Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Quercus quer projecto do IC33 «chumbado»

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Organização ambientalista pretende evitar destruir «vastas áreas» de montado

A construção do lanço do Itinerário Complementar 33 (IC33) entre Grândola e Évora vai destruir «vastas áreas» de montado de sobro e azinho e habitats de aves ameaçadas, alertou esta terça-feira a associação ambientalista Quercus, noticia a Lusa.

«O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) deste troço, cuja consulta pública termina hoje, não está bem feito e, por isso, a decisão do Governo terá de ser desfavorável», argumentou à Agência Lusa Domingos Patacho, da Quercus.

Segundo o ambientalista, no EIA relativo ao lanço do IC33 Grândola/Évora, «não estão devidamente cartografadas todas as áreas» com povoamentos de sobreiros e azinheiras afectadas pelas duas hipóteses de traçado propostas.

«O estudo reconhece entre 11 a 40 hectares de montado, mas há muitos povoamentos de sobreiros e azinheiras no terreno que não estão identificados, sobretudo nas melhores áreas, entre o Torrão e Santa Margarida do Sado», denunciou.

O EIA, acrescentou o ambientalista, devia ainda referir que «um dos dois traçados propostos tinha menos impactos do que o outro, em termos da área de montado afectada, o que não acontece».

«Com este estudo deficitário, o Governo não tem todos os elementos que precisa para emitir a Declaração de Impacte Ambiental. Quem vai decidir, olha para o EIA e não sabe o que está no terreno», afiançou Domingos Patacho.

A Quercus reclama que a decisão governamental «só pode ser desfavorável» e alerta para os elevados impactes da nova via rápida, ao longo dos seus «70 quilómetros».

A afectação de «áreas condicionadas para a protecção dos recursos hídricos» e de uma zona de habitats «importante para a conservação de aves ameaçadas» é outro dos impactos mencionados pela associação ambientalista.

«As propostas incluem traçados que atravessam o corredor ecológico» definido no Plano Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo Central, na zona de Alcáçovas (Viana do Alentejo), essencial para a «mobilidade da fauna», afirma a Quercus.

A Zona de Protecção Especial (ZPE) para aves selvagens de Évora, vocacionada para espécies ameaçadas prioritárias como a abetarda e o sisão, «também é afectada», assim como terrenos envolventes classificados como Área Importante para as Aves (IBA).

Nas zonas abrangidas pelas propostas de traçado do IC33, existem também «muitas explorações agrícolas e florestais com projectos de investimento» apoiados por fundos comunitários, que vão ser «prejudicadas», afiançou Domingos Patacho.

O ambientalista argumentou que o IC33, que envolve um investimento «entre 91 a 119 milhões de euros», consoante o traçado proposto, «não é necessário», devendo sim o Governo «beneficiar as estradas já existentes».

«É um projecto que envolve muito dinheiro e os prejuízos são muito superiores aos ganhos», sustentou.

 

Comentário neste Blog

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 08:55
De peixebanana a 26 de Janeiro de 2011 às 19:59
desculpem lá o vernáculo, mas se fossem mamar na quinta pata de um boi!

Esperemos que este pequeno empecilho criado por esta corja de sobre dotados ambientalistas que só conduzem na autoestrada de Lisboa para o Porto não sirva de desculpa para o nosso governo.

Esperemos que se sentem à mesma mesa das populações que iriam beneficiar em muito com a construção deste itinerário.

Porque razão não devemos ter infraestruturas deste tipo no interior, porque razão tudo se faz na orla costeira e no litoral?
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