Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Sugestão

 

 

 

 

Adenda
 
* Peço desculpa às mentes iluminadas que visitam este espaço, se ofendo a sua inteligência com esta sugestão musical.
rmgv
publicado por alcacovas às 14:33
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O haxixe é inofensivo?

Esta semana notícias sobre estudos feitos por instituições de investigação médica, reputadas, uma dos EUA e outra da Nova Zelândia publicaram resultados dos trabalhos feitos.

- O hábito continuado de "fumar" uns charros de haxixe (ou marijuana) pode causar sintomas de esquizofrenia, como delírios persecutórios, alucinações, etc.

 

- Fumar um charro é tão prejudicial para os pulmões como 2,5 a 5 cigarros (fumados de seguida). Até há pouco tempo menorizou-se o efeito do haxixe, pensa-se que este nem era muito prejudicial. O tabaco até era pior.

 

Mas os estudos, estes e outros, feitos começam a mostrar que a realidade é outra e muito mais assustadora do que se pensava.

Lembram-se dos nossos amigos holandeses? Liberalizaram o consumo, mas hoje já pensam de forma diferente.

É bom que se destrua o mito de que o haxixe (ou marijuana ) não faz mal. Até alivia e relaxa.

A verdade é outra e convém divulgá-la .

 

 

AC

publicado por alcacovas às 11:40
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Paço de Alcáçovas, uma luta de J. H. Saraiva...

Durante a leitura de mais um fascículo da colecção "Álbum de Memórias" do Prof. José Hermano Saraiva, deparei-me com o seguinte título: O Paço das Alcáçovas.

Como achei interessante o que o Prof. J. H. Saraiva dizia sobre esta luta levada a cabo pelo Diário Popular de que foi Director.

 

Trancrevo aqui as linhas referentes ao Paço de Alcáçovas.

 

"Entre os movimentos cívicos desencadeados pelo Popular, está o resgate do Paço Real das Alcáçovas.

Em 9 de Janeiro de 1989 o jornal lançou o alarme:

«Hoje, o Diário Popular inicia mais uma batalha. Uma batalha pela independência da nossa História. Uma cruzada para impedir que seja vendido a empresários espanhóis um dos monumentos de mais impressionante simbolismo da História de Portugal. O Paço das Alcáçovas.

 

Foto de Alexandre Santos

 

Foi lá que, pela primeira vez, portugueses e castelhanos assinaram o acordo que veio dividir entre duas grandes nações ibéricas o mundo a descobrir. Só os analfabetos o não sabem e só os imbecis o não entendem: o Tratado de Alcáçovas foi o embrião do Tratado de Tordesilhas.

Pois este edifício histórico está ao abandono, perdido nos ermos melancólicos da charneca alentejana. Foi outrora sede de uma exploração agrícola mas, com o confisco das herdades, ficou sem função. Em breve vai ruirOs sinais da degradação e ruína iminente multiplicam-se. Vêm de longe os compradores, há perspectivas, projectos, propostas, contrapropostas. Quem vende é Portugal, quem compra é Castela (...)»."

 

Como alcaçovense sinto-me orgulhoso ao ler o modo e a atenção que o Prof. J. H. Saraiva dispensou a um monumento da minha terra mas sinto-me ao mesmo tempo envergonhado ao ver que, passados tantos anos, tudo continua na mesma.

As prioridades foram crescendo, o projecto de recuperar o Paço tornou-se cada vez mais difícil de realizar e por isso foi abandonado pelos responsáveis da nossa vila e do nosso Concelho.

É tão simples como isto: o Paço foi abandonado por todos! Os autarcas nada fazem porque é um processo difícil, a longo prazo e não trás votos (arriscam-se a ver ruir, durante um dos seus mandatos um monumento que faz desta vila uma vila com História); a população passa ao lado do Paço todos os dias e nada faz, aguarda que "aquilo" caia e os movimentos, que se multiplicam (em defesa dos serviços públicos e outras necessidades urgentes), mas nenhum se preocupa com a defesa e recuperação do Paço.

 

É triste mas é verdade!

 

Luís Mendes

publicado por alcacovas às 10:03
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Livros (I)

A Saga de um Pensador

 

Sinopse

Neste seu primeiro romance, o psiquiatra Augusto Cury narra a trajectória de Marco Polo – não o navegador e aventureiro veneziano do século XIII, mas um jovem que embarca na grande aventura que é a vida. Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões. Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de mais que remédios e diálogo – precisam de ser tratados como pessoas, como iguais. Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocando uma verdadeira revolução de mentalidades...

 

Adenda
 
* Peço desculpa às mentes iluminadas que visitam este espaço, se ofendo a sua inteligência com esta sugestão literária.
rmgv
publicado por alcacovas às 01:10
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Freguesia das Alcáçovas na ANAFRE

Orago de Alcáçovas Freguesia de Alcáçovas

A dezoito quilómetros da sede do concelho, Alcáçovas é uma importante freguesia do concelho de Viana do Alentejo. Tem uma história de muitos séculos e um povoamento que ascende, pelo menos, à época romana.

Segundo alguns autores, aqui existiu a cidade romana de Castraleucas, para outros estudiosos a de Ceciliana. Alcáçovas sofreu posteriormente as invasões muçulmanas, em 715. Aquele povo conquistou rapidamente a vila, e é dessa altura o nome da freguesia. Um topónimo que não é mais do que uma corrupção da palavra Alcasba, que significa fortaleza ou presídio. Foi uma das freguesias despovoadas durante as guerras mouriscas dos séculos centrais da Idade Média.

Em 1258, recebeu foral de D. Martinho, bispo de Évora, sendo a partir desse ano finalmente povoada. D. Afonso III deu-lhe novo foral em 1271 e elevou-a à categoria de vila.

D. Dinis viria posteriormente a reedificar Alcáçovas e a construir ali um palácio para sua moradia. Este solar passou mais tarde para os condes de Alcáçovas. Como refere Pinho Leal, “D. Dinis aqui residiu por muitas vezes, no seu palácio, vindo passar os verãos a esta vila, e costumava ir cear muitas vezes ao pé da fonte do concelho”.

É do reinado do “rei Lavrador”, também, a fundação de um castelo, fundamental, à época, para a defesa do território nacional dos ataques estrangeiros.

Em termos de património edificado, um destaque importante para a igreja matriz. Fora do centro da vila, é uma construção em abóbada, de três naves, que data de 1530.

A ermida de Nossa Senhora da Graça, a quatro quilómetros do centro da freguesia, encontra-se em local elevado. Com Misericórdia e hospital, foi já, por obra dos frades de S. Domingos, da invocação de Nossa Senhora da Esperança.

Muito famosa nesta freguesia, desde sempre, foi a indústria artesanal dos chocalhos. Em meados do século, referia a “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”: “Alcáçovas, rica produtora de cereais, exporta lã e queijo e tem como característica indústria a dos chocalhos, muito antiga, que desde séculos se transmitia de geração em geração, em três ou quatro famílias. Os chocalhos, conforme as dimensões, tomam os nomes de reboleixo, picadeira, piquetes, serranas, etc., além dos minúsculos, os guias de furão.” Ainda hoje, pode-se dizer, é uma arte que vai tardando em desaparecer e que vai conseguindo manter as mesmas características de outrora.

Foi 1.º Conde de Alcáçovas D. Francisco de Sales Henriques Pereira de Faria Saldanha Vasconcelos de Lencastre, que nasceu a 12 de Dezembro de 1811 e morreu cedo, em 21 de Maio de 1840. Distinguiu-se como um paladino da liberdade, em especial no cerco do Porto e nas guerras civis subsequentes. Perdeu um braço numa dessas batalhas, em 1834, sendo de imediato reformado em tenente de infantaria.
Retirado do Site da ANAFRE
Editado por António Costa da Silva
publicado por alcacovas às 18:22
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Fim-de-semana aficionado em Alcáçovas

Integrada na Feira de Alcáçovas, todos aqueles que gostam, puderam usufruir de um fim-de-semana bem aficionado.

Na Sexta-feira, dia 27, após o concerto do grupo EzSpecial, por volta das 00h30m, ocorreu a garraida para todos aqueles que estivessem dispostos a um cara-a-cara com 5 vacas cedidas pelas Casa Agrícola Maria Genoveva Mira e Filho.

 

 

No Sábado, dia 28, pelas 22h, na praça instalada no recinto da Feira os aficionado puderam apreciar uma bela Corrida de Toiros à Portuguesa. Aqui fica a Crónica de Nelson Lampreia para o sítio da Internet www.toureio.no.sapo.pt.

 

 

Alcáçovas
28 de Julho de 2007
Corrida de toiros
Toiros
Branco Núncio
Cavaleiros:
Luis Rouxinol
Francisco Núncio
Brito Paes
Forcados Amadores
Montemor
Évora
 
 
"Corrida entretida em Alcáçovas

Na noite de 28 de Julho, a localidade de Alcáçovas ( Évora ), por ocasião da sua Feira Anual, viveu a sua tradicional corrida de toiros, em mais uma organização da dinâmica e aficcionada ASSOCIAÇÃO TAUROMAQUICA ALCAÇOVENSE. O publico respondeu afirmativamente, preenchendo 3/4 da lotação da praça instalada no campo da feira.
 
Saiu à praça um curro de 2004 com ferro e divisa de Branco Núncio, regulares de apresentação a darem jogo desigual, de melhores condições o primeiro, a deixarem tourear-se o 2º. e 5º. e levantarem mais problemas revelando sentido os 3º, 4º e 6º.
 
Luis Rouxinol provou que está um 'todo-o-terreno', não só pela preenchida agenda de espectáculos feitos e agendados, mas sobretudo pelo leque de soluções com que conta para as diferentes dificuldades que os toiros lhe colocam. Duas lides bem distintas e bem sucedidas na noite Alcaçovense provam-no, uma primeira mais alegre e movimentada ante um oponente colaborante que não complicou, permitiu chegar ao público em sortes 'limpas' no cite e colocação, bem adornadas e comunicativas a seu estilo, rematada com o tradicional par de bandarilhas. O seu segundo, muito menos claro de investida, requeria uma brega mais 'em cima', para o  fixar. Rouxinol poderia ter 'despachado' comodamente a ferragem, mas não se limitou a fazê-lo, esteve lidador a mexer no toiro, a procurar em cada ferro os melhores terrenos e distâncias e a mostrar que quem mandava ali era ele, conseguiu fazê-lo, deixando ferragem em sortes de verdade e com os ferros em 'su sitio', terminando com um palmito de elevada nota. Uma boa noite de Rouxinol em Alcáçovas. 
 
Agradável foi rever Francisco Núncio, com dois oponentes que não eram de todo fáceis, em particular o segundo ( que cedo buscou tábuas), trouxe o classicismo da arte de marialva, sempre procurando ir recto, em viagens suaves e a cravar com correcção, rematando sempre por dentro os ferros, cravando quase sempre ao estribo foram nota comum a ambas as lides, estando particularmente bem na segunda no que toca a brega, que foi muito cuidada e eficaz a contrariar a tendência que o toiro manifestava em renunciar à luta. Um pouco mais de alegria nos adornos e na comunicação com as bancadas, seria maior o eco de entusiasmo no conclave, no entanto, foi muito aplaudido com agrado. Teve também uma boa noite.
 
O pior lote e algum desacerto, contribuíram para que a passagem de Brito Paes por terras Alcaçovenses não fosse coroada de êxito. No seu primeiro que se adiantava ostensivamente, teve muitas dificuldades em ganhar o píton e deixar os ferros em reuniões cingidas, estas resultaram algo abertas e com bastantes passagens em falso, embora com preparações e cites de bom nível. O cavaleiro recusou a volta no final, mais um exemplo de respeito pelo publico e pela arte, dado por um profissional. No seu segundo, o que mais ostensivamente procurou refugiar-se em tábuas, andou algo nervoso nos compridos, tendo recuperado nos curtos, onde conseguiu deixar a ferragem de forma limpa e a custo, fruto de uma brega eficaz a contrariar as dificuldades, mas sem conseguir o impacto que decerto desejava. Deu volta no final em reconhecimento do esforço despendido.
 
No capitulo da Instituição Nacional que é o forcado amador, está garantido um futuro próximo, pelo menos para os dois grupos da noite, ambos optaram por dar oportunidades à juventude, tendo sido agarradas e deixando boas perspectivas. Apesar de os toiros não complicarem, havia que estar bem com eles e foi o que aconteceu na generalidade, tanto nos caras como nas ajudas. Os erros ( naturais na juventude ) foram rapidamente corrigidos ( forcados não mandaram nas reuniões ) e as pegas concretizadas logo nas segundas tentativas, uma para cada lado.
 
Assim, por Montemor, Filipe Manzarra ( à 2ª ), Noel Cardoso ( 1ª ) e Antonio Casimiro (1ª). Por Évora, Ricardo Casasnovas ( 1ª ), Nuno Lobo ( 1ª ) e Jorge Vacas ( 2ª ), bem ajudados, assinaram uma actuação para o futuro de ambos Grupos.
 
Apenas um reparo, está mais que na hora de os forcados se mentalizarem, os que ainda não estão, que são artistas e que o publico está, também, para os ver, aplaudir e assobiar consoante o caso. E que pelo facto de um cavaleiro entender que não justificou a volta na sua actuação, o forcado deverá dá-la caso a tenha justificado e não se ficar apenas por um agradecimento nos médios ou simplesmente retirar-se, não é  falta de respeito por ninguém dar a merecida volta.
 
Sem problemas dirigiu o Sr. José Tinoca, auxiliado pelo Dr. Patacho de Matos, uma corrida que se viu bem."
No Domingo, e de forma a terminar em beleza o fim-de-semana aficionado, uma novilhada pelas 18h30, também na praça instalada no recinto da Feira e com vacas da Casa Agrícola Maria Genoveva Mira e Filho, foram lidadas 3 vacas pelas Cavaleiras Amadoras Maria Mira e Sofia Almeida e pelo Cavaleiro Amador Manuel Vacas de Carvalho.
O Grupo de Forcados Juvenis de Montemor-o-Novo abrilhantou com a actuação dos seus pequenos forcados este espectáculo de verdadeiras revelações.
Foi triste verificar que numa tarde de Domingo tão boa como a do passado Domingo, poucos foram aqueles que estiveram presentes na Novilhada, em que se revelaram os futuros triunfadores do toureio nacional.
Aqui ficam algumas fotografias captadas pelo José Sampaio:

Durante as cortesias...

A Cavaleira Maria Mira aguardando a entrada da vaca na arena...

 

 

Luís Mendes, com a colaboração de Maria Mira.

publicado por alcacovas às 18:17
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Museu dos Chocalhos

Museu do Chocalho em Alcáçovas
Um museu original e as histórias de João Chibeles, chocalheiro de profissão. Com muito orgulho.
N'Dalo Rocha
2003-10-7
   
Um retrato alentejano

Já visitei muitos museus regionais, com colecções originais, porém nunca supus que os chocalhos das vacas pudessem ser objecto de uma colecção museológica.
   
Partira de Évora logo após o almoço, um excelente lombinho de porco preto, em busca de algo no mínimo invulgar. Tinha ouvido falar de um tal Museu do Chocalho que ficava nas Alcáçovas, por isso fiz-me a caminho para descobrir o que era aquilo.

Pela N254 de rectas infinitas cruzei-me com o aeródromo onde os cartazes anunciavam mais outra edição do festival aéreo. Infelizmente terá que ficar para outra oportunidade.

Pela paisagem alentejana que discorre quase sempre monolítica, fui-me aproximando do meu objectivo. Quilómetro a quilómetro, quase sem ninguém na estrada, lá cheguei por fim a Aguiar e a seguir a Viana do Alentejo, onde reconfirmei o bom rumo para as Alcáçovas. Este é um procedimento comum para quem viaja solitário. Pode ser que qualquer dia me cedam um navegador, quem sabe?

À saída de Viana, encontrei a estação de comboios e por ser um entusiasta da ferrovia, não resisti em dar uma espreitadela. Tudo deserto, bilheteiras fechadas e pelo terreiro vi galinhas e gansos que grasnavam. Finalmente lá alguém apareceu para me explicar que comboios ali já não param. Triste, prossegui viagem e pouco depois chegava ao meu destino.
   
Alcáçovas e o Museu

Já nas Alcáçovas, perguntei ao primeiro velhote que encontrei onde era o museu. Simpático, explicou-me como encontrá-lo e num abrir e fechar de olhos dei com o número 156 da Rua da Esperança, a velha oficina reconvertida em museu.

Encostados na soleira da porta, dois homens conversavam. Um deles era o proprietário, João Chibeles Penetra, que prontamente se disponibilizou em mostrar-me os cantos à casa. Do aperto de mão senti um vigor invulgar para alguém com cerca de 70 anos através das mãos grossas e calejadas pela desgastante profissão.

Entrei e olhei. Tentem imaginar como poderá ser uma sala com as paredes forradas de chocalhos do chão ao tecto. Aqui há chocalhos de todas as formas e tamanhos. O mais pequenino, terá aproximadamente a dimensão de uma pedra de isqueiro. Peça de colecção, claro, ao passo que o maior mede mais de meio metro de altura.

Não sei se conseguem imaginar, mas ao longo de cinco salas, este senhor colecciona mais de 3000 chocalhos expostos na parede. É obra e em todo o Portugal não existe nenhuma colecção assim, onde cada peça é única.
   
E ao contrário do que possamos pensar, os chocalhos não são todos iguais, nem sequer tocam todos o mesmo som, nem tão pouco desempenham a mesma função.

No campo há histórias engraçadas sobre chocalhos. Por exemplo o macho, de som mais grave, difere de todos os outros e tem uma função específica. Serve para identificar o animal guloso que saltou a vedação para ir pastar no terreno do vizinho, que é apanhado só pelo som.

Aliás, só nas Alcáçovas chegaram a existir mais de 15 oficinas de chocalhos como esta, nos idos anos 40. Alturas houve em que o trabalho apesar de manual era tanto, que daqui saíram remessas enormes para Moçambique ou para o Brasil. Lembram-se da novela do Rei do Gado? Se calhar algumas daquelas vacas andavam com chocalhos alentejanos décadas depois, será?

 

Retirado da

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 18:06
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Museu do Chocalho em Alcáçovas

2ª Parte - Museu do Chocalho em Alcáçovas
N'Dalo Rocha
2003-10-07
   
Brasões, folhas de chapa e marteladas.

No meio desta colecção há chocalhos que para além da sua forma ou tamanho se distinguem pelo seu brasão ou marca agrícola. Pois é, nem só as famílias nobres tinham o direito de utilizar brasão. Pelos vistos os animais também através do seu chocalho.

Não se sabe ao certo quando começou esta tradição, mas já no século XIX e até antes, a profissão de chocalheiro era muito comum e grosso modo, de Norte a Sul de Portugal, havia muitos. Por vaidade e orgulho profissional marcavam as suas peças com o seu próprio símbolo, ou seja, o brasão.
   
José Chibeles possui o seu, distinto do que era usado pelo seu falecido pai, ainda que ambos tivessem trabalhado durante décadas na mesma oficina. Sem dificuldade, identifica dezenas de brasões diferentes e reconhece que “há mais de 400 tipos de brasões e casa agrícolas diferentes e muitos, não se sabe sequer quem os fez”. Particularidades do ofício.

Os brasões são engraçados, mas pessoalmente o ponto alto da visita foi perceber com se constrói um chocalho. Segundo o meu cicerone, nasce da simples folha de chapa, com aproximadamente dois metros por um. Esta é recortada e vai dar matéria para fazer diversos, de acordo com o tamanho pretendido. Quando o trabalho era o mais standarizado, cada uma destas folhas dava para fazer em média 51 peças.

Corta-se a chapa e tudo é trabalhado à mão, força braçal que molda o material na bigorna. Haja músculo! Com a ajuda do martelo, moldam-se os cantos, fazem-se as orelhas e coloca-se o céu para pendurar o badalo. Finalmente o brasão e a asa para ser pendurado ao pescoço do animal. Cobre-se com metal (que ao fundir-se dá-lhe o som e a cor) e envolve-se tudo em barro com palha. Vai ao lume. Isto parece quase uma receita culinária, porém o processo não é simples, e só pode ser feito por uma mão de obra especializada. Em média, um simples chocalho demora cerca de uma semana a ser feito.

Finalmente, vem o processo de arrefecimento com água e as afinações finais do som, a martelo, claro. Coloca-se o badalo e já toca, plim, plim.
   
O bom badalo

É essencial ter badalos de qualidade para produzir bons sons. Mas estes também se gastam e necessitam ser reparados. Numa das dependências da oficina, o mestre Penetra convida-me a entrar e mostra-me uma pilha de badalos em segunda mão. Estão fininhos como um pau de gelado e já não se ouvem nada. Explicando todo o processo, segura com a mão num pau gasto e sentencia: “Má qualidade da madeira”. E assim fiquei a saber que o verdadeiro badalo deve ser de nogueira rijinha. As coisas que aprendi!

O mestre

João Chibeles Penetra é um homem completamente dedicado à sua causa e ofício. Desde cedo começou nesta vida, com 11 anos, e nunca mais parou, com excepção do tempo da tropa.
   
Com assombro, gaba-se ter trabalhado incessantemente ao longo de décadas, domingos inclusive. No currículo apenas 5 dias de férias como o próprio afirma. De resto, non stop.

Talvez a sua única tristeza seja o facto do seu filho não ter querido seguir-lhe as pisadas de chocalheiro, tal como ele próprio seguiu as do pai. Em tom de desabafo afirma: - “Quando eu morrer isto tudo acaba comigo” .

Mas por outro lado conta-me histórias do arco da velha, do duro que foi esta vida. Certa vez, foi com um compadre até Juromenha tentar vender chocalhos na feira. Três dias de viagem na carroça, noites ao relento para não venderem nada.

Por fim despedimo-nos cordialmente, e quem sabe se voltarei lá algum dia? Porém, tenho a certeza que quando encontrar alguma vaca no campo vou olhar mais detalhamente para o seu chocalho. Pode ter sido obra de José Chibeles.

 

Retirado do

 

Mais um Artigo interessante sobre o Museu do Chocalho e naturalmente do Homem que o criou, senhor João Penetra.

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 17:57
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Celestino Grave

(..)A sua aventura pelo mundo da gastronomia aconteceu cedo. Nasceu em Alcáçovas, no Alentejo, e ainda miúdo habituou-se a ver alguns familiares confeccionarem almoços para casamentos e festas lá da terra, até que ficou com o bichinho. Aos 16 anos era empregado de mesa, mas passava o tempo sempre a sonhar em dar o salto para a cozinha.

Empurrão na carreira Aos 18 anos, Celestino inscreveu-se num curso de Hotelaria, em Évora, e daí para a frente foi sempre a subir. Primeiro esteve nas pousadas, depois chegou a Lisboa e ao Hotel Ritz, de onde saltou para a Bica do Sapato. Só há poucos meses trocou a capital pelo Sheraton Porto Hotel, onde apesar dos 26 anos já é sub chefe. “Não gosto de andar a saltar muito de um lado para o outro, porque só para o currículo não vale a pena. A gente deve passar por um sítio com a noção de que aprendemos muito e mostrámos um bom trabalho”, afirma em jeito de recomendação aos mais novos."

Retirado do Correio da Manhã

Editado por António Costa Silva


 

publicado por alcacovas às 15:01
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JÁ PERCEBI PORQUE É QUE O TELEMÓVEL DA MINHA FILHA NÃO APARECE

RD.com is the official Web site of Reader's Digest magazine and its affilliates. Whether you want to read or submit jokes, find recipes, play fun word games like Word Power, or find information on health and nutrition, home and gardening projects, and money matters-- we've got you covered.

 

"Quem nunca folheou a maravilhosa revista Readers Digest presente nos lares portugueses desde 1900 e troca o passo? Pois este grandes senhores decidiram fazer um estudo inovador sobre perdidos e achados. Quem não gosta de um belo artigo sobre perdidos e achados mesmo ao lado da crónica do Pacheco Pereira? É tudo o que uma revista pode ambicionar ;)


Bom, como eu ia dizendo, estes grandes senhores (os da revista) decidiram fazer um estudo nos 32 países onde publicam a sua revista. E maravilha das maravilhas, Portugal é um deles!!!
Para fazer o estudo, deixaram 30 telemóveis perdidos pela cidade (cá foi em Lisboa) com um observador escondido. Quando alguém achava o telemóvel, o observador ligava para lá inventando uma história de como o tinha perdido e pedindo para o devolver.


Eu fiquei surpreendido pela negativa com o estudo! Os tugas classificaram-se em 28º de 32. Afinal somos um país hospitaleiro mas de ladrões, gatunos e de chupistas."

 

Do Julgamento Público

 

Editato por António Costa da Silva

 

publicado por alcacovas às 12:32
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PORTUGAL DAS CONTRADIÇÕES

Medicamentos mais caros.

 

O objectivo (?) era baixar os preços. Mas, dois anos depois de o primeiro-ministro ter anunciado que os medicamentos não sujeitos a receita passariam a ser vendidos fora das farmácias, estes remédios estão mais caros. Em média 3,5%.

 

Conclusão de um estudo da Deco Protest, que avaliou as vendas nas lojas e também nas farmácias.

 

 

Endividamento das empresas públicas não financeiras aumentou.

 

O endividamento das empresas públicas não financeiras registou em 2006 um aumento de 13,4 por cento, atingindo os 2,9 mil milhões de euros. A grande fatia do endividamento foi realizada através dos bancos (2,4 mil milhões de euros) e os restantes 540 milhões por crédito de fornecedores, de acordo com o relatório de 2007 do Sector Empresarial do Estado, que analisou as 83 empresas mais relevantes. (CM)

As empresas públicas não financeiras fecharam o ano de 2006 com resultados líquidos positivos de 7,4 milhões de euros, com base nos valores ponderados pela participação do Estado. Este saldo, inédito nos últimos anos, traduz uma melhoria de 500 milhões de euros face aos prejuízos alcançados em 2005 de 545,7 milhões de euros, diz o relatório sobre o Sector do Empresarial do Estado ontem divulgado.(DN).

 

 

Resultados líquidos do BES cresceram.

 

Os resultados líquidos do BES cresceram 82,8% no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período do ano passado, para 366,8 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a instituição bancária.

 

Retirado do Classe Política

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 12:22
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Sugestões para férias

 Humor Férias Agosto Judeus Sugestoes Carros Automoveis Estacionamento Banco Credito

Samuel dirigiu-se ao banco onde tem todos os seu depósitos e poupanças, pediu para falar com o Gerente, e disse-lhe:

- Eu precisava de um crédito de 5 euros a 30 dias.
- Oh, Sr. Samuel!... um crédito de 5 euros a 30 dias???... mas ficava-lhe muito menos dispendioso levantar os 5 euros de uma das suas contas à ordem - disse-lhe o Gerente, muito espantado!
- Bem... se não me concedem o crédito de 5 euros a 30 dias, eu acabo com todas as minhas poupanças e depósitos neste banco e vou para outro.
- Nem pensar nisso, Sr. Samuel!.. o seu crédito está concedido desde já!

Samuel começou então a preencher a papelada toda para o crédito que pretendia e pergunta ao Gerente:

- Quanto vou pagar de juros?
- Ora, 5 euros a 30 dias... vai pagar 30 cêntimos de juros - responde-lhe o Gerente.
- Bem, então é melhor eu deixar o meu BMW de garantia.
- Oh Sr. Samuel, não é preciso! O Banco confia plenamente!
- Bom... se não posso deixar o meu BMW como garantia de pagamento do crédito concedido eu desisto e acabo com todas as minhas poupanças e depósitos neste banco.
- Nem pensar nisso, Sr. Samuel!... claro que nós aceitamos o seu BMW como garantia! Faça o favor de estacionar o seu BMW na nossa garagem e ele ficará lá durante os 30 dias do crédito!

Chegado a casa, Samuel diz à mulher:

- Pronto, já podemos ir de férias tranquilos. Arranjei um lugar seguro para guardar o carro durante o mês inteiro e só pago 30 cêntimos!

Fanado ao Obvious

 

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 11:29
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Domingo, 29 de Julho de 2007

Clientes preferem

 

 

Clientes preferem

 

Um estudo feito por uma Universidade da Noruega, no seu país e nos EUA, chegou a algumas conclusões que não surpreendem, mas ajudam a arrumar e a fortalecer ideias sobre o assunto: o que é que os clientes de um restaurante mais apreciam e os faz voltar ou não.

Fica aqui a informação que, talvez, possa dar algumas ideias aos profissionais do sector (restauração) e não só.

  • O produto – o sabor da comida e da bebida.
  • O interior do restaurante. O aspecto geral das instalações, o mobiliário, as luzes e os guardanapos.
  • Serviço – a maneira como o pessoal se comporta entre si e com os clientes; a eficiência do serviço, desde a refeição até à apresentação da conta.
  • A atmosfera – as sensações que os clientes captam com os seus sentidos, incluindo ruídos da cozinha ou música de fundo, bem como dicas visuais como a limpeza e o aspecto (atractivo) das ementas.
  • A companhia (com quem se vai ao restaurante) – se os clientes estão a passar um bom bocado, razão pela qual foram comer fora, o tipo de pessoas que frequentam o restaurante.

     AC

publicado por alcacovas às 11:33
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Entrevista do Ricardo Araujo Pereira, no JN

Entrevista publicada no Jornal de Notícias, de hoje,

Boas perguntas, melhores respostas.

Parabens à jornalista e mérito ao RAP

 

Helena Teixeira da Silva

Entrevista» Ricardo Araújo Pereira

Está de férias, e não é na Tailândia. Não atende o telemóvel, mas responde ao SMS, aceitando o desafio. O resultado chega, por mail, três dias depois. Perto das quatro da manhã. Ricardo Araújo Pereira, 33 anos, o mais mediático gato fedorento, oscila entre a capa e a espada. E em off, espera não ter sido "desagradável".



Ser humorista é como ser polícia nunca está de folga?

Gostava imenso de fazer a rábula do humorista atormentado, que é tão linda, mas a verdade é que não sinto esse fardo.



As pessoas esperam que tenha sempre uma piada?

É raro alguém esperar alguma coisa de mim - atitude que considero bastante sensata.



É cansativo?

Comparado com assentar tijolo, não.



Miguel Sousa Tavares disse que, às vezes, sente-se 'idiota' a ter opinião sobre tudo. Sente o mesmo na "Visão"?

Como se eu precisasse de escrever para a "Visão" para me sentir idiota.



Já reparou que é mais fácil ouvir a "voz" dos "Gatos" nas crónicas do Zé Diogo Quintela, no "Público", do que nas suas, na "Visão"?

Mas repare que, se enrolar a minha crónica e encostar o canudo à orelha, consegue ouvir o mar.



Aceitaria ser ultrapassado por ele em popularidade?

Sim, mas só se dissessem que eu continuo a ser o mais sensualão.



Superou a do Herman. Por que não consegue não ser condescendente com ele?

Se digo que o Herman é o maior humorista português é menos por condescendência e mais por amor à verdade.



Conseguiria viver só das campanhas publicitárias?

Como calcula, não vou perder a oportunidade de lhe responder com as imortais palavras de Paulo Futre "Primeiro diz-me quanto ganhas tu, Manuela".



Que significado pode ter para um ateu ter a idade com que Cristo morreu?

Talvez, para um ateu, seja particularmente ridículo morrer com esta idade. Vou fazer um esforço extra para não falecer este ano.



Aderiu tarde ao PCP e justificou a saída, seis anos depois, com episódios que, de certa forma, já tinham acontecido no passado. A militância foi um capricho?

É possível que, no passado, o líder da bancada parlamentar do PCP tenha dito que a Coreia do Norte talvez fosse uma democracia. Mas em 1975 toda a gente disse parvoíces. Dizê-las em 2004 já não me parece tão giro.



O que o fez votar em Mário Soares nas presidenciais?

Não sei se reparou nos outros candidatos.



Sente que perdeu boa oportunidade para estar calado, no "Dança Comigo", quando brincou com Odete Santos?

Odete Santos dançou um tango e eu disse que era um privilégio raro ver um deputado a suar. Fui admoestado. A piada era um pouco demagógica e os políticos detestam demagogia. Estava convencido de que era uma piada inocente, mas afinal tratava-se de uma generalização perigosa para a democracia - e até para a Humanidade. Mas, semanas antes, 119 dos 230 deputados tinham faltado à Assembleia da República, antecipando a ponte da Páscoa e inviabilizando as votações. Se os deputados não gostam de generalizações, não deviam faltar generalizadamente.



Gosta realmente do equipamento rosa do Benfica?

O que há para não gostar? Tem lá o emblema e não é às listas. Satisfeitas estas duas condições, até gosto de um pano da loiça.



Está de férias. Avisou a Polícia de que iria ausentar-se?

Como todos os arguidos com termo de identidade e residência. Devia ter avisado também o 24 Horas, que me inventou férias bem melhores do que as que tive.



O lema dos "Gatos Fedorentos" é o dos mosqueteiros?

Quase. É este "Um por todos e todos por um, desde que nenhum já tenha coisas combinadas."



Há vinganças cifradas nos sketches?

Claro. De outra forma, qual era a graça de os fazer?



Há quem não aceite responder a estas provocações.Os portugueses ainda não conseguem rir deles próprios?

Confesso que não sei. Sente que tem perdido boas oportunidades para estar calada?


Editado por AC

publicado por alcacovas às 10:33
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Sábado, 28 de Julho de 2007

Reformar o país ou os Partidos?

REFORMAR O PAÍS OU OS PARTIDOS?

 

Como?

Porque é que o País precisa de reformas profundas e urgentes?

As razões são várias e têm sido estudadas, discutidas, durante anos. Não há semana (talvez dia) em que não se leiam artigos livros, estudos, inquéritos, se escutem palestras, discursos e entrevistas sobre esta temática.

No essencial todos estamos, ou parecemos estar, de acordo: é indispensável reformar.

Numa democracia representativa, todos falamos, mas quem decide são os políticos, em geral, e os governantes, em particular.

E os governantes e a maior parte (ou todos?) dos políticos são membros ou simpatizantes dos muitos partidos que temos.

Portanto, como mais e mais pessoas pensam, os partidos têm que se reformar a si próprios.

E aqui é que a porca torce o rabo.

Como reformar aquilo que sustenta os respectivos acólitos?

Como reformar aquilo que os dirigentes dos nossos partidos, os presentes e os que os antecederam, “construíram” ao longo de muitos anos?

Sobre esta matéria, a imobilidade táctica dos partidos apoiada em estratégias que, muitas vezes, parecem já nada ter a ver com os ideais originais de cada um deles.

Ou, pelo menos num caso, os ideais mantêm-se mesmo que já não tenham nada a ver com as realidades do Século XXI.

A confusão é muita, mas pior ainda, vai crescendo em nós a descrença, a confusão, o afastamento.

Não sabemos quem é o quê. Não sabemos o que é que os nossos partidos são, ou o que é que estão a fazer na nossa sociedade.

Vejamos, mais a título de exemplo (ou desabafo), o cenário da nossa “política”.

O PS é um partido socialista?

O PS é um partido de esquerda? Mas o que é a esquerda hoje?

O PSD é um partido social-democrata ou é um partido liberal (e o que é isto na nossa terra)?

O PSD é um partido de direita? Ou será um partido do centro?

O que é o centro? Uma mescla de ideias (ou desejos), que ora são criticadas ou louvadas (pelos partidos) pelos “cérebros” de diversas tendências.

O PCP é um partido democrático, como os acima referidos, ou continua a ver a democracia sob o conceito do centralismo democrático?

Aceita definitivamente a via eleitoral, esquece a revolução, convive com a economia de mercado (e com o capitalismo)?

Os outros, CDS, Bloco (uma amalgama confusa de esquerdismos românticos) vão transmitindo imagens que parecem flutuar ao sabor dos seus líderes.

O que é que vamos fazer com estes partidos, ou melhor, o que é que os nossos partidos vão fazer deles próprios:

Os nossos partidos começam a ficar como a nossa economia. A viver no passado, sem capacidade para mudar. Apregoa-se a revolução das novas tecnologias, da inovação, do modernismo, da globalização, das comunicações, etc.

E, penso eu, se esqueceram completamente do que é que as pessoas querem, sem compreenderem que o cidadão médio de hoje não é igual ao seu antepassado de há 50 anos, ou mesmo de há 30.

Apregoa-se no estilo S. Tomás, façam o que nós dizemos, mas não o que fazemos.

Bem pregam, mas os crentes estão a passar para o outro lado, dos descrentes.     

AC

publicado por alcacovas às 18:44
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Competir ou não?

Tem-se vivido em Portugal, nos últimos anos, uma ideia de que o ensino (e não só) se deve pautar por conceitos de igualdade e de liberdade.

Todas as crianças são iguais e estimular a competitividade será errado. Será mesmo politicamente incorrecto, pois a competitividade cria mais diferenças, dá vantagens aos mais favorecidos, contribuindo para mais desigualdades.  

Proteger o todo mesmo em prejuízo do indivíduo. Implantar a mediocridade para não criar individualidades.

Enfim, desculpem a fraca filosofia, mas só queria passar a mensagem que se inscreve no recorte recolhido no DN de hoje. O jovem referido é um aluno de 20 em matemática.

 

Começou no Externato Luso-Britânico, em Lisboa, onde, diz o jovem, "davam particular atenção a cada aluno". Aí aprendeu que a Matemática não era nenhum bicho de sete cabeças e aí aprendeu o que significa competição. Os alunos a isso eram incentivados. No 10.º ano Nuno passou para a Escola .

AC

publicado por alcacovas às 10:39
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Últimas imagens para a X Quinzena Cultural de Alcáçovas

   

Despedida desta quinzena com (todo) o sol das Alcáçovas..

  

     

    

    

  

        

Fotos de B. Borges

   

     

B. Borges

 

publicado por alcacovas às 23:24
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Imagens para a X Quinzena Cultural de Alcáçovas

   

   

    

   

Fotos de B. Borges

  

 

B. Borges

publicado por alcacovas às 00:17
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Alentejo: Cal gratuita «branqueia» casas durante o Verão

"Vários municípios do Alentejo estão a distribuir gratuitamente cal e materiais de pintura aos moradores para que estes possam caiar muros e a frontaria das casas, numa tradição que marca a arquitectura da região."
http://diariodigital.sapo.pt/

 

Uma ideia simples e muito boa.

 

Editado por António Costa da Silva

 

 

publicado por alcacovas às 20:37
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EXPLORAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA INFANTIL OU O.T.L?!

30 EUROS À HORA

 

 

«O primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foram ontem surpreendidos pelos «alunos» da escola do futuro. Durante a apresentação pública do Plano Tecnológico da Educação, um investimento do executivo PS no valor de 400 milhões de euros, as cerca de dez crianças presentes no evento descaíram-se e confessaram «ter sido contratadas».

A confissão foi feita para as câmaras de televisão da SIC e RTP. José Sócrates e Maria de Lurdes não sabiam e foram apanhados de surpresa pelos jornalistas. Vários menores disseram ter recebido «um telefonema para estarem presentes» no CCB para uma cerimónia e que «iam receber 30 euros» cada. »

 

Fonte: Portugal Diário.

 

GOVERNO CONTRATA ALUNOS?

 

«Ontem, numa sala improvisada do Centro Cultural de Belém, um grupo de alunos demonstrou como funcionam os quadros interactivos que o Governo quer instalar nas escolas. As crianças em causa foram recrutadas por uma agência de "casting", a NBP, um trabalho que rendeu 30 euros a cada uma delas, segundo disseram à RTP.

Questionada sobre o assunto, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou que este assunto é "um pormenor muito pouco relevante" e avançou apenas que "a empresa propôs fazer a apresentação aqui no local para que pudéssemos todos perceber como funcionam [os quadros interactivos]".»

 

Fonte: Público

Nota: Aconselha-se a ver o video todo em:

http://www.youtube.com/watch?v=-sQNZf18nBw

Editado por António Costa da Silva

publicado por alcacovas às 20:26
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Publicado por:

André Correia (AC); António Costa da Silva; Bruno Borges; Frederico Nunes de Carvalho; Luís Mendes; Ricardo Vinagre.

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