Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Consulta Publica sobre o Desenvolvimento Sustentável

1 - Sociedade do conhecimento

Fazer um concurso primeiro a nível regional e depois com os vencedores a nível nacional de cultura geral, e outras vertentes como português, matemática, física e inglês (se possível e preferencialmente as áreas passíveis de serem laureadas com um Nobel de forma a criar pessoas com potencial para os vencerem e assim divulgar o nosso pais) de modo a estimular os alunos a serem melhores e o gosto pela vitoria. As equipas seriam constituídas pelos melhores alunos e escolhidos pelos professores. Para ver quem são os melhores, os alunos com o intuito de serem os melhores serão melhores do que seriam se não houvesse concorrência, o concurso tem de ter uma forte publicidade e marketing de modo a tornar-se muito apetecido. Faze-lo ao nível primário, básico, secundário e superior. O concurso devia ser organizado por uma federação a constituir entre as escolas que serviria depois como uma base de comunicação de modo a existir uma grande cooperação, pois devemo-nos juntar e unir para combater a concorrência externa

Generalização da plataforma moodle disponível em www.moodle.org

Criar um ranking de escolas (primário, básico, secundário, profissional e superior) funcionários, alunos e professores e discriminar positivamente os melhores e ajudar os piores

Os estabelecimentos de ensino devem ter prémios mensais e anuais a atribuir aos professores e alunos de modo a incentiva-los a trabalhar melhor (Professor do Mês, Aluno do Mês, Professor do Ano, Aluno do Ano, deve-se dar-se este premio por áreas cientificas, Melhor Professor do Mês de Português, etc. pois um professor de português não pode concorrer com um de matemática), a federação de estabelecimentos de ensino proposta no 1 ponto, seria depois responsável pela atribuição dos prémios a nível nacional

Ensino orientado para o pragmatismo

Divulgar fortemente nas escolas secundárias o programa de "erasmus" que existe, pois não nos encontramos mais em Portugal mas sim na Europa

Introduzir inglês (pelo menos uma introdução e ou conceitos) na primária o mais cedo possível

Criar uma Universidade para reformados, todos sabemos que a maioria dos reformados não sabe o que há-de fazer, depois de uma intensa vida e com um curso ou formação eles ainda teriam muito para oferecer à sociedade, pois já têm um ponto de vista diferente sobre a vida, podiam ser com uma certa incidência em cursos de artes já que é um dos objectivos do governo e que seria mais fácil para eles adquirirem, pois só não existem mais pessoas reformadas a estudar nas universidades pois não se sentem bem entre os jovens e com razão pois são discriminados e enxovalhados

Portugal devia ter nas suas embaixadas uma pessoa (excelente) que estivesse encarregue de seguir a tecnologia e economia desse país principalmente os mais avançados e assim que saísse uma tecnologia que essa pessoa visse que poderia vingar, fazer um relatório e mandar para um centro especializado em Portugal que soubesse como tirar vantagem dessa tecnologia e pudesse antever vários cenários de modo a podermo-nos colar aos países da frente tecnologicamente

Incentivar as escolas a arranjarem patrocinadores, por exemplo ao que fez o iseg ao arranjar patrocinadores de salas e etc.… cada escola deve ver qual o potencial empregador dos seus alunos para pedir parceria a este, pois sairiam ambos beneficiados


2 – Crescimento sustentado, competitividade à escala global e eficiência energética 

Criar gabinetes de apoio (incubação) dentro das universidades para desenvolvimento de negócios e angariar parcerias com empresas

Não se pode fazer tudo pelo incentivo fiscal, senão corre-se o risco de acontecer no futuro o que acontece agora, quando os incentivos acabam começam as deslocalizações, tem de se apoiar projectos de sejam desejados pelo mercado mesmo sem subsidio e incentivos fiscais, a melhor maneira de incentivar as empresas e fazendo com que os seus trabalhadores sejam os mais produtivos e é aí que deve residir a nossa atenção, na educação e na formação

Inculcar na nossa sociedade o conceito de benchmark (comparação com mesmas áreas de negocio) e benchlearning (comparação com outras áreas de negocio com as quais se podem extrair procedimentos importantes para o nosso negocio), mas não se pode ficar pelo comparar, depois de comparar é preciso agir

Não vale a pena tentar competir com o Brasil, Rússia, Índia e China, pois eles vão ser capazes de fazer mais, melhor e barato, temos antes de pelo contrário estudar o que eles estão a fazer, tentar compreender os desejos dos consumidores e dar-lhes o que eles não lhes podem dar. Isto é incentivar que as empresas o façam.

A consolidação orçamental deve ter como objectivo um saldo orçamental excedentário de forma a ir pagando a divida publica de maneira a que possamos acabar com ela. Isto seria um sinal de grande credibilização do país em todo o mundo.

Portugal deve tirar o máximo proveito das suas embaixadas, convidar as multinacionais de cada país onde tiver embaixadas para ir acompanhando o desenvolvimento do país afim de captar IDE. As embaixadas devem ser pontos estratégicos e “portos” para a API, ICEP, AdL

O estado deve dar o exemplo e a partir de agora devia de comprar apenas carros híbridos, não se pode resumir ao Ministério do Ambiente

Devemos ser sempre os primeiros a transpor as directivas comunitárias de modo a andarmos sempre um passo à frente, pois se nos habituarmos primeiro às novas regras de mercado podemos tirar partido disso, normalmente o primeiro tem sempre vantagens

3 – Melhor Ambiente e Valorização do Património Natural

Os edifícios a construir sobre a falha tectónica que se encontra sob Lisboa e Vale do Tejo devem ser preparados para sismos de grandes magnitudes e ser rigorosamente inspeccionados

Devem existir grupos de trabalho especiais (é que se já existem, não mostram resultados satisfatórios), para no Inverno preparem o combate aos incêndios de verão, e no verão prepararem o combate às cheias no Inverno, prevenindo, poupa-se e depois pode-se aplicar estes recursos escassos onde forem mais necessários.
Quem lê diariamente os jornais de teor económico sabe que as principais empresas de turismo já se estão a virar para a costa alentejana, temos de tomar as devidas precauções para que não se cometa o mesmo erro que no Algarve, para que o crescimento não seja desordenado e que não provoque uma tão rápida erosão da costa

Estamos a fazer agora o que muitos países fizeram à 20 ou 30 anos atrás… “3. Criação de um pólo de ensino, investigação e de serviços na área da engenharia do petróleo, nomeadamente para a apoio à exploração offshore, por exemplo na bacia energética da África Ocidental. “, Precisamos é de fazer coisas novas, apostar em outro tipo de energia, acompanhar o que os países mais desenvolvidos fazem actualmente e não o que fizeram à umas décadas atrás, necessitamos de prever o futuro e não viver no passado.

Em relação à pesca, é de notar que a pesca desportiva é muito mais economicamente viável do que a pesca normal, segundo estudos, um quilo de peixe na pesca desportiva vale 150 euros enquanto que na normal esse mesmo quilo vale não mais do que 5 euros, devíamos de fazer de Portugal o maior centro internacional de pesca desportiva, (merlins, por exemplo…)

Acompanhar no Brasil a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar para meio combustível, se possível firmar parcerias nesta área


4 – Mais equidade, igualdade de oportunidades e coesão social

Flexibilização do mercado de trabalho

Incentivo para a criação de um verdadeiro mercado de arrendamento habitacional que permita uma forte mobilidade em Portugal, não perdendo de vista a Europa (importa referir que uma flexibilização do mercado habitacional de arrendamento sem uma flexibilização do mercado de trabalho, não terá impacto algum!)

Incentivo ao voluntariado dos jovens universitários, pode passar pela preferência na contratação para a administração pública, de quem tenha prestado este serviço…

Coordenar em parceria com as autarquias um projecto de promoções das maiores cidades portuguesas, aproveitando uma particularidade dessas cidades e explorando até aos limites, e fazer parcerias com cidades gémeas europeias e resto do mundo

Incentivar a reconstrução de aldeias e criar um roteiro turístico rural.
5 – Melhor conectividade internacional do país e valorização equilibrada do território

Maior e melhor integração e complementaridade dos transportes, particularmente os de cariz urbano

Criação de um centro logístico em Portugal, na Europa central, América central, Africa central e Ásia central (dando preferência primeiro, onde existam um forte sistema de transportes), e criar um forte sistema de transportes entre eles de forma a que as nossas exportações cresçam exponencialmente

“Instalação de equipamentos pesados de entretenimento em áreas metropolitanas, que integrem uma forte componente de realidade virtual e de outras técnicas inovadoras de animação e funcionem como pólos de atracção externa.” (muito bom mesmo, excelente projecto!)

Sempre que se fizer um projecto em Portugal, o mercado a considerar não deve ser o português mas sim o europeu, é altura de assumir o risco e triunfar

“Qualificação de periferias.” (com carácter de urgência!)

Todos os projectos a realizar devem ter em conta a funcionalidade para pessoas com qualquer tipo de deficiência

Quando houver algum projecto a implementar a nível nacional, deve-se proceder a um teste piloto numa cidade do litoral e outra do interior para prever os resultados, não se pode avançar com a implementação de todo o projecto a nível nacional e depois voltar atrás, tem de existir uma grande eficiência na gestão dos recursos escassos

Apoios às regiões menos desenvolvidas, como se faz com a isenção das scuts no interior até que todas as regiões estejam equilibradas, de modo a não existir uma tão grande afluência para as cidades do litoral, forte apoio às regiões do interior (apesar de lá não existirem tantos votos, de forma a atrair pessoas das cidades para lá)


6 – Papel activo de Portugal da construção europeia e na cooperação internacional

A educação e formação em Portugal deve ser a mais sólida do mundo de modo a criar líderes, que depois possam assumir as mais diversas responsabilidades nas mais diversas organizações internacionais, isto podia passar pela criação de uma universidade de excelência em Portugal preparada para pós-graduações (mestrados, doutoramentos, etc.) para os melhores alunos.

Oferta de cursos de mandarim e cultura chinesa (de grande qualidade) na universidades

Forte cooperação (aliança) governamental com o Brasil, aproveitar Portugal como ponto de ligação da Europa ao Brasil, se nós soubermos como mais ninguém como o Brasil funciona, teremos vantagem comparativa, e “terão” de passar por nós para chegar ao Brasil

Dar forte ênfase à questão da Educação em Cidadania!

Dar espaço a pessoas que demonstrem grande criatividade e inovação

Acompanhamento dos países mais desenvolvidos (especialmente norte da Europa) para futuras lições, por exemplo na Suécia já se fala em “nacionalizar” a produção de electricidade! (talvez se deva prestar atenção à regulação deste sector para que não aconteça o mesmo em Portugal) É preciso estar sempre um passo à frente, temos de ter peritos nas “embaixadas” capazes de criar relatórios válidos para o governo.

Apostar definitivamente no turismo sénior!


7 – Administração Publica mais eficiente e modernizada

O governo devia privatizar 49% da CGD, e cotá-la em bolsa (para promover a eficiência), mantendo sempre os 51% desta e o controlo total. De forma a dinamizar o mercado de capitais nacional. Devendo proceder da mesma forma relativamente a empresas que queira controlar.

“Um Estado mais forte e eficiente que prossiga os interesses gerais, que seja menos produtor directo, mais regulador e mais fiscalizador” (apoiado! Forte regulação e fiscalização que dê azo a uma forte concorrência, dar confiança aos agentes económicos)

Erradicação da corrupção

O governo deve utilizar o benchmark e o benchlearning (a nível internacional) como ferramentas da sua gestão

Primazia ao concurso publico!

Forte regulação no sector media com particular importância a TV (forte não é em quantidade mas sim em qualidade) A TV como meio de informação privilegiado pelas pessoas não pode ir baixando de nível cada vez mais, recorrer aqui ao benchmark!

Se houvesse uma regionalização, as zonas teriam uma maior importância, será que isso atrairia melhores políticos a nível regional e local?

Inculcar a meritocracia no nossa Sociedade!

Em relação à empresa na hora é uma óptima medida no entanto como podemos constatar, as empresas que se registam lá são maioritariamente “cafés”! É necessário tomar medidas estruturais!

Incentivar as PME a cotar em bolsa, pois é um passo importante para a internacionalização destas

“Controlador Financeiro em cada Ministério” (e nas autarquias? Não seria também boa ideia?)
As “escolas”, hospitais, e tribunais, devem ter um gestor profissional, como pode um professor de filosofia, ou um medico ou juiz conduzir uma Universidade, Hospital ou Tribunal? O reitor pode continuar, mas em jeito de “presidente”, em relações publicas, enquanto que o gestor estaria encarregado da gestão diária da Universidade, tal como nos Hospitais e Tribunais, e preciso libertar este profissionais para as funções que melhor exercem, cada um onde é melhor!


PS: é bom ver (a olho nú) que o nosso País se está a desenvolver e que podemos contar convosco. O mundo não é estático é muito dinâmico, e precisamos de pessoas mais dinâmicas acima da média, para que possamos acompanhar e ultrapassar o pelotão da frente. A educação deve ser a máxima prioridade! Enquanto construímos estradas a Irlanda apostou no capital humano, da educação e na formação, e agora constroem estradas gerindo muito melhor os recursos! A formação das pessoas à frente de tudo! (logo a seguir à saúde, pois não se pode se tão produtivo se estivermos doentes, por isso deve ser um objectivo do governo aumentar a esperança de vida para a mais alta do mundo, visto que temos um bom sistema de saúde elogiado em muitos relatórios internacionais!). Agora que estão definidos o que é preciso fazer, não se pode ficar por aqui! Tem de se passar ao como fazer, e depois ao fazer!

Dario F. Ruivo
Estudante de Economia da Universidade de Évora
L19900@alunos.uevora.pt

Este artigo encontra-se também disponível no Blog Economia SGPS, SA.

 

rmgv

publicado por alcacovas às 01:33
| comentar
6 comentários:
De alcacovas a 22 de Novembro de 2006 às 15:22
O artigo do Dario Ruivo é quase uma tese. Pelo menos um inventário de problemas nacionais.
São tantos os problemas e tão importantes que se torna difícil discutir ou comentar o que acabei de ler.
E ler uma vez não chega.
Poderíamos dividir o artigo em causa em partes, por áreas e começar a discutir.
Há tanto para dizer, para confrontar, para analisar. Sobretudo para participar. Para aperfeiçoar a democracia que temos.
Temos que exercer e defender os nossos direitos como cidadãos da Republica.
Para já deixo aqui uns breves apontamentos.
O artigo ou o seu autor vai ser apelidado, por algumas pessoas, de elitista, de direita, etc.
Nada de competição, nada de distinguir uns dos outros. Todos são iguais ou deviam ser. Portanto alinhemos tudo e todos pela mediocridade.
Como é que um país altamente burocratizado pode erradicar a corrupção?
Quanto a competir com as grandes potências económicas do futuro (de onde retiraria a Russia), só temos um caminho: ser, fazer diferente. Inovação e qualidade. Competição interna, mais esforço, mais empreendorismo.
Menos Estado, mas melhor Estado.
Um Estado "especializado" em ser estado e deixar de andar a dirigir negócios sem competência, sem eficiência, sem produtividade.
Um Estado que se preocupe com os grandes problemas, que estimule, incentive, regulamente, e, sobretudo, que vigie e controle.
Por agora vou parar e ler com mais atenção o DR.
Prometo voltar.
AC
De João Pereira a 22 de Novembro de 2006 às 16:00
Caro Ricardo
Com alguma frequência, dou uma espreitadela a este blog que aborda assuntos da minha terra e, é nessa espetactiva, que lhe dedico algum do meu tempo, sempre na esperança de encontrar novidades, coisas boas que me alimentem o ego de Alcaçovense e atenuem o desgaste natural das ocupações profissionais que nos desgastam o dia a dia.
Embora reconheça a importância das questões económicas, possívelmente a mais importante das ciências para a sociedade actual, não deixo de reparar na enorme aptência para nos presenteares com artigos da especialidade, certamente (óptimos) do ponto de vista académico, mas, em minha opinião, pouco acessíveis à compreensão da maioria do público frequentador deste blog (universo onde me incluo). Refiro isto porque, salvo raras excepções, nunca assisti a qualquer discussão sobre o tema.
Não resisto, no entanto, a tecer algumas considerações sobre uma das questões afloradas no artigo do Dario Ruivo que foca a problemática da competitividade.
De facto, para qualquer estudante de economia, é ponto assente, até porque vem nos compêndios e manuais da disciplina, com exemplos devidamente testados, fórmulas matemáticas etc. que na competitividade entre as pessoas e sociedades reside um dos segredos da riqueza e do sucesso. A fraqueza de uns apresenta-se por isso como o sucesso dos outros, porque como sabes não nascemos todos com as mesmas qualidades ( somos diferentes) e a sociedade actual atribui-nos um rótulo,( burros, espertos, inteligentes, malandros etc.) consoante as nossas menores ou maiores apetências para as questões relacionadas com a produtividade e a riqueza.
Caro Ricardo, para haver uns com muito dinheiro, monopólios, grandes fortunas etc., terão que exisitir sempre outros com menos, ou até sem nenhum porque, senão, a competitividade não existiria e, sem ela, lá iam por água abaixo todas as teorias produzidas pelos académicos.
Não sendo contra a competitividade (com conta peso e medida), até porque a entendo como um incentivo ao progresso e a considero como traço indissociável da natureza humana, parece-me um exagero potenciá-la como a chave de todas as virtudes.
Deixo-te apenas algumas questões por agora, (pedindo-te desculpa por ser um ignorante nestas áreas e estar a meter o bedelho) para tua reflexão e, caso o entendas, me dês alguns esclarecimentos:
- O que pensas dos danos ambientais (de que ainda não se conhece a verdadeira dimensão) provocados no nosso planeta pelos países ditos desenvolvidos, nos últimos 50 anos, onde a competitividade naturalmente conduziu à optimização dos meios de produção e gerou um manacial de riqueza. Será que se fosse possível contabilizar a riqueza gerada, a mesma chegaria para reparar os danos provocados?.
-E o número de pobres (cada vez mais pobres) que podemos contabilizar em todo o mundo, em contraste com uma minoria dos cada vez mais ricos. Será que é uma tendência para ser invertida?.
-E o papel caricato que os mais ricos fazem junto dos mais pobres, dando-lhes os restos e as migalhas dos seus enormes lucros. Não vislumbro no artigo do teu colega Dário e noutras teorias similares qualquer indicador que me sossegue ou induza no pensamento de que progressivamente as instituições humanitárias vão acabar por não serem necessárias, porque todos vamos ter o indispensável para ter uma vida digna.
-E o individualismo para onde a exceciva competitividade nos conduz. Será que o homem deixará de ter a necessidade de se socializar?
-Passará a ser possível enriquecer fechado dentro de uma casa, rodeado das ferramentas que a moderna tecnologia nos fornece, sem conhecer o rosto dos que nos dão a riqueza.
Sabes Ricardo, eu sou da área das humanidades e preocupo-me muito com as pessoas, as relações humanas, os afecto, as emoções, no fundo, os sentimentos geradores da vida que receio nos estejam, aos poucos, a ser castrados.
Embora respeite todas as áreas do saber, onde óbviamente incluo as Ciências Económicas, o homem será sempre, para mim, mais importante que todas as teorias académicas mesmo que sejam prémios Nobéis.
Um abraço

João Pereira




De rmgv a 22 de Novembro de 2006 às 16:33
Caro João Pereira

Agradeço o seu comentário, e deixou-lhe aqui a promessa que assim que tiver uma janela de tempo lhe responderei as suas questões que são interessantes e que sem duvida alguma merecem resposta.
Mas deixe-me falar um pouco sobre os artigos que eu escrevo ou que eu publico aqui muito embora não sejam redigidos por mim.
Quando surgiu a ideia de criar estes espaço a matriz de criação foi dar voz a Alcáçovas e a todos os alcaçovenses que concordando ou discordando com o que aqui se escreve quisessem participar e deixar a sua opinião. Com toda a humildade posso dizer que esse objectivo foi cumprindo e hoje o “Alcacovas” é um local de referência diário para centenas de pessoas (alcaçovenses e não alcaçovenses) espalhados por os mais diversos locais.
No entanto este espaço é uma janela aberta onde cada um escreve sobre aquilo que mais lhe dá prazer e que pensa que pode interessa aos nossos leitores, tendo sempre como objectivo principal Alcáçovas, as suas gentes, os seus costumes, o que de melhor se faz por cá. Mas isso não impede que se escreva sobre outros temas. Ora isso é o que eu faço quando escrevo sobre economia. Mas meu caro amigo, respeito muito a sua opinião mas eu não escrevo nem nunca escrevi para que isso se reflectisse no número de comentários aos meus posts.
Escrevo sobre economia porque essa é a minha área de estudo e olho para ela não como uma ciência impessoal que só preocupa com a maximização do lucro, mas como uma ciência que deve estar ao serviço das pessoas dando o seu contributo para melhorar as suas condições de vida, o seu bem estar, etc.
Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Vinagre
De Dario F. Ruivo a 22 de Novembro de 2006 às 20:43
caro joão pereira, tem toda a razão, o que realmente interessa são as pessoas! foi por isso que qdo entrei para a universidade um prof. nosso disse que não estivessemos a pensar enriquecer por estarmos a estudar economia, pois economia trata sobre o bem-estar...

acho tb que quem quiser ter o direito de me atacar tem pelo menos o dever de ter o trabalho que eu tive de ler as muitas páginas desta consulta pública

gostava tb de realçar que esta consulta é para o território nacional (alcaçovas incluída)

e caro joão a fome e pobreza que o preocupam tanto, o que já fez para acabar com isso? eu estou inscrito no programa de voluntariado da ONU para qdo acabar o curso este ano, ir fazer voluntariado por 1 ou 2 anos em africa ou na ásia, aconselho a quem quiser faça o mesmo, em vez de ficar em casa a ver tv, e nas horas vagas falar destes problemas

abraço a todos

p.s. o artigo está um pouco mal formatado e aconselho a reformaterem o artigo ou a lerem no blog no final do artigo indicado para uma melhor compreensão.

De joão pereira a 23 de Novembro de 2006 às 16:29
Caro Dário
Não entenda, por favor, o meu comentário como um ataque. Antes pelo contrário, concordo em grande parte com seu artigo que foca muitos dos males que afectam a nossa economia (apresentando inclusivamente soluções para os problemas) e não me veja tão ignorante ao ponto de não perceber que é necessário
acompanhar as leis de uma economia à escala global.
Tentei apenas manifestar a minha preocupação com possíveis excessos de competitividade, que, embora com boa intenção, nos podem por vezes conduzir a caminhos mais sinuosos.
Temos, infelizmente, na história recente da humanidade, exemplos de conceitos para sociedades perfeitas que nos conduziram a verdadeiras catástrofes.
Tive o cuidado de dizer, no meu comentário, que sou ignorante em questões técnicas das ciências económicas, pedi desculpa por meter o "bedelho" e apenas deixei algumas questões que me preocupam para reflexão.
Devo dizer-lhe, no entanto, que no meu conceito de competitividade cabem todas as opiniões, desde que não sejam ofensivas ou mal educadas, mesmo sendo emitidas por não especialistas
No que se refere ao voluntariado, saiba que tenho dedicado muito do meu tempo a causas sociais.
Desejo que termine o seu curso com brilhantismo e que concretize os desejos expressos quanto ao trabalho de voluntariado. É fundamental complementarmos os conhecimentos adquiridos na Universidade com a experiência prática do dia a dia. há até quem chegue a mudar de opinião e conceitos que anteriormente considerava com dogmas.
Cumprimentos e mais uma vez parabéns pelo seu excelente artigo.
João Pereira

De Dario F. Ruivo a 5 de Dezembro de 2006 às 22:21
hora de agir: http://www.ucma.gov.pt/index.php?option=com_content&task=section&id=15&Itemid=70&lang=pt

se participarem nas consultas publicas têm todo o direito do mundo, depois em reclamar...

agora não reclamem sem nada fazerem...

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