Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

Alcáçovas e o comercio

A nossa Vila é pequena, com uma população de pouco mais de 2000 residentes. Os visitantes não são muitos e o poder de compra da maioria é fraco.
Mas uma terra, por pequena que seja, precisa de lojas e similares onde possa encontrar resposta para muitas das suas necessidades quotidianas.
Aqui, em Alcáçovas, temos uma alternativa, cada vez mais usada, que é ir a Évora, ou a outra localidade com mais oferta, melhores preços e "visual" mais moderno.
Por cá temos sobretudo cafés e afins e mercearias, onde se pode encontrar quase tudo, ainda que a preços muito elevados.
Em Évora, que não é uma cidade barata, os preços podem ser mais baixos na ordem dos 20 a 30%.
Depois temos vários restaurantes, alguns com boa comida alentejana e, em geral, com preços aceitáveis, mas quase todos com instalações muito modestas.
E depois vem uma série de negócios representados por 2 ou 3 estabelecimentos e, por vezes, apenas por 1 ou nenhum.
Exemplos:
Hotelaria - 1, de bom nível e conceituado. Mas apenas com 6 quartos. Em breve existirá uma segunda casa (turismo de habitação?), o que é de celebrar. Ainda há investidores com coragem.
Papelaria/livraria não há verdadeiramente, ainda que um dos comerciantes locais vá resolvendo algumas das nossas necessidades.
Lavandaria não há.
Peixaria não há.
Sapatarias, lojas de vestuário e afins pouco existe, diria que na realidade não há nehum estabelecimento a sério nestes ramos.
Outra situação que podemos verificar e que é comum a quase todos os estabelecimentos existentes (há algumas excepções, poucas, muito poucas) é a do envelhecimento das instalações comerciais, a falta de condições para expor as mercadorias, a limitação da oferta, sem variedade, sem qualidade, sem preços competitivos.
É evidente que esta situação tem as suas razões, muito fortes e evidentes. Todos estamos conscientes que num meio pequeno e pobre é difícil, mesmo muito, mudar.
Quem é que vai abrir um novo estabelecimento, quais são os comerciantes que podem ou querem correr o risco de melhorar a sua casa, investindo em obras, em equipamento, mobiliário, em formação?
Não é nada fácil, mas não vejo como é que será Alcáçovas daqui a 10/20 anos se nada mudar nesta área.
Fecharão muitas lojas?
Os residentes irão cada vez mais fazer as suas compras a outras localidades?
Alcáçovas transformar-se-á num dormitório?
A população continuará a diminuir?
Ou poderá ser feita alguma coisa para melhorar o nosso comércio, quer quanto a instalações, quer quanto a competividade na qualidade e nos preços, quer quanto à sua diversidade?
Não haverá incentivos para uma modernização do nosso comércio? Não será possível estudar empreendimentos conjuntos que permitam minimizar as dificuldades?
Venham as ideias, as sugestões.
AC
publicado por alcacovas às 16:53
| comentar
4 comentários:
De Anónimo a 15 de Dezembro de 2005 às 22:27
Boa terra, boas gentes, força com este Blog.Visitem http://cacipesca.blogs.sapo.pt/cacipesca
(http://cacipesca.blogs.sapo.pt/)
(mailto:cacipesca@csapo.pt)
De Anónimo a 15 de Dezembro de 2005 às 22:18
Ora aqui está um blog regional interessante.
É assim mesmo!
Crie um movimento, diga coisas, coloque fotografias.
Parabenscarlos.arinto
(http://papiro.blogs.sapo.pt)
(mailto:carlos.arinto@sapo.pt)
De Anónimo a 10 de Dezembro de 2005 às 11:49
Comentário ao dito do Francisco Mestre:
Gostei de ler e concordo com a abordagem feita pelo FME, sobretudo fico satisfeito e esperançado.
Há pessoas que se interessam pela sua terra, acredito mesmo que haverá muitas.
Só que são poucas (rarissimas) as que se preocupam, que pensam sobre os problemas locais e, muito importante, expressam as suas opiniões.
Este tema poderia ser o assunto central para uma próxima, eventual, reunião da nossa tertúlia.
Vamos continuar?
ACAndre Correia
</a>
(mailto:raco93@yahoo.ie)
De Anónimo a 10 de Dezembro de 2005 às 03:34
O que me parece em relação ao comércio na nossa vila é que não existe procura suficiente para que seja viável a abertura de novos estabelecimentos. Negócios do tipo de uma livraria não creio que faça sentido dado a dimensão da própria população e para reforçar este facto, a mesma não mostra um interesse pela leitura e pelas letras que justifique a abertura de uma livraria. Seria bom que com o tempo este panorama mudasse pios era sinal de que estávamos a evoluir em sentido favorável.
No que toca à requalificação dos estabelecimentos existentes, não creio que haja alguma entidade interessada em dar incentivos nesse sentido, aliás, eu não partilho muito da opinião que esse tipo de incentivos devam existir. Se falarmos na requalificação urbana nas áreas envolventes aos estabelecimentos, ai já adopto uma posição diferente, agora apoios directos não penso que sejam a melhor escolha.
O primeiro passo a ser dado para mudar a actual situação deverá ser, numa primeira fase, a dita requalificação urbana, de que falei anteriormente, no sentido de criar condições para atracão de visitantes e também para a criação e desenvolvimento de novos estabelecimentos comerciais. Numa segunda fase e já com “a casa arrumada” apostar então numa campanha de marketing de modo a promover a nossa terra nos mais variados eventos.
Por ultimo gostaria de frisar que existem áreas de negócio que estão por explorar, nomeadamente, o turismo nos seus mais variados ramos. Porque turismo na nossa terra não pode restringir-se ao museu do chocalho e à igreja matriz.




Francisco Mestre
Francisco Mestre
</a>
(mailto:mestref@hotmail.com)

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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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