Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Bengalinha Pinto, um candidato, um projecto, um voto!!

 

 

 

Este texto foi devidamente ponderado por todos os motivos que exigem serenidade e reflexão no apoio a um candidato, mas sobretudo por fazê-lo a alguém que foge significativamente à minha matriz ideológica. Acresce neste âmbito que um candidato autárquico é muito mais a pessoa, a equipa e o projecto do que o apoio partidário que traz na sua rectaguarda. No caso de Bengalinha Pinto, da sua equipa, do seu mandato em curso e da sua já anunciada recandidatura o trabalho desenvolvido e o projecto apresentado falam por si e são naturalmente e inequivocamente um estímulo para mim enquanto cidadão no desafio autárquico.

Sobre a candidatura de Bengalinha Pinto como independente apoiado pelo PS, apraz-me dizer que em boa hora Viana do Alentejo contou com este gestor autárquico. Confesso que o conheci após a sua vitória nas autárquicas de 2009, mas esse conhecimento foi-se consolidando, transformando-se numa amizade e profunda admiração por todo o trabalho desenvolvido em prol do concelho e igualmente pela estratégia que gizou para o seu futuro. O que vinha de trás era um bafiento executivo comunista que teimava em abrir as portas do desenvolvimento ao concelho, fazendo meras obras de regime, muitas delas completamente desnecessárias e inoperantes apenas para marcar um cunho do seu mandato com obras faraónicas de betão. Criou muitas infraestruturas de lazer para jovens quando o que este concelho vinha precisamente perdendo era a aposta no futuro e nos seus jovens. Não vale a pena construir uma casa pelo telhado e Bengalinha Pinto preocupou-se e ainda se preocupa em criar condições para que a economia local seja revitalizada e que a iniciativa privada seja bem-vinda e próspera dando desta forma melhores bases para um futuro sustentável do concelho. Não lhe interessa o oportunismo de ter a sua edilidade como o principal empregador do concelho, nem o populismo e a tentação de acatar as solicitações de inúmeras associações e entidades locais como forma de comprar a posteriori o seu apoio eleitoral, como foi sendo regra no passado. Criou uma vasta plataforma de entendimento e de discussão sobre a economia local (GADE), estimulou a parceria entre associações para rentabilizar os seus horizontes, redimensionou iniciativas criadas no passado, mas adaptadas às novas exigências económicas, apostou na melhor qualificação técnica e na informação dos seus munícipes, aprofundou a sua aposta nas actividades lúdicas e culturais rentabilizando os espaços concelhios para o efeito, empreendeu um massivo apoio de âmbito social, também este resultado directo da crise que se atravessa, criou marcas âncora para o concelho como são disso exemplo os chocalhos das Alcáçovas e a olaria de Viana do Alentejo, prossegue a indispensável renovação das infra-estruturas básicas de saneamento, apropiou-se como devido interesse do projecto do Paço dos Henriques e prepara-se para finalizar umas das mais importantes ferramentas para o desenvolvimento do concelho que é o PDM de Viana do Alentejo. Admito que não foram ainda alcançados os melhores resultados possíveis ou desejáveis, no entanto acho que é este o caminho, trilhado com seriedade, ponderação, trabalho e muita esperança no futuro do concelho. E assim Bengalinha Pinto vai seduzindo muitos cidadãos e eleitores como eu que, ao contrário do vetusto passado, ignorou as tentações megalómanas e estéreis apostas, para dar uma real dimensão ao concelho e aos seus horizontes futuros.

Se há alguma área onde gostaria de ver o executivo de Bengalinha Pinto apostar mais na área económica era sobretudo no apoio à actividade agrícola pela sua importância no desenvolvimento económico local e da empregabilidade no concelho, bem como na área do turismo e, neste segmento no turismo cultural pelas quase inesgotáveis oportunidades que há para desenvolver e rentabilizar em prol de um desenvolvimento sustentável. A aposta na área da Cultura será algo que irei desenvolver mais adiante, pela importância estratégica que julgo que poderá vir a ter no estímulo ao turismo e consequentemente à economia local.

Dito isto, não gostaria de terminar sem fazer um apelo às estruturas locais do PSD e CDS-PP para que se unam verdadeiramente em prol do concelho e nesse diapasão, reconhecendo o bom trabalho desenvolvido pelo actual executivo e admitindo igualmente que será muito difícil reunirem algum candidato que possa ombrear com Bengalinha Pinto, encetam um apoio conjunto à sua candidatura dando uma cabal demonstração de seriedade e objectividade em política, actualmente tão gastas pelas duvidosas opções dos nossos dirigentes político-partidários. Sou democrata-cristão e não me custa nada apoiar desta forma uma candidatura que me parece séria, determinada e sobretudo capaz de dar ao concelho um novo rosto, preocupada com a fixação de gente no concelho, com o estímulo à economia, da qualificação e educação dos seus munícipes e de uma solidariedade social para com quem mais necessita. Neste momento não me parece oportuno, nem justificável sequer que existam candidaturas provenientes do espectro político da Direita em Viana do Alentejo, pelo trabalho desenvolvido pela actual equipa e até pela eventualidade do voto útil utilizado na candidatura de Bengalinha Pinto para fazer face a outra forte candidatura proveniente do PCP poder dar resultados residuais e desoladores para as possíveis candidaturas de CDS-PP e PSD.  Assim, exorto os responsáveis políticos a medirem bem as virtudes de novas candidaturas, quando neste momento existe já uma fortíssima opção, espelhada em Bengalinha Pinto, um candidato, uma equipa e um projecto!!

 

 

 

Frederico Nunes de Carvalho

publicado por alcacovas às 01:07
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6 comentários:
De peixebanana a 16 de Abril de 2013 às 16:19
Faço minhas as tuas palavras tirando o democrata cristão, sou só democrata.
Muito boa a tua analise, penso que a consciência do voto já existe no nosso concelho e que o Bengalinha vai reforçar a sua maioria. O carisma não nasce do nada, o trabalho comprova-o.
De Anónimo a 16 de Abril de 2013 às 16:55
Também sou do PSD e apelo ao Drº. Costa da Silva que coloque os interesses do concelho que o acolheu à frente dos interesses partidários.
De Anónimo a 17 de Abril de 2013 às 12:38
Nada de novo neste post.
Apenas sugere que seja formalizado aquilo que sabemos é e tem sido a pratica desde o ultimo processo autárquico. O PSD e o CDS desapareceram. Estão dentro do PS. Qual a surpresa?
Ao olhar para o País não é o mesmo que está a acontecer? Não são estes os partidos da TROIKA que nos estão a esmagar a todos? São.
Este post limita-se a propor para o nosso concelho o mesmo que tem sido feito ao País, e os resultados são os que todos sabemos. Eu por mim não quero mais, obrigado.
De Anónimo a 17 de Abril de 2013 às 23:05
Outro dia fui, com a minha santa, a uma manifestação em Évora. Há bem mais de trinta anos que não embarcava num evento desses.

Da última vez tinha ido a uma manifestação ao Terreiro do Paço em Lisboa. Vinte minutos depois de termos chegado os nossos colegas, delegados sindicais, eclipsaram-se e só voltaram a aparecer três horas após a manifestação ter terminado. Vinham completamente absintados e com um cheirinho a perfume barato. Tinha sido pai pela segunda vez há pouco tempo - disse para mim: ná, não estou para aturar isto, vou mas é fazer a revolução lá para casa.

Lá estava eu então, na Praça do Giraldo, a malta toda a reivindicar a saída da troika e outros lugares comuns do género, para a época. Coelhos, pendurados pelo pescoço em forcas, gente chateada, sim via-se que a malta, tal como eu, estava chateada.

Cruzo-me então com um amigo e companheiro de outras batalhas que por acaso passava por ali. Admirado de me ver naquelas lides, gozão, começa a entrar comigo chamando-me à atenção para o género de pessoas que estavam na manifestação. Olha, disse-me ele, aqueles ali trabalham na Comissão de Coordenação, o grupo ao lado são todos trabalhadores da Câmara, os outros, ao pé do orador são professores. E prosseguiu, os que empunham cartazes, é tudo malta do Partido Comunista, aquele é médico, o outro advogado. Não está aqui um único gajo que ganhe menos que oitocentos euros ou um reformado daqueles dos duzentos e cinquenta por mês.

Queremos a nossa vida de volta! Há muito que sabíamos que vivíamos uma mentira, mesmo assim, como num passe de mágica, queremos a nossa vida de volta. Mesmo sabendo que não produzimos riqueza, queremos continuar a ostentar no facebook as férias em Acapulco, mudar de carro de três em três anos, ter sempre o último iphone, viver a crédito Parece que ninguém está disponível par mudar de vida. Como ouvi outro dia a alguém: deixem-me estar em negação enquanto puder.

Mas os ventos são de mudança, não só aqui nestas três freguesias, tão pouco apenas neste nosso retângulo atlântico, estas dores de crescimento são de toda esta civilização que colonizou o terceiro calhau a contar do Sol.

Urge colocar à frente de tudo o mais, os superiores interesses dos nossos filhos e netos. É nestas alturas de crise que as comunidades se devem unir colocando de lado as diferenças de tonalidades.

“We share the same biology
Regardless of ideology
Believe me when I say to you
I hope the Russians love their children too”



De Anónimo a 18 de Abril de 2013 às 18:11
O camarada do post anterior quer meter no mesmo saco o poder local e o pode3r central.
Essa só já pega nos jantares e reuniões do partido.
Com a inoperância demonstrada pelo pcp quando não está no poder não admira que qualquer dia desapareçam no concelho de Viana.
De Anónimo a 19 de Abril de 2013 às 09:27
Olhe que não, olhe que não!
Não basta o vosso desejo para que isso aconteça...

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