Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Haxixe, mais uma achega

Artigo descarregado da Net. Como este tema é regularmente fonte de comentários e opiniões diversos desde que há anos fiz um post sobre o assunto, resolvi voltar á discussão sobre os efeitos desta droga. leve ou pesada é sempre droga.

 

Apesar de ser uma droga leve, a “cannabis” (a planta que dá origem ao haxixe) não deixa de ser uma droga e provoca, para além da alteração do estado de consciência, vários efeitos secundários prejudiciais, que variam em função das doses, da potência da cannabis utilizada, da maneira como é fumada, do estado de ânimo e das experiências anteriores com esta droga.

Sintomas a curto prazo Sintomas e sinais físicos: aumento da frequência cardíaca. Aumento da pressão arterial sistólica quando se está deitado e a sua diminuição quando se está de pé. Congestão dos vasos conjuntivais (olhos vermelhos) e dilatação dos brônquios, diminuição da pressão intra-ocular, foto-fobia, tosse, diminuição do lacrimejo.

Sintomas psíquicos: euforia, que aparece minutos depois do consumo. Sonolência. Os pensamentos fragmentam-se e podem surgir ideias paranóicas. Intensificação da consciência sensorial, maior sensibilidade aos estímulos externos. Instabilidade no andar. Alteração da capacidade para a realização de tarefas que requeiram operações múltiplas e variadas, juntando-se a isto reacções mais lentas e um défice na aptidão motora, que persistem até 12 horas depois do consumo. Isto provoca uma considerável interferência na capacidade de condução de veículos e outras máquinas. Efeitos a longo prazo Efeitos físicos: nos fumadores produz bronquite e asma. O risco de contrair cancro do pulmão é maior, devido ao fumo ser inalado de uma forma mais profunda. Os filhos das mulheres consumidoras crónicas podem apresentar problemas de comportamento. Produz alterações na resposta imunológica, apesar da sua importância clínica ser desconhecida.

Efeitos psíquicos: nos fumadores crónicos, o consumo pode provocar um empobrecimento da personalidade (apatia, deterioração dos hábitos pessoais, isolamento, passividade e tendência para a distracção). Esta situação é semelhante à dos consumidores crónicos de outras drogas depressoras. Alguns autores denominaram-na como "síndrome amotivacional", mas hoje em dia, devido à falta de especificidade nas alterações que descreve, este termo caiu em desuso.

Dependência Provoca uma síndrome de abstinência leve (ansiedade, irritação, transpiração, tremores, dores musculares). A tolerância em relação aos efeitos da droga só ocorre nos grandes consumidores. Já que o seu mecanismo de acção no sistema nervoso se faz através de receptores específicos, não existe tolerância cruzada com nenhuma outra droga. Tendo em conta o elevado número de pessoas que consomem derivados da cannabis, são muito poucas as que procuram ajuda para deixar o consumo, facto que indica o seu escasso poder de dependência. O sítio do Instituto da Droga e da Toxicodepedência (IDT) na Internet disponibiliza toda a informação necessária sobre esta e outras drogas.

AC

publicado por alcacovas às 23:17
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2 comentários:
De jeronimo a 31 de Julho de 2010 às 03:19
Caro André Correia;

Aposto que não comentaria desta forma se estivesse a comentar a garrafa de garrafeira dos sócios da adega cooperativa de reguengos reserva de 2001:

O álcool diminui os níveis de glicémia, principalmente porque as células, cuja eficácia na presença do álcool se encontra diminuída, necessitam de mais energia e também porque é necessária como combustível para a degradação do álcool. Este efeito é usado para abrir o apetite porque o cérebro detecta a hipoglicémia e responde com um sinal de fome.
A diminuição da glicémia é compensada recorrendo às reservas do organismo: glicogénio do músculo, fígado e cérebro. Acabando as reservas de açúcar o organismo recorre a outra fonte, mobilizando as suas reservas de gordura. Daqui resulta um aumento dos ácidos gordos livres em circulação. Os ácidos gordos livres são capazes de transportar um aminoácido denominado Triptofano até ao cérebro. Este é um importante precursor para a produção de diversos neurotransmissores que modulam a percepção da fadiga, em particular da Serotonina. Quanto mais Triptofano, mais Serotonina é produzida e maior a fadiga.
A Serotonina é um neurotransmissor que regula o sono, a fome, a ansiedade, a letargia, a analgesia, e o humor. O seu papel preciso depende da quantidade e de onde se encontra no cérebro e por quanto tempo aí permanece. A serotonina tem também acção a nível do intestino, levando a uma constrição que acarreta menor absorção de nutrientes e água.Uma retenção aumentada de água pelos intestinos pode conduzir a uma diarreia.
Ao atravessar a membrana, o álcool interfere com os receptores de superfície dos neurónios, levando a uma diminuição da taxa e qualidade de ligação entre os mesmos. Este efeito é similar ao obtido pela administração de anestésicos. Efeitos:

Pequenas doses Diminuição da inibição.
Doses intermédias Diminuição da coordenação neuromuscular, discurso incoerente e incapacidade de andar em linha recta.
Altas doses Coma e morte
Nas bebidas escuras existem compostos orgânicos adicionais ( aldeídos, cetonas, polifenóis e taninos) que resultam de subprodutos do metabolismo das leveduras durante a fermentação, que irritam a pia mater, causando inflamação e dor de cabeça. Estes compostos também exacerbam o impacto do álcool no fígado.
O álcool pode irritar a parede do estômago, tornando-a mais sensível ao pH do seu conteúdo.
O álcool inibe a produção de ADH (Hormona Anti-diurética), levando a uma maior taxa de excreção de água pelo rim e aumentando a desidratação celular por ele provocada.
O papel do fígado é a remoção de toxinas do nosso corpo. O fígado não possui meios activos para extrair o álcool da circulação sanguínea. O álcool é degradado por este, sendo convertido em aldeído e, em seguida, em diversos intermediários que por fim participam no metabolismo do organismo. A velocidade a que degradamos o álcool é geneticamente pré-determinada. Através do consumo frequente essa velocidade pode aproximar-se do máximo geneticamente pré-determinado.

A degradação do álcool conduz a vários problemas para o fígado. Em primeiro lugar, o álcool é convertido em aldeído - que é mais tóxico que o álcool, mas que é novamente degradado rapidamente. As bebidas alcoólicas contêm elas próprias aldeídos e a captação do álcool pelo fígado prejudica a sua capacidade de o degradar. O funcionamento. do fígado é no entanto substancial, mas quando os níveis de álcool se elevam a sua taxa de degradação abranda. Em termos gerais, o fígado pode remover 1 unidade (10ml) de álcool por hora. Consumos elevados por longos períodos de tempo conduzem a alterações na forma como o fígado metaboliza o álcool, levando à formação de depósitos de gordura que podem provocar danos no fígado.

A ingestão de quantidades elevadas de álcool afecta a saúde e as relações sociais. Um indivíduo que sofra de alcoolismo adquire um comportamento anormal e debate-se com problemas de reputação, de desemprego, financeiros, pessoais e familiares. Está mais sujeito a acidentes, torna-se agressivo, etc

etc etc etc

Para concluir, um copito não faz mal a ninguém.

De alcacovas a 31 de Julho de 2010 às 10:02
Caro jeónimo,
Concordo com o que diz sobre o alcool, mas o meu post trata apenas de uma outra droga, o haxixe.
O alcool é outra história. As comparações são perigosas.
AC

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