Achigã
Micropterus salmoides

Classe: ACTINOPTERYGII (OSTEICHTHYES) - PISCES

Ordem: PERCOMORPHI (PERCIFORMES)

Família: CENTRARCHIDAE

Género: Micropterus

Espécie: Micropterus salmoides

 

Retirado do

 

Achigã - nome vulgar de um peixe de água doce, também conhecido por perca-negra.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:53
| comentar | ver comentários (2)

Achigã no Sal

Ingredientes:
  • 1 Achigã com +-1 kg
  • 1 kg de Sal

Confecção:

Ao arranjar o peixe, tire-lhe apenas as tripas (não escamar). Numa travessa de ir ao forno (pirex ou barro..onde caiba o peixe), preencher o fundo do recipiente com sal (só mesmo a tapar o fundo).


Colocar o peixe em cima da camada de sal e tapar bem o peixe com o restante sal.


Levar ao forno durante 30 a 40 min.


Retirar a crosta do sal e a pele e passar um pouco de manteiga pelo peixe.


Acompanhar com batata cozida temperada de azeite e vinagre.

 

Retirado do

Roteiro Gastronómico de Portugal

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 20:44
| comentar

Aqui Tão Perto (V)

Pousada de Torrão - Vale do Gaio

Hotel de Natureza no Alentejo - Quinta junto a Barragem

Em pleno Alentejo, eleva-se a bela Pousada de Torrão sobre a Barragem de Vale do Gaio. É o lugar perfeito para aqueles que apreciam a gastronomia tradicional da região e sabem disfrutar da caça, da pesca, dos portos desportivos, da naturaleza e do silêncio. O cair da tarde, na varanda direccionada para a Albufeira da barragem, tornam os dias passados na Pousada do Torrão em inesquecíveis experiências para o cliente.

 

Reirado de

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:32
| comentar

12 de Agosto centenário do nascimento de Miguel Torga (1907-2007)



Orfeu Rebelde

Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam os rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.


Miguel Torga

***
Bom dia!
***

rmgv
publicado por alcacovas às 07:42
| comentar
Sábado, 11 de Agosto de 2007

Os bloggers e as normas

Agora vem dos EUA a notícia citada abaixo.

Parece uma tentação ou maldição esta tendência ou maquinação para regular de alguma forma os bloggers dos EUA e não só.

Há, com certeza, excessos, práticas abusivas, ofensivas, criminosas, etc .

Mas será que desaparecem se forem criadas normas de conduta ?

Normas de conduta , morais, religiosas , cívicas, existem em todo o Mundo, nalguns casos até de mais.

Será que na China, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, etc , precisam de mais normas de conduta?

E nós, em Portugal, precisamos de melhorar as nossas condutas cívicas? E, se sim, será regulamentando os bloggers que lá chegamos?

Começo a ficar apreensivo.

 

33. Internet: Bloggers norte americanos querem criar sindicato
--------------------------------------------------------------
Um movimento de bloggers norte americanos está a tentar criar um
sindicato e garantir o acesso a alguns benefícios laborais, como seguro de
saúde, para além de criação de normas de conduta e standards
profissionais. (2007-08-06)
Desenvolvimento: http :/ tek.sapo.pt 4M0 763425.html " target=_blank>http :/ tek.sapo.pt 4M0 763425.html

AC

publicado por alcacovas às 10:04
| comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

O Herman é vidente, só pode. Até porque Paulo Portas é geneticamente contra o poder!



rmgv
publicado por alcacovas às 17:58
| comentar

Centenário do nascimento de Miguel Torga

 

Livro de Horas

Aqui diante de mim,
eu, pecador, me confesso
de ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
nesta deriva em que vou.

Me confesso
possesso
das virtudes teologais,
que são três,

e dos pecados mortais,
que são sete,
quando a terra não repete
que são mais.

Me confesso
o dono das minhas horas
O dos facadas cegas e raivosas,
e o das ternuras lúcidas e mansas.

E de ser de qualquer modo
andanças
do mesmo todo.

Me confesso de ser charco
e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
que atira setas acima
e abaixo da minha altura.

Me confesso de ser tudo
que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.

Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
do tal céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
do buraco mais fundo da caverna.

Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
para dizer que sou eu
aqui, diante de mim!


Miguel Torga


 

rmgv


publicado por alcacovas às 15:47
| comentar

Aqui Tão Perto (IV)

Castelo de Alvito - Pousada de Alvito

 

Castelo de Alvito

 

O primeiro título de barão em Portugal foi concedido por D. Afonso V, em 1475, a D. João da Silveira, regedor das justiças, chanceler-mor, escrivão da Puridade e vedor da Fazenda do rei, por diversas vezes encarregado de embaixadas juntos de cortes entrangeiras e combatente activo nas tomadas de Tânger e Arzila.

 

Por tal valimento, o rei permitiu ao barão que erguesse um castelo em Alvito, mas haveria de ser o seu filho primogénito, D. Diogo Lobo da Silveira, a iniciar a construção do castelo, reinava já D. João li, conforme ainda hoje se pode ler numa lápide que encima a entrada da fortificação.

 

Existiam em Portugal muitas residências fortificadas e não menos edifícios religiosos, mas não castelos, que por princípio só ao rei pertenciam, pelo menos em termos legais. E, no entanto, o castelo de Alvito seria residência privada, para mais num período de fortíssimo centralismo do poder real como foi o de D. João II (considerado por muitos como o mais importante monarca português), intransigente lutador contra o poderio até aí crescente dos nobres.

 

Teve, portanto, o castelo de Alvito pouca importância em termos puramente militares, não havendo sequer notícia de qualquer movimento bélico. Recebeu, isso sim, numerosos reis e rainhas, como o próprio Príncipe Perfeito, D. Manuel I, D. João III, D. Pedro V, D. Luís e D. Carlos. D. Catarina, mulher de D. João III, foi mesmo mãe neste castelo daquele que, se não tivesse morrido precocemente (com apenas seis anos), teria sido rei de Portugal. Chamava-se Manuel e foi jurado rei em Évora.

 

Como os restantes filhos de D. João III ou não vingaram ou morreram antes do monarca, o trono acabou ocupado por D. Sebastião, filho do nono e último filho do rei. Sabe-se como terminou a vida do Desejado e do problema que causou ao país o seu desaparecimento, também ele precoce. Tivera o príncipe D. Manuel uma vida mais prolongada e talvez os Filipes nunca governassem Portugal...

 

Muitos anos antes, no tempo de D. Afonso III, o seu chanceler-mor, Estêvão Anes, recebeu poder para construir um castelo em Alvito. Existiu, portanto, uma fortificação nesta terra alentejana no século XIII, mas desconhecem-se em absoluto datas, importância e arquitectura.

 

Dois séculos decorridos, ergueu-se finalmente a estrutura palatina que ainda perdura, de planta rectangular com três torreões circulares e um, o da Fonte, de muros rectos e remate semicircular. A noroeste plantou-se a torre de menagem, de sólidas paredes e janelas gradeadas. Este conjunto de elementos puramente militares cede claramente ao carácter residencial, com as janelas manuelino-mudéjares de dupla arcada de ferradura em tijoleira, num sistema de grande valor decorativo.

 

A porta principal foi em tempos servida por ponte levadiça que dava acesso à praça de armas, enquanto do lado sul uma escadaria leva à imponente Sala dos Veados. Destaque também para os aposentos das torres e dos corpos rectangulares, bem como para a capela.

Assaltado pelos liberais em 1834, o castelo entrou em agonia até à intervenção da Fundação da Casa de Bragança, que o cedeu, a título precário, para dar lugar a uma pousada que tomou muito simplesmente o nome de Pousada do Castelo de Alvito.

 

 

Pousada do Castelo de Alvito

 

 

Partindo da recuperação de um peculiar Castelo do séc. XV, nasceu a Pousada de Alvito que presta homenagem à cultura da região, tanto pelo ambiente que proporciona aos seus clientes, bem como pela linha de oferta tradicional de pratos e vinhos regionais que apresenta. Destaque para o jardim, com rega à nora em talha de superfície, projectado no rigor do que eram os espaços agrícolas e de fruição dos castelos medievais.

 

Retirado de   e  

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:13
| comentar

Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

Posts recentes

_

***

“Alcáçovas Vila Global”

Inauguração da obra de Re...

Recordação do nosso Blog:...

Há 6 anos atrás começou a...

Vitória

Um brinde à Arte Chocalhe...

O Fabrico de Chocalhos já...

Mostra de Doçaria de Alcá...

Arquivos

Fevereiro 2019

Outubro 2016

Agosto 2016

Fevereiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Blogs

Pesquisar neste blog