Domingo, 25 de Julho de 2010

Feira do Chocalho – Opiniões

Como é fácil reparar tenho evitado fazer comentários sobre a actividade política no concelho de Viana do Alentejo. A razão é simples, parece-me extemporâneo dar palpites sobre uma governação que ainda mal arrancou. Ainda não passou um ano sobre o acto eleitoral mais recente e parece-me que se deve dar tempo para a nova equipa mostrar quanto vale. É evidente que existem alguns sinais, avanços e recuos, decisões e indecisões, mas não me parece justo precipitar qualquer juízo de valor sobre o trabalho até agora desenvolvido.

O tempo é sempre um bom conselheiro. Com o tempo veremos as capacidades da actual equipa. Com o tempo é possível comprovar se efectivamente conseguem cumprir ou não tudo com que se comprometeram. E será muito positivo para o concelho se conseguirem concretizar as promessas que ajudaram à mudança que ocorreu em Outubro do ano passado.

Ainda assim, não consigo resistir à tentação de comentar alguns aspectos sobre a Feira do Chocalho (ex-Feira das Alcáçovas). Logo à partida parece-me importante a recuperação do nome Feira do Chocalho. Tal como já o referi no passado, enquanto que muitos municípios procuravam “inventar” um nome temático para as suas feiras, o município de Viana do Alentejo desperdiçava-o. Alcáçovas perdia essa oportunidade.

Efectivamente quando se fala de chocalhos toda a gente os associa a Alcáçovas. Esta é uma das suas riquezas (objectivas e subjectivas), ou melhor, esta pode ser uma das suas vantagens competitivas. Por isso mesmo não pode, nem deve, ser desperdiçada.

Mas quando se quer apostar num tema (neste caso nos Chocalhos) torna-se necessário dar-lhe uma forte envolvência. É fundamental atrair toda uma “indústria” ligada ao sector (quer a montante, quer a jusante). Parece-me importante atrair produtores de equipamentos, novos produtos ligados ao sector, assim como, potencial compradores ou especialistas na componente comercial.

Por outro lado, parece-me importante discutir o tema. É fundamental aprender com sabe destas coisas. Não só na produção, mas também nos avanços dos materiais e nas tecnologias. Depois, existe a necessidade de criar uma ambiência ligada ao tema do chocalho. Senão é mais do mesmo.

A grande vantagem terá que ser directamente para os chocalheiros existentes e para os futuros. É preciso pensar nisso. É preciso procurar “acordar” esta indústria. Quem beneficiará será efectivamente Alcáçovas.

É certo que se verificou um esforço de mudança, mas é uma mudança para consumo interno. O caminho para a “copofonia” ficou mais facilitado. Como a componente de Feira Franca foi tendo uma morte lenta ao longo dos anos, logo deixou de existir (desapareceram os feirantes e os carrinhos de choque). Assim, a Feira ficou centrada num microespaço, mais arrumadinho e com maior dificuldade em se sujar os sapatos.

Voltando ao tema central, falta saber se este tipo de iniciativa trás efectivamente riqueza para Alcáçovas e para o concelho de Viana do Alentejo. Falta saber se este esforço de investimento (quase que arriscou a dizer que houve um aumento significativo quando comparado com o passado) vale mesmo a pena. Falta saber se estamos perante um custo anual ou se é um investimento anual. Espero bem que alguém nos demonstre quais as vantagens em gastar tanto dinheiro.

Infelizmente já lá vai o tempo em que nos podíamos dar ao luxo de esbanjar dinheiro (apesar de nunca ter concordado com isso), porque parecia que ele “nascia” num sítio qualquer. Hoje já não é assim. Os recursos são escassos e as exigências cada vez maiores.

Entretanto, é sempre bom a malta encontrar-se e beber umas belas imperiais. Como dizem os brasileiros, a vida são só dois dias, e nós dizemos que a Feira do Chocalho são três.

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:25
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André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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