Domingo, 29 de Setembro de 2013

Mias um campeão do mundo

Boas notícias dos nossos desportistas. Pelo menos ainda temos alguns portugueses que são notícia positiva. 

 

O português Rui Costa sagrou-se campeão do Mundo na prova de estrada ao vencer sobre a meta o espanhol Joaquín Rodríguez.

O ciclista luso foi o mais forte e cortou a meta em 7:25,42 horas, completando um percurso de 272,3 km corridos entre Lucca e Florença, que incluiam as duras subidas de Fiesole, com a extensão de 4,37 quilómetros e uma inclinação média de 5,2 por cento, e de Via Salviati, com apenas 600 metros, mas com rampas que atingem os 16 por cento, numa pendente média de 10,2 por cento.

Joaquín Rodríguez terminou no segundo posto com o mesmo tempo do corredor luso, já Alejandro Valverde completou o pódio chegando 16 segundos depois.

Tirado do sapo

 

AC

publicado por alcacovas às 19:33
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João Sousa, vitorioso

Notável.

O número um luso e 77.º da hierarquia mundial deu a volta ao encontro com o gaulês, 33.º, e venceu por 2-6, 7-5, 6-4, ao fim 2:18 horas, com Benneteau a somar a nona derrota em outras tantas finais no circuito principal.

João Sousa, de 24 anos, é o primeiro português a vencer uma final de um torneio do circuito ATP, depois de ter imitado o feito de Frederico Gil, que, em 2010, atingiu o encontro decisivo do Estoril Open.

Num excelente percurso em Kuala Lumpur, João Sousa eliminou, entre outros, o espanhol David Ferrer, primeiro cabeça de série e número quatro do Mundo, e o austríaco Jurgen Melzer, quarto pré-designado.

Com este triunfo, João Sousa arrecadou 158.000 dólares (cerca de 117.000 euros) e 250 pontos, que lhe deverão permitir tornar-se no melhor português de sempre na hierarquia mundial, ultrapassando o 59.º posto de Rui Machado em 03 de outubro de 2011.

Retirado da Sapo

AC

publicado por alcacovas às 12:33
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

"Preciso do Seu Voto!" Carta aos Munícipes de Bengalinha Pinto

   

  

   

Publicado por B. Borges
publicado por alcacovas às 23:59
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Não Haverá Mudança na Câmara de Viana do Alentejo nas Eleições Autárquicas 2013, segundo o Semanário SOL

  

Segundo o Semanário SOL, Não Haverá Mudança na Câmara de Viana do Alentejo nas Eleições Autárquicas 2013!

Para que esta previsão se torne uma realidade é preciso que todos os apoiantes da Candidatura PS/ Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo vão votar!

O semanário SOL volta a publicar, à semelhança de 2009, as possíveis mudanças de norte a sul do país nas Câmaras Municipais, na sequência das eleições autárquicas que estão à porta.

Como se pode ver nos mapas, em 2009 previa-se que o Concelho de Viana do Alentejo iria ter uma mudança, ou seja que a maioria da CDU iria ser derrotada, o que se veio a verificar com uma esmagadora vitória do PS.

Em 2013, o mesmo semanário não prevê mudanças no concelho de Viana, o que, a verificar-se ser uma realidade no próximo domingo, dia 29, o PS voltará a ter uma maioria absoluta no Concelho!

   

    

Visto na página do Facebook da Candidatura PS/ Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo.

   

Publicado por B. Borges

publicado por alcacovas às 18:07
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Resultados das Eleições Autárquicas 2009 no Concelho de Viana do Alentejo

   

Relembramos os resultados obtidos nas Eleições Autárquicas de há 4 anos - 2009 - no concelho de Viana do Alentejo.

  

A Candidatura PS/ Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo obteve uma maioria absoluta na Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia de Alcáçovas e Viana.

  

Na imagem podemos ver o total de votos do concelho e por freguesia para a Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

  

Nas eleições deste ano estamos convictos que, com o voto de confiança de todos, iremos reforçar esta votação, vencendo também a Junta de Freguesia de Aguiar!

  

Domingo, Dia 29 precisamos do Seu Voto! Vote PS!

  

 

   

Visto na página do Facebook da Candidatura PS/ Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo.

   

Publicado por B. Borges

publicado por alcacovas às 18:06
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Para animar a malta

Texto retirado ddo SAPO, notícias.

 

Tenista João Sousa derrotou Ferrer, número quatro mundial, em Kuala Lumpur

Para chegar pela segunda vez consecutiva às meias-finais de um torneio do circuito ATP, o luso, 77.º da hierarquia -- a sua melhor posição de sempre --, precisou de 1:38 horas.

No primeiro "set", João Sousa quebrou duas vezes o serviço ao espanhol, vice-campeão do Portugal Open, acabando por vencer por 6-2.

 

AC

publicado por alcacovas às 13:44
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

Academia das <<plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva

O texto abaixo está um pouco atrazado, mas é ainda muito válido e estimulante-
 
A academia será uma "unidade de demonstração e divulgação"

Uma academia para incentivar e apoiar pequenos agricultores da zona do Alqueva a produzirem plantas aromáticas e medicinais vai "nascer" na vila de Messejana, no concelho alentejano de Aljustrel, foi hoje anunciado.

A criação da "Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva" envolve a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), o Centro de Estudos e Valorização dos Recursos Mediterrânicos (CEVRM) e a empresa Monte do Pardieiro.

A academia será uma "unidade de demonstração e divulgação", junto dos agricultores interessados, das várias espécies, das operações culturais, dos fatores de produção e dos processos de comercialização de plantas aromáticas e medicinais, explica a EDIA, num comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a empresa, a academia pretende "dinamizar a agricultura de regadio associada à pequena propriedade e fornecer apoio e enquadramento aos projetos instalados e a instalar" na área das plantas aromáticas e medicinais.

A academia "nasce" numa altura em que se verifica "um interesse crescente" pelas plantas aromáticas e medicinais, o que se traduz no "número elevado" de candidaturas e na procura de terrenos para desenvolvimento de projetos de investimento na área, sublinha a EDIA.

De acordo com a empresa, os promotores vão assinar na quinta-feira um protocolo para a criação da "Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva".

Na atual campanha de rega, o projeto Alqueva já tem infraestruturados 68 mil hectares de regadio, mais de metade dos 120 mil hectares previstos no projeto global, cuja conclusão deverá acontecer em 2015.

Segundo a EDIA, a adesão ao regadio é um "sucesso", mas, em relação às explorações situadas em zonas de pequenas propriedades, "os valores não são tão significativos, devido, fundamentalmente, à sua inadequação para a produção sustentada de um leque alargado de culturas", refere a empresa.

 

AC

publicado por alcacovas às 23:38
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

O compositor português (de Alcáçovas) Duarte Lobo morreu há 367 anos

Duarte Lobo (?, circa 1565 - 24 de setembro de 1646) foi um compositor português da época do Renascimento tardio e Barroco inicial.Foi o mais famoso compositor português da sua época. Em conjunto com Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e o Rei D. João IV, é considerado um dos músicos da "época dourada" da polifonia portuguesa.

 

 

Sabe-se pouco da sua vida. Terá nascido em Alcáçovas ou em LIsboa, e sabe-se que foi aluno de Manuel Mendes em Évora. O seu primeiro trabalho terá sido o de mestre de capela da catedral de Évora; em 1594 era mestre de capela em Lisboa. Ensinou música no Colégio do Claustro da Sé em Lisboa, onde se manteve pelo menos até 1639. Mais tarde dirigiu na capital a capela do Seminário de São Bartolomeu. Assinava as suas obras como Eduardus Lupus.

 

Embora cronologicamente a sua vida se sobreponha à época do Barroco, escreveu, tal como Manuel Cardoso, música essencialmente ao estilo e técnica contrapontística da Renascença, como a da polifonia de Palestrina, tal como se poderia esperar por ter vivido numa zona isolada das inovações musicais de Itália e Alemanha. Publicou seis livros de música sacra, incluindo missas, responsórios, antífonas, magificats e motetes. 

A sua música é altamente atractiva, com força expressiva, tirando partido das características rítimicas e harmónicas  do texto latino, em conformidade com as disposições do Concílio de Trento. 

 

 

Encontram-se dispersos por diversas cidades (Coimbra, Évora, Vila Viçosa, Valladolid, Sevilha, Munique, Londres e Viena) os exemplares de praticamente tudo o que da sua obra foi editado em Antuérpia (Plantin, 1602-1639) e em Lisboa (Craesbeck, 1607).

 

Visto em http://geopedrados.blogspot.pt/

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:27
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

Dá que pensar e relembrar

Promiscuidade, irresponsabilidade e incompetência são algumas das manifestações que os escritores Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques encontraram nos muitos casos que relatam no livro “ Má Despesa Pública nas Autarquias”.

A poucos dias das eleições autárquicas, os dois autores afirmam que quiseram, com o livro, despertar a atenção dos eleitores para o modo como é gasto o dinheiro com que cada um de nós contribui para a sua Câmara.

Em muitos casos, é mal gasto: em projectos megalómanos – muitos desadequados às necessidades das populações e, ainda muitos mais, desnecessários; dos pavilhões e piscinas aos estádios do euro, das medalhas, estátuas, espectáculos e festivais às cidades do cinema; dos jardins aos parques temáticos e rotundas, das assessorias e comunicações às viagens e frota automóvel.

Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques frisam que não pretendem diabolizar os autarcas, mas a verdade é que não faltam exemplos de como gastar dinheiro que não existe.

 

Este extrato faz parte de um artigo publicado hoje, Sapo.

AC

publicado por alcacovas às 12:55
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Sábado, 21 de Setembro de 2013

O Paço e o Jardim das Conchas

Desde areactivação da AAA, em 2008, quer eu quer os diversos membros das direcções eleitas até hoje, vimos o Paço, a Capela, o Oratório e o Jardim como um enorme valor histórico e simbólico das Alcáçovas.

Durante os anos decorridos desde 2008 todas as direcções da AAA procuraram dinamizar um movimento que levasse à recuperação deste valioso património e previsível fonte de atracção para estudiosos, investigadores e turistas. História, desenvolvimento, divulgação deste conjunto muito especial e original para engrandecimento da Freguesia e do Concelho.

Algumas vezes procurámos em reuniões com os nossos anteriores autarcas sensibilizá-los para assumirem uma posição positiva, de responsabilização para resolverem o problema.

 As nossas tentativas foram sempre refutadas com um argumento: cabe ao estado Central assumir a recuperação  dos patrimónios históricos.

A AAA defendeu sempre uma solução diferente, que implicaria o envolvimento directo da nossa Câmara.

Só após a mudança resultante das últimas eleições, o actual órgão executivo da Câmara conseguiu, numa 1ª fase, obter a cedência do conjunto em causa à Câmara por 20 anos, renováveis. Assim o Paço e jardim são, digamos nossos e de todos.

Sabemos que ao longo deste processo a oposição na Câmara foi sempre contrária ao caminho agora encontrado e em vias de concretização.

O mais importante é que vamos ter um "novo" Paço e Jardim, conjunto este de elevado valor histórico e futuro contributo para o desenvolvimento social e económico das Alcáçovas.

Políticas à parte o que nos interessa é a salvaguarda e valorização do nosso património e a sua importância para o próprio desenvolvimento da Vila.

AC

publicado por alcacovas às 11:47
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Feira de Emprego e Empreendedorismo - na Feira d'Aires 2013

   

   

   

  

Publicado por B. Borges

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Feira d'Aires 2013 - começa sexta-feira, dia 20!

   

   

   

  

Publicado por B. Borges

publicado por alcacovas às 13:10
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Viana em Festa! Hoje, apresentação do Livro "Poetas e Poesia Popular do Concelho de Viana do Alentejo

   

   

   

   

  

Publicado por B. Borges

publicado por alcacovas às 13:03
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Terça-feira, 17 de Setembro de 2013

O melhor alentejo...

Recomendo uma visita ao blog O Melhor Alentejo do Mundo. Basta ir ao link respetivo e carregar.

AC

publicado por alcacovas às 12:14
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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

IV Passeio Cultural da AAA

Fomos ontem até Olivença e a Elvas. Fomos 56, num autocarro da Câmara e um automóvel dum dos nosso dirigentes, o Frederico, que preparou este passeio e o orientou da melhor maneira. Podemos afirmar que foi um sucesso.

Um dia muito preenchido. Vimos muitas e diversas coisas e aprendemos muito.

Saímos às 08.00 H das Alcáçovas e regressámos às 20.45.

A primeira etapa foi Olivença. Uma cidade, pequena, mas muito bonita e muito "portuguesa". Uma cidade onde Portugal está sempre presente. Impressiona ver tanto património dos tempos portugueses. Igrejas, edifícios antigos bem conservados e bem aproveitados (Câmara, universidade, etc), muralhas, pavimentos de praças e ruas.

A Igreja "Almas da Magdalena", construída pelos portugueses, é uma maravilha, uma igreja onde se sente uma tranquilidade espiritual, uma sensação de equilíbrio universal.

Outras igrejas, o antigo paço dos governantes portugueses, o castelo e até o chão do centro antigo da cidade. Calçada portuguesa cuidada, bem conservada, com desenhos lindos e tradicionais.

Fomos guiados por dois oliventinos, que foram impecáveis, competentes, mas simples. Muito nos ajudaram a "compreender" Olivença. Algumas pessoas ainda falam português, como foi o caso dos nossos "guias". Um deles quase perfeito.

Ficámos todos com vontade de voltar, com mais tempo, para conhecermos esta jóia tão portuguesa.

Depois fomos visitar Elvas onde almoçámos bem e descansámos um pouco.

Depois uma visita ao museu etnográfico. Muito bem concebido, didáctico e atraente. De seguida fomos ver uma parte das grandes (3) fortificações que defendiam Elvas. Impressionante, prova bem porque este conjunto de defesas foi classificada pela UNESCO como património mundial. Estivemos no Forte de Stª Luzia de onde se tem uma vista geral da cidade, com a parte antiga envolvida em fortes muralhas, o forte da Graça e outras fortalezas mais pequenas.

O regresso foi especial, tivemos cantares alentejanos nas vozes de alguns dos nossos companheiros e companheiras. Uma beleza.

 

AC

publicado por alcacovas às 18:25
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Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013

O TRATADO DE ALCÁÇOVAS (1479) - 4 de Setembro – Mais um Aniversário para ser lembrado

 

Celebrado a 4 de Setembro de 1479, na vila Alentejana de Alcáçovas, e ratificado em 6 de Março de 1480 na antiga capital Visigótica de Toledo, o Tratado de Alcáçovas-Toledo pôs fim ao conflito ibérico, que se desenrolara entre 1475 e 1479, devido à disputa da sucessão do Reino de Castela.


Este tratado distinguiu-se, entre os múltiplos assinados entre Portugal e os seus vizinhos castelhanos ao longo dos séculos, devido ao seu papel marcante na História dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa.


De facto, este foi o primeiro tratado a incluir disposições que definiam não só as relações entre os Reinos na Península, como também reconheciam zonas de influência nos espaços extra-europeus, que os reinos ibéricos vinham explorando no decorrer das décadas anteriores.


O conflito dinástico foi espoletado pela morte do rei Henrique IV de Castela, em1474. A sucessão do trono disputada entre a sua irmã Isabel, esposa de Fernando II de Aragão, e Joana, a Beltraneja, filha do falecido rei.


Iniciou-se assim um conflito civil entre facções nobres que apoiaram cada uma das pretendentes, contando Isabel com o apoio aragonês.


Numa tentativa de conquistar a Coroa castelhana, o rei português Afonso V apoiou o partido da Beltraneja, assumindo-se como seu futuro esposo e liderando uma invasão de Castela, que culminou, em Março de 1476, com a inconclusiva batalha de Toro. Após este confronto, e face ao ascendente de Isabel e dos seus apoiantes, as forças portuguesas viram-se em desvantagem estratégica e foram obrigadas a retirar, regressando ao seu território.


O conflito arrastou-se durante os anos seguintes, enquanto Afonso V procurou, sem sucesso, o auxílio francês para as suas pretensões, deram-se incursões militares de parte a parte, e os Reis Católicos, Fernando e Isabel consolidaram o seu poderem Castela. O impasse levou a que, com o tratado de paz assinado em 1478 entre Luís XI de França e Fernando II de Aragão, que pôs definitivamente termo à perspectiva de intervenção francesa, se tenha iniciado o processo de resolução negociada do confronto.

 


Este conflito notabilizou-se igualmente por ter sido o primeiro a nível europeu a estender-se ao palco ultramarino. A situação no Atlântico em 1475 era caracterizada por uma limitada presença castelhana em algumas das ilhas Canárias. A soberania portuguesa pelo seu lado, abrangia não só algumas ilhas dos arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo-Verde, mas embarcações portuguesas navegavam e comerciavam também no Golfo da Guiné, avançando progressivamente para Sul.


Ao longo de décadas, Portugal procurou o reconhecimento internacional das descobertas efectuadas pelas viagens de exploração. Esta necessidade acentuou-se no reinado de Afonso V, com os lucros cada vez maiores do comércio da Guiné, procurando-se eliminar a possibilidade de concorrência externa, nomeadamente castelhana, e criar uma exclusividade, marítimo-comercial portuguesa. Os esforços diplomáticos, junto do Papado, levaram à promulgação de diversas bulas, entre as quais se destaca a Romanus Pontifex, de1455. A Santa Sé reconhecia, desta forma, à Coroa Portuguesa, direitos de exclusividade na navegação, comércio e domínio das regiões não cristãs recentemente descobertas.


Este monopólio via-se ameaçado pelas ocasionais iniciativas castelhanas de penetração nos negócios do Golfo da Guiné e de contestação da exclusividade portuguesa na região. O deflagrar da guerra em 1475 levou a um agudizar desta conjuntura, com Fernando e Isabel a darem o apoio régio às tentativas da navegação castelhana de subverter a política de hegemonia naval e desafiar o controle português sobre o comércio africano.


Assim, acompanhando o desenrolar do conflito na Península Ibérica, desencadeou-se uma guerra de corso nas ilhas Atlânticas e no mar da Guiné. Contrariamente ao que aconteceu no cenário Ibérico, no mar os portugueses conseguiram manter o ascendente, devido à sua maior experiência e conhecimento do oceano. No entanto a guerra corsária entre os dois reinos cessou com a assinatura do Tratado de Alcáçovas-Toledo.


O primeiro passo para pôr fim ao conflito foi dado através de um encontro que decorreu discretamente na vila de Alcântara, em Março de 1479. D. Beatriz, a duquesa de Viseu, em representação da família real portuguesa, deslocou-se à vila castelhana para se encontrar com Isabel. Tia e sobrinha debateram durante uma semana os fundamentos do acordo. Desta forma, a duquesa pôde acautelar os interesses atlânticos da sua Casa.


Depois, no Verão desse ano, iniciaram-se as negociações formais para pôr fim ao conflito que se arrastava. Para tal reuniram-se na vila alentejana de Alcáçovas representantes de ambas as partes, tendo elaborado dois tratados. Enquanto o Tratado das “Terçarias de Moura” resolveu a questão dinástica de sucessão à Coroa castelhana em favor de Isabel I, o Tratado de Alcáçovas-Toledo pretendeu pôr fim definitivo às disputas entre os Reinos de Portugal e Castela.


No que à Península dizia respeito este tratado retomou o status quo anterior, acordando a devolução mútua de terras conquistadas e prisioneiros capturados. Quanto à expansão ultramarina as disposições do tratado, onde se denota a influência do príncipe herdeiro, o futuro D. João II, demarcaram, pela primeira vez, zonas de influência.

Desta forma a Coroa portuguesa abandonou todas as pretensões sobre as ilhas Canárias, que ficaram sob influência castelhana. Castela, por sua vez, reconheceu a Portugal o direito de submeter o reino de Fez, em Marrocos, e a posse dos arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo-Verde. De maior importância foi o reconhecimento da soberania e exclusividade da navegação portuguesa em todas as terras descobertas e por descobrir.

Ficava consequentemente confirmado o monopólio português no comércio da Costa da Mina e do Golfo da Guiné. A hegemonia portuguesa foi deste modo salvaguardada através do reconhecimento da Santa Sé, que confirmou o tratado em 1481 através da bula Aeterni regis, e do acordo bilateral com o principal rival em potência, o reino de Castela.

O Tratado de Alcáçovas-Toledo representou assim, não só uma primeira divisão do espaço ultramarino em esferas de influência, antevendo o Tratado de Tordesilhas de 1494, mas também uma formalização do programa expansionista português, criando condições para o seu desenvolvimento durante o reinado de D. João II.

Bibliografia:
COSTA, João Paulo Oliveira e, “D. Afonso V e o Atlântico – a base do projecto expansionista de D. João II”, in Mare Liberum, nº 17, Junho de 1999, pp. 39-71. Idem, D. Manuel I, um príncipe do Renascimento, Lisboa, Temas & Debates, 2007. RADULET, Carmen M., “Os descobrimentos portugueses e o Tratado de Alcáçovas”, in Portugal e o Mundo, dir. Luís de Albuquerque, vol. II, Lisboa, Alfa, 1989, pp. 13-25.

Autor: José Ferreira

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 17:59
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Autarquicas

A menos de um mês das eleições o TC vem dar razão aos autarcas que já tinham cumprido 3 mandatos seguidos, mas se apresentavam de novo como candidatos a outras câmaras.

Leis feitas em cima do joelho?

Interesses  prevenidos quando no Parlamento aprovaram , a correr, a lei que hoje veio trazer tão grande confusão. Julgo que a lei, como foi feita, tinha que ser vista como positiva para os autarcas que se candidatam em outros concelhos. Não discuto, neste momento, se é justo ou não, se é no interesse das populações locais, etc.

O que, para mim, é mais uma questão negativa para o sistema actual em que os diversos partidos apresentam (impõem) as sua listas. Volto sempre ao grande problema: quando se fará uma regionalização discutida por todos e elaborada com o maior cuidado para evitar demasiadas armadilhas dos partidos.

O poder central está esgotado, a democracia cada vez mais ténue. O poder gera corrupção e outros vícios. Assim se dividirmos o poder não acabaremos com a corrupção, mas dar-lhe-emos uma grande machadada.

Hoje temos, em termos de poder, 3 escalões de governação:

A UE e a sua burocracia;

O Estado central e a sua burocracia;

O poder local condicionado pelos poderes centralizados.

Como dar a volta a estas situações, tão queridas de quase todos os partidos, por toda a Europa?

Os interesses vão desgastando a democracia, a vontade de participar, a vontade de criar, a vontade de estimular a solidariedade, a iniciativa, a vontade de lutar por uma vida melhor.

Ano após ano vamos desistindo. vamos perdendo a esperança, não participamos porque já pouco nos interessa o que fazem os outros. Resta-nos obedecer, não fazer ondas ou emigrar. Pouco resta.

Mas ainda e sempre tenho esperança. Velho, mas ainda optimista.

AC

 

publicado por alcacovas às 12:40
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Domingo, 1 de Setembro de 2013

Portugal de ouro

Esta é a quarta medalha de Portugal em Campeonatos do Mundo, a primeira de ouro.

Emanuel Silva e João Ribeiro sagram-se campeões do mundo de K2 500                        

Emanuel Silva e João Ribeiro sagraram-se hoje campeões do mundo de K2 500 metros, em Duisburgo, na Alemanha, fazendo história na canoagem portuguesa com o primeiro título mundial.

A dupla portuguesa conquistou a medalha de ouro ao terminar a prova com um tempo de 1.32,662 minutos, superando a dupla da Bielorrússia, formada por Raman Piatrushenka e Vadzim Mkhneu (1.32,711), e da França, constituída por Sebastien Jouve e Maxime Beaumon (1.33,023), medalhas de prata e bronze, respetivamente.

Esta é a quarta medalha de Portugal em Campeonatos do Mundo, a primeira de ouro.

                        Conteúdo publicado por SportInforma c/ Lusa

 

AC

publicado por alcacovas às 17:46
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Autárquicas

Aproxima-se o dia da votação para escolha dos futuros autarcas do nosso Concelho. Até hoje as diferentes campanhas vão fazendo o seu trabalho e tudo vai decorrendo de forma correcta e respeitadora. Respeito de cada um para com todos os outros concorrentes.

Assim deve ser, mas tenho também uma esperança. Poder um dia votar em pessoas e não em partidos. Os partidos não deveriam ir a voto directamente. Preferia e julgo que seria mais democrático que em vez dos partidos fossem cidadãos que formassem as suas listas com pessoas de qualquer partido ou sem partido, mas as escolhessem sem quaisquer limitações partidárias diretas.

Uma lista partidária "nunca" poderá ser melhor do que uma lista de cidadãos livres dos compromissos com os seus partidos.

Mas é como é e vamos votar. Votar é importante, mais do que nunca, mas votar pensando mais nas pessoas do que nos partidos.

O Concelho tem uma luta enorme pela frente. Assegurar a continuidade do seu estatuto. Atrair pessoas, atrair empreendedores, dinamizar, inovar, lutar para manter e reforçar um lugar na carta dos concelhos portugueses.

Dar vida é crescer. Sem pessoas não há futuro. E as pessoas têm que ser cada vez mais parte de todo o processo de desenvolvimento do concelho, pois essa é a mais importante das condições para um futuro melhor e assegurado.

Sobre os vencedores cai uma enorme responsabilidade. O seu trabalho tem que ser inovador, adequado, persistente até teimosia e participado por todos nós.

Vamos votar.

AC

publicado por alcacovas às 11:13
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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