Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Falta de verbas bloqueia recuperação dos edifícios em Portugal

No dia em que começam as Jornadas Europeias do Património, a Renascença fez um périplo pelo país e encontrou alguns casos de património histórico a necessitar de intervenção. 

 

 

A falta de verbas é apontada pelo Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico (IGESPAR) como um dos obstáculos à recuperação de edifícios históricos em Portugal.

"Os problemas da recuperação do património existem. O último corte que foi feito na cultura em Londres foi de 25%. Eu não acredito que os ingleses deixarão de cuidar do seu património, assim como nós não vamos deixar, a todos os níveis – seja particular, seja municipal ou de administração central ou de privados – de cuidar do património. O que é importante é que o património esteja na ordem do dia”, considera Gonçalo Couceiro, presidente do IGESPAR.

O responsável diz ainda que não se pode pensar na recuperação do património em abstracto.

“Projectos existem sempre. A ideia de recuperação dos edifícios não pode ser vista em abstracto. É preciso sempre discutir qual é o programa, o que é que se vai fazer e para que serve. Uma coisa é restaurar uma cobertura que tenha uma infiltração, outros são programas de intervenção mais pesados, que implicam reformular toda a utilização que o edifício tem tido. Isso faz-se em todo o mundo. Há bibliotecas que foram transformadas em bibliotecas”, explica.

Hoje, arrancam as Jornadas Europeias do Património, iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, a que Portugal volta a aderir. Até domingo, centenas de actividades – na sua maioria gratuitas – propõem-se sensibilizar a população para a importância de proteger a herança histórica e cultural do país.
Casos a precisar de intervenção
A Renascença fez um périplo e encontrou alguns casos de património a necessitar de intevenção. O Paço das Alcáçovas, em Viana do Alentejo, é um dos exemplos: há anos que se encontra em completo abandono, aguardando a conclusão de um projecto que permita reabilitá-lo. À falta de iniciativa do Governo, a Câmara deitou mãos à obra e acredita que desta pode ser de vez. 
O palácio foi mandado construir por D. Dinis. Pertenceu a Nuno Álvares Pereira e foi palco de casamentos reais e do Tratado de paz das Alcáçovas com Espanha. 
Em Mora, o tempo e a incúria ameaçam reduzir a escombros a Torre das Águias
Ainda no Alentejo, no concelho de Mora, o tempo e a incúria ameaçam reduzir a escombros a Torre das Águias, imponente solar fortificado do tempo de D. Manuel I. A classificação como monumento nacional não impediu a degradação do edifício, que é hoje propriedade privada. 

Sem autorização dos proprietários e sem dinheiro, o município não consegue intervir. Já pediu ajuda ao Estado, mas nada foi feito até agora. Em tempos, este solar acolhia fidalgos para repouso, após as caçadas. 

Pavilhões do Parque, nas Caldas da Rainha, aguardam "luz verde"
Nas Caldas da Rainha, a imagem de marca da cidade – os Pavilhões do Parque D. Carlos I – são um notável exemplar de arquitectura do final do sec. XIX, mas hoje estão ao abandono e a sua estabilidade está mesmo em risco. 

Projectos houve – muitos, ao longo dos anos –, mas nada tem sido feito a este monumento, propriedade do Ministério da Saúde. O presidente da Câmara gostaria de ver os Pavilhões remodelados para lá instalar o Museu da Cerâmica, uma vez que a capacidade do actual está esgotada. 

A ideia está há dois anos em cima da mesa dos Ministérios da Saúde e da Cultura.
 
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Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 23:18
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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