Sábado, 2 de Abril de 2011

Desassossego

Estamos perante um cenário de realização de eleições no curto prazo. Estas eleições vão ser um marco histórico, por isso mesmo, não podemos ficar em casa à espera que votem por nós. Aliás, não votar, é votar naquilo que se não quer.

 

Votar nas próximas eleições legislativas é um imperativo cívico. Enquanto cidadãos temos que estar desassossegados. Temos que estar inquietos perante o panorama económico e social a que nos levaram.

 

É impossível apoiar um Governo que culpa a oposição por todos os males que ele próprio criou. É impossível concordar com um Governo que descaradamente contradiz as suas próprias afirmações. È impossível estar ao lado de um Governo que não dialoga com ninguém. Basta!

 

Será que vamos esquecer tudo aquilo que nos têm feito?

Será que vamos esquecer os propagandeados 150.000 postos de trabalho que iam ser criados?

Será que vamos esquecer um Governo que disse que era contra o aumento de impostos e os aumentou a todos no período seguinte?

Será que vamos esquecer um Primeiro-ministro que disse que éramos o primeiro País a sair da crise e nos afundávamos imediatamente?

Será que vamos esquecer um Governo que disse que não reduziria o salário dos funcionários públicos, mas que o fez rapidamente?

Lembram-se do mesmo Primeiro-ministro que aumentou os funcionários públicos em ano eleitoral e disse que o País tinha condições para o fazer?

Será que vamos esquecer um Primeiro-ministro que baixou o IVA para 20% em período eleitoral e que o aumentou para 23% no ano seguinte?

Será que vamos esquecer um Primeiro-ministro que em Janeiro de 2011 disse que as contas públicas estavam a correr muito bem e que propõe um PEC 4 altamente restritivo 2 meses depois?

Será que vamos esquecer um Primeiro-ministro que há poucos meses atrás anunciava que íamos crescer 0,2% e que agora diz que vamos ter uma recessão de -0,9%?

Será que vamos esquecer um Governo que disse há bem pouco tempo que os resultados do desemprego eram animadores, enquanto caminhamos abruptamente para os 700.000 desempregados?

 

Tanta trapalhada!

 

Uma coisa é certa, assim não vamos lá. Já há muito que este Governo devia ter deixado de estar em funções. Viver num clima político destes, é querer continuar a empobrecer alegremente.

 

Todas as “aspirinas” que introduziram na economia só serviram para agravar o problema. Incapacidade e incompetência.

 

Sabemos que o problema, reside em José Sócrates.

 

Só há uma alternativa, mudar.

 

Vivemos um clima de vitimização política. Descaradamente quem nos levou para o abismo, neste caso, o Governo liderado por José Sócrates, desculpa as desgraças que criou com a oposição. Como já se esperava, este Primeiro-ministro faz o que melhor sabe fazer, vitimizar-se. Vitimiza-se, utilizando uma máquina de propaganda fenomenal.

 

Será que os portugueses não vêem isso? Espero bem que sim.

 

Estou convencido que os portugueses têm estado bem atentos e vão dar uma forte prova de maturidade cívica e política.

 

Espero que a campanha seja esclarecedora e que não haja a tentação de levar a discussão política para caminhos errados. Isso é o pior que pode acontecer.

 

Mudar vai ser muito bom para Portugal.

 

António Costa da Silva

 

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publicado por alcacovas às 12:53
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