Sábado, 4 de Março de 2006

Ensino profissional

Li hoje no DN uma notícia do ME.
A Ministra comunicou que o ME vai criar, até ao fim da legislatura, nas escolas da rede pública, 450 cursos de carácter profissional, técnico, vocacional e artístico.
O objectivo é formar cerca de 650.000 alunos até 2010.
Disse tambem que em Portugal só 30% dos jovens optam pela via profissional enquanto que na UE essa média está nos 50%.
É uma boa, mesmo muito boa, notícia.
Entretanto, deixo-vos algumas dúvidas e/ou perguntas:
Onde estão os professores/formadores para darem estes cursos?
Onde estão as instalações, equipamentos,instrumentos, ferramentas...para essa formação?
Irão ser criados novos postas de trabalho?
Que cursos?
Haverá alguma colaboração com os empresários?
Quem é que realmente opta pela via profissional ou pela continuação na via clássica?
Serão os jovens ou os seus pais?
Como é que se vão esclarecer uns e outros?
Lembremo-nos que em Portugal, como noutros países europeus, há uma espécie de prestígio automaticamente associado aos títulos. É o Sr. Dr. o Sr. Eng. o Sr. Prof.
O electricista, o pedreiro, o soldador, o mecânico.... estão "desvalorizados".

Damos demasiada importância a uma série de categorias sociais herdadas de um passado elitista e formal difícil de esquecer.
AC
publicado por alcacovas às 11:59
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3 comentários:
De Anónimo a 4 de Março de 2006 às 15:00
É uma verdade que os títulos de sr. dr., e sr. eng. são dificeis de esquecer, mas sem os srs. electricistas, sem os srs. pedreiros e os outros todos com mais valia que os outros senhores, o país não avançava não se produzia, porque se não houver quem produza, o intelectual não interessa para nada, nem rótulos de srs. quaisquer.Miguel Pestana
(http://www.pensaralentejo.blogs.sapo.pt)
(mailto:Md_pestana@hotmail.com)
De Anónimo a 4 de Março de 2006 às 14:18
Esta questão do ensino técnico e profissional é uma questão que ja vem sendo falada desde o ano anterior. A grande questão é saber que escolas querem receber estes cursos, porque actualmente as chamadas escolas industriais querem deixar de ter esse titulo, para passarem a ser escolas secundárias normais. O titulo de escola industrial é mal visto no ensino, não percebo porquê, mas é. Ó minitério não vai abrir novamente estes cursos apenas porque se lembro e porque é importante para Portugal, vai abrir porque houve uma grande diminuição de alunos que frequentam o ensino secundário. Tenho conhecimento de escolas, nomeadamente a escola onde eu dei aulas, que querem ter esses cursos só para poderem «segurar» um maior numero de alunos. Estes cursos não vão formar porpriamente pedreiros, vão formar quadros técnicos profissionais, em actividades muito concretas. Noi fundo esta medida é mt clara,e tem como objectivo motivar os adolescentes para a escola e para o ensino secundário. Eu tinha alunos que estavam no 9º ano e que não tinham qualquer interesse pela escola e muito menos tinham perspectivas de futuro, mas continuarem num curso destes foi a sua própria escolha e estão muito bem. Não acredito que os pais prefiram ver os filhos nestes cursos em vez de os verem na universidade, porque tal como disse há graus que ainda valem mais na nossa sociedade. Frequentar estes cursos é uma escolha do aluno, aceite pelos pais.Roberto Vinagre
</a>
(mailto:roberto_vinagre@hotmail.com)
De Anónimo a 4 de Março de 2006 às 12:59
caro André mais uma vez não poderia estara mais de acordo consigo. embora eu tb ache que é uma medida mt importante para o nosso país, o que encontro por enquanto depois deste anucio é mais uma vez o vazio. mas tenho esperanças que não se voltem a cometer os erros do passado onde muito foi criado mas muito pouco foi aproveitado. por enquanto vamos esperando e tendo fé...rmgv
</a>
(mailto:rgvinagre@gmail.com)

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André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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