Sábado, 10 de Setembro de 2011

Esperança num futuro melhor.

Existe uma forte expectativa e uma grande esperança que o actual Governo consiga resolver a grave crise económica e financeira que atravessamos.

 

Efectivamente tem sido necessário recorrer a mais receita fiscal para resolver alguns dos problemas emergentes. Na verdade, algumas dificuldades têm surgido neste percurso inicial do Governo. Mas também é verdade que o Governo tem sido corajoso e competente para as resolver.

 

Têm sido questionadas as opções do Senhor Ministro de Estado e das Finanças por recorrer a mais receita fiscal para cumprir algumas das metas apresentadas no memorando. Um Governo que mal tomou posse, e tem que cumprir metas extremamente difíceis e rigorosas, pergunta-se se teria outro tipo de alternativa? Parece-me extremamente difícil.

 

Como é evidente, sabemos que o esforço terá que ir no sentido da redução das chamadas “gorduras” do estado. E é isso precisamente que o Governo pretende fazer. Para já, todas as soluções encontradas procuraram resolver problemas de curto prazo. Doutra forma, seria totalmente impossível cumprir as metas existentes. Recorrer ao imposto extraordinário e ao acréscimo de imposto sobre as famílias melhor remuneradas e empresas altamente lucrativas, pretende dar esse tipo de resposta. Um destes impostos tem aplicação apenas no final deste ano e o outro durante cerca de 2 anos. Por isso, o seu efeito extraordinário para um período muito especial.

 

O Governo sabe que os problemas estruturais só se resolvem com medidas de fundo. Por isso mesmo, está previsto até ao final do ano serem apresentadas medidas de redução dos custos desnecessários, assim como, uma forte aposta na reestruturação e reorganização do estado.

 

A extinção de serviços e instituições, a fusão de organismos diversos, são medidas que pretendem dar resposta a esse tipo de questões. Em Outubro o Governo vai apresentar um plano muito claro sobre estas matérias.

 

É também reconhecido que existem muitos outros custos que são verdadeiros desperdícios do estado. Muitos deles funcionam como inibidores ao desenvolvimento económico. Atacar por aí vai ser uma das grandes prioridades do Governo.

 

Sendo reconhecido por todos a situação crítica em que o país se encontra, são estranhas algumas das posições apresentadas pela oposição. Muito mais se estranha, quando essas críticas vêm do principal partido da oposição, grande responsável pela situação com que nos defrontamos.

 

E necessário tempo para se tomarem medidas de fundo, mas na realidade estamos a falar dum Governo que está em pleno das suas funções há pouco mais do que dois meses. Com as obrigações e metas existentes (sobretudo as de curtíssimo prazo) parece-me que muito já tem sido apresentado.

 

È fundamental haver tempo para implementar medidas estruturantes. Muito mais tempo é necessário para se tomarem medidas com impacto relevante na actividade económica. O Governo está a preparar convenientemente essas medidas.

 

Há que dar tempo ao tempo. Só depois se deve avaliar.

 

 

António Costa da Silva

 

Publicado no de 08-09-2011

publicado por alcacovas às 12:46
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André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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