Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

NOVA MASCOTE DO SPORTING

Após o Sporting Club de Portugal ter chegado à liderança do campeonato da Liga, adoptou uma nova mascote.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:50
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Political Cartoon - Portugal

Political Cartoon -  Portugal

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:42
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OS PREÇOS NOS HIPERMERCADOS

Vou contar uma pequena história que se passou hoje comigo e com a minha mulher quando andávamos às compras em Évora.

 

Aproveitando o tempo em que o nosso carro se encontrava na revisão decidimos efectuar algumas compras de coisas que faziam falta em casa.

 

Entrámos no Bricomarchê e ela comprou umas luvas de borracha que custaram 2,40€. De seguida, fomos ao Intermarchê, no mesmo edifício, e quando procurávamos alguns produtos essenciais para casa, encontrámos as mesmas luvas (entenda-se que eram a mesma marca, com a mesma embalagem, tudo igual) pelo preço de 0,95€, ou seja, custavam menos de 1,45€ (duzentos e noventa paus mais baratas).

 

Claro está, mal chegámos à caixa, reclamámos a situação. Mandaram-nos ir às informações esclarecer o assunto. Pagámos a nossa conta e lá fomos à recepção. Disseram-nos que esse assunto não era com eles, mas sim com o Bricomarchê, porque as gerências são distintas. Ficámos então a perceber o porquê da diferença de preços.

 

Lá fomos então reclamar ao balcão do Bricomarchê. Pediram-nos para ir averiguar e confirmaram que efectivamente esse era o preço que eles praticam. Claro está, reclamámos a situação e deram-nos uma desculpa completamente sem jeito. Acabaram, por nos dar uma Nota de Devolução, sem grandes protestos e a coisa acabou bem.

 

Isto é só para avisar que é preciso muita atenção com estas situações. Histórias desta e muito piores vão acontecendo todos os dias nos hipermercados.

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 14:48
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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006

A TABERNA DO MARAVILHA

Ao longo do tempo a definição de Taberna não tem variado muito, ainda assim, a qualificação que é dada a estes espaços comerciais e “sociais” tem tido muitas alterações.

 

Para certos grupos ou elites sociais, sobretudo de escalões mais ricos, ir à Tasca ou à Taberna é algo de inferior. No entanto, nos meios académicos a ida à Tasca faz parte da respectiva convivência social, não havendo aí qualquer discriminação ou distinção entre os diferentes grupos sociais.

 

Outra curiosidade tem a ver com o cruzamento que existe nas Tabernas entre estudantes, intelectuais e clientes habituais.

 

Lembro-me perfeitamente do meu tempo de estudante na universidade em Évora onde corríamos todas as Tasquinhas, era ali que encontrávamos os nossos amigos, homens e mulheres. Dos tintos do Manel dos Potes, das bijecas da Tendinha, dos abafados do Café Alentejo, das bifanas do Zé Manel e do Pernalonga, das gingas na UDP, dos bitoques do Comendinha e de muitas girafas bebidas noutras Tabernas, fazíamos uma verdadeira correria louca. No entanto, o espírito da amizade e da sã convivência fazia parte daqueles espaços. Que eu saiba, poucos foram os que não acabaram os seus cursos por frequentarem aqueles espaços e disputarem os bons penáltis com os verdadeiros campeões dos copos. Penso que esse espírito ainda se mantém.

 

Para além do referido ambiente académico, o preço dos copos e dos petiscos também era determinante para que as Tabernas estivessem sempre cheias.

 

Já agora, Taberna é também definida como sítio onde se vende vinho a retalho, também, como já foi referido, ser chamado de Tasca, ou da modernice Baiuca.

 

Como nos lembrou Zelupi, em Alcáçovas existem muitas tabernas bastante interessantes. Uma delas é sem dúvida alguma a do Maravilha.

 

O Maravilha pode ser visto em vários tempos, sendo que o tempo é algo que não se contabiliza naquele lugar. O pai, o Sr. Maravilha, homem simples e de bom convívio, sempre soube lidar com os clientes duma forma muito especial. Para além dum sentido de humor fora do normal, sempre disposto a armar umas belas traquinices aos mais novos. Com ele é proibido estar distraído, senão é garantida uma “velhaquice” sem ninguém se aperceber.

 

O filho, que é quem explora actualmente a Taberna do Maravilha, sempre soube dar a devida continuidade àquele espaço. A verdade é que olhando para a mudança dos tempos, é preciso muita sabedoria para conseguir manter estes espaços vivos.

 

O próprio nome da taberna também é bastante sedutor. Um espaço comercial chamado Maravilha dá-nos a garantia de que, de certeza absoluta, é bastante diferente dos outros sítios.

 

 

A Taberna do Maravilha fica situada junto à rotunda do chocalho, bem à vista de todos os que por ali passam.

 

Para quem passa ali em viagem, aconselho a parar, comer um petisco e beber um copo. É claro, moderadamente.

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 22:24
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IAN BERRY - FOTÓGRAFO

    

Ver mais na MAGNUM PHOTOS

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:13
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A PROPÓSITO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

A propósito de uma discussão tida há pouco tempo neste blog.

 

Penso que ninguém tem dúvidas que o Estado é claramente gastador, mas dizer que a culpa é dos funcionários públicos, é um erro extremamente grave. Aliás, o próprio Estado tem tido essa atitude. O que isto faz? Desmotiva principalmente os bons trabalhadores.

 

Tenho a convicção (até por experiência própria) que existem áreas do Estado em que há gente a mais e outras em que há falta de pessoal. A Lei da mobilidade de pessoal é, sem dúvida alguma, uma prioridade.

 

No que respeita ao número apresentado pelo Compromisso Portugal, tal como ao David Garcia, também me parece que é um número tipo “barro atirado à parede”, para ver o que é que fica e o que é que cai.

 

Apesar de um “certo” “estudo” que foi há pouco tempo realizado, ao certo e na verdade, ninguém sabe o número exacto de funcionários públicos que existem.

 

Há quem defende mais Estado na sociedade e na economia, com o qual eu não concordo e que me parece uma via errada. Já chega de organismos do Estado que só subsistem por “venderem” serviços a outras instituições do Estado.

 

O Compromisso Portugal defende pouco ou quase nada de Estado na sociedade e na economia, parece-me também um mau caminho. Existem áreas estratégicas no País que não podem passar totalmente para os privados, seria extremamente arriscado.

 

Defendo claramente menos Estado, mas um Estado mais forte. Temos países muito mais desenvolvidos do que nós que contam com mais funcionários públicos na população activa. Curiosamente, isso não tem sido um entrave para o seu desenvolvimento.

 

Seria interessante saber quais as áreas funcionais onde o Estado tem gente a menos, para assim os poder receber de outras onde há pessoas a mais.

 

Seria, também, interessante conseguir mobilizar as pessoas para zonas do País onde há falta de pessoal e assim se corrigiram grandes falhas a este nível, para que estas zonas (principalmente do interior) não percam competitividade face a outras mais desenvolvidas.

 

O mais fácil é dizer que há pessoas a mais, sem se saber onde.

 

O mais fácil é apontar os culpados. Quem? Os funcionários públicos.

 

O mais fácil é mandá-los para “supranumerários” ou “excedentários”. Isto a pessoas que têm carreiras bastante longas na administração pública, com um conhecimento muito forte no seu sector.

 

Se perguntam se devemos estimular e motivar as pessoas? Parece-me um dos melhores caminhos.

 

Se perguntam se devemos aumentar a produtividade dos funcionários públicos? Claro. Criando condições específicas, nomeadamente formação (desenvolvimento pessoal e organizacional, profissional e outras) e demais garantias equitativas de evolução na carreira.

 

Se devemos aprofundar e melhorar o SIADAP – Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da administração Pública? Sem dúvida. Pelas razões atrás apontadas e por uma questão de justiça entre aqueles que trabalham muito e pelos que nada fazem

 

Enfim… Normalmente, costumamos construir a casa pelo telhado e esquecemo-nos das bases.

 

Penso também que devemos apontar medidas que sejam estruturantes para o futuro e não meras cirurgias estéticas, que de nada valem ao País.

burocracia.gif

 

(Quino)

Não resisti roubar este cartoon ao blog do meu amigo Joaquim Pulga. http://alentejanando.weblog.com.pt/

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:25
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Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

TSAR KOLOKOL

 

 Moscow98kremlin8.jpg  

 

Eís umas fotos do dito cujo.

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 21:38
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Os sinos

Hoje numa breve, mas interessante conversa com o Sr. João, discutimos sobre alguns problemas de Alcáçovas e aprendi um ror de coisas sobre chocalhos e afins.

Vi chocalhos, campainhas, esquilões e esquilas, um mundo rico e encantador de tradições, artes, histórias. E, a certa altura, pergunta-me o Sr. João /P>

"Sabe qual é o maior sino do Mundo?"

Eu não sabia, mas agora já lhes posso dizer o que aprendi:

O maior sino do Mundo está na Rússia , no Kremlin, pesa 20 toneladas, tem 7,8 metros de altura e 6 de diâmetro.

E nunca tocou nem saiu do local onde hoje se encontra. Um incêndio apagado com muita água causou um efeito de dilatação/contracção que que partiu o sino, deixando uma grande abertura lateral por onde as pessoas podem, ainda hoje, entrar e ver o interior do sino.

Alcáçovas cheia de histórias de dentro, mas também de fora.

Este sino chama-se "Tsar Kolokol" 

AC

publicado por alcacovas às 17:53
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HUMOR

    

Editado por António Costa da silva

publicado por alcacovas às 09:56
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Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

Porto Côvo

Música: Rui Veloso
Letra: Carlos Tê
Intérprete: Rui Veloso

 

Roendo uma laranja na falésia,

Olhando o mundo azul à minha frente.

Ouvindo um rouxinol nas redondezas,

No calmo improviso do poente.

 

Em baixo fogos trémulos nas tendas.

Ao largo as águas brilham como prata

E a brisa vai contando velhas lendas,

De portos e baías de piratas.

 

Havia um pessegueiro na ilha,

Plantado por um Vizir de Odemira

Que dizem que por amor se matou novo,

Aqui, no lugar de Porto Côvo


A lua já desceu sobre esta paz,
E brilha sobre todo este luzeiro.
Á volta toda a vida se compraz,
Enquanto um sargo assa no braseiro.

 

Ao longe a cidadela de um navio,
Acende-se no mar como um desejo.
Por trás de mim o bafo do destino,
Devolve-me à lembrança do Alentejo.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo.

Roendo uma laranja na falésia,
Olhando à minha frente o azul escuro.
Podia ser um peixe na maré,
Nadando sem passado nem futuro.

Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado por um Vizir de Odemira.
Que dizem que por amor se matou novo,
Aqui, no lugar de Porto Côvo.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 17:30
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HUMOR

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 14:07
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A Fotografia Revolucionária

Resumo:
 
A Fundação Eugénio de Almeida apresenta esta exposição, que reúne Imagens da Colecção Nacional de Fotografia, até 1 de Janeiro de 2007
 
 
 
 
 
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 11:57
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CLASSIFICAÇÂO DA SÈRIA A - 1ª DISTRITAL DE ÉVORA

CLASSIFICAÇÃO NA 2ª JORNADA
1-Giesteira - 6
2-Santana - 6
3-Morense-6
4-Brotense - 3
5-Cabrela - 3*
6-Cortiço - 3
7-Santo António - 1
8-Alcaçovense - 1
9-Arraiolense - 0

10 - Viana - 0*
11-Aguiar - 0


* Equipas que já folgaram.

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 10:09
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NOVA LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

Amanhã vai reunir extraordinariamente a ANMP – Associação Nacional dos Municípios Portugueses, tendo como ponto único na ordem de trabalhos a Nova Lei das Finanças Locais.

 

Assim à partida, pode parecer algo estranho quando a ANMP vai reunir extraordinariamente para discutir um só assunto. Mas na realidade não é, porque o que está em causa é decisivo para o municipalismo português e naturalmente, decisivo, para todos os portugueses.

 

Esta nova Lei, se for aprovada dia 11 de Outubro próximo, vai condicionar claramente o funcionamento das autarquias (câmaras municipais e juntas de freguesia), aplicando grandes restrições nos seus orçamentos.

 

Se até aqui se pode compreender alguma contenção a que as autarquias têm sido sujeitas, apesar das muitas injustiças que isso implica, já não me parece correcto oferecer novas competências e ao mesmo tempo retirar-lhes orçamento. Isto não faz mesmo sentido nenhum.

 

Devido ao endividamento público e ao forte défice orçamental português, o acesso ao crédito para as autarquias tem sido bastante dificultado (excepto para complementar financiamentos comunitários, habitação social e alguns rateios para as autarquias com melhor performance em termos do grau de endividamento).

 

Apesar do Estado Central ser o principal abusador sobre os problemas atrás referidos, ainda assim, podem-se compreender tais restrições.

 

Esta situação torna-se mais gravosa quando os municípios são obrigados a não deixarem inflacionar os seus orçamentos anuais, quando sabemos que a inflação é uma realidade todos os anos. A questão não é fazer dívida, é pura e simplesmente estarem proibidos, como por exemplo, de aumentarem os custos com pessoal, quando sabemos que estes são obrigados a terem os seus salários aumentados e a progredirem nas suas carreiras, quer horizontalmente, quer verticalmente.

 

Com a nova Lei tudo isto é pouco ou mesmo nada, porque os orçamentos municipais podem ficar reduzidos de tal ordem que seja impossível de fazer o que quer que seja.

 

Cerca de 1/3 dos municípios portugueses vão ficar inviáveis, enquanto que aqueles que têm mais receita ainda passam a ter mais. A política do betão (entenda-se da construção civil), que beneficia os municípios mais ricos, vai ficar claramente beneficiada, enquanto que na minha perspectiva deveria ser claramente ao contrário.

 

Como se isto não bastasse, a grande maioria das autarquias vão ficar sujeitas a cortes de tal ordem que vão funcionar como meras extensões do poder central. Na prática passam a organismos do Estado Central, mas com eleitos. Isto é um absurdo.

 

Parece-me que se está a introduzir uma nova Lei para se provar que os municípios não têm viabilidade e que o Estado central quer aproveitar essa questão para fazer uma reforma administrativa claramente disfarçada. Se o objectivo é o de reduzir municípios, então que haja coragem política para tal.

 

Se me perguntarem se é necessária uma nova Lei das finanças locais, responderei logo que sim, mas nunca esta espécie de coisa que está a ser apresentada. Penso que quando se fala em orçamentos derivados de outros orçamentos, os princípios da solidariedade e da subsidiariedade devem prevalecer, senão não há justiça económica e social, dentro de outros aspectos também relevantes.

 

Abordo este tema aqui porque, caso esta absurda Lei venha a ser aprovada no parlamento, vai ter implicações directas no dia a dia do concelho de Viana do Alentejo.

 

Espero bem que haja abertura por parte do Governo para que, em conjunto com a ANMP, seja criada uma nova Lei que seja justa para todos.

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 09:49
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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

Louvado seja o fim da semana! Ou não?...

Retirado do http://pitecos.blogs.sapo.pt/

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 20:07
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UM ARTIGO BEM CLARO

Um artigo bastante aprofundado sobre uma temática muitas vezes aqui discutida.

retitado do

O escândalo nacional e a surpresa da apatia



João César das Neves
Professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
 

"Acaba de ser publicado o relatório da "Comissão Técnica de Revisão de Vínculos, Carreiras e Remunerações na Administração Pública". Este facto, só por si, merece destaque, não pela raridade das comissões, que têm sido miríade, mas pelo quadro que traça do nosso funcionalismo. Os diagnósticos e propostas tendem a ser velhos e conhecidos; os números, esses são novos. A maior surpresa, porém, está na relativa apatia com que o documento foi recebido.

O texto confirma as piores suspeitas. O emprego na administração pública atingiu em 2004 o número astronómico de 755 mil pessoas, mais 117 mil que dez anos antes (p. 17), dez anos supostamente de rigor, reforma e contenção. Esse valor representa 14,7% do emprego nacional. A percentagem parece descer face a 2000, mas, retirando os 400 mil imigrantes que entretanto entraram, sobe bem acima dos 15%. As despesas com este pessoal representam 14,5% do PIB (p. 24) e 60,7% dos impostos (p. 31).

Níveis destes não têm paralelo na Europa, a não ser nos países nórdicos com sistemas muito diferentes. A Espanha, apesar das regiões, teve em 2000 apenas 12% do emprego no Estado (p. 26) e despesas de pessoal em 9,9% do PIB (p. 27) e 43% dos impostos (p. 31). A média comunitária é também inferior. Mais grave é estes indicadores terem descido geralmente nos nossos parceiros, continuando alegremente a subir entre nós.

O acréscimo de 2,9% do PIB em gastos com pessoal face à média europeia (p. 27) significa anualmente uma perda em Portugal de quatro mil milhões de euros. Isso equivale a cinco vezes os estádios do Euro 2004, o dobro do aeroporto da Ota e quase o custo da linha TGV Lisboa-Porto. Este colossal "aumento do peso do rácio da despesa no PIB, no período de 1990 a 2002, é explicado em 31,4% pelo aumento da despesa média [por trabalhador] e em 68,6% pelo aumento do número de efectivos" (p. 25). Os funcionários ganham mais mas, acima de tudo, são cada vez mais.

O retrato podia continuar. O pior de tudo é o que, na sua linguagem neutra, o Relatório apresenta como "acréscimo de efectivos sem justificação visível" (p. 31).

Estes enormes aumentos não tiveram, afinal, resultados.

O Estado, que já era monstruoso e tentacular há 20 anos, hoje esmaga a economia, sem trazer nada de mais. As melhorias de serviço, novos benefícios, ganhos de eficácia são ínfimos face à dimensão dos acréscimos. Por exemplo, nas "remunerações certas e permanentes", "o peso dos ministérios da "Educação, Ensino Superior e Ciência", de 2001 para 2005, passa de 46,3% para 50,9%" (p. 23), anos em que a população escolar caiu acentuadamente.

Assim nem vale a pena falar nos terríveis problemas de regimes, regalias, rigidez dos contratos. E tudo isto vem só das questões de pessoal. Os recursos desperdiçados pela acção desse pessoal, em subsídios injustificados, projectos sem fundamento, burocracias paralisantes, ficam omissos.

A administração pública é muito vasta e diversificada. Existem excelentes exemplos, pessoal dedicado, serviços eficientes. Mas este quadro global, sempre injusto para os casos pontuais, aponta para uma conclusão indesmentível: aqueles a quem o País entregou a gestão dos recursos nacionais usaram-nos, em geral, em seu proveito. Como não são tolos e têm arte, ficaram com a melhor parte.

Um facto significativo vem das enormes dificuldades dos trabalhos da Comissão. Os valores publicados são deficientes, com séries truncadas, números extrapolados, comparações parcelares, usando fontes exteriores, não internas. Se a máquina do Estado é bem definida e controlada, não devia ser tão difícil descrevê-la. Por que razão é tão custoso saber a quantos o Estado paga? Complicado é medir a indústria, o PIB, o investimento nacionais. A nebulosidade em problema estatístico tão linear aponta para a cumplicidade dos serviços nos esforços para disfarçar o descalabro.

O relatório agora publicado revela um escândalo nacional de uma dimensão e profundidade sem comparação. Os responsáveis pela catástrofe são muitos e espalhados por décadas, mas a sua acção conjunta gerou um desfalque do dinheiro dos pobres sem paralelo na nossa História. Supreendente é a apatia e indiferença com que isto foi recebido. Reclamar punições é desadequado, mas ao menos que se evitem repetições. Os actuais agentes do sector, herdeiros deste monstruoso desastre, vão definir o futuro. Pedir-lhes vergonha talvez seja difícil, mas, ao menos, que mostrem algum comedimento e embaraço. "

 

Editado por Antonio Costa da Silva

publicado por alcacovas às 17:09
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TOMÁS MUNITA - FOTÓGRAFO

 

       

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:26
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Domingo, 1 de Outubro de 2006

S. C. ALCAÇOVENSE 1 - S. ANTÓNIO 1

Infelizmente não posso adiantar muito sobre o jogo, estive ausente todo o fim-de-semana.

 

RESULTADOS DA SEGUNDA JORNADA

 

Alcaçovense - Santo António (1-1)

Brotense - Santana (1-2)

Giesteira - Aguiar (3-1)

Viana do Alentejo - Fazendas do Cortiço (3-4)

Arraiolense - Morense (1-2)

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 21:57
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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