Domingo, 12 de Maio de 2013

Que futuro?

O artigo que segue não é uma declaração pessoal. Mas o autor retrata bem um pouco do que penso ser hoje o nosso cenário político.

 

" Num mundo de grandes indefinições, numa volatilidade global jamais vista, Portugal continua a assistir a uma degradação política, e dos seus representantes políticos, difícil de definir e, principalmente, difícil de ajuizar! Desde há muito que visionáramos que o Jogo da Política, porque efectivamente se trata de um jogo, é o meio de sobrevivência para aqueles que do quase nada, impreparados, sem experiência de vida e de gestão, se agarram que nem lapas ao poder, que nem os porcos do best seller “The Animal Farm”, a um poder que tudo lhes dá, delapidando tudo que os rodeia, ao abrigo da democracia, de uma retórica doentia, que tudo tem justificado.

Mas não nos iludamos, também nós somos grandes culpados, como sociedade dos cidadãos, elites do conhecimento e da práctica das dificuldades da gestão, que comodamente nos temos mantido, expectantes, na nossa zona de conforto. Chegou o tempo de darmos um passo em frente e ajudarmos o nosso Portugal a sair do buraco. A ACEGE é um exemplo disso, com dedicação competente, verdadeira, humana e voluntariosa vê, e não será por acaso, a sua associação em crescendo, de notoriedade, em participação activa, em focalização de temas fundamentais, bem como em número dos seus membros, num acréscimo de Líderes Empresariais jovens significativa!

É tempo de parar para pensar, questionarmo-nos sobre qual a Legitimidade do Estado e do Poder Político, focalizando as nossas acções nos Temas Dramáticos a que Todos os nossos políticos da governância nos levaram, TODOS, e que sintetizamos:

Eis o resultado actual a que O Jogo da Política à Portuguesa nos trouxe:

  • Desemprego = 930.000 Pessoas = 18% e a crescer = 55% sem apoio social!
  • Pobreza = 2.600.000 Pessoas = 26% e a crescer!
  • Família = atacada sem precedentes, de forma cega, sem futuro!
  • Valores = os princípios estruturantes da sociedade, na lama!
  • Pessoa Humana = como ponto-chave de uma constelação que se deseja virtuosa, onde a dignidade da Pessoa Humana tem que ser o centro, esquecida pelos socialistas e sociais-democratas Portugueses, que de forma errática trocam a Pessoa pelo seu interesse Pessoal e dos Números!

Estes são os Dramas que assolam Portugal e para onde Todas as energias devem ser focalizadas num esforço colectivo, com as Elites do Conhecimento a liderarem um processo de renovação para Portugal. Devemos igualmente juntar um outro elemento, fundamental para o acreditar, o da VERDADE. Só com VERDADE será possível a mobilização de uma sociedade perdida, que não esqueçamos continua em pré-falência, mas onde muitos Líderes Empresariais mostram o caminho a seguir, como o exemplo titânico e positivo das exportações. E só por aqui, pela economia real, poderemos reformar, criar empresas e assim cria emprego. Tudo com que, e de reforma doentia, os políticos nos bombardeiam diariamente está fora da realidade, querem encobrir as suas incapacidades de gestão, manter as vaidades e principalmente não perder as suas “vantagens”, para si e para os seus pares, correligionários das cadeias partidárias.

A troika aponta claro para as reformas estruturais, de onde os políticos, TODOS, tentam fugir como o diabo da cruz, já que sabem que isso significa a destruição de parte do seu “habitat” natural de distribuição de “pelouros” (vulgo tachos). A troika desde o primeiro dia em que falou aos Portugueses que afirmou, e vem afirmando, duas coisas:

  • Portugal é um país sem competitividade interna.
  • As reformas estruturais serão fundamentais para o sucesso do programa.

Pergunto-me? Por que motivo estes dois importantíssimos pilares foram sistemáticamente adiados, pela governância e pela oposição dos socialistas que, não esqueçamos, nos trouxeram até aqui. A resposta é clara, porque se desejarmos um Portugal novo, com modernidade estrutural, temos que retirar o estado da economia e isso traduz-se na redução de “lugares disponíveis” para a satisfação das cadeias partidárias, ou não será?

Os tempos são difíceis, e vão continuar difíceis por muitos anos, mas há luz ao fundo do túnel, desde que a sociedade dos cidadãos assuma a sua responsabilidade, numa Visão de Estratégias de Verdade, como pela saída do Estado da Economia, privatização das empresas públicas deficitárias (nossos impostos), pela reforma da lei eleitoral, pela responsabilização política e dos políticos, pela redução urgente do parlamento, pela fiscalização real aos “sinais exteriores de riqueza”, pela construção de uma sociedade focalizada na Pessoa Humana e na sua Dignidade.

ACEGE – Núcleo do Porto "

 

AC

publicado por alcacovas às 14:32
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