Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Falar Verdade – É tão Simples

Pelo que parece circulam alguns mal-entendidos sobre a minha posição na Câmara referente a uma moção apresentada pelo Partido Socialista. Nomeadamente sobre medidas sociais, ou medidas anti-crise, que deveriam ser adoptadas pela Câmara.

 

Vou esclarecer por que motivos não poderia concordar com aquela moção:

1)      Como dá para ler na acta da câmara, eu nunca poderia apoiar uma moção partidária em sede de reunião de Câmara, ou seja, esta não era uma moção do vereador Rui Gusmão, mas sim do Partido Socialista. Esses actos devem ser praticados em Assembleias Municipais. Daí, concluo, das duas uma, ou foi assim apresentada por ingenuidade ou inexperiência, ou então, foi com a intenção desta não ser aprovada, para depois, o PS andar a apregoar a sua bondade e a diabolização de quem a chumbou só por não serem do mesmo partido. Mais errado não podia ser. O PSD já aprovou algumas das raras propostas apresentadas pelo PS;

2)      Outra curiosidade muito estranha: O formato com que o PS invoca naquele texto e até no discurso do 25 os valores da democracia, é de uma arrogância tal que, parecem ser os detentores da titularidade desses mesmos valores. Como é óbvio, não lhes ponho em causa os seus valores. No entanto, lições de democracia por parte do PS? Ou doutros? Era só o que faltava

3)      Outro aspecto não menos relevante tem a ver com as propostas apresentadas, a maioria delas são da esfera governativa e não da esfera das competências dos municípios. Exemplos são múltiplos: 

a)      Isenção de impostos municipais – Ainda há pouco tempo o Governo (através do Director-Geral dos Impostos) informou graciosamente o alargamento do prazo do IMI para mais 2 anos. Obviamente como contribuinte fico satisfeito, no entanto esse dinheiro é uma receita das autarquias, que acaba de lhes ser retirada, sem que as mesmas sejam informadas. Faz algum sentido esta proposta do PS de Viana do Alentejo?

b)      Com a isenção do IRS por parte das autarquias, a razão é igual. O Governo pede às autarquias para isentarem 5% do IRS que lhes pertence, mas não no IRS do Estado Central.

c)      Apoio aos desempregados, pessoal que aufere do RSI, famílias numerosas, etc, etc. Aparentemente a medida até pode ser interessante, só que o modelo apresentado é referente àquelas verbas que estes grupos têm vindo a perder, a favor da forte contenção de custos ao nível do Instituto da Segurança Social. Em dois anos este organismo poupou 400 milhões de euros com estes cortes. É preciso não esquecer. Se houvesse transferências do Estado e delegação de competências nesta matéria, então sim, esta proposta do PS de Viana do Alentejo já poderia fazer algum sentido;

d)      Incremento de apoio de 20% aos POC. È impressionante que o PS acabou por obrigar as autarquias e as organizações sem fins lucrativos a pagar 20% na comparticipação dos POC em detrimento duma comparticipação 0%, vem agora o PS de Viana do Alentejo pedir mais 20%. Ou há distracção sobre o que o Governo da nação anda a fazer, ou então isto não passa de mera demagogia política. 

e)      Apoio às PME´s e Microempresas – Então aqui é adulteração total da realidade. Este Governo do PS agrava as taxas para a constituição de empresas e o PS local pede a redução de taxas. Inúmeros exemplos podem ser dados:

          1)      Perguntem a um empresário em nome individual ou um profissional liberal quanto é que pagava de segurança social antes deste governo entrar em funções e quanto paga agora? Ele diz-vos – agravaram-lhe as contribuições em mais 50%. Sabem quantos é que encerraram a actividade devido ao agravamento deste custo fixo? Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

           2)      Já perguntaram quanto é que recebe um empresário em nome individual, um sócio-gerente de uma sociedade por quotas ou um profissional liberal, caso fique sem empresa (quer dizer sem trabalho / emprego)? Zero. E olhem que por aí anda muito desemprego oculto e de orgulho ferido. Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

           3)      Sabem o que é que se passa com os incentivos à criação das Micro e PME´? Pois, eu também não. Sei que o QREN está em vigor desde 1 de Janeiro de 2007, não é 2009, é 2007 e que PRODER – Medida 3 (programa de excelência para apoiar as iniciativas em meio rural), nem sequer tem formulários. Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

          4)      Sabem o que acontece a um idoso que não entrega a declaração anual do IRS, só porque pensava que não era necessário entregá-la e porque ninguém o informou? 100€ de multa. Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

           5)      Depois são os resgates fiscais em tempos de crise. É o assassinato do nosso tecido empresarial. Será que não se deveria estar a negociar prazos alargados para com as dívidas dos Estado, já que estamos numa crise nunca vista? Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

            6)      Quem deve ao Estado leva grandes multas e paga avultados juros (no mínimo 12% ao ano). Quando o Estado deve, paga quando lhe apetece (quando paga) e sem mais nada. Pergunto, afinal onde é que está a sensibilidade social deste PS?

 

Bem podia estar aqui adu eternum com um relambório de questões e em nada abonariam a favor da sensibilidade social deste PS. Infelizmente, esta é uma triste verdade.

 

É claro, isto não passa, depois é uma festa da mais pura demagogia propagandística. O PSD não apoia porque é da oposição e não quer ajudar as pessoas em dificuldade. Parece-me claramente abusivo.

 

Também pergunto, porque é que o PS de Viana do Alentejo não apoiou as medidas sociais do PSD, nomeadamente quando propus a criação de um Regulamento de Apoio Social a Estudantes Desfavorecidos, de apoio às rendas das casas, livros e cantinas escolares?

 

Porque é que o PS de Viana do Alentejo não apoiou quando o PSD quando propus a diminuição de taxas municipais para grupos desfavorecidos?

 

Porque é que o PS de Viana do Alentejo não apoiou o PSD quando propus a eliminação da Derrama, imposto municipal quase sem receitas, como factor simbólico de diferenciação e de incentivo de atracção de empresas?

 

Porque é que o PS de Viana do Alentejo não apoiou o PSD quando propus a redução das taxas de água às entidades sem fins lucrativos do concelho de Viana do Alentejo?

 

E eu que acreditei que, apesar daquele documento não ter pés nem cabeça, estava cheio de boas intenções…

 

António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 23:19
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FINAL DA TAÇA FUTSAL INFANTIS 2009

 

António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 21:26
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Debate - Ideia Muito Interessante

 

No Blog http://www.pracadarepublicaembeja.net/

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:52
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Onde está o PRODER?

 

 

O PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural já devia estar em plena execução, sobretudo a medida 3 (antigo Programa LEADER +), de apoio ao desenvolvimento de iniciativos em meio rural. Tal como os outros Programas enquadrados no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégia Nacional, também o PRODER ainda mal arrancou.

 

Aqui, estamos a falar do apoio a projectos complementares à actividade agrícola, desenvolvimento e criação de empresas, turismo em espaço rural, projectos desenvolvidos por associações e outras entidades de cariz local.

 

Já há muito tempo que lá vai o dia 1 de Janeiro de 2007, período em que deu início o QREN e pelo que parece não há forma de arrancar em pleno.

 

Muito mais grave se torna quando uma frágil economia como a portuguesa, tão dependente de financiamentos externos e da dinâmica das micro e pequenas empresas (ao nível do investimento e da empregabilidade), não aproveite este mecanismo de financiamento para o seu próprio desenvolvimento.

 

Se até agora a não aplicação ou a má aplicação dos fundos comunitários é devida à incompetência e irresponsabilidade deste Governo do Partido Socialista, hoje em dia já ultrapassa todos os limites da decência e do bom senso. Estamos assim, perante uma situação de lesa pátria em que estes governantes de Portugal deveriam ser responsabilizados por tudo o que de grave e errado se encontram a fazer.

 

Ao dia de hoje é difícil acreditar que este (des)Governo do PS ainda consiga estimular o que quer que seja ao nível da actividade económica. A região Alentejo tem sido altamente prejudicada por tanta incompetência.

 

Também neste domínio, o autismo político do Governo PS tem sido dramático para o País e para a nossa região em particular. A não aplicação destes fundos tem efeitos bastante negativos ao nível regional, significa que as nossas padarias, queijarias, salsicharias, transformação de compotas e outros doces regionais, adegas, lagares de azeite, restauração, turismo em espaço rural, artesanato, actividades de serviços gerais e de proximidade, não se podem desenvolver.

 

Neste contexto, significa que estamos a perder capacidade competitiva precisamente nas áreas onde somos mais fortes. Assim, torna-se cada vez mais impossível concorrer com outras regiões europeias, sobretudo porque estamos a perder a capacidade produtiva que ainda nos vai restando.

 

O PPD/PSD – Partido Social Democrata deseja que esta situação se altere o mais rapidamente possível, porque de outra forma, pode não haver salvação possível.

 

António Costa da Silva – Responsável pelo Grupo de Reflexão de Economia e Desenvolvimento Regional da Comissão Política Distrital de Évora do PPD/PSD – Partido Social Democrata.

 

Publidado no Diário do Sul http://www.diariodosul.com.pt/

 

Editado pofr António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 00:22
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Vida Nova - Boletim informativo do Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo

 
Enviado para o e-mail: alcacovas_hoje@sapo.pt para divulgação. (Formato roubado aos nossos vizinhos da http://barbeariaideal.blogspot.com/)
 
Ricardo Miguel Vinagre
publicado por alcacovas às 16:31
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Horto do Paço (Jardim das Conchas)

No passado dia 20 de Abril, tendo oportunidade e o privilégio de conhecer pessoalmente a professora universitária e arquitecta paisagista, Aurora Carapinha, fiquei a conhecer um pouco mais sobre este belissímo espaço da nossa vila sistematicamente ostracizado pelos poderes políticos centrais e locais, pelo menos até à data.

Nessa aprazível e muito enriquecedora conversa com tão reputada docente, fiquei a conhecer, entre muitas coisas:

 

1º - da unicidade do Horto do Paço com a sua extraordinária decoração de embrechados no panorama nacional, ibérico e europeu.

 

2º - da singularidade actual do tipo de horto enquanto espaço independente do paço. Existiram outros exemplos em Portugal, como foram caso o Paço da Ribeira, já extinto e do Paço Ducal de Vila viçosa, entretanto com o seu horto anexado ao restante espaço.

 

3º - que o espaço onde se encontra o actual horto, era outrora o centro da judiaria alcaçovense.

 

4º - que o seu fundador, numa visão algo patriótica, em período de dominação castelhana, quis criar uma pequena corte nesta vila, dando ao espaço em causa toda a dignidade que o seu abastado bolso lhe pudesse dar.

 

Depois, já no âmbito dum convite que, em nome da AAA fiz a esta professora, para se integrar num grupo multidisciplinar de estudo do Horto do Paço, fiquei a saber que no âmbito do mestrado de Gestão e Valorizaçãodo Património Cultural, a cita professora tem alunos a realizar um trabalho de requalificação paisagistica deste espaço que gentilmente estão disponíveis para fornecer à AAA.

 

Fiquei ainda a saber pela voz da professora Aurora Carapinha que  esta tinha tido um antigo aluno de mestrado que tinha igualmente a intenção de realizar um trabalho sobre o Horto do Paço e que o mesmo, não obstante não o ter entregue, tinha-lhe fornecido dados extremamente importantes. Mostrou-lhe fotografias aéreas do centro histórico das Alcáçovas, onde se vislumbrava o perímetro inicial e mais extenso do horto, até à doação à junta de freguesia respectiva de parte deste espaço para a ampliação do Largo da República. Mais! Este aluno, dotado de uma considerável biblioteca particular, encontrou um manuscrito que data da fundação do dito horto e refere pormenores interessantes da sua construção, plantação, etc..

 

Mais pormenores em breve!

 

Cumprimentos,

 

 

Frederico Nunes de Carvalho 

publicado por alcacovas às 19:55
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Discurso do Sr. Presidente da CMVA no 25 de Abril

EXMº SENHOR 1º SECRETÁRIO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO
EXMºS SENHORES REPRESENTANTES DOS PARTIDOS POLITICOS COM REPRESENTAÇÃO NOS ORGÃOS DO MUNICIPIO DE VIANA DO ALENTEJO, PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS, PARTIDO SOCIALISTA E PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
EXMºS SENHORES REPRESENTANTES DO VASTO MOVIMENTO ASSOCIATIVO DO CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES
CAROS COLEGAS AUTARCAS
CARISSIMOS AMIGOS
 
Ao assinalar nesta evocação festiva os 35 anos do 25 de Abril de 1974, devemos antes de mais procurar elevar bem alto o nome daqueles homens que numa manifestação heróica avançaram para um movimento de libertação de um Pais que estava subjugado a uma ditadura brutal e opressiva havia 48 anos.
Nesse tempo nem os que hoje podemos considerar como os mais básicos direitos de cidadania podiam ser exercidos.
O simples direito de associação, de livre expressão, de reunião, entre outros, não podiam ser exercidos pela esmagadora maioria do povo Português. Por detrás de cada esquina escondia-se um informador, em cada pessoa havia uma potencial ameaça e para tantos compatriotas nossos, a delação por parte de um qualquer inimigo da pratica de actividades politicas, ainda que sem qualquer fundamento, era motivo suficiente para o levar á prisão, á sujeição a interrogatórios violentos, muitas vezes a torturas e em algumas das quais as pessoas eram obrigadas a confessar coisas que nunca haviam feito, apenas para tentar acabar com os sofrimentos que lhes estavam a ser infligidos.
Abril pôs fim a esse estado de coisas e abriu novos horizontes para todo um povo que até ai tinha sido tiranizado e governado com mão de ferro.
De lá para cá muitos foram os avanços que Portugal registou como País e os Portugueses, na sua qualidade de vida, na saúde, na educação, na segurança social, no apoio aos mais frágeis, na livre expressão de opiniões. Num conceito, na criação de um Estado Providência para os Portugueses.
De lá para cá foram inúmeros os avanços neste caminho mas foram também imensos os recuos a que temos vindo a assistir.
Nos últimos anos Portugal tem presenciado uma ofensiva muito grande contra a generalidade dos trabalhadores Portugueses e contra os seus direitos. A desregulação das leis laborais, a precarização do trabalho e os despedimentos em massa criam um clima de total insegurança no emprego, propicio para os mais variados abusos por parte de quem é o elo mais forte deste sistema.
O aumentar a idade da reforma, as dificuldades acrescidas em aceder ao subsidio de desemprego quando necessário transformam as relações que os cidadãos criaram com o estado às vezes há dezenas de anos e alteraram as regras do jogo quando este já estava a ser jogado. Um trabalhador que havia feito 30 anos de descontos para o seu sistema de previdência e esperava que o estado cumprisse também para consigo, afinal, vê que ainda lhe são necessários em alguns casos, mais 10 anos de trabalho, para além daquilo que era suposto fazer.
São encerradas escolas, fecham maternidades, postos de polícia e GNR.
São encerrados serviços básicos de apoio às populações como no caso do Concelho de Viana do Alentejo aconteceu com o SAP do Centro de Saúde de Viana do Alentejo.
Porque é verdade e porque mesmo entre nós há pessoas que andam a tentar branquear essa verdade, quero mais uma vez afirmar que o SAP de Viana foi encerrado por decisão do Ministério da Saúde do actual Governo. Contrariamente ao que algumas pessoas têm afirmado para tentar esconder os verdadeiros culpados pela decisão, não foi o presidente da Câmara que mandou encerrar o SAP. Nunca tive e não tenho competências para tal. Se tivesse, o SAP nunca teria fechado e tornado num calvário o acesso a saúde por parte dos nossos cidadãos, principalmente aos mais idosos e desfavorecidos que se vêm duplamente penalizados: nem lhe é permitida uma consulta aqui e se quiserem ter acesso ao hospital em Évora, ainda são confrontados com a necessidade de pagarem do seu bolso o transporte até lá.
Estas medidas são tomadas de forma unilateral, sem pedir opinião aos parceiros. São impostas. Quando são contestadas, mesmo na rua por centenas de pessoas do nosso Concelho como aconteceu com o caso do Centro de Saúde, o governo faz orelhas moucas.
E é este mesmo governo que se diz de diálogo e que acusa outros parceiros, como as autarquias por exemplo, de falta de cooperação quando estas, legitimamente e na defesa dos interesses do seu povo, não aceitam colaborar em acções cuja mais-valia para a população é zero e apenas se destinam a alimentar máquinas demagógicas de fazer parecer uma coisa diferente daquela que realmente está em causa.
Com toda esta conjuntura é legitimo perguntar se estamos no caminho que Abril abriu para o nosso povo.
Todo o mundo está em crise e o nosso País não é excepção. Mas em Portugal, o País da União Europeia Mais centralista, onde o fosso entre ricos e pobres é o maior, a crise ainda está a sentir-se com mais violência.
O desemprego é um drama que já ganhou contornos de uma eminente catástrofe social. O desemprego está a provocar uma quebra generalizada de rendimento em inúmeros agregados familiares, uma enorme dificuldade em fazer face aos compromissos, uma degradação da qualidade de vida de centenas de milhares de pessoas. Segundo relatórios oficiais, Portugal tem cerca de 2 milhões de pobres, que diariamente tentam sobreviver em condições sub humanas.
Caros amigos
Recentemente em entrevista a um Jornal regional, referi com desagrado uma das múltiplas formas pelas quais o Concelho de Viana está a ser marginalizado pelas decisões do Poder Central e referi-me em concreto á via legal, seja pela definição do Plano Regional do ordenamento do território que aposta nos maiores e penaliza os mais pequenos, seja pela via da definição de corredores estratégicos de desenvolvimento, como o corredor Azul ao longo da Auto-estrada, seja pela criação de pólos de desenvolvimento Turístico, entre outros. De todos eles o Concelho de Viana foi excluído, às vezes de forma cirúrgica. Tudo isto clarifiquei na referida entrevista. Os critérios jornalísticos da exclusiva responsabilidade de quem os utilizou, omitem uma boa parte do meu discurso e aparece desgarrado como título, “Há alguma coisa a acontecer em Volta de Viana”, sem que o essencial das minhas declarações apareçam transcritas. È um titulo que poderia muito bem ser escolhido numa qualquer sede partidária e não na redacção de um jornal. A verdade é que de uma maneira coordenada o poder central adopta medidas com vista a excluir determinados Concelhos de centros de desenvolvimento e o nosso é um deles.
Aquilo que algumas pessoas querem fazer parecer é que se não estamos lá é por vontade própria. Chegou a altura de dizer basta a este tipo de hipocrisia política e que cada um assuma as suas responsabilidades. Para pôr fim a este estado de coisas, a Câmara Municipal deliberou por unanimidade pedir a adesão ao Projecto Corredor Azul e ao Pólo Turístico do Alqueva. Expressamos assim de forma clara e inequívoca a vontade do Município de Viana do Alentejo em pertencer a estes eixos de desenvolvimento. Aguardamos agora a resposta e veremos devidamente clarificada a situação: Ou nos aceitam e fica claro qual a nossa vontade, ou não nos aceitam e fica clara a vontade do governo em não nos envolver. De uma forma ou de outra tem que ficar claro que por mais credíveis que pareçam certos mensageiros, presentemente não falam a verdade.
Temos muita dúvida que perante este estado de coisas se esteja a cumprir Abril.
Estamos obviamente nestas frentes politicas mas estamos muito mais preocupados com quem precisa de ajuda e com o bem estar do nosso povo.
Na Câmara Municipal de Viana do Alentejo, procuramos estar atentos a este tipo de dificuldades. Pela proximidade com os nossos cidadãos, pela facilidade de contacto, pelas redes Sociais montadas no Concelho e pelo atendimento directo aos munícipes, temos permanentemente uma noção muito rigorosa das dificuldades com que o nosso povo se debate.
Assente nesta experiencia e com a noção clara das dificuldades que a nossa população atravessa, a Câmara Municipal está a lançar um programa de medidas de intervenção nas áreas sociais que visa tocar todas as pessoas que se encontrem em maiores dificuldades.
Uma das medidas está mais vocacionada para a população idosa do Concelho:
Trata-se de conceder reduções em todas as taxas e tarifas municipais em 50% do seu custo, sejam de que tipos forem.
Com esta medida, a Câmara visa reduzir o volume total de despesa para estes agregados que em regra são dos que estão mais desprotegidos tanto em termos económicos como em termos sociais.
Um outro projecto que corresponde ao desejo e á necessidade de muitos idosos do nosso Concelho e que agora vamos implementar, é a oficina domiciliária. Este nível de intervenção pretende resolver pequenos trabalhos domésticos que bastantes vezes são necessários e da realização dos mesmos surgem enormes mais-valias para a qualidade de vida das pessoas. Uma mudança de torneiras ou de loiças sanitárias, a reparação do sofá, a substituição do vidro partido ou da lâmpada estragada, em algumas situações, pode fazer toda a diferença para a qualidade de vida dos nossos idosos.Para que se possa aceder a estes apoios bastará que os interessados requeiram o cartão do idoso e desde que a sua pensão seja igual ou inferior ao salário mínimo nacional ele será garantido.
Uma outra medida em que estamos a apostar é direccionada para toda a população do Concelho, independentemente da sua idade. A medida visa por um lado criar condições para que os agregados mais desfavorecidos possam ainda assim beneficiar de apoio para a realização de pequenas obras nas suas habitações próprias e permanentes, que se mostrem necessárias para a melhoria das condições de vida e, por outro lado, pretendem funcionar como um estímulo para que as empresas de construção civil do Concelho possam ser estimuladas, contribuindo assim positivamente para o emprego e para a dinamização económica local.
Pretende-se com este apoio que será de 50% do valor das obras realizadas até um certo montante, montante esse que será acrescido quando as empresas construtoras forem do Concelho de Viana do Alentejo, que um conjunto de obras como a melhoria das acessibilidades dentro da habitação, o melhor acesso a condições de salubridade e higiene, a intervenção numa cobertura ou em portas e janelas, possam ser garantidas a todas as pessoas e que não seja pela insuficiência de apoios que as mesmas deixarão de ser feitas.
Estas regras são extensíveis a toda a população do Concelho, desde que o seu rendimento per capita se situe dentro do exigido no respectivo documento de apoio.
Estamos certos que com estas medidas, estamos a criar um pacote de financiamento directo onde e para quem ele é necessário.
Não pretendemos entrar em ideias de assistencialismo demagógico nem de praticar a pequena caridade que nada resolve e apenas expõe pessoas e a sua dignidade.
Não quisemos criar um pacote de medidas bem embrulhadas para parecerem o que não são e muito menos irmos atrás de algumas vontades que para desresponsabilizar e branquear o recuo do Estado Português em áreas sociais fundamentais para o nosso povo, procuram defender que as autarquias passem para áreas que não são as suas e que consequentemente vão ocupar os espaços de quem lá estava e se retirou.
Estas medidas bem como um grande pacote de investimentos em equipamentos colectivos que a Câmara esta a lançar no nosso Concelho, vão dar um contributo muito positivo para tentar minimizar no nosso território a crise que sentimos todos os dias.
A Câmara Municipal de Viana do Alentejo está em condições financeiras de o fazer. Ao contrário do que se procura afirmar aqui ou ali, a saúde financeira do Município está bem e recomenda-se.
Foi recentemente publicado o anuário financeiro dos Municípios de 2007, com a última actualização das finanças municipais de todo o Pais.
Contrariamente a muita desinformação que tem existido em relação aos níveis de endividamento, o nosso Município, entre os 308 de Portugal, ocupa posições entre o 6º e o 11º lugar entre os que têm menor níveis de endividamento.
Todos os indicadores financeiros estão excelentes, temos projectos estruturantes para cada uma das nossas freguesias e temos vontade política de os executar. Conhecemos as potencialidades do Município, as suas debilidades e sabemos qual a melhor forma de agir.
Para nós na Câmara Municipal trabalhar assim, em prol do nosso povo, fazer o que sentimos ser necessário para a contínua melhoria das suas condições de vida é também cumprir Abril.
Desta forma vamos todos juntos continuar a trabalhar para percorrer os caminhos através das portas que Abril Abriu.
Viva o Concelho de Viana do Alentejo
Viva o 25 de Abril.

Editado por António costa da Silva

publicado por alcacovas às 15:57
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Alentejo Tu e Eu (III)

Percorro terras mais a sul. Razões profissionais assim me obrigam.

 

Passando pela “capital” do montado, nesse Portel do cante de outros tempos, entristeço-me. Ao contrário do que às vezes parece e nos querem fazer querer, não vejo a sua força, não vejo as suas gentes. Lá está o seu imponente castelo a lembrar as vitórias de D. Nuno Alvares Pereira e do seu protegido D. João I. Essa sim, a altaneira alcazaba mantém-se impávida e serena, já não lembra o navegador Henrique que ali tentou negociar o resgate do seu irmão mais novo, prisioneiro para toda a vida nas masmorras de Fez.

 

Ali perto, entramos novamente em Terras do Grande Lago circundadas por amplas áreas naturais. A Amieira no Vale do Degebe, lembra o tempo dos romanos que por ali passaram. Hoje, sente-se traída pelo Odiana. Os mais novos não querem lá ficar.

 

Ao passar na aldeia de Alqueva é possível exortar a melancolia da paisagem. Este é daqueles sítios que apetece ficar, ouvir as velhas estórias de sempre. Apenas ouvir, saborear sem pressas.

 

É certo que aquelas águas são importantes. Que o nosso futuro depende dela, também é certo. Mas as gentes daquelas bonitas terras continuam a fugir para outros locais. A proa deste barco que é Portugal continua a levar mais gente que a ré. Não se pode afundar.

 

Aliás, Alqueva, ou alqueive (terra deserta de pousio), não pode ser o seu nome. Alqueva é vida, tem de ser muito mais vida.

 

Depois, a passagem pelo paredão que sustenta o Grande Lago.

 

Por vezes, quando passo de manhã, muitas delas de nevoeiro, dá-me sempre a sensação que ali é um bom local de reflexão. É estranho, porque envolto daquela paisagem, mas em cima de milhares de toneladas de betão, dá-me uma ideia de dimensão, até mesmo de infinito. Dá também a ideia daquilo que somos capazes de fazer, de bem e de mal.

 

A partir dali, vamos em direcção a Arucci. Noutra dimensão se apresenta esta pequena e bela cidade. Ao tempo romano em que era Civitas Aruccitana Nova, até ao período muçulmano que passou a ser Al-Manijah, desperta-nos sensações imemoriais das velhas civilizações. As lendas encantadas da Moura Salúpia, aos tempos das conquistas aos mouros e reconquistas aos espanhóis, levam-nos a esta cidade cheia de recantos e de riquezas históricas.

 

Ali, abrem-se expectativas para as novas gerações. Novas energias de novos tempos se movem. Serão estas o melhor caminho?

 

Depois em direcção ao meu destino, a Pias.

 

Agora, encontramos numa paisagem diferente: as terras barrentas de serpa entrecruzam-se com um território ondulante. Os vinhedos e os olivais, próximos do Enxoé, substituem a velhas terras do sul. Ao longe, avista-se o relógio de Pias. Espreitando quem passa por aqui.

 

Novamente o mesmo tempo, os mesmos rostos envelhecidos pelo tempo. O cante de todas as vozes.

 

António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 15:45
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Uma Viagem por "Istambul: Memória e Cidade - ORHAN PAMUK"

 

Sinopse

 

 

Editado por António Costa da Silva

 

 

O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias colectivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o nobelizado nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade.
 
publicado por alcacovas às 09:54
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Uma Viagem Pela Europa do Pensamento - Última Leitura

omeça assim…

 

«A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. […] Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ‘ideia de Europa.’»

A IDEIA DE EUROPA 

A IDEIA DE EUROPA

George Steiner

 

 

… e termina assim este ensaio verdadeiramente admirável de George Steiner:

 

«Com a queda do marxismo na tirania bárbara e na nulidade económica, perdeu-se um grande sonho de — como Trotsky proclamou — o homem comum seguir as pisadas de Aristóteles e Goethe. Liberto de uma ideologia falida, o sonho pode, e deve, ser sonhado novamente. É porventura apenas na Europa que as fundações necessárias de literacia e o sentido da vulnerabilidade trágica da condition humaine poderiam constituir-se como base. É entre os filhos frequentemente cansados, divididos e confundidos de Atenas e de Jerusalém que poderíamos regressar à convicção de que ‘a vida não reflectida’ não é efectivamente digna de ser vivida.»

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 09:42
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Discurso do Representante da Assembleia Municipal de Viana do Alentejo

 

 

Ex. mº  Sr. Presidente da CM Viana do Alentejo

Ex.ª Sr.ª Representante do PCP

Ex. mº Sr. Representante do PS

Ex. mº Sr. Representante do PSD

Ás demais entidades aqui presentes

Minhas Senhoras

      Meus Senhores

        A Todos presentes.

 

         Tal como no ano anterior cabe-me a mim, como 1º Secretário da Assembleia Municipal de Viana do Alentejo, e na impossibilidade do Sr. Presidente da mesma estar presente, abrir esta sessão solene.

 

         Gostaria de relembrar a todos que este é um ano muito importante em termos de eleições, vamos ter três actos eleitorais, e se é verdade que todos nós temos mais tendência para nos preocuparmos com as Autárquicas não é menos verdade, que as Legislativas e as Europeias não são menos importantes, portanto deixo aqui a mensagem, que em respeito aos que tanto lutaram pela nossa liberdade, também de expressão, não deixem de ir votar em qualquer dos actos eleitorais que se vão realizar.

         Não deixem de ir exprimir a vossa opinião, seja ela qual for.

         Temos que manter a nossa liberdade que tanto custou a obter.  

 

Este ano trago uma mágoa acrescida, magoa essa, que mesmo correndo o risco de me tornar repetitivo tenho que voltar aqui a falar dos problemas que falei à um ano atrás.

        

Estou-me a referir como vocês sabem, ao encerramento das urgências no Centro de Saúde, ao estado degradante do Registo Civil, à privatização dos CTT, ao estado em que se encontra o Paço dos Henriques em Alcáçovas.

Estes encerramentos que aqui refiro não são só um incomodo para as populações como são também, um retirar dos direitos adquiridos pelo povo ao longo destes 35 anos de luta. 

 

O Centro de Saúde

Apesar de haver quem tente passar as responsabilidades para a nossa Autarquia, todos sabemos quais são as políticas de encerramento do actual Governo. A política desde Governo é resolver a crise à custa dos mais pequenos ou seja à custa dos mais frágeis e necessitados.

Tenho a certeza que algumas das pessoas que aqui estão agora, tiveram que passar por lá, e não foram atendidas quando precisaram.

 

 

O Posto da GNR de Alcáçovas, só o continuamos a ter aberto graças ao esforço do Presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas

que, juntamente com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo têm feito um enorme esforço para este não encerrar.

         O Posto de Viana continua ao abandono e a GNR continua com o seu Posto numa casa particular sem condições para o efeito.  

 

Infelizmente confirmou-se a privatização dos CTT tal como eu aqui mencionei há um ano atrás.

Há situações e questões que são demasiado previsíveis, com politicas como são as deste governo.

 

E lamentavelmente o registo civil continua na mesma, se um idoso precisar de ir lá acima ou um deficiente, não conseguem!

Tal como as péssimas condições de trabalho das funcionárias.

E infelizmente passado mais um ano continuamos a não ter o cartão único.

Se há um ano atrás, éramos o único Concelho do Distrito, que não podíamos fazer esse cartão no nosso Concelho, porque a máquina não cabe nem na porta nem nas instalações, hoje seremos certamente um dos poucos Concelhos do País que, para termos esse tal Cartão temos que ir a um Concelho vizinho.

 

Paço dos Henriques

Mais uma vez a Câmara, juntamente com a Associação dos Amigos das Alcáçovas, a Associação Terras Dentro, e a Junta de Freguesia de Alcáçovas, se estão a substituir ao Governo e estão a tentar a arranjar alternativas para a reconstrução do Paço dos Henriques, e digo a substituir ao Governo porque o Paço dos Henriques está em Alcáçovas mas não é nem da Câmara nem de nenhuma Associação aqui referida, é sim da responsabilidade e propriedade do Estado, e a sua recuperação não devia ser preocupação nem das Associações nem da Câmara Municipal, deveria sim, ser do seu dono “O Governo”.

Apesar de algumas insinuações a Câmara não vai tentar nem nunca tentou utilizar-se do Passo dos Henriques para fazer politica, a Câmara tentou e continuara sempre a tentar junto das entidades competentes que o Paço dos Henriques seja recuperado, esse sim o objectivo da Câmara.

 

Bom, mesmo para terminar e porque felizmente vivemos em democracia e há mais pessoas para falarem.

 

Gostaria hoje aqui, no dia em que conjuntamente podemos festejar 35 anos de liberdade, deixar uma mensagem de agradecimento, a todos os que de uma forma directa ou indirecta contribuíram para que este dia fosse possível. Porque todos os que aqui estão sabem certamente, que há 36 anos atrás não seria possível estarmos aqui a manifestar as nossas opiniões.

 

Obrigado a todos

Viva o 25 de ABRIL

 

 

                                                         Luis Miguel Fialho Duarte

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 00:27
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Domingo, 26 de Abril de 2009

Pensamentos do Provável Candidato da CDU

 

Cartoon Elaborado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:51
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Pensamentos do PS de Viana do Alentejo

 

 

Cartoon Elaborado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:30
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Discurso de Francisco Mestre - Presidente da Secção de Viana do ALentejo do PSD

 

 

 

PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA

CONCELHIA DE VIANA DO ALENTEJO

 

 

35º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

 

Exmo Senhor 1º Secretário da Assembleia Municipal,

Exmo Senhor Presidente da CMVA,

Exmos Senhores Eleitos

Convidados,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Muito Bom Dia Todos,

 

Inicio esta intervenção com uma palavra de respeito e admiração para com aqueles que, debaixo de uma forte opressão, e correndo mesmo risco de vida, planearam e executaram a revolução de Abril. É a esses homens e mulheres que devemos aquilo que hoje temos.

 

Há 35 anos o país renascia. Ficavam para traz 48 anos de repressão e opressão. A liberdade, em todos os sentidos, estava por fim nas mãos dos Portugueses. Essa liberdade trazia com ela uma oportunidade, a oportunidade de uma vida melhor, em que todos eram vistos como iguais, em que os serviços básicos eram para todos: Saúde, Educação, Justiça.

 

É sempre bom não esquecer que alguns indivíduos, meses depois, tentaram roubar este sonho aos Portugueses.

 

Essa oportunidade trazia, também, uma nova forma de poder autárquico (passando a ser eleito pelos cidadãos portugueses), definindo-o como o principal meio de contacto com as populações.

 

As autarquias são responsáveis pelo bem-estar dos meios onde se inserem, por proporcionar às suas populações boas condições de vida e boas condições para desenvolverem as suas actividades.

 

Por isso mesmo, graças a Abril, podemos falar hoje de poder autárquico verdadeiramente eleito pelas suas populações. Podemos hoje criticar livremente as opções erradas que os leitos vão tomando. Podemos hoje, tal como aqui estamos a fazer, assim como é possível fazer noutros meios, expressar livremente todas as nossas opiniões, sem que para isso, exista o medo das repercussões que possam existir posteriormente.

 

Abril deu-nos isso e é sem dúvida uma das suas maiores riquezas.

 

Abril também é poder autárquico. Desta forma, trago algumas reflexões sobre a problemática actual com que se debate o poder autárquico.

 

É responsabilidade das autarquias manter os centros históricos em boas condições e apresentáveis á sociedade, é também responsabilidade das autarquias manter as vias de comunicação em bom estado, de forma a permitir uma boa circulação de pessoas e dos seus bens.

 

Seria bom que as autarquias funcionassem como uma espécie de embaixador dos seus concelhos, promovendo os seus produtos, a sua história, a sua cultura, as suas riquezas, os seus monumentos, e tudo aquilo que de melhor se faz nos seus concelhos. Mas, para isso, é preciso identificar claramente os objectivos que se pretendem atingir, não só vocacionados para o curto prazo (para o voto), mas, sobretudo, para o médio e longo prazo, de forma a também beneficiar as gerações vindouras.

 

Sem um bom trabalho de casa é impossível passar uma boa imagem do concelho, é impossível atrair pessoas para o concelho. Vivemos um momento em que o Estado Central apresenta políticas de abandono do interior, sem quaisquer preocupações ao nível duma estratégia de desenvolvimento rural e regional, em que a tendência é para abandonar todos os serviços de proximidade que existem no meio rural. O papel das autarquias torna-se ainda mais fundamental para inverter essa tendência.

 

Nesse sentido, devem ser criadas condições para a atracção e fixação de novos habitantes, tais como melhores e novas zonas industriais, centros empresariais, centros incubadores de empresas. Estruturas estas viradas essencialmente para os produtos regionais, e com isto quero dizer que deve ser feita uma aposta clara naquilo que de melhor se faz no nosso concelho, seja na área das infra-estruturas, seja na área do conhecimento, seja na área da comunicação e imagem.

 

Chega de obras para “fazer vista”, ainda para mais em tempos de crise! Abril não foi pensado para isso.

 

Termino esta intervenção dedicando uma palavra àqueles que um dia deram a sua juventude, e alguns a sua vida, em nome de Portugal em terras do ultra-mar. Essas pessoas que corajosamente combateram na guerra colonial e que por vezes são esquecidas e até marginalizadas pela nossa sociedade e pelos nossos governantes.

 

Viva o 25 de Abril.

 

 

Francisco Aquilino Chibeles Mestre

 

Presidente da Secção Concelhia do PPD/PSD Viana do Alentejo

 

 

Viana do Alentejo, 25 de Abril de 2009

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 12:47
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Discurso do Vereador Rui Gusmão - PS

 

Bom dia a todos os presentes:

Presidente da Assembleia Municipal, Presidente de Câmara, Vereadores, Presidentes de Junta de Freguesia, Presidentes das Associações e Colectividades presentes na sala, senhoras e senhores

 

Comemorar o 25 de Abril hoje à distância de 35 anos é recordar e manter viva na nossa memória o Portugal cinzento e triste, um país que vivia a guerra colonial, isolado e condenado no seio da Organização das Nações Unidas, sem liberdade de expressão, das perseguições políticas, da PIDE, da caridadezinha, da ditadura.

Comemorar o 25 de Abril é também recordar o Movimento das Forças Armadas que abriu o caminho da liberdade, juntamente com o povo.

Por isso devemos viver e celebrar esta data e realçar que a Liberdade e a Democracia são valores fundamentais para a humanidade.

Recordo-me dos três D do MFA

Democracia

Descolonização

Desenvolvimento

A democracia trouxe-nos liberdade de expressão, de opinião e de imprensa e embora recentemente a Presidente de um partido político tenha dito que para implementar certas reformas, em Portugal, era necessário suspender a Liberdade por 6 meses tenho a certeza que quem viveu em ditadura não se sentiu bem com esta ameaça.

A descolonização pôs fim a uma guerra injusta e sem fim.

O desenvolvimento foi sendo cumprido e hoje em dia embora seja visível a insatisfação de muita gente, podemos afirmar que se cumpriu Abril.

Passámos a eleger os nossos representantes directos na Assembleia Municipal, na Câmara e nas Juntas de Freguesia e o Partido com maior número de votos irá governar a Autarquia, esperando-se da parte destes eleitos locais o exercício do Poder Local Democrático com empenhamento, muito trabalho e que esse trabalho se reflicta no desenvolvimento do nosso Concelho.

Infelizmente não é isso que se verifica no Concelho de Viana do Alentejo e pelo que ouvimos isso é responsabilidade do Governo Central, actualmente o Governo do Partido Socialista.

Usando a liberdade de expressão e o direito de opinião – conquista de Abril – numa observação crítica às vilas do nosso Concelho eu pergunto:

- Será que é culpa do Governo Central o estado lastimoso das ruas de Aguiar, Alcáçovas e Viana? É possível melhorar? Porque não se melhora?

- Será culpa do Governo Central que uma obra como o Parque de Mercados esteja em construção há mais de quatro anos?

- Será que é culpa do Governo Central que a conclusão da ETAR de Alcáçovas esteja há dois meses à espera de conclusão?

- Quem deve ser responsabilizado pelo atraso da revisão do Plano Director Municipal, que ficou dois anos parado devido a um incumprimento processual?

- A aposta num modelo de desenvolvimento deste Concelho baseada em exclusivo no incentivo à construção de casa própria em bairros residenciais, aos loteamentos de terrenos sem espaços verdes e equipamentos lúdicos para crianças é do Governo Central?

- Já que falamos em eleitos locais que reflexão merece a atitude da CDU relativamente à renúncia do mandato do Vice-Presidente eleito (o Vereador das Alcáçovas) para a Câmara Municipal de Viana do Alentejo?

À semelhança de um Pimeiro-Ministro de Portugal que disse ter encontrado o País de tanga e foi protagonista, na minha opinião, da vergonhosa Cimeira dos Açores que deu luz verde à guerra no Iraque, este Primeiro-Ministro virou as costas a Portugal, ao País de tanga, para aceitar o lugar de Presidente da Comissão Europeia.

No caso da nossa Autarquia a renúncia do Vice-Presidente, deu origem à candidatura à Autarquia vizinha de Alvito com o apoio da coligação que o elegeu em Viana do Alentejo, sujeitando-se a CDU à lógica do interesse pessoal deste senhor.

Esta manifestação de afirmação pessoal teve ainda como consequência a alteração da equipa da Junta de Freguesia de Alcáçovas que na lógica da CDU foi a melhor saída encontrada para a recomposição do executivo da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

Para quem se diz empenhado e dedicado na construção de um Concelho mais desenvolvido, respeitando sempre a vontade que as populações têm no processo de escolha dos seus mais directos representantes, esta não parece ser a conduta de quem se afirma defensor do Poder Local Democrático.

Isto é possível? Sim, é possível e aconteceu em Viana do Alentejo com a CDU.

Mas porque hoje celebramos Abril, não quero encerrar a minha intervenção sem antes ler um poema de um dos poetas que cantou Abril, um poeta que admiro e que desapareceu há 25 anos, o poeta José Carlos Ary dos Santos.

 

 

 

Isto vai meus amigos isso vai

Um passo atrás dois à frente

E um povo verdadeiro não se trai

Não quer gente mais gente que outra gente

 

Isto vai meus amigos isso vai

O que é preciso é ter sempre presente

Que o presente é um tempo que se vai

E o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança

Que é verde a cor que tem a esperança

Quando a água de Abril sobre nós cai

 

O que é preciso é termos confiança

Se fizermos de Maio a nossa lança

Isto vai meus amigos isso vai

 

 

VIVA o 25 de Abril

 

Rui Gusmão – Vereador da CMVA Eleito pelo PS

 

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 12:42
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25 de Abril em Alcáçovas - Participantes na Corrida da Liberdade

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:39
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Vieram visitar as Alcáçovas

Ontem um grupo com mais de trinta pessoas, colegas e amigos do Chico Mestre veio até à nossa Vila, passear e almoçar.

O passeio, preparado entre o Chico Mestre e a Associação dos Amigos das Alcáçovas, constou de uma visita ao Horto das Conchas e à Capela e depois à Matriz.

Com a colaboração da Junta e da GNR conseguimos ter abertos os locais referidos que foram visitados e admirados com a ajuda de algumas breves notas históricas sobre estes dois tesouros da nossa terra.

Diga-se que a maioria dos visitantes se mostrou muito admirada e encantada com o que viu.

Algumas frases expressam bem a reacção dessas pessoas:

- "Como é que uma Vila pequena tem uma Matriz com esta imponência".

- "Quantos habitantes tem a Vila? Só cerca de 2000? Com tudo isto?".

- Esta Capela é linda."

- "Nunca vi (capela e jardim) nada como isto".

- "Que pena, é uma vergonha ter isto (jardim e capela) neste estado".

- "Foi uma surpresa, não fazia ideia, não esperava ver coisas tão interessantes".

 

AC

publicado por alcacovas às 11:30
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Há 35 anos...

Há 35 anos, homens e mulheres do meu país sonharam com um Portugal, mais justo, mais fraterno e mais igual. Onde alguns deixariam de ter tudo para todos puderem ter alguma coisa.

Há 35 anos em Portugal sonhou-se, riu-se e chorou-se de alegria, a esperança estava restaurada, podia-se voltar a sonhar!
Há 35 anos, homens e mulheres do meu país olharam o nascer do sol de 25 de Abril como um nascer de uma nova vida, de uma oportunidade para puderem sonhar em serem felizes. Libertando-se das grossas correntes da uma ditadura velha e vazia de ideias que apadrinhava e defendia a desigualdade social.
Há 35 anos, homens e mulheres do meu país olharam olhos nos olhos dos seus donos, daqueles que lhe dava a esmola pelo seu trabalho duro e muitas das vezes desumano e disseram, sou livre e parte do que tu tens também é meu pois foi conquistado através do meu trabalho escravo e mal pago.
Há 35 anos em Portugal cantou-se Zeca, Adriano e a “Trova do Vento que Passa “ de Manuel Alegre suava como que a uma profecia que se realizou.
Hoje, passados 35 anos, os homens e mulheres do meu país não sonham, pois ou estão no desemprego ou para lá caminham.
Hoje, passados 35 anos, os homens e mulheres do meu país choram muitas vezes porque não têm dinheiro para dar de comer aos seus filhos, manda-los estudar e deixa-los sonhar.
Hoje, passados 35 anos, os homens e mulheres do meu país já não saem à rua para celebrar e evocar Abril.
Hoje, passados 35 anos, os homens e mulheres do meu país têm medo do futuro, medo de perder o emprego, a casa e tudo aquilo que conquistaram com o seu trabalho.
Mas hoje passados 35 anos, os homens e mulheres do meu país têm de ter mais esperança que nunca, têm de sonhar mais que nunca e hoje mais que nunca têm de viver o maior direito que Abril lhes deu, a Liberdade!
Hoje os homens e mulheres do meu país têm que dizer bem alto, basta!
Basta de cravos vermelhos nas lapelas de caros fatos, basta de discursos sempre iguais a proclamar a liberdade, a igualdade, a dignidade, quando no dia a dia, os mesmos que fazem os discursos sempre iguais não lutam e não vivem para que exista a liberdade, a igualdade e a dignidade dos outros.
Basta de longos textos em editoriais de boletins propagandistas cujo objectivo é sempre o mesmo, manter o poder para continuar a consumir e destruir em benefício próprio aquilo que Abril conquistou para todos.
Agora mais do que nunca, há que castigar os culpados desta situação, aqueles a quem foi dada a oportunidade de servir os outros e nada mais têm feito do que se servir a si próprios. Aqueles que necessitando da política para viver, consomem os ideais de Abril como os vermes consomem a carne de um animal robusto e vigoroso, matando-o aos poucos.
Hoje, passado 35 anos, os homens e mulheres do meu país têm de gritar como nunca:
 
Viva o 25 de Abril
 
Viva a Liberdade
 
Viva Portugal
 
 
Ricardo Miguel Vinagre
publicado por alcacovas às 16:45
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Caminhada em Viana do Alentejo

 

Enviado para Divulgação

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 16:27
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Liberdade



Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


                          Fernando Pessoa

Editado por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 16:07
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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