Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

João Penetra "troca" Alvito por Viana do Alentejo

 

O actual presidente da Câmara de Alvito, João Penetra, vai ser o candidato da CDU à liderança do vizinho município de Viana do Alentejo nas autárquicas deste ano.      

 


A notícia é confirmada à Agência Lusa por fonte do PCP, que nas eleições autárquicas de 2009 perdeu a Câmara de Viana do Alentejo para o PS, fruto da vitória de Bernardino Bengalinha Pinto.p


O PCP aposta agora em João Penetra, de 50 anos, militante do PCP e desde 2009 presidente da Câmara Municipal de Alvito, a poucos quilómetros de distância de Viana do Alentejo.


Licenciado em Gestão de Empresas, gestor e técnico oficial de contas, Penetra já foi, inclusive, vereador e vice-presidente da Câmara de Viana do Alentejo, entre Janeiro de 1994 e Outubro de 2007.


Até agora, João Penetra é o único candidato anunciado à Câmara de Viana do Alentejo nas eleições autárquicas que se realizam este ano, não tendo ainda o presidente revelado se avança com a recandidatura.


O executivo camarário deste concelho alentejano é composto por três eleitos do PS e dois da CDU.

V isto em http://www.correioalentejo.com

 

João Penetra: Alvito não tem dívidas a fornecedores          

A CDU prepara uma jogada de grande risco em Alvito. O atual presidente da autarquia, João Penetra, não se recandidata. Diz que sugeriu o nome do seu sucessor, António João Valério, e vai anunciar a sua candidatura ao concelho vizinho de Viana do Alentejo. João Penetra sublinha que deixa uma câmara sem dívidas a fornecedores e com um passivo a rondar os 900 mil euros, ainda assim “controlado”. Mas o seu maior legado, acredita, foi o trabalho desenvolvido para acabar com o desemprego no concelho e a generalização do ensino do empreendedorismo nas escolas locais. Um trabalho com nota oito, numa escala de zero a 10.




Texto Paulo Barriga Foto José Serrano



De zero a 10 que nota atribui ao seu mandato na Câmara de Alvito?
Para ser honesto atribuiria um oito. Porque é muito mau se nós estivermos totalmente satisfeitos com o nosso trabalho. A verdade é que fixamos objetivos que depois são difíceis de atingir. Quando, em 2009, todos os autarcas deste país se candidataram às eleições e fizeram os seus programas eleitorais, estavam muito longe de imaginar o que vinha aí, em termos de alteração do financiamento das autarquias. 



Houve alguma obra de que não tivesse sido lançada ou concluída por vias da nova lei do financiamento local?


Com certeza que sim. Mas deixe que lhe diga que, em parte, estou satisfeito com o nosso trabalho porque, neste mandato, fizemos a maior obra de sempre neste concelho que foi a nova escola. Uma obra muito boa, de grande qualidade, não só a nível de construção, como também a nível de equipamento. Também reabilitámos por completo o jardim de infância de Vila Nova de Baronia e, portanto, essas obras foram importantíssimas para este concelho. Agora, não fizemos, e gostaríamos muito de ter feito, uma zona empresarial e um ninho de empresas, que tínhamos programado e que, por falta de verbas, não foi possível concretizar. 



Como vai deixar esta câmara em termos financeiros?


Atualmente não temos uma única dívida a fornecedores, a não ser as coisas correntes, isto para além de termos reduzido em muito a dívida de médio/longo prazo. E posso dizer-lhe que essa dívida, quando chegarmos ao final deste mandato, não ultrapassará os 900 mil euros. Está bastante controlada. Esta câmara ficará numa situação económica e financeira invejável, comparativamente com aquilo que é a realidade do País. 



Fala com entusiasmo redobrado em relação à sua gestão aqui em Alvito, gostava de continuar à frente desta câmara?


Quando vim para esta câmara, há quatro anos, sempre disse ao meu partido que deveríamos ter aqui um candidato natural de Alvito. 



Mas não respondeu à minha pergunta. Gostava de continuar à frente da câmara?


Vou responder....  a proposta da minha substituição por outro candidato fui eu que a fiz ao partido, foi de minha autoria e, portanto, percebo a subtileza da pergunta. Devo dizer que a minha saída é consensual e que fui eu próprio que a propus, por pensar que é uma ótima solução para Alvito, sendo que tenho muito orgulho em ter estado aqui, tenho muito orgulho no trabalho que fiz.



Não sai magoado de Alvito. Pensa candidatar-se a outra câmara?
Sim, sim, irei candidatar-me, pelo meu partido, a uma outra câmara.

 


Qual?
Irei ser candidato, a apresentação oficial será no próximo mês, mas já aceitei o convite do meu partido para ser candidato a Viana do Alentejo.



Não vai para muito longe.


Vou para o concelho onde resido, de onde sou natural, onde já fui eleito, não como presidente mas como vice-presidente durante 14 anos. Mas nunca me senti um paraquedista, porque lido em Alvito há cerca de 30 anos e a minha esposa é do concelho de Alvito, é de Vila Nova de Baronia. Tenho ligações familiares e afetivas aqui em Alvito, sempre gostei de aqui estar e fui sempre muito bem tratado e estimado pela população do concelho de Alvito. 



O que faz com que os partidos políticos se movimentem tanto e com tanta veemência em relação a um dos concelhos mais pequenos do País? 


Não faço a mínima ideia. Talvez pela vivacidade que o concelho de Alvito tem. Penso que Alvito é um concelho que, apesar de pequeno, tem muita massa crítica. O debate aqui também é intenso mas muito cordial. A minha experiência e a minha passagem pela política aqui em Alvito sempre foi de uma grande cordialidade entre as diversas forças políticas. Apesar de estar em minoria, nunca tive um orçamento municipal que não fosse aprovado. O que é sinónimo. Foi sempre aprovado, apesar de estar em minoria. A capacidade de relacionamento, de conversa, de uma democracia muito madura, Alvito é realmente o exemplo.




António João Valério tem condições para conseguir ganhar esta eleição?


Eu aposto no António João, só não sei é se ganhará com maioria absoluta. Como sabe é muito difícil em Alvito obterem-se maiorias absolutas, mas eu tenho uma convicção muito grande na vitória do António João Valério, aliás eu sempre defendi este nome para ser candidato. 

 

Os restantes candidatos já anunciados também são de grande peso...


Reconheço que sim, mas isso só valoriza ainda mais quem vier a vencer as eleições. 


Continua a ser aliciante concorrer a uma câmara?


Infelizmente não é aliciante, no sentido da facilidade de exercer o cargo. Mas é nos momentos difíceis que se vê quem é que tem capacidade para aguentar o embate. Se o país nos chama e, neste caso, a sociedade em que estamos inseridos e da qual nós fazemos parte, devemos avançar. É nos momentos difíceis que se vê quem tem fibra e quem não tem para estar à frente dos destinos, não só do País, mas também de um concelho.

 
                                                
Acha que deixa uma marca pessoal em Alvito?


Fomos, aqui na região, pioneiros no ensino do empreendedorismo. Estamos a tentar transformar uma sociedade para daqui a 10 ou 15 anos, mais empreendedora, mais amiga do risco e, na minha opinião, com mais capacidade de criar riqueza. Outra questão importante  prende-se com o combate ao desemprego. Fizemos acordos com empresas locais e mesmo fora do concelho, o que permitiu, até há dois anos, sermos notícia na comunicação social por termos o desemprego muito reduzido. Hoje, infelizmente, temos desempregados, mas o combate ao desemprego, neste concelho foi sempre muito ativo durante este mandato. 

 

Visto em http://da.ambaal.pt/noticias      

 

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 19:33
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