Terça-feira, 5 de Setembro de 2006

Uma casa inovadora em Viana

 

OLÁ VIANA

Bar - galeria - casa de chá

Abre ao público no dia 9 de Setembro de 2006.

Situada junto ao Castelo, em plena zona histórica de Viana do Alentejo, foi fruto da cuidada recuperação de uma casa tradicional alentejana.

Será um novo lugar para o convívio e a cultura que se organiza em vários espaços que permitem a realização de diferentes actividades: bar, casa de chá, cafetaria, esplanada, galeria de exposições, artesanato, oficina de tecelagem.

Foi nossa intenção criar um espaço onde se cruzem pessoas de todas as idades e com interesses diversificados, onde possam acontecer momentos de música ao vivo, leituras, conversas sobre temas variados, humor, pequenos cursos, tendo apenas a nossa imaginação como limite.

Foi feita para os habitantes da vila e para todos os que a visitam e apreciam a região e a sua hospitalidade.

Contamos consigo para fazermos um espaço interessante, divertido e onde estejam sempre coisas (novas) a acontecer.

 

Esperamos por si junto ao Castelo, no Largo S. Luís, no dia 9 de Setembro pelas 18 horas. Teremos uma exposição de fotografia sobre Viana e música ao vivo.

 Venha dizer-nos OLÁ…

Parabens e votos de sucesso para a OLÁ que pode ser uma novidade e um desafio para o nosso Concelho.

AC

publicado por alcacovas às 19:55
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RESTAURANTE “PAÇO REAL”

Há algum tempo atrás tive a oportunidade de colocar um post neste blog sobre o Restaurante/Taberna “O Gasolina”. Parece-me que é oportuno falar sobre outros espaços gastronómicos de especial interesse em Alcáçovas, sobretudo aqueles que se encontram inscritos na categoria da restauração.

 

Hoje irei dar destaque ao Restaurante “Paço Real”. Posteriormente irei falar dos Restaurantes “O Rossio”, “Chio”, “O Chocalho” e “O Gaiato”.

 

Logo á partida, quem entra no restaurante “Paço Real” tem a oportunidade de encontrar um espaço de espacial interesse arquitectónico e excelentemente decorado. As belas abóbadas, que só os grandes mestres sabem fazer, apresentam-se como o primeiro traço característico da região, dando um conforto e uma estética notável. Os ferros forjados (trabalhados pelo Zé Café – sua antiga profissão) dão a temporalidade ao espaço, onde parece que o tempo mais antigo ainda permanece vivo. O chão em xisto, os arcos, e algumas paredes com a pedra à vista dão uma forte rusticidade a todo o restaurante. O poço ao centro, devidamente iluminado e protegido, dá a temperatura adequada a todo o ambiente.

 

As peças antigas, devidamente restauradas e colocadas, sem pecarem pelo excesso, dão uma bela imagem ao espaço, reforçando toda a rusticidade que se pretende facultar. A meia carroça e as rodas de carroça com reflexos de espelhos tornam o bar muito atractivo e comprometedor.

 

Em termos gerais podemos caracterizar este restaurante como rústico dentro duma modernidade bastante sofisticada e elegante.

 

Em termos gastronómicos não poderiam faltar as iguarias regionais, as entradas com o pão aquecido, onde se destacam o fígado e a orelha de porco em vinagrete, queijos e enchidos regionais, entre os demais produtos da região.

 

Nos pratos podemos destacar o bacalhau conventual, a carne de porco à alentejana, as belas açordas e todos os pitéus que quisermos solicitar à Maria do Rosário. Se marcado com antecedência dá perfeitamente para acordar qual o petisco pretendido.

 

Em relação aos vinhos, o Zé Café sabe perfeitamente identificar qual a pomada adequada à confecção que está a ser digerida. Se insistirmos, aparece sempre um vinho melhor do que o anterior, daqueles que foi comprado há alguns anitos atrás e que se tem mantido em cativeiro. Provavelmente, um egrégio vinho, próprio dos néctares dos deuses.

 

Para finalizar a refeição, seria imperdoável não comer um Conde das Alcáçovas ou um encomendado Bolo Real das Alcáçovas (assuntos que terão um melhor destaque noutra ocasião). Estas maravilhas da humanidade, que os alcaçovenses tão bem sabem guardar os seus segredos, são relíquias que se podem consideradas como obrigatórias num espaço tão bonito e confortável, como é o “Paço Real”.

 

Como informação, os donos são a Maria do Rosário (cozinheira) e António Luís (internacionalmente conhecido por Zé Café – serviço de mesa e bar). Como assunto tabu, é proibido falar mal do Sporting à frente do Zé Café, evidentemente a maior dificuldade para mim neste espaço.

 

Uma última nota, os preços são (actualmente) bastante acessíveis apesar das dificuldades económicas em que vivemos.

 

Situado na Praça da República, junto ao Paço dos Henriques (onde foi assinado o Tratado das Alcáçovas antes de Tordesilhas – assunto aqui já tratado) e ao Jardim do Paço e Igreja das Conchinhas.

 

Um sítio a não perder.

 

 

António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 16:23
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Festa dos Capuchos

A pedido do meu amigo Nuno Faritas Lobo divulgo com todo o gosto a Festa dos Capuchos 2006 em Vila Viçosa. Recomendo vivamente uma visita a esta maravilhosa festa que se realiza numa das vilas mais bonitas do Alentejo e onde eu sempre fui muito bem recebido. Pois uma coisa não há duvida os calipolenses são um povo hospitaleiro e que fazem com que os seus visitantes se sintam em casa.

 

 

 

 

rmgv

publicado por alcacovas às 15:07
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006

AS RUAS E OS NOMES

Topónimo (Toponímia) – “nome de um localidade, de um lugar, de um sítio (do grego tópos «lugar» + ónoma «nome»)” in Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.

 

A nossa principal tópos tem ónoma, designada de Alcáçova(s) – “fortaleza principal do castelo, presídio, lapa (do árabe al-gaçba «cidadela»)” também retirada do mesmo dicionário.

 

Em Alcáçovas, tal como noutras localidades, temos ruas com nomes (ónoma) que representam algo que tem a ver com a memória das pessoas. Por vezes esses nomes são dados a grandes figuras da localidade ou que se encontram sentimentalmente ligados entre ambas (Rua Dr Aleixo de Abreu, Rua Luís Inácio Paiva, Rua Manuel António dos Santos, Rua Silvério Francisco Sim Sim). Muitas vezes serviram mesmo para prestar grandes homenagens às pessoas queridas do povo.

 

Por vezes, juntam-se grandes figuras da nossa história (Rua Luís de Camões, Tv Padre Américo, Av Alexandre Herculano, Rua Vasco da Gama), ou mesmo, relacionadas com acontecimentos muito importantes da geração de quem os viveu, como por exemplo: mais antigas - Praça da República, curiosamente junto ao principal símbolo monárquico em Alcáçovas – o Paço dos Henriques, ou mais recentes -   Bº 25 de Abril - Rua da Liberdade, Rua 1º de Maio, Rua dos Cravos Vermelhos.

 

Outra forma tem a ver com as direcções que as estradas tomavam: Rua de Évora e Rua de Alcácer.

 

Também frequente era a utilização das profissões ou dos profissionais que lá trabalhavam (Rua do Açougue), ou pura e simplesmente de “coisas” que lá existiam ou existem (Rua do Relógio; Rua do Castelo – nem sequer existem quaisquer vestígios da sua edificação; Rua dos Ciprestes, Estrada dos Barracões, Tv da Fonte, Tv do Forno, Beco do Galinheiro, Tv da Hera, Tv do Hospital, Tv do Lagar do Boi, Rua do Paço, Rua do Outeiro, Rua da Pedreira).

 

Os Santos e os motivos religiosos, como elemento característico do nosso povo, também estão sempre presentes (Rua de São Pedro, Rua de São Francisco, Rua de São Geraldo, Rua da Esperança, Rua de São Sebastião, Tv São Teotónio).

 

Mas a parte para mim mais curiosa tem a ver com as histórias e lendas que se passaram em certas zonas e que vieram a dar nome às ruas, muitas já ninguém sabe porquê. Aqui existem sob diversas formas e com grande imaginação, tais como: Rua dos Sevilhanos, Bairro Fragoso, Bairro do Gazeia, Bairro Chão do Mocho, Bairro da Lage, Gamita, Vale da Rata, Vale de Tanques, Rua dos Aflitos, Rua das Amadas, Tv das Atafonas, Bairro das Colónias, Rua Escorregadia, Rua dos Escudeiros, Tv das Farias, Rua Nova, Rua das Rosas, Rua Rossio Pinheiro, Rua dos Vencedores.

 

Naturalmente, devo-me ter esquecido de algumas ruas e muitos dos becos e travessas que têm o nome de algumas ruas não os repeti.

 

Passados tantos anos, não faz sentido manter algumas ruas sem nome. Por exemplo o Bº onde eu vivo (Bairro Fragoso), já tem tantos anos de existência e ainda se mantêm as Ruas A, B C…. Noutros Bairros, mais recentes, a coisa é mais complexa, nem sequer recebem correspondência.

 

Parece-me que, com imaginação, é possível resolver esta questão.

 

Já agora, quem quiser  explicar o que significam os nomes de algumas destas ruas,  faria um registo bastante interessante.

 

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 13:28
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

Há um ano tudo começou assim;

Somos:

socialistas
comunistas
bloquistas
sociais democratas
democratas cristãos
católicos
protestantes
mulçumanos
Somos pessoas abertas e sem preconceitos. Queremos conversar, discutir tudo com todos sem ferir nem ofender.

 

 

Há um ano atrás, numa animada tertúlia onde se discutia vários temas da actualidade política nacional e internacional, a conversa foi-se encaminhando para a política local. Os pontos positivos e negativos, de uma gestão longa do executivo do PCP. Inevitavelmente a conversa aqueceu pois as opiniões eram diferentes em muitos aspectos, mas num elas eram convergentes Alcáçovas necessitava de uma nova dinâmica, a qual não poderia vir só do poder político, essa dinâmica tinha de vir dos cidadãos do seu empenho nas causas publicas e na necessidade que cada um tem de dar a sua opinião.

Ai deparamos com um dilema, qual a forma de fazer com que a comunidade alcaçovense tivesse uma maior participação cívica e uma maior preocupação com os assuntos relacionados com a sua terra? Ou por outras palavras qual o meio que se podíamos utilizar para chamar as pessoas à discussão e participação cívica.

Todos nós que estávamos sentados em volta da mesa tínhamos plena consciência que embora as tertúlias fossem algo verdadeiramente construtivo, onde as pessoas têm contacto directo umas com as outras podendo dizer aquilo que pensam olhando nos olhos (já para não falar dos laços de amizade que são criados em muitas destas conversas descontraídas mas serias), eram um projecto falhado. Devido à fraca adesão da população e a muitos preconceitos pré formados que dificilmente são ultrapassados.

Ai surgiu a ideia de criar um espaço on line onde todos podiam participar e dar as suas opiniões. Solução: um blog. Algo completamente novo na nossa terra mas há muito utilizados por políticos, jornalistas, etc. para expressarem a sua opinião de uma forma pública sem a necessidade te escreverem para um jornal.

O blog era algo que podia funcionar e assim ficou combinado, iria ser criado um blog o mais rápido possível para onde nós escrevíamos e onde os leitores poderiam dar a sua opinião.

O blog foi criado e logo se iniciou uma longa escalada, pois agora o problema era, o espaço existe mas quem é que o lê? Teríamos de fazer uma campanha de marketing para assim dar a conhecer o espaço. Assim foi cada um disse aos seus conhecidos e os conhecidos de cada um disseram aos seus e assim chegamos ao dia de hoje.

 

É claro que cada um tem os seus sentimentos em relação as mais diversas coisas e que ninguém vive um determinado momento ou espaço da mesma forma, por isso deixo-vos a minha maneira de viver e de sentir este blog.

Ao longo de um ano o blog foi para mim um grande desafio pessoal e intelectual. Fazendo ele parte da minha vida como um experiência única que tive a oportunidade de viver. Escrever para os outros não é o mesmo de escrever no meu Moleskine, tem que se ter cuidado com o que se escreve, como se escreve e para quem se escreve. Ai foi onde eu encontrei os meus grandes contratempos ao longo deste ano, porque sempre escrevi como me apeteceu, sobre o que me apeteceu e sobre quem me apeteceu. É um mal que eu vou levar para a cova, o de dizer sempre o que penso seja essa pessoa quem for, não me inibo de chamar ignorante, burro, cobarde ou seja ou que for a quem o merece, como da mesma forma dou os parabéns e gabo quem trabalha para isso e merece. Com esta minha frontalidade em tratar os assuntos conheci neste blog um tipo de pessoa que eu desconhecia (ou melhor conhecia só de ouvir falar) os cobardes, os reles, os corvos, os fracos ou seja aqueles que não tem coragem para dar a sua opinião dando também a sua cara. Mas com esses estou eu completamente descansado pois nunca irão passar de sobras de Homens. Esses reles projectos de Homens com a sua mesquinhez e cobardia obrigaram a que o blog tivesse os comentários bloqueados pois eram de facto muito desagradáveis e ainda por cima assinados com o nome de pessoas inocentes. Meus caros amigos vejam bem onde estas pessoas chegam! O facto de eu escreve sobre este incidente não revela em nada que os cobardes tenham qualquer espaço neste blog, queria apenas partilhar com todos vós uma das muitas historias que existiram na tentativa de tentar fazer com que este espaço desaparece-se e assim deixar de incomodar, pessoas que não gostam de ouvir a verdade ou de admitir os seus erros.

Mas o blog ganhou dinâmica e continuou a crescer sendo já um ponto de referencia diária para muitos alcaçovenses e não só. Esse facto deu-me animo e faz-me ter uma enorme vontade de continuar com este projecto que é dignificar Alcáçovas, trazendo assuntos a debate que possam melhorar a qualidade de vida de todos os alcaçovenses. Penso que muito (ou quase tudo) ainda esta por fazer.

A recuperação do nosso património histórico, a luta para que Alcáçovas tenha mais e melhores postos de trabalho, a tarefa de fazer de Alcáçovas uma vila agradável que seja atractiva a novos residentes. Todas estas e muitas outras tarefas devem ser consideradas e realizadas. Devemos todos e não só o poder político contribuir para que Alcáçovas, alcance algum do esplendor do seu passado.

Não poderia deixar de escrever este texto sem agradecer aos meus companheiros de blog e a todos aqueles que participam e diariamente visitam e que neste espaço deixam a sua opinião. É por todos eles que este espaço existe e irá continuar a existir. A todos eles o meu muito obrigado.

 

rmgv

publicado por alcacovas às 00:53
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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