Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Vamos Comprar os Nossos Produtos.

Vivemos um momento crítico das nossas vidas, é bem verdade. Todos sabemos e reconhecemos que temos vindo a viver muito acima das nossas possibilidade. Também é verdade que foram vários governos, e não só, os grandes responsáveis pela situação a que chegámos.

 

Sabemos que temos um nível de endividamento insuportável, mas temos obrigatoriamente de o pagar. Sobre isso não restem quaisquer tipos de dúvidas.

 

Temos um Memorando de Entendimento assinado pelo anterior governo (e aceite pelos partidos que suportam o actual) com um triunvirato internacional, que nos “amarra” a um conjunto de condições, as quais são altamente decisivas à gestão efectiva e autónoma do nosso país.

 

Perante estas condicionantes, são directamente afectadas as empresas e as pessoas que fazem parte do nosso país. Estão sujeitas a uma série de cortes para ajudarem a resolver todos os graves problemas existentes. É esta a realidade duríssima com que temos que conviver diariamente.

 

Então coloca-se uma questão: Como é que (enquanto cidadãos) podemos contribuir de uma forma activa e, de certa forma eficaz, para ajudarmos o nosso país sair o mais rapidamente possível desta enorme crise? Entre várias soluções, há uma que me parece bastante forte: Vamos comprar produtos do nosso país. Vamos ajudar a dinamizar o tecido produtivo interno.

 

Uma coisa é certa, por estarem sujeitos ao cumprimentos de regras comunitárias (como é exemplo a Lei da concorrência), os nossos governantes não podem colocar a questão nestes termos. Mas nós, sim.

 

Enquanto nós, cidadãos autónomos e livres, responsáveis de diferentes organizações, filiados, ou não, em partidos políticos, dirigentes nas empresas e outras entidades, podemos defender com toda a firmeza a aquisição de produtos regionais e nacionais. Para podermos ajudar a ultrapassar as enormes dificuldades existentes, nada nos pode impedir que se tomem iniciativas desta natureza,

 

Devemos defender os nossos produtos e as nossas empresas. Só assim poderemos sair de uma forma mais rápida e eficaz desta grande crise. Devemos defender o nosso tecido produtivo, quer seja agrícola, quer seja industrial, ou mesmo, outras formas produtivas.

 

Comprar às nossas empresas significa aumentar a riqueza nacional, com a consequência directa ao nível da criação de emprego. Devemos pensar duas vezes quando estamos a comprar um produto. Devemos pensar se ele contribui ou não para sairmos desta horrível e nefasta crise.

 

Do Alentejo temos muito para dar. Temos um leque enorme de produtos que podem dar o seu modesto contributo para a criação de riqueza do País.

 

É evidente que não podemos deixar de comprar ao exterior (isso é praticamente impossível e exagerado), mas devemos dar um especial realce, sobretudo no contexto actual, aos produtos produzidos no nosso país.

 

Se deixámos impavidamente empobrecer o nosso tecido produtivo ao longo de muitos anos, está mais do que na hora de o recuperar. Doutra forma, nunca sairemos da crise.

 

 

António Costa da Silva

 

Publicado no  do dia 30-11-2011



publicado por alcacovas às 12:44
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André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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