Sábado, 23 de Abril de 2011

Como vai ser no dia 5?

Retirado do sapo, edição do DE, hoje:

 

Parcerias público privadas motivam revisão em alta do défice do ano passado de 8,6 para 9,1% do PIB, anunciou hoje o INE.

As negociações em curso com a ‘troika’ precipitaram uma revisão em alta do défice português do ano passado.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu hoje, a um sábado, o défice de 2010 para 9,1% do PIB, devido ao impacto de três contratos de parcerias público privadas (PPP).

No final de Março, o défice do ano passado tinha sido calculado em 8,6% devido a novas regras metodológicas do Eurostat que obrigaram ao reconhecimento das perdas com o BPN e o BPP e à integração de algumas empresas de transportes no perímetro das administrações públicas.

Sem esse efeito, o défice teria ficado em 6,8%.

O valor oficial hoje divulgado – 9,1% do PIB – está muito longe do objectivo traçado pelo governo para esse ano, de 7,3%.

A meta não foi conseguida mesmo com a integração do fundo de pensões da Portugal Telecom (PT) no universo estatal.

O rácio dívida pública/PIB também foi revisto para 93%.

"Nos termos dos regulamentos da União Europeia, em 22 de Abril [sexta-feira], o INE enviou ao Eurostat uma revisão da primeira notificação de 2011 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). A revisão efectuada determinou um aumento da necessidade de financiamento e da dívida das Administrações Públicas, respectivamente, em 0,5 e em 0,6 pontos percentuais do PIB em relação aos valores apurados para 2010 na notificação inicial", revela hoje o INE em comunicado.

O défice de 2009 ficou calculado em 10,1% do PIB.

Em 2008 o saldo negativo foi de 3,5% e em 2007 de 3,1%.

Pedido de ajuda precipita revisão

No mesmo documento, o INE explica que havia “um conjunto de questões” técnicas em relação a 2010 que já tinham sido discutidas com o Eurostat e cuja análise deveria reflectir-se no Reporte de Outubro.

No entanto “na sequência do pedido de ajuda externa apresentado por Portugal, houve necessidade de antecipar aquele calendário com o objectivo de compilar dados estáveis para 2010, que constituíssem o ponto de partida para as negociações em curso”. Desse conjunto de questões houve apenas uma que obrigou a alterações no cálculo do défice: parcerias público privadas. “

O INE e o Eurostat procederam a uma análise urgente daquelas questões, tendo sido todas elas clarificadas sem haver necessidade de se proceder a revisões com a excepção do tratamento a dar a contratos envolvendo Parcerias Públicas Privadas (PPP)”.

Juntamente com o Eurostat , o INE concluiu que três desses contratos, “(dois dos quais correspondendo a contratos renegociados de ex-SCUT) não têm a natureza de contratos PPP em que o investimento realizado é registado no activo do parceiro privado.

Naqueles três contratos, os utilizadores estão sujeitos a um pagamento pelos serviços prestados numa proporção significativa relativamente ao pagamento de disponibilidade desses serviços pelas Administrações Públicas (que integram, em Contas Nacionais, a Empresa Pública Estradas de Portugal) à contraparte privada.

.Este é o tipo de procedimento usado pelo actual governo, conduzido com mão de ferro (para não dizer dictatorial) pelo seu PM. Mentir, esconder, enganar o POVO tem sido uma regra constante. Falar alto e forte (reconheça-se que o nosso PM é um orador notável, manipulador, escamoteador, malabarista), repetir vezes sem conta as mentiras, as informações deturpadas ou vazias de sentido tem sido, na linha tradicional de muitos políticos omnipotentes (a lembrar alguns dos revoluvionários do PREC) tem sido a forma de nos entorpecer, enfraquecer, confundir.

Basta!

No dia 5 de Junho temos que esclarecer uma coisa: queremos mudar ou continuar na mesma até ao fracasso total?

AC

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publicado por alcacovas às 18:40
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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